Você Acredita Em Anjos? - As Cinzas
1 Prólogo
Prólogo
Vale de Sindim — Mar Morto
Junho de 1854
Johanna estava sentada em uma rocha as margens do mar morto quando uma névoa se aproximou, ela era completamente cinza com as margens negras e ela trazia consigo um terrível frio e umidade, em alguns minutos a névoa passou e um rastro de poeira tomou o seu lugar, Johanna vê um homem sair do meio de toda aquela poeira, ela não conseguiu velo direito devido a poeira que ainda permanecia lá, ele se aproximou e rapidamente perguntou:
— O que um anjo tão lindo como você faz aqui sozinha? — mesmo sem pôde ver o seu rosto direito Johanna conseguiu ver o seu sorriso cafajeste se forma em seus lábios.
Se aproximando mais um pouco ele diz:
— Você não deveria está aqui. — Johanna não entendeu direito o por que dessa afirmação, então decidiu perguntar.
— Por que posso saber? — pergunta olhando seus olhos, eram os olhos negros mais lindos e assustadores que ela já vira.
— Acho que Deus não ira gostar de saber que você fugiu do céu. — Johanna congelou. Como ele sabia o que ela era de verdade? Johanna havia decido a terra por que havia se apaixonado por um homem, mais ele infelizmente morreu a três meses, essa era a pior parte de ser mortal, você morre. — Não precisa se preocupar, não vou contar pra ninguém. — Johanna sentiu algo estranho em sua voz, uma voz completamente sedutora.
Aos poucos a poeira foi passando e Johanna finalmente conseguiu ver o rosto do suposto homem que estava do seu lado e que sabia o que ela era. Quando a poeira baixou ela pode vê-lo, ele era um ser muito bonito, olhos negros que eram um pouco assustadores, cabelos castanhos escuros e meio bagunçados devido a umidade, corpo musculoso, e com um sorriso sedutor nos lábios. Ao perceber que ela estava observando o seu sorriso aumenta.
Ele aproximasse de seu ouvido e sussurra:
— Aliás o meu nome é Antoni, já deve ter ouvido falar, meu pai é bem famoso. — Johanna fica estática, ela não podia acreditar que era ele, seu povo temia chegar perto dele pois dizem que ele é tão ruim quanto o pai. — Não vai falar nada?
Ela tenta se levantar e correr, mas ele à segura pela cintura.
— Não precisa correr, eu não vou machucá-la. — sussurra em seu ouvido.
— Como posso confiar em você? Você é igual a ele. — sussurra Johanna tentando se soltar.
— Não sou igual a ele, eu sou mais bonito. — fala convencido. — É sério pode confiar em mim, não vou te machucar, meu pai pode ser Lúcifer mais não significa que eu seja igual a ele.
Ele a soltou tentando mostrar que ela pode confiar nele, Johanna sentou novamente na mesma rocha e continuou observando o mar, um silêncio um tanto constrangedor se formou até que Antoni decidi quebrá-lo.
— Você ainda não me disse o seu nome. — afirma Antoni.
— Johanna. — responde seca.
— Johanna. — Antoni repete parecendo analisá-lo. — É um nome muito bonito, assim como você. — sussurrou em seu ouvido.
— Por que você está aqui? — pergunta Johanna.
— Por que eu cansei de lhe observa de longe. — deu uma “piscadinha” e logo esboçou um de seus famosos sorrisos.
— Muito engraçado, agora é sério por que está aqui? — insiste.
— Bom, como você sabe meu pai é Lúcifer e eu não gosto muito das coisas que ele faz, então decidi ir embora, estava passando por aqui e vi você sentada aqui e decidi me aproximar, aliás você é muito bonita não dá pra ficar olhando só de longe. — piscou. — E você? Por que está aqui?
— E isso importa? — pergunta.
- Não responda a minha pergunta com outra pergunta, mas sim importa. — responde Antoni.
— Bom, a uns dois anos eu me apaixonei por um mortal, por isso fugi do céu, e à três meses atrás ele morreu. — lágrimas formavam-se em seus olhos.
— Eu sinto muito. — fala.
— Quem diria que eu iria falar isso pra você. — falou secando uma lágrima solitária que escorria em sua face.
— Pois é, posso ter o pai que eu tenho mas eu não sou igual a ele. — afirmou.
Um silêncio tomou conta de todo o espaço, a noite estava bastante estrelada, as constelações iluminavam aquela noite sombria. Em meios as árvores sai uma figura encapuzada que deixa Johanna completamente assustada, a figura sombria se aproxima à deixando com mais medo ainda, já Antoni por outro lado parecia não se intimidar pela figura encapuzada, pelo contrário parecia que ele é que se assustava com Antoni, Johanna não estava entendendo praticamente nada, o "homem" se aproxima de Antoni e diz:
— Tudo pronto, quando o senhor quiser pode colocar o plano em prática. — Johanna olhava incrédula para aquela situação, ela não entendia nada do que estava acontecendo, mas, tudo aquilo a deixava apavorada.
— Tudo bem, obrigada Tyler, agora pode ir que eu assumo a parti daqui. — Antoni praticamente sussurrou para o homem, ele apenas assente e vai embora.
O que estava acontecendo? Que plano era aquele? Johanna definitivamente não sábia essas resposta, mas sábia que elas com certeza não eram boas.
Antoni aproximasse e diz:
— Desculpa, mas isso será necessário. — Antoni retira de seu bolso uma Espada Angelical, ela é uma arma consideravelmente poderosa, pois é uma das poucas armas capazes de matar anjos.
— O que você vai fazer? — Johanna está completamente espantada, está arma pode matá-la em um segundo.
— Eu preciso fazer isso, eu preciso matar você. — Antoni em nenhum momento olhou nos olhos de Johanna. Ele levanta a espada a cima de sua cabeça e Johanna já esperava o pior, ela apenas fecha os olhos e espera que isso acabe logo, passam alguns segundos e Antoni não matou Johanna, ela abre os olhos lentamente e só escuta Antoni falar:
— Eu não posso, não consigo matar você. — quando Johanna abre os olhos Antoni não estava mas lá, ela só pode ouvir um barulho perto das árvores que aos poucos desapareceu, ela não entendeu por que ele não há matou, e muito menos por que ele tinha que matá-la, Johanna estava atordoada então decide sair de onde estava, pois talvez a figura encapuzada possa voltar e tentar matá-la. Johanna abre as asas e as deixa completamente expostas, se aproxima do penhasco e se joga.
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