Você Sempre Será Minha
32 Novidade!
Notas iniciais
Anastácia Steele
Christian andava de um lado para o outro, passando a mão em seus cabelos repetidamente
– Como ele descobriu? – Ele parou e olhou para as rosas em cima da mesa, ele caminhou lentamente para o vaso pegou-o e jogou janela a fora
– Christian! – Repreendi ele
– O que? Precisava dar um fim naquilo – Apontou para a janela
– Você está parecendo um criança birrenta – Ele lançou as mãos ar em um puro sinal de desinteresse
– Eu? Criança birrenta? A faça o meu favor Anastácia, eu só quero te proteger
– Jogando o vaso janela a fora? – Levantei minhas sobrancelhas
– Foi a primeira coisa que me veio a cabeça, e além do mais se eu jogasse na privada, aquilo ia ficar entalado lá – Dessa vez fui eu que joguei minhas mãos para o alto – Não complique as coisas baby
– Eu mereço – Bufei e me virei, cobrindo-me o máximo que pude para não ver ele. Senti ele se aproximar, mas logo a porta fui irrompida por uma Kate totalmente desesperada
– ANA! – Seu grito fez meus ouvidos explodirem
– Kate! – Sentei na cama e a abracei – Como está?
– Bem. E você como está?
– Também estou bem, foi só uma queda de pressão – Ela sorri, mas tinha algo de diferente nela, estava mais... feliz, mais radiante – Christian pode ir pegar alguma coisa pra eu comer?
Ele suspirou, e caminhou lentamente para fora do quarto
– Vocês brigaram? – Kate estava com uma sobrancelha levantada
– Por aí! – Sorri – Mas então, comece a falar? – Um sorriso amplo se abriu em seus lábios
– Eu estou grávida!
Paralisei! Kate grávida?
– Ana, não vai falar nada? – Balancei minha cabeça e a observei
– Parabéns! – A abracei novamente – Elliot...? – Ela me cortou
– Ele estava comigo quando soubemos da noticia. Elliot desmaiou! – Soltei uma risada imaginando Elliot esticado no chão, enquanto a médica e Kate tentavam acorda-los
– Não ri! – Ela bateu no meu braço – Como vão as coisa com Christian?
– Indo... Porque?
– Quando cheguei vocês não estávamos muito bem – Sorri
– Vai passar!
Christian entrou no quarto trazendo uma bandeja cheia de coisas gostosas
– Nossa! Assim vai fazer ela parecer um balão comendo tudo isso – Kate soltou cruzando os braços
– Elliot quer falar com você – Ele disse em um tom grosso
– Tudo bem! Ana, tchau. Te ligo mais tarde! – Ela me deu um beijo na bochecha e se dirigiu para porta
– Não precisava ter falado assim com ela – Tomei um pouco de suco
– Não posso fazer nada se ela é insuportável – Ele sorriu irônico
– Idiota! – Murmurei. Ele me fulminou com o olhar. Ótimo! Tinha ligado o modo dominador dele
Como sempre tem alguém que sempre nos atrapalha, e esse alguém abriu a porta rindo junto com uma enfermeira
– Me descul... – Sorri quando vi quem estava na minha frente – Ana!
– Bradley! – Ele teve a menção de me abraçar só que Christian se intrometeu
– Me desculpe, ela não pode fazer muito esforço, como você mesmo disse – Bradley olhou incrédulo para Christian
– Eu...
– Minha mulher já pode ir embora?
– Claro! Aqui está os remédios que Ana deve tomar – Ele entregou um papel a Christian – Ana, seu numero é o mesmo?
– É sim Bradley, me ligue qualquer hora – Christian fechou a cara no mesmo momento
– Claro! Tchau Ana, Sr. Grey – Bradley foi embora junto com a enfermeira que olhava atonia par a cena
– Precisava fazer isso?
– Isso? Você deu em cima dele, quer que eu faça o que? Ficar parado que nem uma estatua vendo minha mulher flertando com um cara que não seja eu – Apontou para si mesmo
Gritei de raiva
– Saia daqui agora! – Apontei para a porta – Cansei de ficar olhando pra você. Saia! – Ele respirou fundo e pegou uma sacola que estava perto da cadeira e a tacou na direção do banheiro
– Te espero na sala de espera – Saiu batendo a porta
Me sentei na cama e deixei as lágrimas rolarem pela minha face. Odeio brigar com ele!
