Andrew

Eu estava dirigindo de volta pra New Orleans já fazia horas que estávamos na estrada sem parar. Vejo Effy encolhida no banco do passageiro, eu juro que quando encontrar o imbecil que fez isso com ela o tártaro vai parecer o paraíso. Viajávamos em silencio até que no segundo seguinte o carro capota depois de algo acertar o pára-brisas. Minha cabeça doía eu olhei pro lado e Effy abri os olhos. Eu soltei o meu cinto e olhei procurei uma saída.

– Effy?! – Eu tocava em seu rosto. – Você esta bem? – Ela chacoalhou a cabeça fazendo que sim. – Ótimo. Vou soltar o seu cinto e vamos sair pela minha janela. Ok?

– Ok. – Ela respondeu com a voz fraca.

Eu soltei o seu cinto e ela pegou nossas mochilas no banco de trás enquanto eu chutava a janela. Eu a ajudei a sair do carro e ela se joga em cima de mim antes que uma bola dourada de fogo nos acertasse. Até onde eu sei só um tipo de criatura faz isso.

– Merda! – Eu disse. – Temos que sair daqui agora!

– Eu não consigo. – Eu olhei pras suas pernas que estavam cortadas pelo vidro do carro.

– Vamos antes que eles cheguem mais perto. – Eu pego ela no colo e corro pra dentro da mata ao lado da estrada.

Não conseguimos ir muito longe já que três lestrigões apareceram jogando mais bolas de bronze. Eu fui pra outra direção e vi um ciclope. Aquilo só pode ser sacanagem. Repentinamente sinto o meu corpo ser puxado e tudo fica escuro, quando a luz toma os meus olhos novamente Elizabeth estava agarrada ao meu pescoço suando frio. Estávamos atrás de um posto de gasolina na estrada a mais ou menos 1 km de distancia. Eu tinha que pensar em uma saída rápido. Eu tapiei os meus bolsos e achei o Iphone que vivia desligado no cós da calça. Esperei o telefone ligar e disquei urgente o único pensei.

– Sou eu. – Eu falei assim que Elijah atendeu. – Estou com a Effy e temos um pequeno problema aqui. – O primeiro lestrigão apareceu correndo com os seus dentes afiados atrás de nós, eu segurei a mão de Effy e comecei a corre pro lado oposto e quando vi a hora esfaqueei o monstro o cortando no meio. – Agora são só dois lestrigões, um ciclope...

– Aquilo é um gigante?! – Effy estava mais assustada que antes e tinhas os olhos arregalados apontando pro sul.

– Correção dois lestrigões, um ciclope e falta dois metros pra quilo ser um gigante e... – Eu olhei envolta e a visão não me agradou. – E um monte de corvos que tenho certeza que pertencem a Esther. – Elizabeth tinha transformado o seu anel em uma besta e mirou no posto de gasolina onde os letrigões passavam. – Todos foram atraídos pelo GPS do carro que agora esta destruído. Posso segurar as pontas por mais algum tempo.

– Diga a ele pra ir ao oeste. – Escuto a voz de Klaus no fundo. – Vou ligar pra Hayley.

– NÃO LIGA PRA HAYLEY. – Eu grito ao ver as mãos de Effy tremerem após ter explodido os lestrigões. – Mira no olho.

– Esther é esperta demais pra isso. – Escondi Effy atrás de um carro e dei o celular a ela e fui atrás dos monstros. – Ela ira atrás de Hayley e isso não nos ajudaria em nada. – Eu consegui matar o semi gigante. – ANDREW VAMOS! – Ela estava desesperada e eu sem paciência pra acertar o olho do ciclope. – Não nos ligue ou mande nada eletrônico.

Eu pego o telefone em sua mão e o joguei acertando o olho do ciclope. Não o matou mais foi o suficiente para apagá-lo. Elizabeth chorava e tremia.

– Sabe o que ele quer dizer com oeste? – Eu seguro os seus ombros e olho em seus olhos.

– Sim. – Ela me responde.

– Eu tive uma idéia. – Eu falava tentando ser delicado. – Vou me transformar em lobo e você vai montar em mim. – Ela parecia me acompanhar. – Quando estiver pronta você vai nos transportar pelas sombras, ok?

– Cer...certo. – Ela gaguejou.

