Você Me Tem
2 Capítulo 1 - Amável Peeta Mellark.
Notas iniciais
POV. Katniss
Não sabia que Peeta iria ser tão frio quando me visse. Sei lá... Sempre me pegava sonhando em como seria quando nos encontrássemos. Mas agora, estávamos os dois um de frente para o outro no aeroporto, eu com meu melhor sorriso e ele... Seco.
Vou falar uma coisa: desde pequena, Peeta era meu melhor amigo e eu era extremamente apaixonada por ele. E acho que esta distancia entre a gente só fez meu amor por ele crescer mais ainda.
Peeta mudou bastante desde a ultima vez que nos vimos. Ele estava alto, muito mais bonito e elegante. Vestia jeans de marca com uma camisa de botões branca, meio aberta, deixando a mostra um pouco de seu peito definido. Eu provavelmente batia em seus ombros.
–Peeta! – eu disse ainda sorrindo. – Que saudades.
E não me incomodando com sua frieza lhe dei um abraço. Bem... De chocada passei para surpresa quando vi que ele não retribuiu meu abraço. Soltei-me dele e o olhei, ele encarava meu corpo. Olhei-me disfarçadamente e encontrei tudo em ordem.
Bem. Você pode não achar que eu tenha o critério certo de beleza desejada. Mas sou feliz assim. Caramba! Minha amiga Clove– miss popularidade, rainha da escola e líder de torcida — vive reclamando que eu deveria me vestir melhor... Mas esse é meu jeito. Jeans surrado, camisa simples e All star. Isso define definitivamente meu estilo. Dei de ombros e fui abraçar Effie e Haymitch, pais de Peeta que estavam atrás dele.
– Effie, Haymitch! Que saudades! Vocês não mudaram nada. – e não mesmo. Os pais de Peeta esbaldavam juventude. Estavam radiantes. Fiz uma nota mental, desejando ser daquele jeito quando tivesse a idade deles.
Effie riu.
– Katniss, filha! Também estava com saudades de você querida. Nem você.
– Isso é uma grande mentira. Eu devo ter crescido uns 10 centímetros. – avisei contente, fazendo-os rir.
– Onde está Caesar? – perguntou-me Haymitch.
– Papai está no trabalho, como minha mãe. Então eu vim sozinha recebê-los. O ruim é que teremos de voltar de taxi.
– Oh! Sem problemas. – disse ele empurrando um carrinho que parecia estar pesado com varias malas.
Eu e Peeta os seguimos.
– Caesar e Venia ainda trabalham no mesmo hospital? – Effie me perguntou.
– Sim. Papai até recebeu uma proposta de emprego para trabalhar em um hospital da Califórnia, mas ele ama o hospital da cidade. — informei.
**
O taxi parou bem na frente de minha casa. Todos saíram do carro.
– Então... – eu ia dizendo – Onde irão ficar?
Tentei sorrir um pouco. Mas parece que tudo que eu fazia era meio idiota... Talvez eu estivesse encantada demais com a beleza de meu melhor amigo.
– Ah, querida. Nossa viagem aconteceu muito rápida. A promoção de Haymitch para trabalhar no hospital de Sequim, veio de ultima hora... Então não tivemos tempo de ver nada... Ficaremos em um hotel mesmo, por enquanto... Só iremos entrar para um café e esperar seus pais para matarmos a saudade um pouco. – dizia Effie.
– Não, não. – eu a cortei. – Nossa casa é bem grande. Temos quartos disponíveis que ficariam muito melhores com a presença de vocês.
– Eu não...
– Por favor? – apelei.
– E seus pais? – perguntou Haymitch.
– Eles gostam muito de vocês, tenho certeza de que irão amar minha ideia!
Haymitch olhou para Effie.
– Podemos ficar então. – declarou.
– Que maravilhoso! Venham, vamos entrar. – convidei.
Abri a porta destrancada e fomos para a sala. Depois de todos se acomodarem no sofá eu fui fazer um café para tomarmos.
Enquanto eu colocava o café nas pequenas xícaras com pires ouvi alguns passos se aproximarem de mim.
–Olá Peeta. – eu disse sem me virar.
– Como sabia que era eu? – ele perguntou com a voz surpresa.
Eu ri.
Peguei a bandeja com o café cuidadosamente e girei os calcanhares o olhando.
– Conheço meu amigo.
Declarei, deixando-o mais confuso ainda. Apesar de nossa distancia, acho que absolutamente ninguém o conhece melhor que eu.
E não importa o quanto ele pareça ter mudado. Para mim, ele é e sempre será aquela pessoa maravilhosa que eu conheço desde que me entendo por gente e por quem sempre fui apaixonada.
– O que foi? Acha que me esqueci completamente de você? – perguntei.
– Claro que não. – ele disse o que me deixou meio desnorteada. Sua voz era bonita, muito bonita. Grossa e forte... Cada minuto que passava, Peeta me deixava mais encantada. – Só... Acho meio estanho, depois de tantos anos sem nos vermos.
– Foram só seis anos Peeta... – respondi passando por ele com a bandeja.
