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1 Capítulo Único: Marry me?


Notas iniciais
Olá meus docinhos azuis! Como vão?? Depois que fui considerada má, retornei com a continuação rsrsrs E realmente espero que vocês gostem do casamento desse casal maravilhoso. Tentei demonstrar tudo que sinto quando leio sobre eles, o quanto esses dois significam para mim. Até as notas finais...

Casa comigo?

— Está pronta, Annabeth? — Piper me perguntou, fazendo com que eu abrisse os olhos.

Eu a vi ao meu lado, abrindo um pouco das cortinas para que eu entrasse. Eu sorri, assentindo com a cabeça e respirando fundo. Com a ajuda das meninas, ela recolheu os panos da porta e consegui ver todos sentados esperando a hora da noiva entrar.

E aquelas memórias? Aquelas boas memórias? Ah, foram as que me mantiveram e me mantêm até agora segura. Pois quando finalmente pude dar um passo em frente, em meu vestido de noiva, estava pronta para me casar com Perseu Jackson, o meu Cabeça de Alga.

— Ártemis está no lado direito do altar — Thália disse, antes que eu entrasse definitivamente. — Aqui está a sua cesta.

Ela me entregou uma cesta com os meus brinquedos de infância e sorriu em minha direção.

— Foram muitos anos até chegar aqui. Vocês merecem ser felizes e tenho certeza que serão. Já sabe que se aquele Cabeça de Alga não te fizer a mulher mais feliz do mundo, ele vai ganhar uns belos tapas — Annabeth riu, sentindo Thália segurar sua mão. — Boa sorte, minha amiga.

— Muito obrigada, Thália — eu disse. — Por tudo.

Era uma tradição antiga dos casamentos gregos. A noiva devia oferecer à deusa Ártemis todos os brinquedos que ela possuía em sua infância para sinalizar o começo de uma nova vida. De uma nova fase de sua vida.

Decidimos seguir outra tradição ao nos casarmos em Janeiro, exatamente um ano depois de Percy ter me pedido em casamento. Esse mês era dedicado à Hera — sem comentários sobre isso, não deveríamos dar sorte ao azar de tê-la atrás de nós — que, por ser a deusa do casamento, dava-nos a benção ao respeitarmos sua tradição.

E como eu não queria deixar a pessoa que abençoava os casamentos zangada eu acatei a essa tradição antiga, mesmo não tendo uma relação muito boa com a rainha do Olimpo. Janeiro também era considerado o mês da fertilidade e era, segundo a tradição, favorável a proteção da mulher.

Resumindo: era um bom mês para casar.

A primeira pessoa que entrou em meu campo de visão fora Percy. Ele estava lindo, é claro, mas eu já o havia visto antes, mas foi como se tivesse sido pela primeira vez. E pelo seu olhar encantador, eu sabia que ele sentia o mesmo.

Caminhei calmamente até o altar — como se realmente eu estivesse calma — sentindo os olhares de todos os nossos convidados sob mim. Ajoelhei-me em frente à Ártemis, oferecendo a minha cesta de brinquedos, incluindo o meu ursinho de pelúcia. O sorriso percorreu meu rosto ao vê-lo ali, levava ele pra todo o lugar que eu ia.

Ártemis usava um vestido negro, já que o seu símbolo era a lua. Mas a sua forma era a de uma criança naquele instante, sorrindo em minha direção.

— Que esses brinquedos simbolizem efetivamente a passagem de minha infância e de minha adolescência para a fase adulta. Ao desapegar-me dos meus pertences, que eu esteja pronta para me casar e pronta para cuidar de meus filhos e filhas no futuro — eu disse, ainda ajoelhada.

— Que estes brinquedos retornem a sua casa quando o primeiro de seus filhos nascer — Ártemis começou a dizer, fazendo com que eu fechasse os olhos. Senti a sua benção tomando conta de mim. — Que a minha benção fortaleça a sua casa e a sua futura família.

— Obrigada, Lady Freya — agradeci.

Levantei-me e me desloquei até Percy. Quíron iria realizar a cerimônia, pois obviamente nenhum mortal poderia entrar no Acampamento, com exceção dos nossos parentes, que receberam autorização.

O centauro encarou meus olhos e sorriu minimamente. Ele sempre seria uma espécie de pai para mim.

Atena, minha mãe, e meu pai Frederick, posicionaram-se ao meu lado. Sally e Poseidon fizeram o mesmo com Percy. Por incrível que pareça, Poseidon e minha mãe continuaram inteiros enquanto faziam o seu papel na cerimônia.

Poseidon e Atena deram um passo em frente, com as mãos levantadas. Fechei os meus olhos, esperando suas bênçãos.

— Que o nosso consentimento — minha mãe começou e foi muito bom ouvir da parte dela que estava de acordo com o nosso casamento. — Seja o sinal do consentimento deles. Que por livre e espontânea vontade nossos filhos se unam hoje em matrimônio.

