Volúpia

25 Capítulo 25


Notas iniciais
Desculpe a demora mas to toda atolada de coisas e sem tempo p escreverr... espero que gostem

Hoje é sábado, mas Percy convocou Jason e Luke até a empresa para assinar alguns papéis pendentes, devido a sua viagem com Annabeth muitas coisas que só eram resolvidas por ele estavam atrasadas. Como Jason estava doente, só Luke compareceu.

– Só você mesmo para me tirar da cama cedo em pleno sábado e depois de uma noite maravilhosa. Cara eu te odeio – disse Luke sentando-se na cadeira em frente a mesa de Percy.

– Hmm, noite maravilhosa? Se ajeitou mesmo com a moreninha? – Percy já assinava alguns papéis

– E como – Luke sorriu bobo – E você pelo jeito com a Annabeth.

– Quê? Como assim? O que você ta sabendo sobre isso? – Percy olhou para Luke desconfiado.

– Primeiramente você viaja com ela alegando fazer uma loucura. Você nunca fez isso com nenhuma garota.. E além do mais Thalia me falou algumas coisas..

– Você ta é louco cara, eu faria isso com qualquer uma. E que coisa que ela falou?

– Que Annabeth disse que você estava todo carinhoso e apaixonado – Luke soltou uma risadinha – O amor muda as pessoas.

– Essa Annabeth é uma mentirosa cara, eu só queria transar com ela e eu fiz isso inúmeras vezes.

– Eu sabia! – Annabeth estava na porta com os olhos lacrimejados.

– An-An-Annabeth? O que você faz aqui? – Percy perguntou e Luke se virou assustado

– Nem eu sei – ela saiu em disparada e Percy se levantou indo as pressas atrás dela.
____________________________________
– Annabeth!!! — Percy corria atrás da loira, que pisava forte, indo em direção ao elevador. — Annabeth, espera.. a gente precisa conversar. — Ela ainda andava na frente, ignorando-o.

– Vem cá — Percy alcançou-a e a puxou para dentro de uma sala qualquer, que por sorte estava vazia. Ele trancou a porta e Annabeth bufou.

– Me deixa sair daqui, por favor. — Ela pediu calmamente, Percy ficou surpreso com a reação dela.

– Vamos, Annabeth! Você não vai me xingar, me bater ou acabar comigo?.. eu mereço! — Percy suspirou.

– Não. Você não merece nem isso. Eu não vou nem te mandar pro inferno por dó do capeta. A única coisa que você merece no momento, é ser ignorado.

– Ah, Annabeth.. para.. eu preciso explicar o que você ouviu. É difícil..

– Percy Jackson, abre a porra da porta. Antes que eu a quebre com a sua cabeça. — Annabeth disse, ainda calma.

– A-a-a-anabeth.. por favor.. — Percu tentou continuar, e ela arqueou uma de suas sobrancelhas. — Tá bom. — Ele abriu a porta, dando passagem a ela.

Annie saiu da sala e deu as costas para Percy sem dizer nada.

– Ah, Percy? — Ela disse, se virando e andando até ele com um sorriso irônico nos lábios, Percy já sorria de orelha a orelha, achando que ela havia mudado de ideia.

– Eu sabia que você ia mudar de ideia loirinha..

– É, eu realmente mudei. — Annabeth deu um tapa na cara de Percy, com toda sua força e raiva — Ignorância é muito pouco pra você. — Ela disse, e saiu em direção ao elevador.
__________________________________
Annabeth chegou em casa e desabou sobre a cama, Channel se aproximou docilmente lambendo-a. Algumas lágrimas já escorriam amargamente pela face da loira, que guardava no peito milhões de sentimentos misturados, sendo eles bons e ruins.

– Eu deixei de sair com você pra ir viajar com ele, e olha Channelzinha, você que está aqui comigo. Me dando forças. – a cadela abanou o rabo e deitou de barriga pra cima esperando seu carinho. Annabeth sorriu, e acariciou a barriga dela. – Enquanto você estiver aqui sempre será minha companheira não é mesmo? Ah, como eu queria que você falasse. – Annie suspirou e mais uma lágrima desceu rápida – Isso que dá.. focar a vida em outras coisas. É bom enquanto dura, mas é extremamente dolorido quando acaba. – Channel olhou para Annabeth e latiu – É, você tem razão, não vale a pena chorar por ele. Não mesmo. Hoje é sábado, vamos dar uma volta? – ela se levantou e pegou a coleira de Channel, a cadela demonstrava felicidade, lambia as penas de Annabeth e abanava o rabo freneticamente.

Annabeth vestiu uma roupa de malha, colocou um fone de ouvido e saiu com Channel. Correu em beira ao porto, olhava os navios e sentia o sol reluzindo sobre sua pele pálida. Comprou uma água de coco e se escorou na ponte olhando o horizonte. Suspirou ao lembrar de alguns momentos que havia passado com Percy.

