Voltas De Um Coração
4 4º Capítulo - Tranquilidade embebida de ódio
Notas iniciais
Espero que gostem do capitulo!
Desculpem-me os erros...
Respirei fundo, e ao ouvir o som de passos se afastando abri discretamente a porta do banheiro, espiei por uma fresta não vendo ninguém, para então juntar meu orgulho que caíra no chão em meio aquela conversa, que provavelmente não era para mim escutar, e sai.
-Então era ai que a senhorita estava? – Virei a cabeça mecanicamente, na direção de Tadase, que com um sorriso triste no rosto veio me abraçar – Por que você estava se escondendo ai?
-Eu estava testando a luz do banheiro – Soltei sem pensar – Sabe como é, um dia desse eu vou entra nessa droga a noite e vou ficar cega... Essa luzes de não sei quantos wats, um dia ainda vão cegar a humanidade inteira!
Tadese riu de leve com minha pequena palestra contra lâmpadas.
-Ok, Amu-chan. Não precisa inventar desculpas para mim, que eu te conheço muito bem. Você também é péssima com isso – Ele falou recordando provavelmente da outras diversas vezes, que eu tentara dar uma desculpa... Era trágico! Teve a vez do protesto contra ervilhas, a aula de física e alguns outros, que prefiro não comentar.
-Ta bom, eu estava me escondendo da Utau, aquela fofoqueira!
-E por um acaso você escutou o que falamos? – Ele perguntou calmo.
-Depende, o que acontecerá se eu falar que ouvi? – Ri apesar de estar um pouco nervosa e irritada com tal assunto.
-Nada, Amu-chan. Nada vai acontecer, a não ser que você queira...
Fiquei calada com aquelas palavras, elas pareciam querer dizer outra coisa... Sabe, o Tadese nunca foi uma das pessoas mais claras, que eu conheço. Ele sempre fez o estilo amigável e enigmático, eu sempre me perguntei como ele consegue ser assim...
-O trabalho está finalizado! – Utau apareceu do nada gritando, e com uma força surpreendente puxou o braço de Tadase – Então King, fora! Agora eu e a Amu-chan teremos uma conversa de garotas, entendeu?
Esse “entendeu” soou mais como, “Eu vou ter uma conversa séria e cheia de fofocas com a Amu, então dá o fora antes que eu te bote pra correr”, realmente sinistro.
-Tud... Tudo bem... Ja ne Amu-chan! – O pobre menino se despediu, já correndo para fora da casa — E... Tchau ... Utau-san...
Após parar na porta para lançar um olhar de medo e raiva para Utau, Tadase foi embora e nós inofensivas garotas, caímos na risada!
-Loira você me da medo as vezes! Desse jeito nunca vai arrumar namorado! – Falei entre risos, recebendo uma cara feia de Utau – Nem com sua aparência!
-Uma NERD falando isso de mim! Ha! – Ela assumiu a posse de Patricinha irritante, jogando os longos cabelos loiros por cima do ombro – Você não tem o direito de falar sobre mim, quatro olhos punk!
E assim passamos umas duas horas, rindo, xingando e brincando uma com a outra.
-Ei Amu! Já avisou sua mãe que ia passar a noite aqui? – Utau falou sem folego. Estávamos ambas deitadas no chão depois de uma guerra de cosquinhas, onde admito perdi miseravelmente.
-Hum... Avisei, não. –Com isso em mente levantei-me e peguei meu celular, já com algumas ligações de casa, e retornei a ligações – Alô, mãe!
-Não... Não é a mãe!! É o papai! – Só podia mesmo...
-Ah! Oi pai!
-Oi filhota amada do papai! – OH! apelidinho carinho cumprido, meu pai era mesmo o Unico.
-Eu só liguei para avisar, que vou dormir aqui na casa da Utau! Então, como já avisei, Tchau! – Já ia desligando, quando começaram as suplicas...
-Não me deixe sozinho Amuzinha! A Mama saiu com a Ami e não me levou junto, por que será?! – Sua voz grave, porém birrenta, era irritante. Por que será, eh? A mamãe é esperta.... – Vem pra casa! Vamos jogar UNO, que você tanto gosta! Que tal jogo da vida? Ou Vamos brincar de casinha?