— Que a união de vocês seja tão calma como mar e tão pura quanto às águas dele são — Poseidon começou a falar e senti uma leve brisa marítima nos envolver e sabia que era obra dele. — E que nossa benção ilumine seus dias para sempre.

— Que você e Perseu tenham toda a felicidade que qualquer casal que se ama merece possuir e que a luz habite em suas casas — Sally disse e nos entregou duas velas acesas.

Percy e eu trocamos as velas e os olhares. Ele sorriu e também não pude deixar de sorrir. Piper e Jason, nossos padrinhos, pegaram as velas após elas terem sido trocadas. Hazel e Frank, nossos outros padrinhos, trouxeram as coroas.

— Que governem juntos o seu casamento e que troquem experiências a cada dia e cada noite de suas vidas — meu pai disse e as coroas tradicionais foram colocadas em nossas cabeças.

As coroas eram feitas de flores azuis. Procuramos bastante por elas, já que Percy amava azul, mas elas eram realmente bonitas. As fitas eram cinza e logo foram atadas por nós, simbolizando a nossa união.

Percy me deu sua mão e nos posicionamos em frente à Quíron no altar. A tenda do casamento estava linda, totalmente branca e com tudo muito simples. Queríamos que fosse assim, da forma mais simples e bonita possível.

A voz de Quíron ecoou pelo local.

— Todos que estão presentes aqui, de alguma forma presenciaram o amor de Annabeth e Percy. Seja com gestos, palavras ou ações. Até eu mesmo já vi os dois arriscarem a vida pelo outro e me preocupei com a capacidade deles de darem suas vidas pelo outro. Hoje todos estão aqui para presenciar o que sempre todos nós quisemos que acontecesse. A união deles, seu casamento.

Percy e eu nos entreolhamos com um sorriso.

— Quando Percy chegou ao Acampamento, Annabeth prontamente ofereceu-se para cuidar dele. Eu achei estranho, pois ela nunca se oferecia para isso. Aliás, ela sempre evitava os novos campistas, embora fosse sempre muito prestativa e quisesse sempre ajudar. Mas nunca a vi tão envolvida com uma pessoa, de fato preocupada com ela. Mas ela ficou ao lado de Percy o tempo inteiro, até ele acordar.

Percy apertou minhas mãos na dele e eu tentei segurar as minhas lágrimas.

— Annabeth estava mudada. Ela não queria admitir, mas estava mudada. Ela demonstrou certa raiva, certa agressividade, porque não queria admitir. Porque de uma forma que só quem já se apaixonou entenderia como ela se sentia. Percy, de uma forma que seus amigos entendem bem, não conseguiu perceber que Annabeth tinha por ele os mesmos sentimentos que ele tinha por ela. Mas demonstrava quando tinha uma vontade inexplicável de protegê-la. Não por ser seu amigo. Mas por querer ser muito mais. Desde o início, ele a amou. Desde o início ela o amou. Só demoraram demais para perceber que era recíproco.

Ele riu junto comigo do nosso próprio passado. Da interpretação dele para a nossa história. Uma interpretação que nem nós mesmos não demos. Eu segurei as lágrimas enquanto Quíron continuava a falar sobre nós.

— Quantas vezes Percy salvou a vida de Annabeth e vice-versa? Desistir da vida pelo outro é uma das maiores provas de amor para mim, e que Afrodite não discorde. Desistir da imortalidade para viver eternamente com o outro também é uma demonstração de amor, uma das mais belas. Porque sei que até depois da morte eles estarão juntos. E já, que eles demonstraram de diversas formas que querem compartilhar uma vida ao lado do outro, que eles compartilhem agora as suas coroas. Três vezes troquem-nas em suas cabeças. Para que eles se lembrem de colocar-se no lugar no outro em cada decisão de suas vidas.

Trocamos conforme a tradição, as coroas de flores três vezes, de modo que os laços antes atados se entrelaçaram ainda mais. Nos viramos de frente para o outro, pois era a hora dos nossos votos. Não eram palavras quaisquer, eram muito mais do que isso.

Era a demonstração em palavras do que o outro era para si.

Votos de Amor.

Votos de Confiança.

Votos de Fé.

Votos de Esperança.

Percy começou a falar e apenas o fato dele olhar em meus olhos já fez com que eles se enchessem de lágrimas. Sabia que Percy falava muito bem sobre os seus sentimentos, de uma forma que eu nunca seria capaz. Era muito fácil para ele falar de algo que não se importava sem sentir com tanta intensidade.

Foi perfeito. Como eu sempre sonhei que seria.

