Void - A Corte Da Carnificina

3 "Mas que merda está acontecendo aqui?"


Notas iniciais
Desculpem por ter demorado tanto para postar, é que estou cheio de problemas e afazeres, o bloqueio criativo também não ajuda nada, mas vou tentar fazer melhor dessa vez.

Desperto alarmado numa cela, minha cabeça doía e a parte de trás latejava, como se tivesse levado uma pancada, demoro um tempo para lembrar onde eu estava, mas logo lembro, estava numa das celas da fortaleza sangrenta, um nome bem óbvio e vulgar na minha opinião, mas era assim que ela era conhecida pelo povo por conta de todo dia antes de anoitecer, as águas do rio que preenchia o fosso ficavam vermelhas com os litros de sangue que saíam daquela assombrosa construção de pedra negra, quando eu era apenas um garoto abandonado nas ruas da cidade das lágrimas, os outros garotos a chamavam de “forte do pipi” pois parecia que a construção mijava quando o sangue era liberado, o velho Abdias, um homem de idade já avançada que também morava na rua e que cuidava de mim, certa vez comentou comigo devido a uma pergunta que lhe fiz “é um lugar de desespero, dor, desesperança e infelicidade, pra lá vão os criminosos, independente de qual seja o crime cometidos, e qualquer que seja o ser, se for para lá não retornará, então trate de não tomar um rumo que o leve para lá, temo pela sua alma se for pra lá. “ essas foram suas palavras, mas três dias depois ele estava sendo acorrentado e levado pelos guardas até a fortaleza, por minha causa ele havia roubado um pão para me alimentar, pois ele havia perdido o emprego que lhe fornecia as míseras moedas que o permitiam viver com dignidade, mas não entendia como ele havia sido capturado, Abdias podia ser velho, mas era forte como um touro, veloz como uma lebre e sábio como um corvo.

Um tempo depois de Abdias ser levado resolvi seguir seu conselho mais constante “se algo acontecer comigo, pegue um pergaminho que está debaixo de uma pedra com seu nome marcado, vá para Tsefirah e entregue para quidron, o general da divisão black, ele saberá o que fazer” e foi o que eu fiz, lá fui treinado pelo próprio quidron, descobri que Abdias era o comandante da divisão green, especializada em disfarce e infiltração, mas na missão havia perecido em combate pois havia sido traído e exposto, e então me dediquei aos estudos, com a ajudo do próprio Quidron me tornei um membro de sua divisão, a divisão de elite Black, e agora, depois de 400 anos cá estou eu, preso no ultimo lugar onde eu queria e deveria estar, no lugar que foi o túmulo de Abdias e provavelmente será o meu, talvez me mantessem vivo tempo suficiente para extrair informações confidenciais da sede.

Passos ecoam no corredor, me tirando de meus devaneios, um Homem Grande, extremamente gordo e musculoso aparece na porta de minha cela, um garoto aparentando ter apenas 14 anos, ostentando uma longa e bela cabeleira branca e belos olhos violeta aparece logo em seguida, ele sorri pra mim, move um dedo em minha direção e imediatamente sou erguido no ar, as correntes apertavam meus pulsos e tornozelos ao mesmo tempo que me puxavam em direções opostas, se a pressão nelas fosse um pouco maior eu seria esquartejado, não emito um único som apesar da dor que sentia, ao invés disso dou um sorriso debochado para ele, ele sorri de volta carinhosamente e faz um sinal com a mão, no mesmo momento a montanha de gordura e músculos me dá um soco na cara, sinto o gosto do sangue na boca, cuspo o sangue no chão, o garoto volta e sorri de um modo cínico e irônico para mim, se aproxima devagar, falando coisas sobre mim, ele parecia me conhecer bem:

—Coronel Edmund Blacksun, a flor do metal negro, preso em minha fortaleza...—ele vem até mim devagar me olhando nos olhos— o homem de confiança de Quidron Black, lider da equipe de elite mais forte entre os mévet's, onde apenas os mais fortes e inteligentes dos mais fortes e inteligentes são convocados para ingressar, graduado com méritos na academia militar de Tsefirah, que por sinal é a melhor e mais difícil e prestigiada de void, primeiro da turma, condecoração por bravura, e medalhas por maestria na manipulação do elemento metálico, amante de corvos e arminhos, filho adotivo de Abdias Greenfield e blá, blá, blá... Se eu fosse citar todas as suas conquistas, feitos e condecorações ficaríamos aqui o dia todo. Mas vamos ao que realmente interessa, o que o favorito de Quidron fazia na arena dos jogos vermelhos? Eu realmente estou ansioso para entender isso.

