Você Sempre Será Minha
1 Prólogo
Notas iniciais
Alguns meses atrás
Naquele noite chuvosa, uma briga era protagonizada pelo jovem casal que residia no topo de uns dos prédios mais caros de Seattle. O motivo da briga? Os sentimentos que ambos nutriam um pelo outro, porém, não transmitidos da forma correta, principalmente pelo homem mais velho.
— Christian, por favor, me dá espaço. — A mulher, cujo nome é Anastásia, subiu apressadamente as escadarias do apartamento luxuoso. Porém, infelizmente, o pedido não fora acatado pelo mais velho.
— Amor, por favor! — A voz em denotação sofrida despedaçou o coração da mulher, que continuou a andar em direção a um dos quarto a fim de ter sua privacidade.
Anastásia ingressou no quarto luxuoso rapidamente, trancando a porta e sentando na cama com lençóis de cetim caros. Do outro lado a mulher ouvia o homem bater descontroladamente, tentando chamar a atenção. Contudo, a mais nova necessitava apenas ficar sozinha, para que pudesse organizar seus pensamentos e dar seu veredito final nesse relacionamento que a estava desgastando de diversas formas.
— Christian, me deixe sozinha alguns minutos. Necessito organizar meus pensamentos em relação a tudo, principalmente sobre nossa relacionamento. — As batidas insistentes cessaram, dando lugar a um choro baixo. Nunca havia visto ou ouvido seu namorado chorar e aquilo quebrava seu coração.
— Dói, mas irei dar o tempo pedido. — Um suspiro audível se fez no corredor, se misturando com o choro baixo do homem. — Sei que errei em não ser transparente com você sobre meus sentimentos. Sou inseguro, tenho medo de muitas coisas, inclusive de a perder, mas saiba que sinto um sentimento nunca antes sentido antes...
A frase se perdeu no meio da frase do homem de cabelos escuros. Para ele, era difícil dizer aquelas três palavras, pois o sentimento em muitos anos estava presente apenas entre seus familiares. Aquilo o assustava, mas Christian sabia em seu interior que necessitava se soltar daquelas amarras que o mantinham recluso, senão iria perder seu luz. Seu amor.
— Ana...- Em meio as lágrimas, o homem tomou coragem e disse todas as palavras que deveriam ser ditas a tantos meses atrás. — Eu te amo! Sei que está tarde para dizer essas palavras, como também sei que posso ter dito elas quando você já tem uma decisão tomada sobre nós. Porém, necessito dize-las. Necessito que você saiba que tudo que vivemos não foi uma mentira, foi real. Foi real na minha concepção, Ana. É por te amar que irei te deixar sozinha, como também acatarrei cada palavra proferida por você daqui para frente, independente se me fizer sofrer ou me fazer feliz. Te amo...
Passos ecoaram pelo corredor vazio. O homem, caminhava cabisbaixo em direção ao andar de baixo. Mesmo que doesse a decisão tomada por sua amada, sabia que merecia aquilo. Merecia cada mísera palavras proferida por aquela mulher que havia modificado toda sua vida, trazendo luz e amor onde tocava.
Enquanto isso, encolhida em meios aqueles lençóis, Anastásia chorava impulsionantemente. As palavras almejadas pelo homem que amava haviam sido ditas, mas tão tarde... Durante todos os meses, mesmo sabendo que seu amor era correspondido, almejava serem expressadas, serem ditas, mas o que tinha era apenas o silêncio e meras palavras de substituição.
Deitada naquela cama, a mulher já tinha seu veredito em mente. Doeria para ambos, mas era o necessário, ainda por uma terceira pessoa estar envolvida.
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