Você é a Minha Família
10 Capítulo 10
Elizabeth
Tinha se passado alguns dias depois que os Mikaelson tinham ido embora e dias que ele não falava comigo direito. Depois do que houve entre Kol e Andy eu me sentia um pouco envergonhada e com raiva, os outros semideuses não tocavam no assunto porque provavelmente não tinham me visto usar magia, mas eu estava mesmo era preocupada com o Andy.
– Vamos logo Sullivan ou você tem medo de mim? – Ouço a voz da Clarisse La Rue vindo da arena.
Aposto que todo o acampamento estava ao redor deles. Clarisse golpeava Andrew que apenas se defendia.
– Clarisse eu já disse. Eu não vou bater em você. – Disse Andrew se defendendo, ele poderia fazer isso o dia todo, mas eu estava ficando cansada.
– Clarisse já chega. – Eu digo parando bem ao lado da luta.
– Olha só o meu irmãozinho agora precisa da Barbie pra defender ele que bonitinho. – Debochou Clarisse ameaçando me cortar com a sua lança. Eu não movo um músculo.
– Clarisse a deixe em paz. – Diz Andy parando a lança, o que era inútil já que podia desviá-la.
– Ou o que? Tem medo de que a sua namoradinha ganhe uma cicatriz ou quebre a unha? – Agora já deu ela mexeu com a única coisa que não devia: O meu ego.
Eu respiro fundo e dou o famoso sorrisinho Mikaelson sínico.
– Clarisse. – Ótimo chamei a sua atenção. – Eu tenho uma proposta pra você. – Digo do jeito mais Elijah possível.
– Espero que não seja cosmético, docinho. – Diz ela sarcasticamente fazendo alguns rirem.
– Uma pena porque você precisa. – Eu dou os ombros e arranco muito mais risadas. – Mas na verdade, eu quero lhe propor um desafio. Dois na verdade.
– Quais desafios? – Ela pergunta carrancuda, Andrew e todo o resto me olham como se eu fosse louca.
– Simples, eu escolho um e você o outro. – Eu começo a gesticular com as mãos. – A perdedora faz o que a outra quiser e a vencedora fica com toda a gloria. – Eu aumento um pouco o meu sorriso, era obvio que eu estava a influenciando para aceitar.
– Como quiser princesa. O que você vai escolher? – Ela tinha chamas em seus olhos negros.
– Eu te desafio a uma luta na arena. – Eu começava a atrair mais atenção.
– Ah isso ta fácil de mais. Eu te desafio a quebrar o meu recorde no Ninja semideus. – Ela ri na minha cara, junto com alguns outros, Matt também ria, mas ele sabia exatamente o que eu planejava.
– Feito. E para mostrar que eu jogo limpo, eu não vou usar magia. – Eu digo.
– Essa ta no papo. – Ela ri descontroladamente. – Espero que você goste de ser a minha empregada. Começamos hoje depois do almoço no Ninja. – Troxa, caiu feito um patinho.
– Perfeito. – Eu viro de costas e começo a andar, mas eu faço uma pausa dramática. – Clarisse.
– O que, já vai desistir? – Ele debocha.
– Gucci ou Louboutin? – Eu pergunto e só os filhos de Afrodite e algumas meninas entendem.
– Como é que é? – Ela realmente não entendeu.
– Gucci ou Louboutin. – Eu respondo. – Você vai ter que escolher um dos sapatos que você vai tentar andar depois da sua derrota. – Eu saio andando deixando todos olhando pra mim.
– FAÇAM SUAS APOSTAS!!!!!!!! – Ouço Barry gritar do outro lado.
– Cara, você sabe que não pode matar ela, não é? – Pergunta Matt.
– Mas dar uma surra e a por no seu lugar eu posso e se você quiser uma caminhonete nova é melhor apostar em mim. – Eu sorrio pra ele. – Ele ri pra mim e corre em direção ao Barry.
– Você ficou louca?!
