Você me esperaria?
17 Capítulo 17 - Jantar na casa dos Grey
Notas iniciais
*Ana
Acho que eu nunca tinha sentido tanto prazer na vida depois da noite na Sala de Jogos com Christian.
Como todo mundo, eu estava com medo do desconhecido. Acho que como Christian falou, os nossos medos estão na nossa cabeça. É claro que eu, na minha inexperiência, jamais pensaria que ser açoitada seria prazeroso, quanto mais algo feito na cama. Obviamente eu havia visto na internet relacionamentos que possuíam essa coisa de Dominador e Submissa, mas nunca passou pela minha cabeça a ideia de fazer isso com alguém.
Christian desde que voltou havia aberto novos horizontes para coisas inimagináveis para mim antes como o sexo. Talvez nós dois tenhamos sido meio afobados na nossa primeira noite juntos, mas nós havíamos ficados tanto tempo separados, que a saudade falou mais alto e nós nos entregamos.
Ficamos exatamente cinco horas fazendo amor. Eu realmente estava esgotada. Depois de três horas dormidas que não supriram nada, eu acordei sonolenta e devagar. Meu corpo estava esgotado e uma dorzinha boa, mas incômoda estava no meu intimo. Notei que não estava mais na Sala de Jogos, é sim em um quarto simples. Na comoda ao lado da cama um Advil e um copo de suco estava em cima de um bilhete. Peguei-o.
Oi, amor. Tome o Advil com o suco. É de laranja. Comprei um vestido para você usarem um jantar hoje, eu espero que goste. Os sapatos estão perto da porta, depois de calçá-los desça. Eu estarei esperando você.
Christian.
Sorri com o bilhete e tomei o Advil com suco rapidamente. Corri para o banheiro e tomei uma ducha fria, depois escovei o dente com sua escova. Penteei meus cabelos com eximia pressa. O vestido era realmente lindo, tenho que dizer, mas não quero ele gastando dinheiro comigo. Coloquei-o e depois o sapato que possuía um salto baixinho e confortável.
Desci as escadas lentamente. Ele estava sentado no banco do piano, mas não tocava nada. Ao me notar veio em minha direção. Estava lindo com uma roupa mais informal. Uma camisa branca e um terno azul escuro por cima. Aos meus olhos ele não poderia estar mais bonito. Veio até mim e me abraçou.
– Está radiante, Srta. Steele . — Sua voz saiu rouca acima da musica lenta que tocava ao fundo.
– Você não está nada mal também, Sr. Grey. Está mais despojado — me aproximei dele -, jovem — abracei pela nuca — e sexy... — Sussurei em seu ouvido.
Ele riu e me abraçou de volta.
– O que temos aqui? Srta. Steele, você é mesmo uma coisinha fogosa, não?
Ri junto. Ele começou a me olhar de modo diferente. Pegou uma das minhas mãos. A musica de fundo foi trocada por outra. Lenta e doce. All of me de Jonh Legend. Acho que aquela musica tinha tudo a ver com nossa situação. Ele começou a me guiar lentamente, ritmo da musica pelo hall.
What would I do without your smart mouth
Drawing me in and you kicking me out
Got my head spinning, no kidding
I can't pin you down
What's going on in that beautiful mind
I'm on your magical mystery ride
And I'm so dizzy, don't know what hit me
But I'll be alright
*
O que eu faria sem a sua boca inteligente
Puxando-me e me chutando para fora
Deixou minha mente girando, sem brincadeira
É impossível conseguir te colocar para baixo
O que está se passando nessa bela mente?
Eu estou no seu pensamento mágico e misterioso?
E eu estou tão tonto, não sei o que me atingiu
Mas eu ficarei bem
Notei que Christian cantou baixinho essa estrofe olhando em minha direção. Cantei um o refrão.
'Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I'll give my all to you
You're my end and my beginning
Even when I lose I'm winning
'Cause I give you all of me
And you give me all of you , oh!
*
Porque tudo de mim
Ama tudo em você
Amo suas curvas e todos os seus contornos
Todas as suas perfeitas imperfeições
Dê tudo de você para mim
E eu vou dar tudo de mim para você
Você é o meu final e meu começo
Mesmo quando eu perco estou ganhando
Porque eu dou tudo de mim
E você me dá tudo de você oh
A musica acabou lentamente assim como o espaço entre nós dois. um beijo foi selado.
– Eu prometo dar tudo de mim para você, baby... — Sussurou contra meus lábios.
– Eu também, amor. — Beijei-lhe novamente.
*
Depois que Taylor já estava protos entramos no carro e seguimos pelas ruas de Seattle.
Eu nunca havia ficado tão nervosa na minha vida até agora. Como estaria Grace Grey? Aquela mulher doce que me dava balinhas quando eu era criança? E Carrick? E Mia e Elliot. A pequena Mia que agora já devia ser uma mulher feita. E as brincadeiras de Elliot teriam finalmente acabado? Acho que essa família vai levar um choque quando vir a ridícula Ana.
– Sua família sabe que sou eu? Quer dizer, eles sabem que nós nos encontramos? Que você está me levando lá? — fiquei temerosa com a sua resposta.
– Não. Eu falei na ligação: "Estou levando minha namorada." e só. Eles ficaram felizes sem saberem que é você, imagine a alegria deles quando souberem que é a Aninha?
