Você é a Minha Família
43 Capítulo 43
Kol
Nos dois dias depois que eu tinha beijado Effy eu resolvi não atormentar mais a sua cabeça com isso. Apesar de toda vez que eu olho para os seus lábios carnudos e rosados eu tenho vontade ensandecida de tomá-los para mim, mas eu não podia fazer isso com ela. Ela estava confusa e frágil ainda mais depois que a cadelinha foi embora. Eu sei que ela me ama e eu tenho a eternidade para esperar por ela.
Nós passamos os últimos dos dias como passávamos em 1800. Eu a assistia pintar, deitávamos na grama e estudávamos feitiços. Tudo parecia calmo e em paz o suficiente pra me fazer esquecer toda a merda que chamamos de vida. Elijah tinha saído com a loba deixando eu e a Elizabeth sozinhos sem noticias de Rebekah e Klaus. Eu tentava distraí-la de todos os modos que eu podia e até chegava a dar certo e pode-se dizer que eu gostava de às vezes roubar-lhe um beijo de seus doces lábios.
– KOL! ELIZABETH! – Ouvi a voz de Klaus berrar.
Eu me levanto e dou uma última olhada em Elizabeth que nem sequer acordou. Eu andei até a sala onde meu irmão estava berrando nossos nomes. Ele parecia meio aflito e aliviado ao mesmo tempo como se tivesse roubado doce de criança e estivesse se aprontando para roubar à próxima vitima.
– Se importa de parar de gritar, Niklaus? – Eu digo me jogando no sofá.
– Onde esta Elizabeth? – Ele me ignora.
– Dormindo. – Eu respondo. – Como foram as coisas?
– Bom nossa mãe agora é uma vampira. – Ele deu os ombros. – Ou esta morta.
–O que?
– Antes de ela terminar o feitiço em Rebekah eu a matei. – Ele me explicava com um sorriso no rosto. – Porém antes disso Rebekah tinha posto seu sangue em uma taça de vinho.
– Genial. – Eu sorri apesar de minha mãe vampira não ser uma boa idéia. – E onde esta Bekah?
– No corpo de uma jovem desconhecida. – Ele disse. – Falando em corpos o seu esta na sala de jantar.
–Maravilha! – Eu me levantei. – Já estava com saudades do meu belo físico.
– Imagino que o corpo frágil de um bruxo não lhe agrade. – Meu irmão, sempre irônico.
– Agrada, mas para os meus planos preciso de um corpo mais... – Eu olhei para o meu “cadáver”. – Resistente se é que você me entende.
– O que pretende fazer?
– Primeiro uma vingançinha rápida. – Eu sorrio. – Depois tentar não ser morto pelo pai.
– E falando no diabo. – Ele parece ter ficado mais serio. – Nosso pai é um problema pendente.
– Vamos sentar e esperar ele chegar? – Eu me sento-me em cima da mesa. — Já temos a estaca.
– Não gosto muito de sentar e esperar. – Meu irmão se levanta. – Primeiro vou caçá-lo.
– E depois?
– Vou matá-lo e começarei a restaurar a paz em New Orleans.
– Brincando de ser rei de novo? – Eu digo irônico.
Antes que ele me desse uma resposta Effy apareceu no cômodo descalça e belamente desarrumada. Ela abraçou Klaus e conversou com ele enquanto eu preparava o chá pro feitiço. Eu conhecia Elizabeth e sabia que ela irá querer fazê-lo o mais rápido possível.
– Preparada? – Eu pergunto pra ele que estava abraçada com meu irmão.
– Senta ai. – Eu sorrio quando ela diz isso.
Eu me sento na cadeira e bebo parte do chá, que por sinal era uma merda, e molho as mãos dela com o que sobrou. Ela põe as suas mãos delicadas nas minhas têmporas e na primeira palavra eu sinto como se um arpão de pescador puxasse o meu cérebro pra fora do crânio.
– Phesmatos Tribum, Nas Ex Veras, — Ela recitava enquanto eu não podia evitar berrar de dor. — Uenes Fes Matos Et Sonos! – Eu escutei sua voz vacilar se ela errasse eu iria morrer no corpo humano. — Ex Totum Exum – Mas apesar da dor eu confiava nela. — Maleo Matos!
Eu senti outra fisgada seguida de falta de ar. Quando eu abro os olhos eu vejo o corpo do bruxo que eu usava caído e Elizabeth sentada no chão se apoiando na cadeira. Eu me levanto do meu leito, mas antes que eu pudesse chegar perto dela Klaus já havia a pegado no colo. Isso me fez hesitar por um momento.
Eu amava Elizabeth desde o dia que ela tirou a maldita adaga de meu peito, mas se Niklaus sequer desconfiasse disso ele me mataria ou usaria a adaga em mim e me mandaria para Sibéria. Eu não podia arriscar perde-la ou magoá-la ela não agüentaria outra emoção turbulenta e Nik me matar com certeza seria uma delas.
– Você esta bem, sweetheart? – Ele perguntou pra ela.
– Estou. Só com um pouco de sono. – Ela deu sorriso fraco. – Com grandes poderes, vem a grande necessidade de tirar um cochilo.
Elizabeth
Quando acordei eu estava em minha cama e Kol estava em sentado na beirada. Sorri em saber que tinha dado certo, se eu tivesse errado ele teria morrido e ele sabia disso, mas tinha confiado sua vida em minhas mãos.
– Deu certo. – Eu digo a ele.
– É. – Ele parecia um pouco diferente.
– Cadê meu pai? – Eu olhei pros lados.
– Na cozinha. – Ele falou baixo. – Effy meu irmão quer que eu vá com ele.
– Eu vou ficar sozinha aqui, não é? – Só de pensar isso me deixava triste.
– Você nunca vai ficar sozinha de novo. – Ele segurou a minha mão. – Eu vou voltar todas as noites.
– Como sabe disso?
– Por que é uma promessa. – Ele beijou os meus cabelos. – Vou voltar pra cá todas as noites até tudo isso acabar e você estar segura de novo.
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