Notas iniciais
Olá queridas tudo bem?? Passando bem rapidinho pra deixar o penúltimo capítulo pra vocês. Sim, já estamos no final. Como eu havia dito é uma short, então são pouquinhos capítulos :/ Respondo os comentários assim que chegar em casa, okay? Beijinhos e boa leitura.

A cada dia que passava ao lado de Patrick, mais eu me convencia que aquela relação não teria futuro algum. Ali, naquela ilha a distância entre nós era ainda maior que quando estávamos em casa. Era algo que não tínhamos como controlar.

Pensei que talvez fosse pelo tipo de lugar que eu havia escolhido, mas percebi que não dependia apenas do lugar e sim da vontade de se estar junto a alguém.

Por outro lado, a viagem estava se tornando incrível. Will se tornou um bom amigo, e sempre que Patrick se recusava a fazer alguma coisa, ele me acompanhava. No início nossos encontros eram casuais, mas depois que percebi que sempre estaria sozinha, eu perguntava se ele gostaria de me acompanhar e ele sempre respondia que sim.

Mesmo sabendo que não deveria, eu sempre acabava fazendo uma comparação entre Patrick e Will. O jeito como ambos me tratavam era completamente diferente. Patrick parecia não me notar, sempre vivendo para o trabalho e sequer chegando perto de mim. Desde que chegamos aqui que não nos tratamos como um casal. Patrick andava tão indiferente que nem mesmo reclamava quando dizia que havia encontrado outro homem, e que o mesmo me acompanhou durante os passeios. Cheguei a pensar na possibilidade de o problema ser comigo, mas então tinha Will que me tratava de uma forma totalmente diferente. Era caloroso, divertido e sempre preocupado se eu estava bem e se sua companhia era agradável. Parecia que ele era o meu marido, e não um estranho que apenas me apresentava os lugares.

No último dia antes de voltarmos para São Paulo, Patrick e eu fomos até o Memorial da Epopéia do Descobrimento, um centro histórico onde é contado como o Brasil foi descoberto. Lá, um guia nos mostrava as árvores que existiam na época como o Pau-Brasil, as Ocas indígenas, Mapas usados e rotas de navegação, Móveis e quadros com pinturas dos grandes navegadores, e há ainda uma réplica da primeira Caravela em tamanho real. Era nítido que Patrick não estava muito afim de ir, mas como eu insisti muito ele acabou cedendo e me acompanhando. Ficou calado praticamente o tempo inteiro, e só abria a boca para reclamar que estava com fome.

– Pat, se você não quer ficar então vá embora. Não nasceu colado em mim, não tem porque se sentir na obrigação de acompanhar a sua esposa nos lugares.

– Está brigando comigo, Louisa? — Ele perguntou sereno. Senti minhas bochechas queimarem de raiva, pois não sabia se ele estava sendo irônico ou não.

– Brigando? Eu só poderia brigar com alguém que esboça reações. Você mais parece um zumbi do meu lado.

– Vocês querem que eu volte depois? — O menino que era nosso guia perguntou, mas não esperou uma resposta, simplesmente saiu de perto de nós.

– Louisa eu me mato de trabalhar pra satisfazer os seus caprichos, mas se isso não é o suficiente, eu não sei o que é!

– Satisfazer meus caprichos? Patrick me responda uma coisa, por que você me pediu em casamento, se não age como meu marido?

– Você está exagerando...

– Não, não estou. Você sequer olha pra mim, acho que não deve nem se lembrar que há semanas que você não me procura...

– Só estou cansado do trabalho. Você está criando um problema desnecessário.

– Na verdade eu estou solucionando o problema. Quando chegarmos em casa, eu vou entrar com um pedido de divórcio.

Patrick realmente não esperava que eu dissesse aquilo, mas era algo necessário, eu simplesmente não aguentava mais aquela situação, e ele pouco se importava. Pensei por dias sobre essa decisão e estava convicta que seria o melhor para nós dois.

– Tem certeza que é isso o que quer? — Ele perguntou ainda sem alterar a voz.

– Sim, tenho.

– Então não vejo motivos de eu continuar aqui. Estou indo para a pousada pegar minhas coisas e vou pegar o primeiro avião para São Paulo.