– Ah, agora você quer falar comigo? — Continuo andando.
– Para com isso Effy, você vai acabar se matando! – Ele me para segurando os meus ombros.
– Agora ta preocupado comigo? – Eu ironizo.
– Eu sempre estive preocupado com você, Effy! – Eu olho bem em seus olhos cinza.
– Agora você esta preocupado comigo? – E o temperamento explodiu. – Eu ajudei meu pai a colocar o meu tio, o meu AMIGO! Dentro de um caixão por mais uma década ou século, por sua causa! Sabe o que ele vai fazer quando sair de lá? VAI ME CAÇAR ATÉ O INFERNO E EU NEM LIGUEI, POR VOCÊ!
– Como... Como assim por uma década ou século? – Ele disse atordoado.
– Se você não percebeu ainda EU SOU UMA BRUXA SEU IDIOTA! – A capacidade do Andrew de ser idiota sempre me irritava. – Ou você acha que eu o fiz zunir a mais de 20 metros com a força de vontade? – Antes que ele me respondesse eu desapareci.
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Logo depois do almoço eu já estava preparada para o Ninja sei lá o que. Eu usava as roupas de exercício que Bex comprou uma regata azul, shorts de moletom cinza, tênis Nike rosa e um bracelete prateado que me impedia de usar magia.
O tal desafio não era complicado. Você só tinha que atravessar uma serie de desafios, sem cair no rio de lava. Simples.
Eu tinha chegado e já tinha dezenas de semideuses em volta me esperando. Todos gritavam e me olhavam, alguns com pena, outros com duvida, mas a maioria acha que venceria as suas apostas.
– Tem certeza de que quer fazer isso? – Pergunta Quíron me olhando preocupado.
– Absoluta. – Eu respondo confiante.
– Ok. ATENÇÃO! – Todos se calam. – As regras são simples. Sem magia, sem armas. Atravessou apertou o botão vermelho ganhou. Você tem 40 minutos.
– Qual é o recorde da Clarisse? – Eu pergunto.
– 15 minutos docinho. – Ela diz. – Faz melhor.
– Vou fazer. – Eu sorrio.
– Preparada semideusa? – Pergunta Quíron.
– Elizabeth, pare com isso. – Era Andrew. – Você vai acabar se matando.
– Sim. – Respondo a o centauro ignorando o Andy.
– Pode ir. – Ele aperta uma buzina doida.
O primeiro desafio era atravessar o lago de lava se apoiando em chão íngreme. Fácil. Depois escalar uma pequena parede e se segurar em um pedaço enorme de troco que era levitado por cima da lava. Escorregadio, mas moleza. O próximo era passar correndo sobre uma passarela giratória que no final tinha uma ondulação pra te sacanear. Sempre consegui correr rápido pra fugir de lobisomens. As pessoas começavam a aplaudir. Um balanço eu tive que ficar em um balanço para ganhar impulso e pular em uma rede de corda pra poder chegar ao próximo desafio. Admito que desperdicei um pouco de tempo lá, porque eu gosto de balanços.
– Eu amo vocês também! – Os semideuses iam à loucura.
Agora vinha o pior. As argolas. Basicamente eu levava o meu corpo pendurado em duas argolas de peninho em pininho para o outro lado. Eu errei o pininho umas duas vezes, mas logo eu me recuperava para a tristeza de Clarisse. Assim que eu pulei no próximo pódio eu faço uma pose. Cheguei à única faze que não tinha lava, eu só tinha que subir numa pista de skate de 4 metros, mas tenho que admitir que estava quente e se eu fosse uma humana comum eu já teria desmaiado. Respiro um pouco e corro rampa á cima, os semideuses piram e começam a mudar as suas apostas e é claro que eu os atiço um pouco. Consigo ver Mick e Barry gritando pra mim continuar não deixo de sorrir, eles tinham sido ótimos amigos nos últimos dias.
– LIZYE! LIZYE! LIZYE! – O acampamento gritava.
