Volúpia
36 Capítulo 36
Notas iniciais
Os enjôos de Annabeth continuaram na semana e então ela e Percy foram ao hospital fazer uma ultra-som. Precisavam descobrir se no ventre de Annabeth existia mesmo uma criança.
– Annabeth Chase? – a médica apareceu na porta e Annabeth e Percy se levantaram, adentrando o consultório. – Bom dia, sou a doutora Paige. – sorriu simpática.
– Bom dia doutora. – responderam em uníssono, sorrindo.
– Sentem-se por favor. – ambos se sentaram – E então o que a senhorita tem sentido?
– E então.. eu venho me sentindo muito enjoada. Minha menstruação está atrasada e como andei dando uns vacilos eu desconfio que eu possa..
– Estar grávida? – Paige deduziu e Annabeth assentiu, um pouco nervosa. – Venha srta. Chase, vamos fazer uma ultrassonografia. – os três se levantaram – Vá naquele trocador e retire sua roupa, usando apenas este avental hospitalar. – Annabeth foi fazer o que a médica lhe pedira, enquanto isso Percy esperava apreensivo. Quando ela voltou, se deitou sobre a maca e abriu as pernas colocando nos apoiadores, ficando exatamente na posição do parto.
Paige colocou uma camisinha no aparelho e passou lubrificante no mesmo, Percy assustado com o comprimento perguntou:
– Você vai enfiar isso nela? – seus olhos estavam esbugalhados.
– Sim – a médica sorriu.
– Não acha que é muito grande?
– É só a metade. – a doutora soltou um leve risada e Percy se tranqüilizou pegando na mão de Annabeth.
A médica penetrou o aparelho na vagina de Annabeth que contraiu um pouco a barriga sentindo eu leve desconforto. A tela que estava totalmente preta, agora tinha algumas coisas estranhas. A médica olhava atenta, assim como Percy e Annabeth.
– E então doutora? – Percy apertou a mão de Annie.
– Ta vendo este pontinho branco? – eles consentiram olhando – É um bebêzinho.
– Oh meu Deus, eu estou realmente grávida? – Annabeth ficou boquiaberta e Paige consentiu sorrindo. Percy estava estático olhando a desconexa imagem na tela.
– Vamos ouvir o som agora. – ela mexeu em pouco o aparelho e apertou algum botão, o som ecoou sobre o consultório: TUM TUM TUM TUM TUM TUM TUM TUM – Estes são os batimentos cardíacos do bebê de vocês.
– Oh meu Deus, inacreditável. Seremos pais Annabeth. – Percy pela primeira vez sorriu – PAIS! – ela sorriu e consentiu. Ele lhe deu um selinho e olhou a médica sorridente. – Olha como bate rápido seu coração. – a loira mordeu o lábio inferior desfrutando do som amável do coração de seu filho.
– Então, confirmada a gravidez. – a medica retirou o aparelho, Annabeth voltou ao trocador para se vestir e voltou, sendo abraçada por Percy. – Você vai precisar de um acompanhamento médico durante sua gestação, fazer ultrassonografias, pré-natais, exames. Enfim, farei o encaminhamento.
– Obrigada doutora. – Annabeth agradeceu e após pegar o papel saiu feliz da vida com Percy.
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Assim que chegaram em casa Annabeth e Percy se deitaram na cama, estavam felizes, mas ao mesmo tempo confusos. Nunca se passou pela cabeça de ambos terem um filho, não tão cedo.
– Dá para acreditar que aqui dentro tem uma pessoinha? É tão estranho. – Annabeth disse tocando seu ventre.
– É mesmo muito estranho, e ele ou ela ainda vai crescer, vai te deixar com um barrigão.
– Nem me lembra desta parte desastrosa. – ela fez biquinho e ele lhe deu um selinho
– Você vai ficar linda.
– Você acha?
– Tenho certeza. – ele alisou o rosto dela e sorriu – Eu te amo.
– Eu também te amo. – sorriu e deitou sua cabeça sobre o peitoral dele – O que você prefere Percy?
– Como assim?
– Menino ou menina?
– Vindo com saúde é o que importa, não acha amor?
– Com certeza. Mas eu não entendo nada de futebol, basquete, esses jogos aí para ensinar se for um garotinho.
– Do mesmo modo que eu não sei nada de maquiagem, cabelo e essas coisinhas aí.
– Vai ser um ajudando o outro, de certa forma. – ela soltou uma risadinha, ele também. – Eu já posso imaginar uma criança correndo pela casa. De lá pra cá, de cá pra lá.
– Será que vai puxar mais a mim? Será que vai puxar mais a você? Ou uma mistura dos dois?
– Espero que seja uma mistura dos dois, não quero sair frustrada nesta história. – Annabeth falou, Percy riu.
– Porque frustrada?
– Tem que ter um pouco de mim também, oras. Só pra mim ficar toda me achando.
– Hahahahaha, ah branquinha, só você mesma. – ele beijou-lhe o topo de sua cabeça.
– As meninas devem estar apreensivas, loucas da vida e esperando a minha ligação.
– Liga pra elas e coloca no viva voz, quero ouvir a gritaria delas. – Percy gargalhou e Annabeth se esticou para pegar o celular na cama. Discou o número de Piper que atendeu com precisão.
– E então amiga o que deu?
– Thalia está ai com você?
– Sim, to com o cel no viva voz.
– Fala logo Annabeth, e aí? – Thalia perguntou apreensiva, Annabeth olhou para Percy que ria baixinho.
– E então… deu positivo, eu vou ter um bebê.
– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA – gritaram juntas.
– OMG, eu vou ser tia madrinha. – Thalia falou e Piper a afastou do celular.
– Cala boca Thalia, a madrinha sou eu, falei primeiro lembra?
– Ai meninas, foi tão bom ouvir o coraçãozinho batendo.
– Awn meu deusô, eu vou apertar as bochechas quando esta criaturinha nascer – Thalia disse com voz de bebê.
– Eu vou ser a tia madrinha mais coruja deste universo.
– Mentira que vai ser eu.
– Meninas não briguem. – Annabeth gargalhou.
– As duas serão madrinhas e pronto!
– Mas duas madrinhas Annabeth? Isso é possível?
– Ah, pra gente tudo é possível.
– E o Percy, como está? – Piper perguntou.
– Extremamente feliz. – ele respondeu.
– Ah você ta aí né papai? Que lindo gente.
– Deu vontade até de fazer um bebê né? – Thalia falou risonha.
– Ta na hora de você e o Luke fazerem um bebê também, hein. Tão ficando velhotes já.
– Deixa ele comigo, jogar ele na parede e fazer um neném rapidinho. – ela gargalhou.
– Só eu que fico na míngua?
– Uai morena, e o boiola do Jason? É tão boiola assim pra não dar conta? – Percy falou.
– Ah parem, meu lance com o Jason nem ta firme ainda, mas isso não interessa. Eu só desejo felicidades a vocês.
– Eu também! – Thalia disse.
– Então ta meninas, agradecemos, viu? Eu vou desligar pra vocês trabalharem, suas folgadas. Beijos, eu amo vocês.
– Beijos, também te amamos – responderam antes de desligarem o celular.
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