Vossa Majestade
1 Vossa Majestade
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Vossa Majestade
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Ao aceitar a proposta de trabalho de Moriarty, Sebastian sabia que estava voltando para a guerra.
Por isso não estranhou quando, no meio de uma tarde de sexta-feira, recebeu uma mensagem de texto de Jim, mandando que ele fosse até o seu antigo apartamento e recuperasse seu uniforme militar e suas plaquetas de identificação.
O lugar tinha poeira acumulada de séculos desuso. Jim havia deixado que Sebastian tivesse o trabalho de empacotar todos os seus pertences, para então se recusar a levar suas posses para o apartamento que ambos passaram a dividir meses atrás. Segundo Jim, tudo o que ele tinha estava velho ou era barato demais. Agora era Moriarty quem comprava suas roupas, e cada gravata custava quase o mesmo que Sebastian ganhava por assassinato quando trabalhava como matador de aluguel.
Vasculhou as caixas até encontrar a farda. O tecido cheirava ligeiramente a mofo, mas não estava tão mal quanto poderia. Encontrou as botas embaixo de uma pilha de livros sobre técnicas de caça. Levou um tempo considerável para achar as placas de identificação militar, mas por fim as encontrou dentro de um porta-joias que tinha pertencido a sua mãe. Sebastian não se lembrava de tê-las guardado ali.
Mandou uma mensagem para Jim, informando que tinha achado o uniforme e a identificação. Como resposta, recebeu a ordem de vesti-los e ir para casa.
Provavelmente descobriria a razão por trás daquilo mais cedo ou mais tarde, então não se preocupou em perguntar: apenas obedeceu como um bom soldado.
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— Jim? — chamou, parado no hall de entrada.
Jim não gostava que ele andasse de sapatos pelo apartamento, mas supunha que as botas militares eram uma exceção, por isso não se preocupou em tirá-las. Seus passos ecoaram estranhamente ampliados pela casa.
— Jim? — chamou novamente.
— Coronel. — A voz do consultor criminal respondeu, vinda da sala. Sebastian se dirigiu para o cômodo. Fazia eras que não era chamado por sua patente. Sebastian percebeu que estava retendo o fôlego.
Sua apreensão foi justificada. De todas as coisas loucas que poderia esperar de Jim, jamais teria imaginado deparar-se com o que encontrou na sala de estar.
James Moriarty estava displicentemente sentado em uma das suas poltronas sofisticadas, coroado e vestindo o manto real. E apenas isso. Até onde Sebastian podia discernir, o outro estava completamente nu sob o manto. O ex-soldado sentiu seu membro enrijecer com a simples visão de Jim. Passou a língua sobre os lábios.
— O que isso significa?
Jim encolheu os ombros.
— De repente me ocorreu que você não teve a oportunidade de me ver usando uma coroa. Achei que seria uma pena se eu morresse antes de poder te proporcionar essa visão.
Sebastian sorriu. Jim era insano, todo feito de caos, violência e roupas caras, mas em momentos como aquele Sebastian Moran chegava a acreditar que o outro o amava.
— Sinto-me lisonjeado, Vossa Majestade.
Jim espelhou seu sorriso, obviamente satisfeito com o tratamento.
— Como um bom combatente é seu dever proteger e satisfazer ao seu rei, você sabe, não é, Coronel?
— Morreria cumprindo esse juramento — Sebastian respondeu, e os dois sabiam que era verdade.
Jim fez um gesto para que Sebastian se aproximasse. O atirador obedeceu. Parou à frente de Jim por um momento, ajoelhando-se aos pés dele. Em seguida, Sebastian o puxou para si e o beijou. Ao se separarem, Sebastian tinha as pupilas dilatadas e as bochechas vermelhas.
— Quanta confusão vai te causar ter roubado as joias da coroa pela segunda vez? — perguntou, sua fronte ainda contra a de Jim.
— Eu apenas peguei emprestado. Deixei réplicas no lugar. Pretendo devolver as joias depois que acabarmos, mas posso mudar de ideia, dependendo do quão bom for o sexo com elas.
Sebastian riu e voltou a beijá-lo. Jim envolveu seu torso com as pernas, devolvendo o beijo com ferocidade.
— Não estou vendo o cetro real, Jim — Sebastian comentou maldosamente assim que teve a chance, numa breve pausa em que Moriarty se afastou para respirar e mordiscar seu pescoço. — Como pôde esquecê-lo? Eu consigo imaginar grandes usos para esse cetro.
Jim mordeu o ombro dele em reprimenda pelo gracejo.
— Pode-se dizer que eu deixei o cetro para trás de propósito. Vai ter que se contentar com este cetro real, Seb — Moriarty disse, guiando a mão de Sebastian até o seu membro. — Coronel — gemeu.
Ele enredou os dedos na vestimenta de Sebastian e o puxou para mais perto. A calça do uniforme militar era larga, e Jim não teve dificuldade em infiltrar a mão dentro dela para alcançar o pênis de Sebastian. Beijou o atirador no pescoço e no peito, deixando marcas, enquanto movia a mão para cima e para baixo com movimentos leves e ritmados. Ficaram assim por um tempo, até que Sebastian se afastou com suspiro.
— Vossa Graça — ele murmurou e curvou-se para tocar a masculinidade de Jim com os lábios.
Jim arqueou-se languidamente, gemendo — Seb. Seb. Coronel. Sebastian não sabia dizer qual dos dois chamados o excitava mais. Penetrou Jim com os dedos, preparando-o — Oh, sim, Coronel. Foda-me!
Era especialmente agradável sentir os dedos de Jim sobre sua identificação militar. Pele quente em contraste com o metal frio. Por um segundo Sebastian se perguntou se o consultor criminal estava planejando esganá-lo com a corrente que prendia as plaquetas, mas não se importou realmente.
Jim o puxou pelos cabelos quando não podia aguentar mais, e, então, Sebastian o puxou para o chão. A coroa escorregou da cabeça de Moriarty e rolou pela sala, porém nenhum dos dois prestou atenção no objeto. Jim o ajudou a tirar a camisa, mas quando Sebastian fez menção de se afastar para livrar-se das calças ele não permitiu.
— Quero você de uniforme, Coronel — Jim sussurrou contra o ouvido de Sebastian, passando as pernas pela cintura dele, prendendo-o junto a si.
Transaram sobre o manto real, com Sebastian parcialmente vestido.
Jim adormeceu logo após o ato, recostado sobre o braço de Sebastian. O atirador permaneceu acordado ainda por um longo tempo, contando as respirações de Jim, acariciando a pele macia do consultor criminal e apreciando como suas pernas entrelaçadas encaixavam-se a perfeição.
Parecia realmente majestoso.
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