Você é o Seu Medo - Five Nights at Freddy's
1 Capítulo 1 - Você é o seu medo
Notas iniciais
Foi tudo tão rápido... Em um momento ele estava gritando, clamando por ajuda, e em outro... Um ''clek'' pareceu ter dado ordem de silêncio à tudo no restaurante. De repente teve sangue escorrendo pela boca do animatrônico. Meus amigos que antes estavam na gargalhada, ficaram calados, e eu podia sentir os batimentos desesperados em seus corações. Me aproximei de Mike que estava ainda pendurado na boca do animatrônico. Então a mandíbula do grande urso amarelo finalmente desceu e meu irmãozinho caiu no chão com o corpo sem vida, quase tão solto quanto uma boneca de pano.
Eu ouvi gritos e vozes atrás de mim, mas a cena de ver vários buracos na cabeça, agora deformada, de meu irmãozinho foi demais para mim. Me ajoelhei na frente dele e puxei-o para o meu colo.
— M-me desculpe... — eu disse, soluçando — Acho que foi apenas u-um osso quebrado... — Virei-o, posicionando sua cabeça ensanguentada em minhas pernas. Observei seus olhos fechados e então continuei. — Nós ainda somos seus amigos... Oliver, Wick, Finn... Estamos todos aqui... — Senti uma mão se posicionar em meu ombro. De repente, as lágrimas começaram a escorrer no meu rosto. Então me aproximei de meu irmão e sussurrei em voz sufocada — Você ainda acredita nisso..? — Após isso, me aproximei ainda mais e o envolvi em meus braços, com os soluços dificultando minha respiração — Eu ainda estou aqui... E s-sempre estarei... Mike... — Abracei-o ainda com mais força e enterrei meu rosto em seu pequeno ombro. Agora ouvindo mais claramente as vozes atrás de mim, pude ouvir uma voz adulta se aproximando rapidamente aos gritos, e de repente fui jogado para trás, sendo obrigado à soltar meu irmãozinho. Então, observei enquanto mais homens se aproximavam dos pés do palco e se agachavam para examinar desesperadamente o menino.
Minutos depois, tudo que vi e ouvi foram sirenes, passos pesados e sangue para todo lado. Haviam médicos lá, e meu pai e minha mãe estavam lá também, me envolvendo em abraços apertados e sufocantes. Até que um dos médicos pediu para que um parente acompanhasse Mike na ambulância, e meu pai foi. Deixando eu e minha mãe no restaurante.
Quando chegamos em casa, nós fingimos dormir, mesmo todos nós sabendo que ninguém iria dormir por alguns dias. Mas mesmo assim, continuamos em silêncio, perdidos em seus próprios pensamentos e orações.
Quando amanheceu, o café da manhã foi quase a mesma coisa, minha mãe e eu em silêncio absoluto. Até que alguém abriu a porta da frente. Esperamos enquanto meu pai passava pelo corredor. Até que ele chegou na cozinha com olheiras enormes abaixo do olhos. Ele demorou um tempo para começar a falar, mas então as palavras saíram:
— Mike está vivo.
Fale com o autor