Você é a Minha Família
56 Capítulo 56
Notas iniciais
Elijah
– Elizabeth? – Eu bato na porta de seu quarto que estava entre aberta.
– O que quer Elijah? – Invés de minha sobrinha sou recebido pelo meu irmão com ferocidade.
– Só queria poder conversar com Elizabeth. – Ele me olhava na defensiva brutal. – E com você, onde esta ela?
– No banho. – Ele olhou de esguelha para a porta do banheiro. – Se veio com criticas Elijah eu não estou interessado e não ouse a encher a cabeça dela com coisas estúpidas...
– Pelo contrario irmão. – Ele me olha surpreso. – Venho aqui para dizer que vocês têm meu apoio. – Ele me olha mudo e desconfiado. – Não sou tolo Kol, eu sempre soube o que havia entre os dois antes mesmo de acontecer. – Eu entrei no quarto. – Eu reparei no modo como você a olhava e como subitamente se tornou responsável e cuidadoso depois que a conheceu.
– O que quer dizer? – Ele ainda não parecia seguro.
– Não digo que aprovo totalmente o... Relacionamento de vocês, mas não posso negar que isso ajuda a ambos e Klaus querendo admitir ou não eu sei que você realmente se importa e daria a vida por ela.
– Eu a amo mais que a mim mesmo Elijah. – Era realmente novo ouvir tais palavras saírem de sua boca.
– Eu realmente acredito diante destes fatos e eu fico orgulhoso de saber que você assumiu e luta com unhas e dentes por essa criança coisa que eu nunca pensei que você faria. – Parecia que eu ganhava sua confiança aos poucos.
– É meu filho, Elijah não espere que eu faça menos porque não vou. – Era incrível ver o quanto ele tinha amadurecido. – Dou a minha vida pra protegê-los e não vou deixar que absolutamente ninguém os faça mal de qualquer forma, não me importa se Klaus não quiser dar a maldita da benção dele, ele que se dane, mas eu não vou deixar ninguém ferir Elizabeth ou a criança.
– Eu acredito em você e é por isso que vou ajuda-los. – Ele arregalou os olhos. – Vocês obviamente ficaram por escolha de Elizabeth, mas não hesitarei em ajuda-los a qualquer custo.
– Por quê? – Ele pergunta desconfiado.
– Porque você é meu irmão tanto quando Niklaus ou Rebekah são. – Ele continuava incerto. – Porque Elizabeth é minha sobrinha e ajudei diretamente a ajudar ela a crescer e a criar ela. – Um enigma era perfeito para descrevê-lo. – Porque sinceramente eu acredito no amor de vocês e que esta criança pode trazer a paz e a felicidade que você e Elizabeth merecem.
Virei-me para sair do quarto, acho que já dei muito para o que ele pensar por uma noite.
– Elijah. – Ele me fez parar na porta. – Obrigado. – Me viro surpreso pra ele. – Obrigado por acreditar em mim e me ajudar.
Elizabeth
Depois que sai do banho eu entrei no antigo ateliê de artes da mansão. Ando devagar entre eles e contemplo os antigos quadros que eu e Klaus havíamos pintado há séculos. Belas obras de artes nunca avaliadas. Pinturas que expressavam nossos mais profundos e obscuros sentimentos... Ódio, angustia, ansiedade, paixão, raiva, medo, amor e vários outros que por vezes eram confusos até pra mim.
O ateliê era enorme e um tanto bagunçado, com diversos quadros e tintas espalhados pelas paredes e pelo chão de forma aleatória. Quando olho em direção à janela vejo meu pai em frente a um quadro não terminado e com uma paleta de pinta na mão.
– Por favor, não saia. – Eu peço.
Ele não fala nada só me da um curto aceno com a cabeça. Eu me aproximo e coloco uma tela em branco no tripé ao lado do seu e ele me oferece uma paleta de tinta como se fosse uma oferta de paz. Eu sorrio e pego o objeto, sempre fora assim, o ateliê era um lugar de paz e sem duvidas o mais importante da casa. Era a zona neutra onde não havia brigas e Klaus ficava mais calmo. Continuamos em silencio por um tempo. Eu me concentrava na pintura, um retrato do mar espanhol.
– Me desculpe. – Eu paro o pincel e olho pra ele incrédula. – Me desculpe por ter te assustado e eu... – Ele parecia exasperado. – Não queria ter te machucado de forma alguma... – Não esperei ele terminar de falar e o abracei o deixando surpreso de inicio, mas pra minha felicidade ele devolveu o abraço. – Eu te amo, sweetheart. E eu não queria que nada te acontecesse...
– Eu te amo também, pai. – Eu o apertei um pouco mais deixando finas lagrimas escorrerem.
– Eu sei que sim, e eu não queria que você sentisse medo de mim ou de qualquer outra pessoa. – Ele passou a mão em meus cabelos. – Eu quero te proteger e não te ferir, por favor fique. – Eu o olhei nos olhos. – Fique. Você, Kol a criança. Só não quero que vá embora.
– Vou ficar sempre, não vou embora. – Abracei seu pescoço. – Não vou embora.
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