O homem gordo abre a boca e fala com dificuldade como se não tivesse parte da língua:

—Talvez estivesse espionando, senhor.

—Não estava não, ele é valioso demais para ser mandado numa missão de baixo nivel como essa, e quidr não o mandaria, ele tem os Green ao seu dispor para isso.

Ele se aproxima de mim, deixando seu rosto bem próximo ao meu, eu podia sentir sua respiração e seu hálito com aroma de rosas em meu rosto, ele me encarava fixamente com seus profundos olhos violeta, seus lábios finos e bem delineados se curvam em um sorriso que sugeria segundas intensões e de repente ele estava mordendo meu pescoço, não machucou, mas me deixou marcado, arrepiado e surpreso, mesmo assim permaneci impassível, ele solta uma risadinha —vejo que sabe se segurar senhor Blacksun e se vira para ir embora, mas antes tira uma rosa branca do bolso interno de seu sobretudo, joga aos meus pés e sai com um sorriso satisfeito, as correntes afrouxam e eu Caio no chão, sinto uma dor intensa no pé, um enorme espinho da rosa que ele havia jogado no chão havia perfurado meu pé, mas novamente não emito um único ruído, o guarda costas dele ainda estava me observando, instantes depois ele sai, me deixando sozinho com meus próprios pensamentos, quem era aquele homem? Eu nunca havia sequer visto aquele homem e mesmo assim ele sabia tanto sobre mim, não que os dados sobre mim não fossem inacessíveis, podia-se conseguir tudo numa simples biblioteca, mas como ele sabia sobre minha paixão por corvos ou até mesmo sobre Abdias, na minha ficha constava pais desconhecidos e não havia uma única passagem sequer que sugerisse a existência dele, os pensamentos fervilhavam em minha mente e esta trabalhava avidamente para responder as perguntas e esclarecer as dúvidas que se formavam em minha mente, eu me sentia cansado, cansado demais, aos poucos vou adormecendo, mas sem deixar de pensar naquilo tudo, e assim Caio no sono.

Eram 07:30 e Edmund ainda não havia chegado, não sabia o porque deste atraso, ele disse que chegaria às 07:00 e eu já estava ficando preocupado a essa altura, vou até a cozinha impaciente e falo com Phill:

—Yo, alguém chegou aí?

Ele estava cozinhando, ou tentava pelo menos, ele me olha por cima dos óculos um pouco embaçados devido ao vapor que saía da panela:

—Jay, essa é a décima primeira vez que você veio aqui, me perguntou a mesma coisa e tivemos a mesma conversa, e pare de usar yo, é gíria de malandro, e você não é um, desde já agradeço se você me ouvir.

Faço uma careta pra ele, ele sempre me corrigia e não me deixava usar gírias, os americanos não viam isso com bons olhos, Phill não ligava para o fato de eu usar girias, mas ele estava preocupado com o que os outros pensariam de mim, já que não tinham uma boa imagem da minha pessoa por meu pai e ele formarem um casal e por eu também ser gay assim como eles dois, e assim acabaria sendo excluído da sociedade, ou era isso que ele sempre dizia, sorrio internamente enquanto observo Phill tentar cozinhar, o grandão não tinha talento nenhum na cozinha, eu gostava de Phill, ele era realmente como um segundo pai pra mim e eu acho que ele realmente se sentia assim pois procurava quase sempre agir como tal, sem nada pra fazer tento puxar um papo com ele:

—Entao, o que exatamente era pra ser isso aí?

—Isso vai ser um macarrão com carne moída ao molho branco quando eu terminar

Ele responde concentrado no preparo do macarrão, eu não consigo segurar o riso e ele olha pra mim de cara feia, mas depois sorri, vai até o armário e joga um pacote de biscoito pra mim

—Come aí, você não comeu nada além de pipoca desde que acordou.

—E daí? Ajuda na prevenção ao câncer e reduz o colesterol.

