Você é a Minha Família
36 Capítulo 36
Andrew
Já fazia pelo menos um mês que eu tinha deixado a Effy em Mystic Falls e quando eu volto pra lá não vejo nenhum sinal dela e faço a única coisa que me vem à cabeça é ir atrás de Matt no bar, mas as coisas vão muito bem já que ele não estava lá também. Uma garota que cobria o seu turno no bar disse que ele tinha ido visitar as amigas na faculdade.
Pela primeira vez eu quis que semideuses usassem celulares já que assim seria bem mais fácil de encontrá-los. Tive que dirigir até Witichimore já que era a única pista que eu tinha e pode se disser que meu humor não melhorava. Quando eu cheguei ao campos pude sentir o cheiro de Matt e segui até o seu rastro. Matt estava bebendo cerveja barata ao lado de uma morena e uma loira que fediam a sangue e pouco mais a frente tinha uma festa com calouros bêbados.
– Cadê a Elizabeth? – Eu pergunto parando atrás dele e me controlo pra não matar ninguém.
– Ah merda. – Ele murmura baixinho e se vira devagar. – Cara se acalma.
– Quem é ele Matt? – A loira pergunta olhando pra mim.
– Donovan. – Eu cerrava os pulsos. – Cadê ela?
– Ta tudo bem, Caroline. – Matt acalma a loira.
– MATT! – Eu já perdi a minha paciência. – CADÊ A EFFY?!
– Cara a Effy sumiu. – Ele me disse e ai não me controlava mais em tão agarrei o seu pescoço.
– COMO ASSIM ELA SUMIU?! – Eu estava furioso.
– Larga ele. – A morena ia me enfiar uma estaca de madeira, mas faz uma cara espantada quando eu a seguro.
– Arma errada querida! – Eu jogo a estaca pra longe. – Agora me diz como ela “sumiu”.
– Cara um dia ela estava no lago com o Damon. – Eu solto o seu pescoço. – Procurando por Stefan e depois só voltaram eles dois.
– Pera ai ele ta falando da Mikaelson? – A morena pergunta e Matt assente com a cabeça.
– É! – Eu me viro pra ela. – Algum problema?
– Pra estar procurando por uma assassina só deve ser um dos híbridos de Klaus. – Diz a loira com desdém.
– Na verdade eu recusei a proposta. – Eu olhava bem pra ela. – Você deve ser a garota com quem ele transou no verão passado.
– AONDE VAI? – Matt me pergunta depois que eu me afastei deixando as garotas com cara de tacho.
– PRA ONDE VOCÊ ACHA? – Eu grito de volta sem parar de andar até o carro.
Eu passei pelo menos 7 horas dirigindo até Long Island. Quando eu cheguei ao acampamento os outros meio sangue me olharam surpresos e ficaram anormalmente quietos. Eu não via Effy em lugar nenhum e quando eu estava indo ao chalé 13 Mick me parou no meio do caminho com uma bandeja nas mãos.
– Leva pra Lizzie. – Ele me entregou a bandeja. – Acho que pelo menos você ela vai deixar entrar.
– O que aconteceu?
– Depois que o “amigo” dela foi embora ela se trancou no quarto por semanas e não saiu de lá. – Ele parecia meio angustiado com alguma coisa. – Eu tento a fazer sair de lá, mas ela nem sequer me responde e duvido que ela esteja comendo alguma coisa.
– Você viu quem era o tal amigo dela?
– Alto, cabelo arenoso e olhos verdes. – Ele diz já sabendo o que eu iria fazer.
– Valeu Mick. – Eu digo sincero e ele apenas assente.
Eu ando até o chalé de Hades e bato na porta. Ninguém responde. Eu bato mais algumas vezes e ainda não tenho resposta.
– Effy, amor sou eu. – Eu chamo e ainda sim só escuto silencio.
Eu abri a porta do chalé e entrei. Estava tudo escuro e pude ver Elizabeth deitada na cama. Ela já era parecida com Nico, mas agora parecia ser gêmea. Elizabeth estava com uma aparência anêmica, com o rosto molhado de lagrimas, mais magra e com o rosto ligeiramente mais encovado. Ela continuava sendo linda, mas o meu coração não deixa de dar um aperto forte ao vê-la assim.
Eu ponho a bandeja na mesa e me ajoelho ao lado de sua cama. Ela de inicio não parece ter notado a minha presença, mas logo depois me encara com os seus lindos olhos azuis como se decidisse se sou real ou não.
– Andy. – As lagrimas rolam em seus olhos como se estivesse vendo um... – Você...
– Não. Effy. Aqui. – Eu me apreço a dizer e pego a sua mão gelada e ponho-a sobre o meu rosto. – Ta vendo eu sou quente.
– Fantasmas não são quentes... – Ela ainda me olhava como se estivesse em duvidas.
– Isso mesmo. – Eu disse com cuidado e pus sua outra mão no meu peito. – Meu coração bate. Eu estou vivo.
– Andy... – Ela me olhava com os olhos com lagrimas nos olhos e me abraça e no mesmo segundo me beija.
Eu passo a mão em seu rosto e qualquer coisa que tenha acontecido com ela durante esses dias deve ter somado com o que aconteceu no verão e ai ela finalmente desequilibrou. Effy parecia uma criança assustada e me doía ter que vê-la desse jeito, nada disso teria acontecido se eu estivesse aqui com ela. Eu sei que no fundo ela é a mesma Elizabeth, forte, determinada e que nunca mostra as emoções, mas agora ela era uma garota frágil e com medo e eu ficaria ao seu lado para defendê-la de tudo mesmo que ela possa fazer isso sozinha. Ela era minha e ninguém tinha o direito de fazê-la ficar desse estado sem depois levar uma surra.
– Quer me contar o que aconteceu? – Eu pergunto baixinho olhando na imensidão azul de seus olhos que não eram mais tão brilhantes. Ela mexe a cabeça fazendo que não. – Você precisa comer.
Eu peguei a bandeja que havia deixado em cima da mesa e comecei a fazê-la comer aos poucos pondo o garfo com comida em sua boca. Ela comeu só a metade do prato. Eu tirei o meu casaco e a vesti com ele já que Effy estava anormalmente gelada. Eu contemplava a sua face que mesmo doente ainda era a mais bela que eu já tinha visto em toda a minha vida, acaricio o seu rosto e tomo a minha decisão.
– O que esta fazendo? – Ela me pergunta baixinho depois de eu ergue-la em meus braços.
– Vou levá-la até o seu pai. – Eu respondo andando pra fora do chalé sombrio. – Você precisa dele mais que de mim agora.
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