Você me esperaria?
9 Capítulo 9 - Jartar Romântico_Parte Dois e O que que os elevadores tem?
* Ana
Estava vazio. Acho que ele pediu privacidade para nos dois ou pagou a privacidade para nós dois. Achei desesperador. Bom, estávamos sozinhos além do garçom que nos servia e o cozinheiro que estava fazendo esse manjar dos deuses que eu estava saboreando.
Ele estava comendo e olhando para cada movimento meu. E claro que eu também olhava ansiosa para cada momento seu, mas isso não vem ao caso.
Cada movimento seu era importante. E claro que eu estava tão envergonhada que só olhava para meu prato. Até que um momento ele largou os talheres de prata, me fazendo levantar a cabeça de susto, olhando em sua direção.
– O que houve? — pergunto, botando as mãos sobre a mesa.
– Houve que você está me ingninorando o jantar inteiro. Está escondendo o rosto. Está estranha, você nunca fica assim comigo.
O que houve?, pergunto eu.
Fiquei vermelha.
– É que... bom... Christian, a gente se viu hoje na rua após anos sozinhos e sentindo a falta um do outro, pelo menos eu senti, e tudo tão arrebatador. Eu... Eu... Você disse que estava disposto pelo o meu "algo mais". Eu...
Ele pegou minha mão sobre a mesa e as juntou. Palma a palma.
– Você sente? — eu enrubeço. — Sente, Ana? Sente como existe algo especial entre nós? É esse o "algo mais" que eu estou disposto a ter e lutar para ter. Lutar por você. — ele entrelaça nossos dedos.
– Quer dizer que está disposto a ser meu príncipe encantado? Um daqueles que eu sonhava? Você lembra, você sabe o quanto eu esperei pelo amor, pelo amor que sempre esteve presente comigo. Eu...
Ele negou com a cabeça.
– Eu não serei o príncipe encantado dos seus sonhos.
O quê?
– Então o que será? Meu amigo pela eternidade sabendo que o que há entre nós é muito mais que isso?
– Serei o seu Dominador.
O quê? O que é isso? Tiro minhas mãos das deles e o olhei confusa e assustada. Como assim?
– Não se apavore. Tenho certeza já deve ter ouvido falar...
– Nunca. — pergunto sisuda e objetiva. Com pressa para saber o que é isso.
– Ana, olhe. — Ele puxa a cadeira e se senta ao meu lado. — Pode ser estranho para você, mas é uma relação como qualquer outra. Claro que tem diferença. A primeira diferença é que nesse tipo de relacionamento não há namoro. — Mordo os lábios em antecipação. — E a segunda é o sexo. É tudo sexo ocasional. Não há amor...
Fecho os olhos e sinto as lágrimas se formando. Ele não me ama...
– Você não me ama, ama? Você quer esse relacionamento para me usar e me jogar fora. Eu realmente fui idiota em vir e pensar que você não mudou. Você mentiu no é esse "algo mais" que eu quero. Eu quero alguém que me ame do jeito que sou, e você sempre soube disso. — digo e levanto, ele me acompanha.
Dou um passo. Ele segura meu braço e e olha o movimento da primeira lágrima que escorre em meu rosto seguida de outras.
– Eu disse que esse relacionamento se baseia em ser sem amor, mas eu não dias que iríamos segui-lo sem amor, porque isso sedia impossível. Eu te amo.
Eu não sei qual foi minha reação, além de me jogar em seus braço e beijar todo o seu rosto.
– Sempre haverá amor, mas te maneiras diferentes. Aceiro então, por mim, por nós.
– Eu aceito. Por você e por nós.
Ele sorriu. Acho que agora eu e ele iríamos pensar diferente a respeito do que é "algo mais".
*
Eu estava na frente do elevador com ele, para subir para seu apartamento. Isso não vai prestar. Eu, Christian e um espaço pequeno não é uma boa combinação.
Agora a porta abriu e entramos. A atmosfera pesa. O desejo me deixa vermelha e ofegante. Não havia notado como ele estava sexy naquele blaizer cinza em contraste com aquela blusa de botões branca. De repente:
– Foda-se!
Ele me prensou na parede. Um beijo nos arrebatou. O nosso verdadeiro beijo, é claro que muito mais fogoso, gostoso, delicioso e a sei lá, eu nunca tinha sentido coisa arrebatadora assim.
Um som estridente nos avisou que tínhamos chegado ao seu andar.
É agora é o hora de ver o que significa essa relação que ele falou. E se teria amor como disse, acho que não tenho dúvidas que terá.
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