Você não precisa de chance nenhuma
4 Você não precisa de chance nenhuma
Eles permanecem se olhando por alguns segundos, calados.
– Eu não vou me desculpar pelo beijo. Quero te pedir desculpas por ele ter acontecido numa situação tão inadequada. Digo, eu podia ter pensando numa alternativa melhor de me livrar daquela Janet alguma coisa.
– Suas soluções para os problemas nunca são muito racionais mesmo. Tudo bem. Não estou chateada.
– Não?
– Estou confusa. Só isso. – Ela se livra das mãos dele que seguravam seu braço, mas sem se afastar.
– Confusa por causa do beijo? Achei que você estivesse bem certa do que... – Ela lança um olhar de repreensão e ele percebe que não era hora para brincadeiras ainda.
– Sim.
– Você sabe que, apesar de ter sido como foi, não foi só um beijo, não sabe? A quantos anos eu te sigo, olhando para você e pensando em estar com você de um jeito que eu sempre imaginei ser impossível, Beckett?
– Castle, por favor...
– Não, Kate. Não posso parar de falar agora. Não mais uma vez. – Ela estremece ao ouvir seu primeiro nome. – Não sei quantas vezes sai daqui sendo obrigado a me despedir de você e te deixar com seus namorados me olhando com aquele sorriso vitorioso insuportável? Porque vamos combinar, eles não eram nada agradáveis. – Ela sorri.
– Não tinha nada de errado com eles.
– Eu discordo. Mas não estamos aqui para discutir isso, certo? – Os dois sorriem mais uma vez. Castle para de falar um pouco e a observa. – Eu quero você, Kate. Eu quero ficar com você, não só um beijo, não só por uma noite, não só como parceira e amiga. Nunca cometi as loucuras que já cometi para te salvar, por ninguém nessa vida. Não quero te forçar a nada. Não sei o que você sente por mim, se é que sente algo. Eu só quero uma chance para te mostrar que eu não sou essa criança grande que você pensa que eu sou. Quero te provar que sou um homem que quer te fazer muito feliz.
– Você quer uma chance para me conquistar? É disso que você está falando?
– Sim. Só uma.
– Rick, você não precisa de chance nenhuma.
– Isso é um não?
– Não. Isso é um “você não precisa de uma chance, porque você já me conquistou”.
Castle a puxa imediatamente para perto, como se fosse a sua última oportunidade de beijá-la na vida. Mantém suas das mãos caminhando entre a cintura e as costas dela, apertando-a contra o seu corpo. Beckett deixa suas mãos caminharem pelos ombros e cabelo dele, se entregando ao momento.
Um barulho de salto se aproxima. Era Lanie indo encontra-la para lanchar à tarde, como tinham combinado. Castle e Beckett não percebem a aproximação até Lanie chegar mais perto e levantar a cabeça que estava focada na bolsa cheia de coisas dentro.
– Kate, vam... Ops. Eu devia ter imaginado que havia algum motivo para não haver ninguém aqui. Ai meu Deus. Desculpa. — Kate tenta se afastar, mas Castle não deixa. Ela sorri.
– Lanie!
– KATHERINE BECKETT! — Beckett encosta a cabeça no ombro de Castle e ri por um tempo.
– Desculpa. Te esqueci lá embaixo, não é? – Ela continua rindo.
– Agora eu sei bem porque! Para quem estava tão confusa ontem, parece que se decidiu bem rápido.
– Lanie! Por favor. – Os três riem. Castle ainda abraçando-a. Os rapazes voltam à parte principal da delegacia.
– Lanie? O que você está fazendo aqui? – Esposito pergunta.
– Atrapalhando algo que ninguém me avisou que estava acontecendo. Obrigada por isso.
Kate sai do abraço de Castle, envergonhada.
– Obrigada, rapazes.
– Está nos devendo uma, bro.
– Quando precisar de alguma coisa com a Lanie, é só chamar. – Todos riem.
– Bom, vamos dar um intervalo para comprar algo para comer. Vocês vão com a gente?
– Ahn... Eu... Tenho algumas coisas pra fazer aqui ainda, então não. Podem ir, fiquem à vontade. – Kate responde.
– Ah, é?! Deixa eu adivinhar... O Castle vai te ajudar com isso? – Lanie pergunta.
– Sim, claro. Sempre. – Castle responde.
Todos saem. Castle e Beckett ficam sozinhos no lugar novamente. Ela o puxa pela gola da camisa, deixando seu rosto bem próximo. Castle segura os cabelos dela, direcionando as mãos para o seu pescoço. Eles se beijam mais uma vez, agora com toda a vontade guardada durante tantos anos, pronta para ser, finalmente, usufruída.
Fale com o autor