Andrew

Eu sentia ela se aninhar nos meus braços, era a melhor sensação que eu já sentira antes. Eu a abraçava e nunca mais a soltaria, bom agora sim já que o pai dela já ia chegar. Deveria ser umas 5 da manhã, eu sentia o seu corpo que normalmente era gelado, quente sobre o meu. Ela parecia em paz e calma, apesar do meu quarto estar destruído e tecnicamente eu não ter mais cama.

– Bom dia nanica. – Sussurro em seu ouvido.

–Andy... – O rosto dela enrubesceu de forma absurda.

– Você esta bem? – Tem alguma coisa errada.

– Estou. – Ela encarava o meu peito nu. – É que...

– Qual o problema? – Ela não me responde. – Não me diga que era virgem. – A maneira que ela estava vermelha era super fofa. – Ai meus deuses. Eu...

– É que meu pai sempre matava os caras antes de, você sabe... – Era a primeira vez que eu a via envergonhada. – E eu sou de 1800.

– Tinha que casar antes. – Agora eu to constrangido. – Se você quiser eu caso com você e fingimos que nada disso aconteceu. – Deve ter algo haver com aquela parada de honra e tal.

– Não precisa. – Ela deu um sorriso. – Mas acho melhor eu sair antes que...

– Sem problemas. – Eu beijo a sua bochecha.

– Sempre teve essa marca? – Ela aponta pra uma mancha em formato de lua no meu ombro.

– Apareceu depois da mordida. – Eu tiro uma mecha negra do seu belo rosto enrubescido.

– Eu. Vou indo. – Era muito fofo.

Ela se levanta enrolada no meu lençol e pega o que restou do seu vestido no chão. Era engraçado a ver desviando do que restou do quarto. Eu limpei o quarto e fui tomar uma ducha. Eu senti as costas arderem e sorrio ao lembrar que ela fez isso. Vesti calças jeans, camiseta cinza do Batman, botas pra caminhar e um blusão quadriculado vermelho.

Eu andei até a sala que pelo incrível que pareça já estava limpa. Marcel, Matt, Rebekah e Hayley estavam discutindo sobre alguma coisa que envolvia Elijah. Eu fiquei observando eles. Mas eu não fazia idéia do que estava acontecendo.

– O semideus quer saber o quê esta acontecendo se possível. – Eles pareceram me notar agora.

– Se nós conseguirmos entender. – Disse Marcel.

– Elijah sumiu e Oliver também. – Disse Hayley.

– Não sabemos onde Klaus esta e Effy foi atrás deles. – Rebekah parecia meio aflita.

– Já tentaram ligar pra eles? – Disse Matt.

– Elijah e Effy não atendem. – Hayley pegou o telefone.

– Eu estou ocupado o que você quer Hayley. – Ouvi Klaus dizer do outro lado.

– Algo aconteceu com Elijah. – Hayley sabia ser direta. – Ele e Oliver eram para estar no Chamariz, mas Elijah desapareceu e tem sangue pra todo lado lá.

– Por mais que eu queria ajudar, tenho assuntos mais urgentes no momento. – Eu consigo ouvir ele acertando alguma coisa.

– O que é mais importante que o nosso irmão? – Rebekah pegou o telefone.

– Minha vida. Davina prendia Mikael em uma coleira. E ele quebrou. – Era muito bom ter super audição. – Agora Mikael tem a lamina, a estaca de carvalho branco, Cami e o garoto. Eu vou recuperá-los.

– Ele deve estar falando de Nico. – Matt falou.

– Exatamente. Então vou acabar com isso. – E conseguia ouvir ele enforcar alguém. – Mikael ou eu estaremos em cinza até o final da noite. — Ele falava isso com uma normalidade. – E quando acharem meu irmão, diga que posso fazer com uma mão. – Ele quebra um pescoço e desliga.

– Por que não contaram que Elizabeth foi procurar o Elijah? – Eu perguntei a eles.

– E ele voltar e cortar nossas cabeças? Não. Eu passo. – Disse Matt.

– Tá o que vamos fazer? – Disse Rebekah.

– Podemos farejar a trilha de corpos deixada. – Hayley falou olhando pra mim. – Talvez consigamos achar Effy ou Elijah.

– Quanto tempo tem que ela saiu? – Effy era forte, mas algo me dizia pra ficar alerta.