-Desculpa, pai. Mas vou comer agora! Tchau!
-Mas, Querida, eu to sozinho aq...
Desliguei, já com um nervo saltando. Casinha?!
-Qual foi a oferta da vez? – Utau, que se aproximara para escutar a conversa, perguntou, já acostumada com isso.
-Brincar de casinha.. Da para acreditar? – Eu estava inconformada. Como um ser desses pode ser meu pai? O que eu fiz para merecer isso?
Esse jeito dele não era novidade. Desde de que me conheço por gente ele é assim, infantil, infantil e... infantil! E minha mãe nunca me deu uma explicação plausível para isso, então a solução era se acostumar e aprender a lidar com crianças...
Depois disso, fomos para o quarto, já nos preparando para dormir. Tomei um banho e peguei um pijama de Utau emprestado. E enquanto ela tomava seu banho, desliguei a luz do quarto e me arrumei na cama, já sonolenta.
Fiquei ali, no meu estado morto-vivo, relembrando alguns fatos do dia. E logo, as palavras duras de Ikuto voltaram, me mexi incomodada com tais lembranças. Eu até o momento não havia feito nada, apenas escutava-o me insultar e meus amigos me defenderem, acho que chegou a hora dessa minha vingancinha começar.
Utau saiu do banho naquele momento, me dando uma ideia brilhante. Por que não começar uma vingança de forma infantil, apenas pegando impulso para o próximo passo, acredito, que aquela nossa festo do pijama particular irá ser bem mais divertida do que eu imaginava.
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-Ei Amu, tem certeza de que quer fazer isso? – Utau segurava a câmera meio tremula.
Ri de sua covardia.
-Você esta recuando, loira?! Eu pensei que você também queria se divertir hoje... Que pena, acho que terei que arrumar outra melhor amiga mais corajosa...
Apontei a lanterna para sua cara, grata por ela ter me dito uma das principais fraquezas de seu adorável irmãozinho.
-Hum... Pode ir esquecendo tal ideia, que eu sou sua única melhor amiga! – Ela gritou. Soquei-lhe o braço, pedindo-lhe que fizesse silencio – Tá. Tá. Você que manda. Vamos logo perturbar o sono de meu irmão, que quero dormir ainda hoje.
Concordei, e na ponta dos pés fomos até o quarto do outro lado do corredor. Arrumei o pano sobre meu corpo, e gesticulei para Utau, pronta para fazer uma “arte”.
Utau com um sorrisinho de medo e felicidade no rosto abriu com tudo a porta do quarto do irmão, provocando um ruído alto e digno de filmes de terror. Quase que automaticamente, o corpo que dormia pacificamente na cama de casal ao canto direito, levantou sobressaída. Essa era minha deixa.
-I...K....U....T....O.... – Sussurrei num tom baixo e lento – Ikuto, por que você me deixou? Você prometeu não me deixar... Por que?!
O pulo que ele deu ao ouvir tais palavras comprou minha felicidade até a morte. Segurei-me firme para não cair no chão aos prantos de tanto rir.
-Eu te perdoo... Você pode me acompanhar agora... Fiquei comigo... Ao meu lado.... Senão...
Me calei ao perceber, que o infeliz tinha desmaiado. Como é que pode, desmaiar no meio de uma ameaça?! Mas que medroso!
-Amu! Vamos sair daqui logo, já temos um bom material – Utau voltou o olhar para a câmera profissional em suas mãos, rindo malignamente – Um ótimo material!!
Olhei novamente para o ser na cama, que abraçado a um ursinho de pelúcia (não vou nem comentar...), dormia ou tinha morrido de susto. Peguei a ultima parte do plano de início: um batom rosa pink!
Agora sim, era um ótimo inicio de vingança, começando por baixo para subir gradativamente, até o grand finale!
Notas finais
Eu me diverti bastante escrevendo-o.. tipo, ri demais na parte da conversa da Amu com o pai dela...
De qual quer forma, esse era o inico da vingança que eu queria, bem fraquinho e inofencivo...
O que acontecera a seguir fica por conta da Jully... To curiosa! Mas acho que só semana que vem tem mais um capitulo....
Espero comentarios! E até daqui duas semanas!
Ja nee!
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