Notas iniciais
Oi oi oiiiiii tudo bem?
Mais um bebê nascendo!
Essa história NÃO será longa, okay?
Teremos poucos capítulos.
Ela não tem nada haver com o enredo original do livro, usei apenas os personagens em um novo mundo.
Espero que curtam, e nos vemos nos comentários.
...
Curtam a minha página: https://www.facebook.com/paulagrangerfanfics
Beijos e boa leitura.

O que fazer quando vê que seu casamento está por um fio? Era o que eu me perguntava todos os dias antes de dormir. Patrick e eu já estávamos juntos há seis anos e entre nós nunca houve aquela chama que conforta o coração quando se está apaixonado. No início eu achava que era devido a pressão do trabalho, mas depois acabei me convencendo que havíamos caído na rotina antes mesmo de começar.

Nos dois últimos anos eu tentei de todas as formas achar um jeito de salvar o nosso relacionamento, contudo, Patrick não se esforçava do mesmo jeito. Ele estava sempre mais interessado em trabalho, em me dar uma boa vida, mas não se importava comigo de fato.

Foi então que, como uma última tentativa de salvar que não poderia ser salvo, eu tive a brilhante ideia de tirar umas férias, apenas nós dois, sem trabalho, ou preocupações. Planejei tudo, desde a passagem até as contas que estariam a nossa espera quando voltássemos. A parte mais difícil foi escolher o nosso destino. Ele queria um lugar em meio às montanhas, e eu um que fosse quente. Demoramos um bocado de tempo até que por fim escolhemos uma cidade na região Sul da Bahia, chamada Porto Seguro.

De início Patrick não gostou muito da ideia, mas depois de eu tanto insistir em ir, ele acabou cedendo.

Saímos de São Paulo em uma quinta-feira à tarde. O aeroporto de Guarulhos estava lotado devido a um atraso em um voo internacional. Chegamos à Bahia no início de noite. Um rapaz com uma plaquinha nos aguardava no apertado e pequeno aeroporto de Porto Seguro.

- Olá, sejam bem-vindos a nossa cidade. Meu nome é Ricardo, sou da empresa que levará vocês até a pousada. — Disse o homem baixinho de cabelos na altura do ombro. Ele estendeu a mão em cumprimento para nós.

- Olá Ricardo, somos Patrick e Louisa. — Ele respondeu, apertando a mão do rapaz.

Ricardo guardou as malas no carro e enquanto dirigia pelas ruas ia também explicando um pouco da história da cidade. Paramos em um lugar onde havia algumas barcas. Umas para carros e outra para pedestres.

- É o único meio de chegar à pousada que ficarão. Na ilha de Arraial D'ajuda vocês terão as mais belas paisagens naturais que já viram na vida. Na rua principal há um quiosque onde os senhores poderão reservar passeios pelas nossas praias. Tem mergulho e rally também, além é claro, da diversidade de restaurantes. — Ricardo explicou calmamente enquanto íamos de um ponto a outro.

Levou por volta de dez minutos até fazermos o trajeto, e mais uns quinze até chegarmos à pousada. Antes de ir embora, Ricardo ainda mostrou onde acharíamos a rua com os restaurantes e Patrick não via a hora de poder jantar.

Fizemos o check-in, pegamos a chave do quarto, guardamos nossas malas, e então fomos andar pela cidade. A chamada Rua do Mucugê começava em uma praça e até o seu final era ladeada por restaurantes, bares e sorveterias. Eu nunca havia visto tanta diversidade de comida. Ia da culinária baiana até a japonesa.

Patrick e eu paramos em um especializado em massas. O dono veio até onde estávamos e nos ofereceu a carta de vinhos.

- Turistas? — Ele chutou certeiro. — Deixe-me ver, são Paulistas, certo?

- Como adivinhou? — Patrick perguntou curioso. O homem sorriu, e disse estar acostumado com turistas. Ele parecia ser um, já que tinha um sotaque italiano bem forte.

- Sugiro que façam os passeios pelas praias, mas principalmente o mergulho no recife de corais.

Assim que o homem saiu, Patrick se calou. Éramos como dois estranhos sentados em uma mesma mesa.

- Então. — Eu disse por fim, tentando quebrar o silêncio. — Vamos fazer o mergulho?

- Ah Lou, sabe que eu tenho fobia ao mar. Prefiro o rally, mas se quiser pode ir. Não tem problema nenhum.

Novamente ficamos calados. Permaneci observando a rua, e as pessoas que passavam por ela, até que o mesmo homem voltou a nossa mesa. Um garçom o acompanhava com uma bandeja nas mãos.

- Senhores qualquer problema podem me chamar que terei prazer em atendê-los. Meu nome é William, mas podem me chamar de Will.

Patrick mal falou durante o jantar. Estava mais interessado em comer e apreciar o vinho sugerido pelo dono do restaurante. Will estava na porta, cumprimentando a todos que entravam ou saíam do lugar de paredes rústicas e cor forte.

Assim que terminamos pedimos a conta e fomos em direção à saída.

- Espero que tenham gostado da nossa comida, e que voltem mais vezes. — Will disse assim que chegamos onde estava. Notei que seus olhos eram de um verde diferente. Não eram cristalinos, mas também não tão escuros. Uma cor muito bonita em contraste com a pele bronzeada de sol e os cabelos castanhos claros.

Enquanto Patrick e eu fazíamos o trajeto de volta à pousada, notei que o tal quiosque ainda estava aberto. Alan, o recepcionista, nos mostrou todos os pacotes disponíveis. Patrick fechou o de rally e eu o de mergulho.

Andamos ainda alguns minutos pela rua, contudo, estávamos cansados demais da viagem e preferimos dormir e descansar para o dia seguinte.

Notas finais
E ai, vale a pena me deixar um reviewzinho??? hehehe
Nos vemos no próximo capítulo