– Como ele pode ter me usado? Qual o prazer em estragar a vida dos outros? Porque eles fazem isso Channel? Homens são pessoas tão sórdidas, sem sentimentos. TODOS iguais. Não deveria existir homens na terra não é?

– Discordo plenamente – uma voz masculina ecoou sobre os ouvidos de Annabeth, ela se virou olhando um rapaz muito bonito.

– Eu não estava falando com você – ela se virou olhando novamente os navios.

– Mas estava falando sobre mim – ele se posicionou ao lado dela admirando a paisagem

– Sobre você? –ela franziu o cenho e olhou-o confusa

– É. Sou homem, se ainda não percebeu.

– Ah, vai me dizer que vocês não todos iguais? – ela ironizou

– Não somos iguais em nada. Há pênis grandes, pequenos e outros médios, finos, grossos..

Annabeth arregalou os olhos incrédula.

– Cara, você parou do meu lado para falar putaria? Cadê o respeito?

– Espere, deixa eu terminar meu argumento. – pausa – Como dizia, existem os homens, os meios homens e os homossexuais. Existem loiros, morenos, brancos, pardos, negros. Existem de diversas raças, cores. Existem os românticos, canalhas, idiotas, os responsáveis..

– Todos são idiotas.

– Óbvio que não. Somos todos diferentes. Tá que a porcentagem é muito grande para homens idiotas e canalhas, mas nem todos tem a mesma cor de cabelo, de olhos e nem o pênis do mesmo tamanho. Então não são todos iguais. – Annabeth gargalhou com o argumento do rapaz – Ta vendo? Existem homens que te fazem sorrir, outros que te fazem chorar. – ele olhava para ela, sorrindo.

– Você é engraçado. – ela sorriu

– Esse você se chama Will Solace. E a senhorita?

– Annabeth Chase – ela estendeu a mão e ele a cumprimentou.

Os dois engataram em um papo durante longos minutos, compraram sorvetes e foram caminhando até a casa de Annabeth.

– É aqui, chegamos. Obrigada por me acompanhar, você é muito gentil. – ela sorriu

– Sempre as ordens princesa. Já te passei meu número, espero que me ligue. Já te paguei um sorvete, espero que não me culpe pelos kilos a mais. Já me apeguei a sua presença.. espero que não me esqueça.

– Se você for um homem que valha a pena, quem sabe.

– Com certeza sou melhor que muitos – ele sorriu e ela mordeu o lábio inferior – Até logo Annabeth. – ele a abraçou por alguns segundos, fechou os olhos sentindo seu cheiro e se afastou olhando-a novamente.

– Até logo Will.

Annabeth se virou e olhou para a entrada do condomínio, encontrando nada mais, nada menos do que Percy Jackson.

– Channel de todo o meu coração, morda as canelas dele – ela falou ainda distante e respirou fundo se aproximando da entrada.

– Então é isso?

– Channel você está ouvindo os zunidos de um mosquitinho? Que estranho né? – ela ironizou

– Annabeth para com esta infantilidade, se estamos com problemas resolveremos pacificamente.

– Eu acho que você ainda não entendeu que o meu problema é você. E se ao acaso você não estivesse aqui, não existiria problema nenhum. – ela foi rígida e ele bufou irritado.

– Quem era aquele cara?

– Meu novo amiguinho, lindo não é mesmo?

– Não acredito que você foi tão rápida assim..

– Achou mesmo que eu ficaria pelos cantos chorando por causa de um idiota? Está muito enganado Percy Jackson. Esqueci-me de dizer que você também foi apenas um passatempo..

– Eu sei que esta sua reação é de total defensiva, você não precisa mentir que sente algo por mim.

– Eu não menti em momento algum, eu realmente sinto algo por você, pena, raiva, nojo.

– Então olha nos meus olhos e diz que se afastar de mim vai ser o melhor pra você – ele a segurou fortemente pelos ante-braços fazendo-a olhá-lo fixamente. – Diz que você não sente a minha falta e quer ficar do meu lado, diz Annabeth.

– Você.. é.. a pior coisa.. que aconteceu na minha.. vida. – ela disse entrecortando as palavras, mal sabia ele, que dizer isso estava sendo a pior coisa da vida dela.

– Ah é? Então ta, vou sair por aí, conhecer umas “amiguinhas” – ele disse fazendo sinal de aspas no ar – e vou fazer com que você suma da minha cabeça.

– Ah, então agora ficava pensando em mim?

– Você entendeu tudo errado.

– E você não entendeu foi nada, vá embora Percy, é melhor. E espero que isso não atrapalhe o nosso trabalho.

– Pode deixar, eu aprendi a ser excessivamente profissional com você.

Ele lhe lançou um último olhar e saiu, entrando em seu carro e arrancando em disparada. Annabeth engoliu o choro e se encaminhou até o elevador, quando as portas do mesmo se fecharam ela se derramou em lágrimas, deixando sair pelos olhos toda a sua dor, raiva, todos aqueles sentimentos que antes acercavam seu estômago como borboletas eufóricas.

Notas finais
Reviews?