— Ninguém mais do que você sabe o quanto eu te amo. Ninguém nunca saberá. É um segredo nosso. O que sinto por você é muito mais do que amor e confiança. É um sentimento que me faz ir até o fim por você, como diversas vezes eu já fui. Que me manda protegê-la, que me manda cuidar de você, mesmo sabendo que você pode muito bem se cuidar sozinha. Sim, isso também se chama amor. Mas para mim é muito mais. Annabeth, você é a minha vida. Meu tudo. A primeira lágrima rolou de meus olhos, acompanhada de meu sorriso inevitável.

— Você plantou algo em mim que faz com que eu não consiga mais viver sem você. Sem o seu perfume, sem a sua presença ao meu lado sempre. Sem sua voz, sem seu olhar. Eu prometo que enquanto eu viver estarei contigo. E que, quando eu morrer, eu também estarei ao seu lado. Prometo enxugar suas lágrimas e até mesmo impedir que elas deixem seus olhos. Prometo não deixar que nada de ruim lhe aconteça. Prometo fazer você sorrir todos os dias. Eu te amo, Annabeth Chase. Obrigado por estar comigo.

Ele enxugou carinhosamente as minhas lágrimas. Não ousei olhar para os lados, pois vi Thália derramar algumas lágrimas e inutilmente tentar escondê-las. Se eu visse Piper, provavelmente morreria chorando.

— Olha, já estou cumprindo minha promessa — ele sussurrou ao enxugar minhas lágrimas, provocando o meu sorriso.

Quando eu encarei os seus olhos, sabia exatamente o que falar. Disse-lhe uma vez que o meu assunto favorito era "nós". Então falaria de nós dois, por mais difícil que fosse lidar com as lágrimas e criar seus votos de casamento.

Não é fácil casar, meninas. Mas é o melhor momento do mundo.

— Acho que "eu te amo" é a nossa marca registrada. Pelo menos entre nós essas palavrinhas são. Porque normalmente elas são ditas da boca pra fora, como uma vez você constatou, mas para nós nunca foi. Sempre foi algo importante e que realmente quisemos dizer em todos os momentos. Amar é doar, é ver na outra pessoa a sua vida, o seu mundo. Você me disse que os nossos "eu te amo" eram os mais sinceros possíveis e eu sei que são. E quando me buscou hoje, em meu chalé, quando eu não sabia o que dizer, o simples "eu te amo" virou a minha saída.

Ele apertou minhas mãos e me lançou um sorriso encantador, que me fez sorrir ainda mais.

— Eu escolhi te amar no instante em que percebi que trocaria minha vida pela sua, sem problema algum. Quando a ideia de te perder era insuportável, quando não tinha coragem nem de falar da possibilidade de viver sem você, eu soube que te amava. Percy, você foi a minha escolha. A minha maior aventura. Você continua sendo o meu maior "eu te amo". Cada minuto longe de você machuca. Porque aprendi a viver contigo do meu lado. E não consigo pensar em um mundo sem Percy e Annabeth juntos. Sem eu e você juntos. Porque você é tudo para mim. Meu céu, meu mar, minha vida. Você é tudo para mim.

Eu observei os lábios de Percy entoarem um "eu te amo" silencioso e sorri.

— Obrigada por estar comigo aqui. Por ter me buscado onde quer que eu estivesse. E em troca eu prometo te amar para sempre. Te proteger, porque sem mim você não estaria vivo. Porque você continua sendo o meu Cabeça de Algas, portanto vou cuidar para que você fique bem. Eu prometo amar cada dia mais o seu sorriso. E fazer com que ele não se apague de seu rosto. Eu te amo Percy Jackson. Obrigada por estar aqui.

Ele deixou suas lágrimas caírem, mas sorriu do início ao fim. Aquele sorriso que tanto já descrevi. Que me fazia raiva e que me deixava feliz. E antes mesmo que Quíron nos autorizasse, nos beijamos.

Foi uma sensação de total liberdade. A sensação de estarmos apenas nós dois em qualquer lugar do mundo, em qualquer dimensão. Seu beijo me desligava do mundo. De tudo.

Nos separamos e rimos ao encararmos Quíron, que deu de ombros e nos encarou com um sorriso leve e feliz.

— Bem, já estão casados – ele disse.

Todos os convidados riram e começaram a bater palmas.

Encarei os olhos de Percy e sorri. Aqueles eram os olhos que escolhi olhar pela eternidade, todos os dias, a pessoa que eu escolhi amar. Aquele era o dia mais feliz da minha vida.

O dia que meu nome se tornou Annabeth Chase Jackson.

Notas finais
Quando eu escrevi a última frase da ONE quase morri chorando. Minha amiga estava lendo enquanto eu escrevia. Quase morremos. Sim, eu sou bem sentimental. Mas e aí, gostaram? Quero saber o que acharam, então comentem! Meus agradecimentos a quem me acompanham, quem vai comentar, favoritar ou recomendar! Beijos docinhos... Temp
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