Ele olha pra mim um como se eu fosse um alienígena enquanto eu mordiscava um biscoito

—Que livro você engoliu dessa vez?

—Na verdade foi um site de saúde alimentar que falava sobre pipoca, foi daquela vez que eu estava tentando montar uma dieta saudável e agradável pra aquele anão.

—Nossa, que memória de elefante—Comenta ele rindo enquanto escorria o macarrão, neste momento a campainha toca, vou até a porta correndo para atende-la, mas fico desapontado quando vejo que era apenas um cara engravatado de pasta na mão, devia ser um daqueles vendedores chatos, mas ele era muito robusto para um simples vendedor, parecia ter uma tatuagem tambem, eu podia ver a ponta dela saindo através manga direita do terno, ele me encara e depois pergunta com um sorriso:

—Daniel Fear Blackwood se encontra?

—Quem gostaria de ve-lo, e com que objetivo?

—Malik Silver, representante da corte marcial dos mévet's, eu gostaria de informa-lo de sua posição atual perante a corte e as propostas da mesma para ele.

Isso me soava como problema, mas parecia ser algo importante "mas que diabos são mévet's?" penso comigo mesmo enquanto decido que resposta dar:

—Ele se encontra, mas está doente, precisa de repouso, vou verificar se ele está acordado para recebe-lo.

Nesse momento Phill chega animado—hey Jay, quem é!?— mas ao ver o homem na porta fica totalmente branco, como se tivesse visto um fantasma:

—Jack, vá chamar seu pai!

—Mas...

—Agora!!!

Ele parecia nervoso, convida o homem a entrar e se sentar enquanto eu subo as escadas para chamar meu pai, este demora um pouco mas acaba levantando a muito custo, ele desce só de calça, os cabelos castanhos bagunçados e o abdômen e peitoral bem definidos à mostra, ao ver o homem, meu pai assume um postura rígida e de certa forma raivosa, aquilo me preocupava, Daniel fear, ou apenas fear como ele era conhecido em seu trabalho, não era o cara mais adorável da face da terra, muito pelo contrário, podia-se dizer que ele é o diabo em pessoa, alguns até mesmo dizem isso depois de tomar uma surra dele, o temperamento semi explosivo não ajudava em nada, só piorava toda e qualquer situação que envolvesse alguem que lhe tirasse a paciência e especialmente se o sujeito falasse algo a respeito de sua altura, ser segurança era o trabalho perfeito para um cara como ele, Daniel desce as escadas lentamente quando o homem se recusa a levantar como era de costume nos estados unidos quando se esta na casa de estranhos e dá um sorriso afetado para ele, o homem pega a pasta que estava ao seu lado e apóia no colo, tira alguns papéis e começa a procurar algo que logo vejo ser uma caneta, papai observava atento a cada movimento, podia-se perceber pelo jeito que seus globos oculares se moviam, por fim o homem termina de ajeitar os papéis e estende a caneta a meu pai que desce, pega desconfiado os papéis, a caneta, coloca seu óculos de leitura e começa a ler atentamente o conteúdo em suas mãos, phill observava inquieto, mas atento, novamente o tal malik estava mexendo na maleta, mas dessa vez ele tira um cubo feito de um vidro de aparência leitosa, coloca em cima da mesa, tira uma faca de aparência estranha do bolso, Phill fica agitado, pousa a faca em cima da mesa, de frente para o cubo e se vira para meu pai:

—Lorde Odin deseja falar convosco.

Meu pai ergue as sobrancelhas e olha para o representante por cima dos aros do óculos:

—Não tenho nada para conversar com o velhote.

—Tu podes até não ter, mas ele tem.

Já confuso e com a cabeça fervilhando de suposições e dúvidas eu me intrometo transtornado:

—Mas que merda!!! Me explica o que infernos está acontecendo aqui, Jesus, estou às cegas aqui. Quem é Odin, quem são esses tais mévet's e que porra você tem a ver com isso?

Daniel suspira e abaixa os papéis:

—Voce verá, agora fique quieto—ele olha para o homem parado ao lado da mesa de centro e põe as maos para trás como um soldado—Quando quiser, sargento.