Dei uma xícara para cada um e começamos a tomar. Quando eu já estava na metade da minha ouvi o sonoro e conhecido motor do carro do meu pai. Sorri para os meus convidados. Instantes depois meu pai e minha mãe entraram pela porta. Levou alguns segundos para eles perceberem a presença de nossos visitantes. Então comeram os abraços e os “que saudades!”. Eu ficava observando tudo aquilo. Era tão perfeito ver a felicidade de todos. Enfim, Peeta estava aqui.
– Temos que preparar os quartos. – disse minha mãe com seu sorriso radiante.
– Eu te ajudo mamãe. – disse.
A noite acabou com Haymitch e Effie ficando no quarto ao lado do da mamãe e papai, no andar inferior. E Peeta no quarto de frente para o meu, no andar superior.
– Venha Peeta, dormir. Amanhã temos aula cedo!
Comecei a subir as escadas, e vi que ele também vinha, atrás de mim.
– Boa noite Peeta. – eu disse enquanto estava de frente para a porta de meu quarto. – Durma bem. Amanhã gente se fala, você vai adorar a escola. – e entrei para meu quarto.
POV. Peeta.
Katniss estava vamos dizer... Tão normal.
E eu não estava acostumado com isso. As garotas de Londres são belas, formosas, elegantes.
Eu pensei que chegaria aqui, e iria encontrar uma garota linda. O pouco que me lembrava de seu rosto quando era criança e das suas feições, dava para ver que quando crescesse se tornaria uma mulher perfeita, em todos os sentidos.
Mas fazer o que... Errei, e feio, nas minhas conclusões.
Não que ela seja feia... Mas tinha um estilo bem largado. É bem ridículo.
A normalzinha entrou no quarto dela, e eu fui obrigado a entrar no ‘meu’ também. Até que ele era legalzinho... Deitei na cama de casal que tinha ali e fiquei olhando para o teto.
Só um ano.
Prometi para mim mesmo. Esse é o tempo de eu fazer 18 anos, terminar a escola e sair daqui. Eu só tinha que aguentar um ano neste inferno. Um ano nesta cidade horrível. Qual é! Sequim? Que nome de cidade é esse? É literalmente o fim do mundo, uma cidade com um pouco mais de 5.000 pessoas..
Poderia ser tão ruim? Quem sabe na minha nova escola, eu encontrasse uma garota gostosa. Seria um bom começo.
– Só um ano. – sussurrei entre dentes para mim mesmo.
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Droga! Primeiro Katniss me acorda aos gritos pela manhã para ir a maldita escola... Depois ela queria que eu fosse de carona com ela em uma picape horrorosa! (que consegui com jeito dizer que preferia ir no Audi — um carro novo que meu pai me deu — para a escola.) Minha sorte foi quando chegamos ao colégio. As duas vagas no estacionamento que não estavam preenchidas eram longes. O que foi fácil fugir depois da normalzinha.
Foi fácil me adaptar ali, e conseguir chegar a minha primeira aula. E... Ah uma coisa que todos devem saber: um cara como eu, quando chega a uma escola nova provavelmente será popular logo no primeiro dia de aula. E foi isso que aconteceu.
Logo no intervalo eu estava cercado de jogadores de futebol e de garotas que só faltavam tirar a roupa para chamar minha atenção.
– Então Peeta... Gostando da escola? – me perguntou uma garota loura que eu não fazia ideia de qual era seu nome. Mas... Seus peitos grandes já bastavam para prender um pouco de minha atenção.
– Estou, claro! Com tantas garotas lindas aqui, é difícil de não gostar... – respondi alto suficiente para todos ouvirem. A maioria das garotas ali suspirou e ficaram sacudindo os cabelos descontroladamente. Era tão irritante de ver. Mas pelo meu estresse qualquer uma que se encontrava ali serviria para me divertir um pouco. Só precisava fazer com que eu ficasse sozinho com uma.
– Cato. – sussurrei para um grandalhão que eu havia conhecido. – Quero conhecer melhor... Aquela. – indiquei disfarçadamente uma loirona super gostosa. – Será que pode me ajudar?
Ele sorriu maldosamente.
– Claro... Madge... Boa escolha, ela é muito boa. E ai gente! To a fim de ir para a praia no final de semana! Quem vai? – a ultima frase Cato disse um pouco mais alta, prendendo a atenção das garotas.
Ótimo.
– Te encontro em cinco minutos perto do meu carro. — disse baixinho para a tal de Madge e me levantei indo para o estacionamento. Não me faria mal perder as duas ultimas aulas.
Dois minutos depois de eu entrar em meu Audi, vi a gostosa se agachar na porta do meu carro.
– Queria falar comigo Peeta? – disse Madge mordendo os lábios.
– Queria... – não tirei o olho de seus seios, que estavam expostos em um decote bem grande. – É algo muito importante. Que é preciso ser feito... Digo, falado, fora da escola. – ela sorriu.
– Pode me levar onde quiser. – falou sentando no bando do carona.
– Prepare-se... Sua carruagem está prestes a partir.
