Você Sempre Será Minha
22 Ataque: Part. I
Notas iniciais
Anastácia Steele
Acordei com o barulho do meu celular tocando, olhei ao redor e eu estava no quarto de Christian.
Voltei minha atenção ao celular que não parava de tocar, olhei no visor e marcava “Mia”
– Alô? – Falei meio grogue
– Ana... Eu juro que... Foi muito rápido... – Mia falava coisas sem nenhuma conexão.
– Mia respira e fala tudo novamente – Olhei pra frente e vi Christian com uma bandeja com muitas coisas deliciosas
– Ana eu vou passar pra minha mãe, ela está mais calma – Chamei ele com meu dedo indicador, ele veio andando lindamente e se sentou ao meu lado
– Ana, você está ai? – Ouvi a voz de Grace
– Oi, agora pode me explicar o porque de tudo isso? – Falei. Christian passou a mão pelo meu cabelo, me acalmando
– Hoje de manha eu e Mia fomos dar uma volta com Teddy pela vizinhança, até estava tudo bem. Quando nós estávamos voltando um carro preto parou perto de nós, tinha três homens, eles pegaram nós e coloram dentro do carro – Ela suspirou. Olhei pra Christian preocupada – Depois de meia hora dentro do carro eles pararam em algum lugar e com o carro em movimento jogaram eu e Mia pra fora... – Lágrimas caiam de meus olhos
– O Teddy? – Consegui dizer
– Eles levaram ele – Meu mundo acabou quando ouvi isso. Eles levaram o meu Teddy. O meu filho. Agora as lágrimas caiam com mais força de meus olhos
– Ana, o que foi? – Christian sussurrou
– Eles levaram o Teddy... O Teddy – Christian me olhou horrorizado e pegou o celular da minha mão
– Mãe? Mas o que... – Cai na cama chorando. A única coisa que eu não queria que acontecesse, aconteceu. Levaram meu filho, o meu Teddy... Olhei pra Christian que andava que nem um louco pelo quarto
– Mãe ele é meu filho... Não pensaram em levar alguém com vocês... Mas que merda – E ele tacou o celular na parede. Olhou pra mim e eu pude ver lágrimas caindo de seus olhos – Ana! – Ele veio correndo até mim. Ele passou a mão pelo meu cabelo, e eu me aconcheguei mais a ele – Eu vou descobrir quem fez isso e vou matar o desgraçado
– E se for desgraçada? – Pergunto o olhado
– É, vai sentido – Ele se levanta da cama – Vou falar com Taylor – Assenti e ele saiu do quarto.
Me levantei da cama tremula e fui para o banheiro, liguei o registro e logo a agua quente começou a jorrar para a banheira, coloquei um pouco de sabonete liquida que tinha um cheiro ótimo. Retirei meu robe e entro na banheira com aquela agua bem quentinha
Meu bebe. Meu menininho. Que seria capaz de fazer uma coisa dessas com um serzinho que não sabe nem falar?
Escorei minha cabeça na parede e deixei minhas lágrimas correrem livremente. Meu Teddy. Minha bolinha...
2 horas depois
– Ana! – Ouvi uma voz ao fundo uma voz – ANA! – Essa voz gritou, logo senti ser retirada da agua, que agora estava fria – Mas o que diabos você fez? – Christian perguntou com os olhos lacrimejando
– Oi? Não entendi...
– Você... você ia se matar – Falou me tirando da banheira. Enrolou uma toalha em volta de mim e beijou meus cabelos totalmente molhados
– Quem disse que eu iria me matar? – Falei me sentando na cama
– Você estava... – Ele falou entrando no closet
– Eu devo ter adormecido na banheira, deve ter sido isso... – Falei balançando a cabeça. Ele voltou trazendo calcinha, sutiã, uma calça de moletom e uma blusa branca comprida. Me ajudou a colocar minhas roupas e logo depois me abraçou – Descobriu algo? – Sussurrei
– Ainda não – Falou beijando meus cabelos – Minha família está lá embaixo, acho melhor descermos – Assenti e descemos assim, abraçadinhos.
– Ana – Ouvi a voz de Kate, logo ela apareceu e me abraçou forte – Eu sinto muito amiga – Falou
– Teddy não morreu Kate, só está... – Não terminei a frase pois lágrimas começaram a escorrer de meus olhos
– Ah Ana... Vem comigo! – Kate me puxou para o sofá, onde nós ficamos abraçadas
(...)
Horas, minutos, segundos se passaram e nenhuma noticia, nenhum telefonema, nenhuma carta...
Todos daquela sala estavam apreensivos, Mia e Grace ficaram abraçadas por um bom tempo pedindo desculpa. Elliot, Carrick e Christian estavam sentados na bancada da cozinha tomando alguma coisa que eu desconheço, e Kate estava abraçada comigo, mas eu não queria que ela estivesse, eu queria que meu marido estivesse aqui, me consolando, dizendo palavras para me acalmar...
Olhei pra Christian que me observava apreensivo
“Vem aqui!” Falei num sussurro inaldivo. Ele tomou mais um gole de alguma coisa que estava em seu copo, murmurou algo ao seu pai e irmão e veio na minha direção
– Kate! – Ele falou. Ela levantou a cabeça na mesma hora – Deixa que eu fico com ela – Ela assentiu, beijou minha bochecha e saiu... – Vai ficar tudo bem! Teddy vai voltar pra nós. – Ele beijou meus cabelos e acariciou minhas costas. Me aninhei mais a ele. Era tão bom estar do seu lado...
Bem nessa hora o telefone tocou
Christian acarou em um segundo e colocou em seu ouvido
– Alô?... Sim... Mas eu... Tudo bem... Claro... Entendi – Colocou o telefone no gancho
– O que que deu? – Elliot perguntou apertando Kate mais nos seus braços
– Era o cara que sequestrou Teddy... – Ele me olhou -... Parque Santa Elena, 16:30... – Grace suspirou aliviada
– Então vamos lá... – Carrick falou tomando mais um gole de alguma coisa que eu desconhecia
– Não – O olhei assustada – Ele pediu pra que fossemos só eu e Ana... Se nós chamarmos a policia, ou levar qualquer pessoa conosco... Eles matam Teddy! – Falou me apertando
– Mas vocês não podem ir sozinhos! – Grace falou, já chorando
– Eu sei mãe, só que não quero arriscar a vida do meu filho – Falou já se levantando – Vou falar com Taylor – Falou saindo da sala acompanhado de Taylor
– Ana tente... – Interrompi Grace
– Estou com ele... Não quero ninguém lá – Falei saindo da sala
Entrei no meu quarto e sentei-me na cama chorando
Ouvi alguém entrar no quarto e eu sabia que era Christian
– Acha que eles matariam Teddy? – Perguntei o olhando
– Acho – Falou sentando do meu lado e me abraçando – Vai ficar tudo bem. Nós vamos lá pegamos Teddy e depois voltamos pra casa. Vai dar tudo certo! – Me aninhei mais a ele
(...)
– Pronta? – Christian perguntou me olhando apreensivo
– Estou! – Falei.
Saímos do carro e logo o vento frio inundou meu corpo. Dei a volta no carro e fiquei ao lado de Christian
– Agora ou nunca? – Perguntou
– Agora ou nunca... – Apertei a mão dele mais uma vez e caminhamos até o lugar marcado...
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