Apesar de ter tirado um peso das costas por ter soltado o que estava preso em minha garganta um bom tempo, eu estava triste também. Foram seis anos de convivência com uma pessoa que em nenhum momento pensou se eu ficaria bem ou não na sua ausência.

Dispensei o menino da função de guia e rumei para a pousada. Antes de ir para o quarto passei pela recepcionista, e a mesma me informou que Patrick já havia ido embora, mas que deixou a conta paga até o dia seguinte.

Subi até o quarto, e enquanto ia arrumando as malas, encontrei a estrela do mar que ganhei de Will. Sorri sozinha ao lembrar daquele dia, o passeio nos corais, o almoço na beira da praia, o jeito doce e gentil de Will. Automaticamente a vontade de conversar com ele apareceu, e acabei deixando tudo do jeito que estava e fui até o restaurante dele.

Will não escondeu a alegria em me ver. Ele estava encostado na porta, conversando com um dos garçons quando eu apareci, e seu sorriso foi instantâneo.

– Lou! Que bons ventos lhe trazem aqui?

– Senti sua falta, queria conversar, tem um tempinho? — Perguntei meio sem jeito.

– É claro que sim. Tenho todo o tempo do mundo para você. Já almoçou? — Neguei com a cabeça e então Will mandou preparar algo para nós.

Sentamos em uma das várias mesas ao ar livre e conversamos sobre coisas que não tinham nada haver com o assunto que me levou até ali, contudo, a conversa estava tão agradável que pra mim não fazia mais diferença. Enquanto almoçávamos o Espaguete de massa fresca ao molho Bolonhesa acompanhado de Vinho Tinto do Porto, Will contou que pretendia conhecer São Paulo no mês seguinte.

– Bom, quando for me visite. Será minha vez de lhe mostrar a cidade.

– Não sei se o seu marido ausente vai gostar da ideia.

– Não se preocupe com isso. — Eu disse, mas sem mencionar o que havia acontecido de fato. — Então, o que tem pra se fazer nessa cidade a noite?

Will estranhou a pergunta. Estava acostumado a me ver somente durante o dia, mas não reclamou, disse que a noite os bares e restaurantes estariam todos abertos, e o de dono argentino se tornava boate, na Praia do Parracho haviam festas Rave e algumas vezes os donos optavam por fazer Luais.

– Certo, então ... te encontro em frente ao argentino, tudo bem pra você?

– Tudo perfeito.

[...]

Saí da pousada faltando poucos minutos para encontrar Will. O tempo estava quente, então optei por usar um vestido branco de flores azuis que ia na altura das coxas, e o cabelo que ainda estava meio úmido eu deixei solto.

Quando cheguei ele já estava a minha espera. Vestia uma bermuda branca e uma camisa Pólo azul clara.

– Combinamos a cor? — Ele perguntou com seu nítido sotaque italiano.

– Se tivéssemos combinado não ficaria tão igual. — Ele sorri pelo canto dos lábios e me acompanhou pela entrada do restaurante.

Estava bem cheio, e a música era muito alta. Precisávamos chegar bem perto do ouvido do outro para poder ouvir a conversa.

– Viemos aqui pra curtir, então vem comigo. — Will me tirou para dançar.

Apesar de meio desengonçado para aquele tipo de dança, ele até que estava se saindo bem. Após uma sequência de aproximadamente umas seis músicas agitadas, uma lenta tocou. Will chegou mais perto e segurou em minha cintura. Minhas mãos foram de encontro ao seu ombro e ele começou a guiar os passos. O cara desengonçado de minutos atrás já não existia, e Will dançava como ninguém.

– Eu vou embora pela manhã. — Eu disse praticamente como um sussurro.

Will parou a dança e olhou tão fundo nos meus olhos que parecia querer perfurá-los, então sem nada a dizer, movido pelo impulso, ele me beijou.

Notas finais
Vamos matar o Patrick??.........SIIIIIIIIIIIIIIIIM!!! Vamos amar o Will?? ..............SIIIIIIIIIIIIIIIIM!!! Nos vemos no próximo...no último T-T Beijos :*