Sorri junto com ele, mas meu sorriso morreu logo. Será que eles vão gostar de mim?
– O que houve, amor? Ana?
– Oi. — despertei do meu transe.
– O que houve? — se aproximou mais de mim no banco do passageiro.
– Christian, diga-me a verdade, está bem? — Ele assentiu. — Você acha que eles vão gostar de mim realmente? gostar da garota podre que tem que dividir o apartamento com uma colega que tem um emprego em uma loja de utensílios?
– Ana, o que eu já te falei? Pare de se menosprezar. Você é uma garota linda, carismática, inteligente. Meus pais adoram você e meus irmão não lembram e você direito mais estão curiosos. Enquanto aos problemas financeiros não se preocupe, está bem? Você está comigo agora. Eu vou arcar com a suas despesas.
– Eu namoro com você não com o seu dinheiro, okay? Não quero que você paguei algo para mim. E além de você ter pago o vestido e o sapato.
Me aborreci.
– Ei, Ana. Não é assim. Sou seu namorado tenho a obrigação de te dar uma vida boa. Tenho dinheiro, todos sabem, sei administrá-lo devidamente, mas não quero usar só comigo. Você merece Ana. Agora, já estávamos chegando. Não fique brava que quando chegarmos em casa conversaremos melhor sobre isso, está bem?
Assenti. Em pouco tempo estacionamos na frente de uma mansão luxuosa e gigantesca. As luzes evidenciavam que eles esperavam alguém para o jantar. Ele colocou a mão na minha cintura guiando-me em direção a porta. Subimos os degraus da entrada. A cada passo que eu dava mais nervosismo eu tinha.
Antes de tocarmos a campainha e ele pegou minha mão.
– Está linda, ele irão amá-la.
Assim nós tocamos a campainha. O que ele disse me acalmou. Uma jovem nos atendeu.
– Boa noite Sr. Grey.
Ela só deu boa noite para ele, mas não me importei, ele não deu atenção.
– Christian!
Eu reconheceria aquela voz de qualquer lugar. Ela veio elegantemente até nós, com seus passos lagos e precisos em um vestido recatado. Os cabelos estavam mais curtos que antigamente e o rosto já evidenciava marcas de idade. Ao seu lado Carrick a acompanhava com passos tranquilos e lentos. Parou de frente para nós e olhou Christian com ternura. E olhou para mim. Ela oscilou um momento.
– Ana?
Ela parecia atordoada.
– Christian...
Ele sorriu.
– É ela mesma, mãe.
O que aconteceu depois foi inesperado. Ela me abraçou fortemente saindo de sua pose elegante e fina. A abracei de volta, pois havia sentido muita falta dela nesses anos. Minha felicidade estava estampada na cara. Riamos por nada, apenas felizes por nos vermos novamente. Ela se reparou de mim e me analisou.
– Como está bonita. Alguns anos lhe fizeram bem, Ana. E olha você aqui novamente. Seus olhos continuam com aquela cor linda que só eles tem. E ofuscante. Meu Deus! Ana tenho que lhe apresentar meus bebês. Eles eram bebês quando fomos embora, mas agora estão enormes. Venha ver.
Me conduziu em direção a mesa de jantar. Sentados, uma jovem e um homem discutiam seriamente a respeito de lasanha e hambúrguer. A jovem tinha cabelos curtos da mesma cor dos de Grace. O loiro era Elliot, com certeza, conheceria aquele tom provocativo em qualquer lugar.
– Crianças! — eles a olharam.
Nenhum dos dois me reconheceu de primeira. Eles eram muito pequenos na época. Ao olhar o rosto da menina sentada me deu vontade de chorar, porque eu conseguia notar nitidamente os traços nela que o bebê que minha mãe carregava no colo no passado possuía. Eu lembro dela.
Os dois se levantaram para me receber.
– Meninos, essa é Ana, a namorada do seu irmão. A mãe dela era a babá de vocês, então por alguns anos ela morou conosco em Port Land antes de nos mudarmos.
Mia me abraçou.
– Você existe! Christian fala muito de você. Finalmente posso vê-la. Que bom!
Elliot veio logo depois.
– Acho que me lembro de você.
Olhei para ele.
– Eu sei. — respondi.
*
– Então, Ana, como vai Carla? — Grace me perguntou, durante o jantar.
– Bom, ela se casou novamente um pouco antes de eu vir morar em Seattle. O nome do meu padrasto é Raymond e ele compraram uma casa na Geórgia. Estão vivendo lá até hoje. Estava pensando em visitá-los quando encontrei com Christian. — olhei para Christian que se sentou ao meu lado.
– Se formou em que? — Carrick perguntou, colocando um pedaço de carne na boca. Quase ri com a cena.
– Em literatu... — Fui interrompida pela senhora que abriu a porta para mim e Christian.
– Sra. Grey, há um problema.
– O que houve? — perguntou Carrick.
– É Leila, senhor. Exige entrar na casa. Os seguranças estão tentando contê-la, mas parece que ela não vai sair daqui até falar com a família. Querem que eu a expulse e a deixe lá fora?
– Não. — Grace se pronunciou. E olhou em direção a Christian. — Pode chamá-la.
O silêncio reinou na sala.
O que está acontecendo?
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