Você me esperaria?
10 Capítulo 10 - Nossa Primeira Noite_Parte Um
*Ana
Era tudo muito claro. Tinha algumas pinturas nas paredes, mas o que me encantou verdadeiramente foi a sacada onde eu podia ver Seattle de 360° graus. Era tudo bem dinâmico.
Estava frio e aquele casaco não me esquentava de nenhuma maneira, mas o problema logo foi resolvido pelos seus braços acolhedires me envolvendo.
– Com frio, baby?
Sorri.
– Não mais.
Desvencilhei-me de seus braços e observei o belíssimo piano de cauda, lustroso e jovem no meio da sala. Passei a mão nas teclas. Não me lembro dele tocando quando éramos crianças. Na casa não tinha nem piano.
– Você toca?
– Sim. Comecei ainda com seis anos quando vim para cá. Acho que Seattle me fez bem... — ele falou, a voz logo morrendo.
É claro que toca. Ele perfeito sempre, com Ana ou sem Ana. Eu não era nada. Ele tinha milhares de talentos e eu tinha somente um pequeno dom de escrever. Eu não tinha evoluído, só tinha terminado a faculdade e olhe lá. Ele não, então como eu poderia estar a sua altura? Esses pensamentos me deixam a balada. Conprimo os lábios e sinto as lágrimas se formarem.
– Ei — ele me abraça, frazindo as sobrancelhas, claramente não entendendo a situação. -, o que houve Ana?
Balancei a cabeça.
– Você evoluiu tanto, Christian... Eu não. Teminei a faculdade, mas não sem nenhuma outra língua além do inglês, não tenho mais nada de especial. Eu não sou como você, eu sou só...
Ele me interrompe com um beijo. Um beijo verdadeiro, molhado e delicioso. Sua língua invadindo a minha baloca de maneira lenta e torturante. Sabendo perfeitamente bem o que faz.Ele de afasta de mim e sorri. Acaricio seus lábios.
– Você é só e simplesmente a melhor coisa da minha vida. Você é linda especial e ninguém no mundo pode mudar isso, está bem, baby?
Sorrio e vejo a verdade em seus olhos. Ele não se importa com isso.
– Então o que pretende fazer aqui comigo? Pretende me mostrar o seu algo mais? — pergunto decisiva.
E puxa mais meu corpo. Outro beijo molhado, ele sorriu com aquela carinha de safado que tinha desde criança. Agora não era uma brincadeira era uma realidade de fazer... sexo.
– Sempre tão ávida por informações, desde criança, não é Ana?
Corei. Será que ele iria quer agora? Ele pegou minha mão é me guiou para a escada. Abriu uma porta branca com um design antigo, do jeito que gosto.
Uma grande cama de casal se coloca no meio, concentrando toda a minha atenção nela. Agora eu estava tremendo em antecipação.
– Está pronta, baby? Para eu monstrar-lhe o meu delicioso algo mais?
Agora era verdade. Eu estava louquinha por ele. E era agora, eu estou pronta para dar-lhe tudo de mim. Todo meu, todo meu carinho e todo o meu desejo.
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