Você É O Melhor Pra Mim.
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Bom, eu consegui postar o capítulo certinho na sexta.
Boa leitura!!!
POV Marcelina
Abri meus olhos e me encontrei sentada em frente ao quarto de Paulo, bem na porta.
Levantei-me e entrei no quarto de Paulo.
Não tinha ninguém. Parecia que nada do que eu tinha visto tinha acontecido.
Fiquei chocada.
Agora eu estava em dúvida: Não sabia se realmente “Aquilo” tinha acontecido.
De repente, Valéria apareceu.
Valéria: Oi Marce! Você tava dormindo aí no chão.
Marcelina: Sério?
Valéria: Aham. E por incrível que pareça, você tava dormindo bem em frente ao quarto do Paulo. Aconteceu algo?
Marcelina: Não. Claro que não... Eu, só acho que tive um sonho meio confuso.
Valéria: O que você sonhou?
Marcelina: Eu sonhei com você e com o Paulo...
Flashback ON
Marcelina tinha acabado de acordar.
Meio sonolenta, a garota se dirige ao quarto de Paulo, já que não encontrou Valéria em seu quarto.
Chegando lá, Marcelina viu Paulo e Valéria conversando.
Paulo segurava a mão de Valéria, como se tivesse pedindo algo a ela.
Marcelina começou a escutar aquela conversa.
Paulo: Valéria, eu... Eu acho que eu te amo. Eu sei que só dizer não é assim tão fácil, que você não quer se magoar novamente. Mas, eu te amo!
Valéria: Paulo, eu também te amo.
Paulo: O que você disse Valéria? Repete...
Valéria: Eu te amo imbecil!
Paulo e Valéria se beijaram.
Marcelina, eufórica, começou a sorrir, afinal, eles combinavam perfeitamente.
Flashback OFF
Valéria: Que sonho doido esse, não é?
Marcelina: Você acha?
Valéria: Claro! Por quê?
Marcelina: Sei lá. Parecia real!
Valéria: Por favor Marcelina. Não vai adiantar nada você ficar se perguntando se era real ou não. O importante é que nada disso aconteceu. Se liga!
Valéria saiu, me deixando sozinha.
Poxa! Parecia tão real...
Eu queria que fosse verdade, mas, não é...
Desci as escadas.
Paulo estava sentado no sofá, assistindo TV.
Marcelina: Paulo, eu tive um sonho muito estranho.
Paulo: E o que eu tenho haver com isso?
Marcelina: Você tava nele. Você e a Valéria...
Paulo: Ah... Ela me contou.
Marcelina: Você queria que fosse real?
Paulo: Marcelina! De onde você tirou essa ideia? Eu e a Valéria somos apenas amigos. Nada mais, nada menos.
Marcelina: Ok. Chato...
Saí de casa.
Fechei a porta com força e fui até a casa do Jorge.
Pelo menos, lá eu ficaria um pouco mais calma.
POV Valéria
Eu estava com muita fome.
Então, decidi pegar um pacote de “Ruffles, a batata que a Marcelina é viciada”, como a MaJo diz.
A “Ruffles” estava num local muito alto, então, peguei uma cadeira e subi em cima dela, para pegar a “Ruffles”.
Quando eu iria pegar a “Ruffles”, eu escorreguei da cadeira.
Por sorte, Paulo me segurou e ficamos nos fitando por alguns segundos.
De repente, eu o beijei.
Erro fatal.
Eu não podia ter “começado” esse beijo.
Mas, ele correspondeu.
Valéria: Paulo, desculpa...
Paulo: Tudo bem.
Ele pegou a batata chips pra mim e deu um sorriso.
Com certeza, o sorriso mais lindo do mundo.
Ai Ai... Como é que ele conseguia me fazer suspirar por qualquer coisa que ele fizesse?
POV Paulo
Fui pra sala e só conseguia pensar no beijo que ela me deu.
Com certeza, tinha sido um dos melhores beijos que me deram na vida!
Mas, ela é minha melhor amiga...
Como eu poderia me apaixonar por ela?
Tantos anos de convivência, para depois eu me apaixonar por ela?
Que vida!
Marcelina tinha chegado.
Por sorte, ela não percebeu que tinha alguma coisa estranha em casa, tirando o fato de quê meus pais só voltariam na hora do almoço.
Minha irmã foi para seu quarto e eu fui para a cozinha, onde Valéria estava.
A abracei por trás.
Valéria: Paulo!
Paulo: Desculpa...
Valéria: Tudo bem Paulo, só me solta, por favor.
Paulo: Não.
Valéria: Me solta Paulo!
Paulo: Não...
Valéria: Paulo, “Pelamor” de Deus, me solta...
Paulo: Não, não e não!
Valéria: Paulo, eu faço qualquer coisa par você me soltar...
Paulo: Qualquer coisa?
Valéria: Você entendeu...
Paulo: Só se você me der uma coisa.
Valéria: O quê?
Paulo: Um beijo.
Beijei-a.
Minhas mãos já estavam em sua cintura, então, Valéria entrelaçou seus braços em meu pescoço.
A cada segundo, o beijo ficava mais intenso, mais doce, mais perfeito...
Meu Deus! A cada segundo, a cada minuto, a cada momento que eu ficava com ela, eu me apaixonava cada vez mais...
O quê? Não! Eu não posso estar apaixonado pela Minha Melhor Amiga.
POV Valéria
Paramos o beijo por falta de ar.
Ele me olhava, observando cada detalhe do meu rosto, enquanto eu sorria.
Sinceramente, ele era perfeito...
Marcelina estava descendo as escadas e indo para a cozinha.
Então, nos separamos para que ela não notasse nada de estranho.
Ah! Não foi um sonho tudo o que a Marcelina viu, nós só queríamos disfarçar.
Marcelina: Gente, o Jorge me convidou para um jantar.
Paulo: E o que eu e a Valéria temos haver com isso?
Marcelina: Ele disse que eu podia levar vocês.
Valéria: Marcelina! Você quer que a gente fique “Segurando a Vela”?
Marcelina: Hm... Pensem bem.
Ela saiu, nos deixando sozinhos novamente.
Nós nos encarávamos.
Enquanto eu olhava seriamente, Paulo parecia estar felicíssimo por dentro.
Até que, por iniciativa dele, começamos a falar de um assunto um pouco delicado.
Paulo: Valéria, tem uma coisa que eu queria de perguntar.
Valéria: O quê?
Paulo: Você gosta do Mário?
Fiquei meio que pálida.
Eu jurava que ele perguntara se eu gostava dele ou se eu queria namorá-lo.
Que idiota
Valéria: Eu gosto dele como amigo.
Paulo: Ah...
Ele se virou, ficando de costas para mim.
Saí correndo de lá, indo para o jardim.
Por que ele me fazia sofrer dessa forma?
Por que ele me beijava sem sentir nada por mim?
Como ele conseguia ser tão idiota?
Cada dia eu fico mais apaixonada pro ele, mesmo com seus defeitos...
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