O level hard estava começando. Eu tive que pular sustentando o meu peso e uma barra de ferro por sete níveis acima e depois pular por trecos vermelhos de ferro para atravessar, mais ou menos como o Tarzan fazia. Nunca vi adolescentes tão animados, até os marombados de Ares torciam pra mim. Agora tinha os postes. Eu tinha que atravessar pulando de um poste para o outro, mas isso seria burrice, então eu dei uma de ginasta, simplesmente segurava em um e me esticava toda até o outro.
– VOCÊ CONSEGUE! – Gritou um cara do Chalé de Ares. As pessoas odiavam mesmo a Clarisse.
Só precisei pular no último já que ele estava a uns dois metros de distância. Eu passei e eles comemoravam como se eu tivesse feito um Touchdown. O último desafio era só subir duas paredes lisas de sete metros ou mais. E ponho uma mão e um pé de cada lado e começo a subir em segundos. Quando eu chego lá eu soco o botão vermelho.
– 6 MINUTOS E 34 SEGUNDOS. — Grita Quíron.
Loucura não se comparava a o que aqueles semideuses tinham chegado. Os outros campistas correm em minha direção, eu sinto alguém me levantando e vejo que é Matt que esta sorrindo de orelha a orelha.
Matt me carrega até Clarisse que tinha cara de bunda.
– Bem, parece que eu quebrei o seu recorde. – Matt me solta em frente a ele.
– Na verdade, você quebrou o recorde do acampamento. – Disse blue-blue.
– Não se gabe antes da hora, você ainda tem que lutar comigo, Barbie. –Sorte dela que eu não podia usar magia com o bracelete ou ela já estaria sem a cabeça.
– Não se gabe antes da hora, você ainda tem que lutar comigo, caminhoneira. – Donovan me segurava pelos ombros com força enquanto eu sorria.
Clarisse virou de costas, eu peguei a faca que estava no bolso de Matt, quando eu ia jogar bem na cabeça dela ele seguro meu braço e amarrou as minhas mãos.
– Vamos Barbie Klaus. – Ele me jogou em seu ombro. – Você ainda tem que mudar de roupa.
– Espero que você ainda tenha o seu anel, porque assim que eu tirar essa coisa eu vou quebrar o seu pescoço. – Eu grito. As pessoas que tinham parado de comemorar olhavam pra nós.
– Se eu ganhasse 1 dólar cada vez que você me matasse. – Ele ri.
– Você teria 30 ou 50 dólares? — Eu me debato, mas o idiota não me solta.
Matt me levou pra arena do jeito que eu estava. Lá já tinha um circulo de pessoas em volta de Clarisse que vestia as partes principais de sua armadura e segurava uma lança. Matt parou em frente à Clarisse.
– Vai lutar assim boneca? – Eu ainda estava com as mesmas roupas.
– Por favor, Clarisse, não preciso trocar de roupa pra te dar uma surra. – Ela literalmente falava com a minha bunda já que Matt estava de frente pra ela.
– Senhor Donovan, poderia soltar a senhorita Mikaelson, por favor. – Pergunta Quíron com a sobrancelha levantada.
– Não antes de você começar. – Matt sorri se apoiando na minha cabeça.
– Eu ainda jogo você em uma cova. – Eu puxo a perna dele com o pé o fazendo cair de bunda.
– Faça como a sua tia e me atire em um lago junto com meu carro. – Ele ironiza.
– Se Elena for junto garanto que o Stefan não vai estar lá para salvar vocês. – Eu pisco pra ele, Matt ria se aproveitando da minha desgraça momentânea, os outros não entendiam as nossas piadinhas.
– Ok. No três. – Anunciou Quíron. – 1... 2... – Matt começou a soltar a corda que prendia as minhas mãos. – 3. – Quíron aperta a buzina e Clarisse corre em nossa direção apontando a lança pra mim.