O homem assente com a cabeça, vai até a adaga em cima da mesa, ergue-a e a crava no cubo de cristal, não acontece nada, ele gira a adaga no cubo e alguns segundos depois o cubo começa a brilhar intensamente, da luz sai a imagem de um homem grande, por volta de 2.80cm de altura, barba branca assim como seu cabelo, ele usava uma saia feita do que parecia ser pele de urso que ia até os joelhos e por baixo uma calça feita de couro e botas também de couro, um tapa olho cobria seu olho direito e ele trazia consigo uma grande lança dourada que parecia ter brilho próprio, eu me sentia um anão próximo a ele, o homem caminha pela sala, parando na frente de cada um antes de prosseguir, primeiro ele para na frente do tal representante e este se ajoelha rapidamente, e depois começa a se abaixar, mais e mais, sua cabeça se curva mais ainda e cai no chão, estava vermelho, parecia assustado e ainda assim ele continuava a se encolher, como se não fosse por vontade própria, o homem se vira e prossegue até daniel que continua com a mesma postura despreocupada, mas havia algo diferente, ele estava com um ar de respeito, como se realmente respeitasse o homem, o gigante prossegue parecendo insatisfeito e para na minha frente, eu sinceramente estava um pouco assutado com aquela situação, a lança na mão dele tinha um aspecto ameaçador, não deixo transparecer o medo, eu não conhecia aquele cara e ele já chega sob meu teto através de um portal se achando o rei da porra toda, não ia deixar ele achar que eu era submisso, me mantenho firme e ergo meu rosto para o encarar seu único olho, de repente me sinto sonolento e tudo começa a rodar e ficar distorcido, sinto uma dor intensa nos olhos e minha consciência aos poucos se esvai, mas o que fica não é a escuridão, o vazio, e sim uma série de cenas, tudo passava como um filme em minha cabeça, um filme com pessoas que jamais vi na vida, ando por cada uma das cenas como se fosse invisível, eles não podiam me ver, após tudo aparece uma cena vívida que fica gravada a fogo em minha mente, uma enorme serpente feita de fumaça negra com olhos azul prateados, pareciam mortos, mas o ser por outro lado parecia bem vivo, e estava a soltar fogo pela boca, igualmente negras, assim como a fumaça que formava seu corpo, o medo que senti naquela hora nunca vou esquecer, ele se cravou em mim como um falcão crava as garras em sua presa antes de leva-la para seu ninho, eu podia sentir a escuridão me engolir, podia sentir também o desespero, a melancolia, o sofrimento... De repente me vejo de volta, puxo o ar para meus pulmões que estavam vazios, tento levantar mas não consigo pois havia algo pesado sobre meu peito, olho e logo vejo que era a lança do gigante, na minha cabeça eu tinha ficado por um bom tempo fora, coisa de horas, mas dirijo meu olhar para a janela, o tempo não havia mudado:

—O que foi aquilo?

O gigante parecendo um pouco confuso me responde com outra pergunta:

—O que você viu?

Tento lembrar para falar para ele o que eu havia visto mas não obtenho sucesso, não conseguia lembrar de nada, só obtive lampejos, exceto a imagem da serpente colossal que se mantinha vívida em minha mente:

—Nao lembro muito bem, só retalhos, mas a única coisa que consigo lembrar é de uma cobra gigante, deve ter sido apenas uma alucinação.

O homem me levanta com uma inesperada delicadeza, me leva até o sofá e me deposita lá como se pegasse um pequeno cachorro para leva-lo para algum lugar —conversamos depois sobre isso— ele prossegue até Phill e ao parar na frente dele bate a lança no chão, uma onda de pó dourada sai do lugar onde a lança bateu e com um simples aceno do homem toda a onda envolve Phill e este começa a brilhar, ele se levanta com o corpo ainda brilhando e depois ergue o rosto para encarar o estranho, Phill era realmente grande, mas parecia pequeno perto daquele cara, o brilho diminui até se extinguir e então o gigante, com um certo tom de crítica na voz, fala após tudo terminar:

—Midgard com certeza não lhe fez bem.

—E asgard fez?

—Claro que fez

—Fez tão bem que eu acabei morrendo lá, e tive que abrir caminho pelo reino de Hel só para reencarnar aqui.

—Agora você me pegou.

Phill dá risada e abraça o gigante

—Senti sua falta pai.

O gigante retribui, meu pai dá um passo à frente e se dirige ao homem:

—E então, o que traz o grade odin a midgard?

