Você me esperaria?

12 Capítulo 12 - Agora eu preciso ir...


Eu estava dolorida e estava quente muito quente. Resmungei e me aconcheguei mais no corpo de Christian. Suspirei, vi todas as imagens dos nossos momentos juntos, do prazer que senti com ele dentro de mim...

Abri os olhos e logo os fechei incomodada com a luz que surgia da janela grande de vidro. Ergui meu corpo e senti uma dorzinha encomoda lá embaixo.

O observei. Tão bonito. Os cílios longos, a pele levemente morena, lábios rosados e o corpo musculoso. Depositei um selinho em seus lábios e ele se aconchegou mais em mim. Sorri e tirei sua mão de cima da minha cintura.

Levantei e me espreguisei. Olhei em volta e capturei a camisa branca de linho que Christian usará na noite passada. A cheirei, o aroma citrico entrando em minha narinas. A vesti e sai, procurando a cozinha.

Quando achei, fiquei espantada com o tamanho da cozinha. Era ampla e tinha um balcão para servir. Sorri. Olhei o IPhone em cima da bancada conectados aos fones de ouvido. Ele deve ter deixado aqui. Acho que vou ouvir um pouquinho.

Liguei e escolhi Sugar (Maroon 5). Coloquei os fones, botei o celular no bolso da camisa. Achei uma frigideira e fui a geladeira e retirei três ovos. Omelete e bacon. Cortei quatro tirinhas de bacon e esperei os ovos esquentarem. Peguei a espatula mexendo os ovos. A música chegou ao refrão e meus quadris se mexeram livremente.

Your Sugar...
Yes, please...

Ai, se o Christian povasse o meu açúcar. Acho que ele já provou.

Virei-me ainda balançando os quadris. Dou um passo para trás de susto. Merda. Ele está sentado em um dos banquinho da bancada. Apoiado sobre o cotovelo, com o indicador sobre os lábios, disfarçando o sorriso contido.

Abaixo a cabeça e sinto a vermelhidão tomar meu rosto. Contínuo batendo os ovos e depois o observam. Ele se levantou e veio em minha direção. Ele tira um fone e coloca em seu ouvido. Tiro seu celular do bolso e coloco em cima da bancada, deixando a frigideira sobre o fogão desligado.
Ele levanta uma sobrancelha.

– Desculpe. Cozinho melhor ouvindo música.

Ele sorri presunçosamente.

– Foi mesmo um belíssimo show, Srta. Stleel.

Ruborizo mais forte.

– Poderia pegar os pratos e os copos? Vou pegar o suco.

Sigo em direção a geladeira. Tiro o suco e sigo para a bancada e ele já tem colocado os ovos em pratos separados. Ainda há iorgutes, cereais e pães de diferentes formas. Acho que ele quer que eu fique gorda!

Ele se senta ao meu lado e começa a comer. Pego um pouco de granola e mastigo. Olho para ele que devora os ovos que fiz. Engole e diz:

– Sabe, Ana... — ele para de comer e me fita. — Eu nunca soube em que que a tia Carla trabalhou depois de virmos par Seattle. Poderia me dizer? E isso está ótimo. — Diz, voltando a comer, esperando a resposta.

Hummm. Que merda!

– Só conto se você não surtar. — Ele franze as sobrancelhas e para de mastigar, mas assente. — Primeiro, minha mãe arrumou emprego na casa do Hyde, Jack Hyde.

* flashback on

Era aniversário de Clarie, irmã de Jack. Clarie fazia cinco anos, e com a pouca idade, tinha um amor a vista: Christian. Jack não perderia a oportunidade de ver Ana novamente e por isso fez questão de colocar "AMIGOS DOS CONVIDADOS SÃO BEM VINDOS!" no convite de Christian. O mesmo não estava afim de ir, mais após algumas investidas da mãe e do olhar pidão de Ana, ele foi. Sabia que Hyde só queria Ana e ele não dexaria ela ficar sozinha com ele jamais.
No decorrer da festa, Jack chegou perto de Ana e disse:

– Dança comigo?

Ela iria aceitar, mas foi impedida quando Christian pegou sua mão e a puxou para pista de dança. Jack olhou para Christian e Christian olhou para Jack e ali nasceu um briga de anos e anos.

* flashback off

– Porra, Ana, o Hyde!?

Pisquei.

– Olha, a mamãe não tinha oportunidades como na casa dele, okay? Não foi uma escolha, foi uma necessidade.

Mastigou como uma criança malcriada e quando engoliu falou:

– E depois?

– Fomos para casa de Kate. Você deve conhecer. Aquela que era filha do advogado Kavarnagh. Kate Kavarnagh.

Bebo um pouco de suco e o observo.

– Eu divido o apartamento com ela. — Concluo.

Ele me olha e sorri de canto.

– Não precisava. Eu poderia comprar um apartamento grande para você, ou poderia ficar aqui comigo. Só eu e você.

Frazo as sobrancelhas.

– Tipo, só eu e você?

Ele assente e larga o garfo. Ela acaba de comer e levanta. Eu levanto também. Observa seu abdômen. Sem camisa, a calça de moletom cai sobre seus quadris de um jeito muito... Gostoso. Ele é quente.

Pegou minha mão e me guio para o andar de cima. Parou em frente o uma porta branca.

– Que tal um banho?

– Eu adoraria.

*

Depois de mais uma incrível rodada de sexo, eu estava acabada realmente Christian sabia o que fazer com uma mulher.

Neste momento eu estava dentro do banheiro. Já me troquei. É domingo, já faz dois dias que estou na casa de Christian. Preciso descansar. Tudo que fiz nesse final de semana foi... Bom em parte saber mais sobre Christian depois dele vir a Seattle e sexo. Mas não foi só sexo, foi amor, foi fazer amor... Eu não sei...

Estou confusa. Não faz uma semana que nos revimos e já aconteceu tanta coisa. Talvez, eu deva me afastar um pouco só um pouco.

Saio do apartamento e paro ao lado da porta do carro. O motorista abre para mim a porta e antes de entrar ele se aproxima e me dá um selinho.

– Não quer ficar mesmo?

Segura meu rosto. Sorrio e toco em cima da dele.

– Eu preciso ir, mesmo. Desculpe, tchau.

Entro no carro e fecho a porta, sem falar nada ou beijá-los. Ele bate no vidro e eu o abaixo.

– Por que eu acho que você está me dizendo adeus?

– Porque eu estou indo embora. Tchau.

Eu fecho o vidro. O motorista arranca com o carro em direção a meu apartamento.

Está na hora de pensar bem sobre o que está acontecendo.



Notas finais
Próximo capítulo: "Você aceita?"