– Teve ter umas 3 horas. – Matt falou olhando relógio.

– Pra onde ela foi?

– Sei lá. Ela só disse que ia atrás do Elijah.

– Aonde você vai? – Hayley me perguntou.

– O que você acha? Vou farejá-la. – Respondo á ela. – Você vem ou não?

Eu, Hayley e Marcel estávamos no carro atrás do local esteve pela última vez. Eu estava meio frustrado. Não parava de olhar para a janela, eu sei que ela é forte e só tem algumas horas que a vejo, mas tem algo errado. Sabe aquela coisa que você sente e sabe que a pessoa precisa de você.

– Vocês devem ter uma ligação. – Disse Marcel no banco do motorista.

– O que?!

– Me deixa adivinhar. – Ele ri. — Você tem a sensação que ela precisa de você e você quer proejá-la a todo custo, qualquer estranho que chegue perto dela você quer arrancar a cabeça fora? – Eu fico mudo porque era exatamente como me sentia.

– Isso é muito comum em lobos. – Hayley disse do banco de passageiro. – Posso te ensinar a como ser um lobo. Sabe lidar com a raiva e tal.

– Porque você faria isso? – Digo na defensiva.

– Por que foi alguém da minha matilha que te transformou, então é minha obrigação te ajudar a lidar com isso. – Ela disse amigável.

– Eu passo, mas obrigado. – Eu estou preocupado demais com Elizabeth pra pensar em ser um cachorro.

– Você quem sabe, mas sempre será bem vindo na matilha. – Ela até que era legal.

– Um dia apareço lá. – Não preciso ser um babaca toda hora. – Uma família a mais não faz mal.

– Falando em família. – Disse Marcel. – O que ta rolando entre você e a Lyzie.

– O que isso haver com família?

– Hei! Apesar de tudo eu e a Lyzie somos irmãos. – Ele me olha do retrovisor. – E tecnicamente sou o mais velho.

Elizabeth

Minha cabeça doía muito e os meus corpo doía também, pude perceber que me torturaram porque tinha cortes pelo meu corpo. Eu abro os olhos e consigo ver o teto de um galpão, tento me mexer, mas estou presa por correntes estúpidas.

– Poupe esforços querida. – Ouço alguém dizer.

– Finn... – Eu estava sem forças. – O que... Você quer?

– Eu não. – Ele tinha um sorriso de prazer. – O que as bruxas querem. – Ele já havia voltado para o corpo original.

– Não diga que. – Só pode ser sacanagem.

– Sim pequena. – Ele acendia as velas do chão.

– Você será o nosso sacrifício. – Uma mulher falava. Eu tento falar, mas eu estava fraca até pra isso. – Sei o que pensou. Que usamos o seu irmão para te atrair, para atrair Klaus. – Ela me encarava com um sorriso enquanto mais delas entravam. – Mas Klaus é só um brinde. Fazemos Davina trazer Mikael e nós fizemos um acordo com ele.

– Vadias. – Elas estavam sugando a minha energia.

– Ele traria o seu irmão e ele pode fazer o que quiser com ele e o resto de sua família.

– Se encostarem em Nico... – Eu me debatia nas correntes. – Ou qualquer um deles. Eu vou matar todas vocês!

– Olha só você tem muito mais energia para ser canalizada. – Disse ela. – Mas já é tarde. Elijah já esta com Esther, Klaus esta indo para a cova do leão em que o garoto já esta preso há dias e Rebekah é uma frágil coelhinha.

– ME SOLTEM!!!!!! – Elas iriam me pagar.

– Fique calma. – Genevieve ainda sorria. – Ainda há muito que sofrer antes de sacrificarmos a última da linhagem Keller para os nossos ancestrais. – Elas cantavam o feitiço que me fazia se contorcer de dor e extraia toda a minha força.

– Finn... – Eu estava com medo e desesperada, aquilo doía e mexia com a minha mente. – Finn, por favor. Não faça isso. – Eu chorava. – Você não é assim... – Tudo começava a girar e ficar escuro. – Ele é só um garoto. – Ele me encarava de modo estranho. – Por favor Fi... – Fui interrompida por mais dor excruciante.

– Leve logo ela. – Ele disse. – Já esta quase na hora.

– Vocês vão pagar... – Eu delirava enquanto perdia a consciência. – Todos vocês.