—O clima altamente agradável—diz o gigante de modo sarcástico — é óbvio que vim atrás de você seu rato imundo, precisamos de sua ajuda, o cachorrinho de Quidron foi capturado na arena vermelha, preciso que você o resgate, ou aquele velho lobo vai queimar toda a cidade das lágrimas e matar a todos que entrarem em seu caminho, ele considera o garoto como o filho que nunca teve e por ele é capaz de causar uma guerra, e não é isso que queremos, o papel que está em suas mãos possui todos os termos e condições da missão, seus objetivos e prioridades, agora assine esta merda antes que frigga venha me buscar pela orelha, aquela mulher é terrível.

O gigante crava a lança no chão e se senta no sofá ao meu lado, Phill se senta também fazendo discretos sinais negativos para meu pai:

—Mas foi justamente por isso que casou-se com ela pai.

Daniel permanece pensativo por um momento e depois puxa uma caneta da mala em cima da mesa enquanto o gigante retrucava indignado

—Cale a boca moleque, eu sei bem onde me meti.

Eu vejo que meus pais estavam ambos fazendo sinais para mim, pareciam dizer para que eu distraísse o enorme homem, aceno discretamente com a cabeça e tento puxar papo com ele:

—Eu ainda estou curioso para saber quem é você, eu sinceramente estou mais perdido que morcego em tiroteio à noite.

—Eu sou Odin, não deve se lembrar, mas você eu conheço, te vi quando ainda era do tamanho do meu dedo!

O que me deixava curioso era o nome dele, mas o fato de ele ter me visto quando pequeno me intrigava porém, isso eu poderia resolver depois

—Odin como o "Odin" dos nórdicos?

O gigante coça a barba pensativo

—sabe, eu acho que eu sou esse aí de quem você fala.

—Aham ta, então cadê os corvos?

Ele abre a boca para responder mas é interrompido por Daniel que joga uma bolinha de papel nele, que bate na lateral de sua cabeça, dizendo:

—Essa parte do acordo não é válida, diga para os velhotes pararem de tentar me enganar, já fizeram isso uma vez, não deixarei que façam de novo, procurem outro idiota.

Meu pai se levanta e segue em direção à escada deixando os papéis e uma estranha caneta bico de pena branca sobre eles, antes que ele possa pisar no segundo degrau o auto intitulado "Odin" intervém:

—Daniel, seu garoto está correndo perigo.

O ranzinza Daniel passa para um Daniel mais preocupado e confuso, se vira para o homem indagando:

—Como assim correndo perigo?

—Ele têm sido atraído para a arena vermelha e parece que Quidron por um antigo favor que lhe devia, mandou o garoto tomar conta do seu filho, e na tentativa de protege-lo foi capturado, não acha que deve algo a esse garoto?

Daniel pensa mais um pouco antes de descer e ir até a mesa pegar os papéis, ele os assina antes de entregar na mão do gigante e ir até o cubo:

—O que estamos esperando? Phill, cuide do Jack enquanto eu estiver fora.

—meu filho e o garoto vêm conosco, precisamos de balder para adiantar uns processos para nós e o garoto irá ingressar na academia militar de Tsefirah, terminará seus estudos lá, só assim poderemos garantir a proteção deles.

—que seja, só vamos logo, o garoto deve estar sendo torturado neste exato momento.

Diante da posição displicente do meu pai eu me revolto novamente:

—Eu não vou até que vocês me expliquem Tim tim por Tim tim o que está acontecendo, vocês acham que eu vou simplesmente aceitar ser levado para um lugar desconhecido através de um tipo de portal mágico, com um homem que diz ser um deus, e não qualquer deus, ele diz ser Odin, e ainda querem que eu passe o resto da minha vida escolar numa academia militar de uma cidade que nunca ouvi falar —o gigante vem até mim, me coloca sobre o ombro e pede para o tal malik nos transportar— hey! Me solta, seu brutamontes!

Num instante tudo fica branco, e depois me vejo num jardim, com flores e plantas que jamais havia visto antes, com animais e insetos que também jamais havia visto, então eu soube que tínhamos deixado a terra e provavelmente estávamos no tal mundo que eles falavam, VOID...

Notas finais
Até a próxima Bye bye Beijos de purpurina no kokoro S2