Dei ré com o carro e sai dos limites da escola, eu não iria ir muito longe, só alguns quarteirões. Olhei para Madge e ela encarava a paisagem. Me atrevendo e muito, coloquei minha mão direita em sua perna, eu a senti estremecer. Então segundos depois a gostosa pegou minha mão e foi passando pelo seu corpo, a partir se seus seios já rígidos, parando bem perto de sua virilha. Meu membro já dava sinais de vida através de meus jeans. Então andei mais um pouco com o carro e parei no final de uma rua deserta, enquanto fechava meus vidros escuros, para caso ninguém ver o que iremos fazer.
Assim que desliguei o motor do carro tirei meu cinto ao mesmo tempo em que Madge.
– Vem cá gostosa... – eu disse, e a puxei abruptamente para mim. Devorando seus lábios.
Com uma pequena ajudinha minha ela começou a arrancar sua blusa, deixando a mostra seus seios com um sutiã vermelho. Madge gemeu quando eu mordi seu lábio inferior, em seguida abri o fecho que havia na parte da frente do sutiã. Madge saiu do bando do carona e foi para cima de mim, sentando no meu colo com suas pernas abertas, uma de cada lado de minha cintura. Que garota! Com minha mãe esquerda massageei um de seus seios, sem desgrudar nossos lábios, a próxima coisa que vi foi Madge levantando sua minissaia rodada e tentar abrir o zíper de minha calça jeans.
– Tão gostosa... – eu falei a ajudando a arrancar meus jeans. Meu membro estava bem rígido sob minha boxe preta, Madge deu um longo suspiro vendo a cena e então se apoiando em mim, desceu sua calcinha e voltou a sentar no meu colo.
– Ownn, delicia... – ela sussurrou e mordeu meu lóbulo.
Abocanhei um de seus seios, e com minha mãe livre passei meus dedos pela sua intimidade muito molhada. Ela soltou um gemido alto e eu ri. Madge foi às alturas quando eu a penetrei com meu dedo, tombando a cabeça para trás encostando-se ao volante ela deu um grito de frustração.
– Quero você... – ela disse entre dentes.
Arranquei minha box e meu membro saltou. Peguei uma camisinha que eu tinha no meu bolso e passei para ela.
– Coloque para mim. – ordenei passando o plastiquinho para ela. Madge agilmente rasgou o pacote com seus dentes e colocou minha camisinha no meu pau.
– Venha sua gostosa. – eu disse a puxando para mais perto, apertando-a no meu corpo, e a deixando em cima do meu pau, enquanto eu deslizava para dentro dela.
– Ah! – ela deu um grunhido.
A garota começou a rebolar em cima dele fazendo um vai e vem ritmado.
– Isso gostosa. – eu aprovei.
Fechei meus olhos sentindo o prazer que emanava no meu corpo, o corpo de Madge estava suado e o carro estava preenchido com muitos gemidos. Madge não parava de rebolar em cima de mim, mas quando percebi que estava ficando cansada, comecei a descer o banco que estávamos sentados, o deixando deitado.
– Deixe-me assumir o comando agora. – falei puxando-a para baixo de mim, fazendo-a ficar deitada no banco comigo em cima dela, enquanto eu a penetrava mais uma vez.
Eu dava estoques fortes e bem rápidos, só ouvia os gemidos de Madge.
– Isso... Vai! – ela gritou.
– Claro querida...
– Muito gostoso... – murmurou. entredentes.
Senti que estava chegando ao limite de Madge e no meu também. Sua intimidade se contraiu apertando meu membro. Um tremor passou pelo seu corpo.
– Vem comigo gostosa...
Explodimos juntos em êxtase total. Meu corpo caiu em cima de Madge, então quando nossas respirações voltaram ao normal começamos a nos vestir.
*
POV. Katniss.
– Caramba Kat! Seu amigo é muito gostoso. – disse Clove, enquanto ambas caminhávamos para o estacionamento para irmos embora.
Fiquei com vontade de socá-la sério! Já não bastava Peeta ter estado cercado por vadias no intervalo, e depois ter sumido como mágica, sabe-se lá onde se meteu e com quem. E ainda Clove fica me lembrando do desgraçado. Isso... Katniss. Quem mandou você ser apaixonada por Peeta Mellark?
– Aham. – disse somente, chegando ao meu carro. – Até amanhã Clove. – me despedi e fui para casa.
Chegando lá vi o Audi preto do Peeta estacionado na entrada da minha casa. Parei com minha picape do lado do carro dele e sai. Indo na direção da porta de entrada não, pude aguentar a curiosidade e com as mãos ao lado dos meus olhos grudei minha testa no vidro escuro do carro e dei uma espiada.
Droga! Eu já podia adivinhar! Eram preservativos.
Com toda raiva que um ser humano podia emanar entrei na minha casa. Minha mãe já estava lá.
– Como foi à escola meu bem? – perguntou-me. Respirei fundo.
– Ótima mamãe! Não poderia ter sido melhor! Onde está Peeta? – respondi e fiz uma pergunta em seguida entre dentes.
– No quarto dele.
Comecei a subir as escadas rapidamente.
Perfeito. Eu precisava ter uma conversa e bem séria com ele.
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