No último segundo Matt solta a corda e eu rolo para esquerda. Consigo ver Clarisse bufar como um touro e correr atrás de mim de novo eu espero ela vir.
– MATT, A FACA! – Eu grito.
– PORQUE EU TE DARIA ELA? – Ele grita no meio da multidão.
– TE DOU 300 PRATAS. – Eu consigo ver aponta do bronze celestial vindo em minha direção.
Eu agarro o cabo da faca no ar. Normalmente a minha primeira reação seria: A) Jogar a faca no coração de Clarisse. Ou B) Jogar a faca bem na sua cara. Mas eu lembrei que eu não podia matar ninguém aqui, então resolvi esperar ela chegar. Assim que ela chega eu levo o meu corpo um pouco pro lado e seguro firme o cabo da lança e a chuto forte no peito, ela cambaleia para trás, eu giro a sua lança na mão direita e jogo o meu corpo pra trás. Eu sinto a escuridão envolver o meu corpo e no mesmo segundo eu já conseguia ver do alto as costas da filha de Ares, eu bato com a ponta da lança na sua nuca antes de ser engolida pela terra e re aparecer na frente dela e bater com o cabo da lança em seu nariz. Ela estava visivelmente atordoada e confusa olhando pra todos os lados, menos pra mim. Bato em suas pernas com o cabo da lança e como eu estava entediada eu cravo a ponta da lança em seu ombro.
– Já aceitou a derrota pra uma boneca? – Eu pergunto a ela.
– NUNCA! – Ela segura o cabo da lança.
– Admita logo eu não tenho o dia todo. – Eu rolo os olhos e cravo mais a lança a partindo no meio. – Ops foi mau colega, isso vai deixar marca. – Clarisse urrava de dor e o povo urrava de felicidade. O povo odiava mesmo ela.
– Tá bom já chega. – Disse Quíron. – Elizabeth venceu. – Ele levantou a minha mão depois que eu tirei o outro lado da lança do ombro da caminhoneira.
Eu usei a faca que Matt me deu para quebrar o bracelete, ou pelo menos tentei. O acampamento comemorava a derrota de Clarisse La Rue. Matt segurou o meu braço quando Andy quebrou o bracelete com a faca como se fosse um pedaço de manteiga e do nada as pessoas começaram a se ajoelhar. Eu acho que foi a magia em excesso sendo liberada.
– Você foi reclamada. – Disse Andrew em meu ouvido antes de se ajoelhar como se fosse me pedir em casamento.
Eu olhei pra cima e vi uma bola negra com um espeto de churrasco com que tinha um bolhinha preta entre os dentes brilhar em minha cabeça. Antes de desaparecer um anel caiu de dentro dela. Assim que eu peguei o anel ele se transformou em uma espada longa estilo inglesa de 1,30 feita inteira de aço estigio, ela tremeu em minhas mãos e depois se transformou em uma besta, e ficou mudando de forma para uma foice e uma lança.
– Ele muda para a forma que você precisar e sempre voltará para o seu dedo. Ele é a prova de que eu nunca deixei de olhar por você criança. – Disse a voz de um homem em minha cabeça.
A lança se transformou em um anel de prata cravejado de pequenos diamantes e com uma pedra do estigio maior no centro. Eu saio do meu transe ao ver Andrew balançando os meus ombros.
Seus olhos cinza olhavam nos meus enquanto eu o ouvia ao longe chamar o meu nome. Eu gostava de Andrew, só agora olhando em seus olhos eu pude ver isso, só agora eu percebi que eu me arrisquei com Kol não foi simplesmente por amizade, que eu dei uma surra em sua irmã só para irritá-la, que eu tinha pulado em cima de uma quimera só para ajudá-lo. Eu gostava do Andy e só agora conseguia perceber que estava apaixonada pelo filho de Ares.
Ele interrompeu a nossa troca de olhares me levantando pela minha cintura e unindo os nossos lábios, eu jogo meus braços e o beijo também.
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