Peguei a sacola que estava no chão e fui para o banheiro. Peguei tudo que estava dentro da sacola e vesti tudo o mais rápido possível, tentando não me lembrar dos momentos ruins que passei aqui, no hospital.
Bufei, e joguei a sacola o lixo, mas um coisa me chamou atenção, um bilhetinho no chão
“Graças a Deus não foi nada
muito sério...
Não sei o que faria sem você
ao meu lado, meu amor
Jantar hoje a noite?
Amo-te"
Sorri lendo o papel, fui dura demais com ele
Sai do banheiro, peguei minha bolsa e olhei para ver se não tinha esquecido de nada
Quando cheguei a sala de espera vi Christian sentado lendo uma revista
– Christian? – Ele fechou a revista e a colocou no lugar, levantou-se e caminhou até mim – O jantar ainda está de pé? –Sorri pra ele que não fez questão nenhuma de retribuir
– Não. Acredito que você queira jantar com o médico – Pegou minha bolsa e se encaminhou para a saída
Bufei e o segui
Estava distraída quando tropecei e já estava vendo-me voltando para o quarto do hospital, quando braços me seguraram, me impedindo de cair. Me estabilizei e me virei para agradecer a pessoa que me ajudou
– Como vai Ana? – Gelei ouvindo a voz dele – Acho que isso foi um “estou ótima”... – Ele sorriu – Gostou das flores? Espero que sim, são suas preferidas, não são?? – Engoli em seco, me virei e corri para a saída
Christian estava parado perto do carro, impaciente, mas quando me viu seu semblante mudou radicalmente
– Ana, o que... – Abracei-o forte, ele era a única pessoa que poderia me acalmar agora
– Jack, ele... – Um carro em alta velocidade passou por nós. Christian sacou seu celular de dentro do bolso
– Sawyer, siga aquele carro. Agora! – Christian desligou o celular e passou a mãos em seus cabelos em um puro gesto de impaciência – Vai ficar tudo bem! – Ele beijou minha testa e me conduziu para dentro do carro.
Christian dirigia que nem um louco pelo avenida I-5
– Vá mais devagar! – Respirei fundo mais fundo, e segurei mais forte na porta. Senti o carro diminuir ao poucos
– Desculpe! Estou com muita raiva – Ele segurou o volante com toda a força que ele tinha, fazendo os nós de seus dedos ficarem brancos
– Tudo bem! – O telefone dele começou a tocar, Christian transmitiu o telefonema para o carro
– O que? – O tom de voz de Christian saiu grosso
– Perdemos ele Sr. – Christian bufou e bateu com tudo no volante do carro
– Porra! Será que é tão difícil perseguir um carro, que quase ninguém tem, em uma avenida? – Meu noivo praticamente grita para o pobre Sawyer
– Desculpe senhor... Mas, nós estamos fazendo uma ronda para ver se achamos ele.
– Tudo bem, agora tenho que desligar – Sem Sawyer dizer qualquer coisa, ele desligou o telefone e bufou de raiva – Bando de imprestáveis!
Respira, expira, respira, espira...
Christian acelerou o carro novamente. Ele passava em alta velocidade por todos os carros que estavam na frente dele
– Vai mais devagar! – Olhei no visor e vi que a velocidade aumentava cada vez mais – VAI MAIS DEVAGAR! – Gritei totalmente desesperada.
Ele começou a diminuir a velocidade novamente
(...)
Abri a porta do carro e a fechei com tudo, andei apressadamente para o elevador, não queria ver ele por um bom tempo
Apertei o botão para o apartamento dele e o vi ao fundo me olhando com raiva
A medida que o elevador comigo, senti uma enorme tristeza me invadir... Odeio brigar com ele, me faz me sentir mal, me faz ter um peso enorme em cima de mim
Meu Cinquenta Tons! Porque ele tem que ser assim?? Tão explosivo, tão raivoso...
O elevador chegou no apartamento, tomei um susto ao ver um homem sentado na sala de estar de Christian, com o semblante preocupado
– Pai?
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