Eu me afastei um pouco e me transformei a vejo pegar as nossas coisas e subir em cima de mim. Quando tive certeza que ela não cairia eu arranquei a toda velocidade em direção ao oeste.

Kol

Meu dia tava um saco! Primeiro vejo Elijah dando pichi, depois aturo Finn falando absurdos sobre mim e Effy e eu não podia lhe dar um surra já que eu tinha que parecer estar mais controlado que o Elijah e agora eu tinha que sentar e esperar por algum sinal de Elizabeth em uma lanchonete no meio do nada com Elijah encarando um velho.

– Aonde você vai? – Ele me pergunta.

– Vou esperar ela mais perto da estrada. – Eu respondo saindo da lanchonete horrível.

Eu andei na beira da estrada por uns vinte minutos e resolvi esperar perto de um ponto ônibus. Eu estava entediado e super preocupado, quando eu pensei em deixar o local começava a anoitecer até que vi Elizabeth aparecer do nada em cima de um lobo. Quando ela me vê ela pula de cima do animal e eu corro em sua direção eu a abraço forte. Já fazia meses que eu não a via e tive que me contentar com noticias trazidas pelo idiota. Eu beijo os seus longos cabelos negros e olho pro seu rosto que tanto me fazia falta. Ela tremia e suava, seu rosto estava cheio de lagrimas Elizabeth ia cai se eu não a sustentasse pelos braços.

– Suas pernas. – Eu olho pras suas coxas que escorriam por suas pernas.

– Eu... – Ela tentava dizer que estava bem.

– O que aconteceu? – Eu olho pro imbecil que já tinha voltado ao normal e vestia uma calça.

– Eu avisei. – Ele se largou no chão ofegando. – Pra não me dar um carro com GPS.

– Vamos. – Eu o ignorei e peguei Elizabeth no colo que ainda tremia.

Eu andei com eles, ou melhor eu carregava Effy e o babaca se arrastava só de calças, até o moquifo onde meu irmão estava. Quando chegamos lá Elijah vem em nossa direção e abraça Elizabeth que ainda estava em meus braços. Eu a ponho sentada em cima da mesa do mesmo jeito que fazia há um século.

– Elijah. – Ela o abraça, pude ver que tinha pardo de tremer e suar, mas não de chorar.

– Elizabeth. – Meu irmão diz.

Eu pego a mochila de Effy das costas do cachorro e começo a mexer em sua mochila. Dou um sorriso ao descobrir que velhos hábitos nunca mudam e pego esparadrapo, um rolo de gaze e um pote com paste de bruxa. Eu olho em volta e vejo que a lanchonete estava estranhamente vazia Effy também parece notar, mas eu ignoro já que Elijah deve ter compelido todos a saírem pra ter o “momento em família”. Empurro Elijah pro lado e limpo o sangue em suas pernas e depois começo a aplicar a pasta com cuidado usando os dedos os passando sobre suas pernas.

– Elijah. – Ela diz com uma voz fina. – O que fizeram com você?

– Minha mãe me torturou por dias com lembranças... – Ele suspira. – Que pensei ter enterrado por muito tempo. – Elijah estava estranho e não era só eu que notava isso. – Então ela me fez uma oferta. Para nos tornar mortais novamente. – Eu olho pra Elijah, mas continuava o meu trabalho. – Veja sobrinha, minha mãe acredita que nos colocando em corpos mortais poderíamos... Recuperar algum tipo de pureza. – Os outros dois começavam a notar que Elijah estava pancada das idéias. – Até começar famílias próprias. – Elizabeth estava muda. – E tenho que confessar. Em proposta, mesmo cruel, tem um tipo de... Atração. – Ela parecia entender ele, apesar de no fundo eu saber que ela hesitava. Ele acariciava os cabelos de Effy enquanto eu enfaixava a sua perna direita e pude ver sangue na manga de seu terno, coisa que nunca acontecia. – Não precisa se preocupar. – Ele diz seguindo o meu olhar. – Estamos seguros.

Effy parecia estar voltando a ficar assustada, mas se continha e engoliu seco, seus olhos pareciam pedir por ajuda e ela não era a única a estranhar o jeito de Elijah.

– Nossa! Parece que eu vou ter que lavar isso. – Eu disse. – Vou limpar o resto no banheiro.

Sem esperar por resposta eu tentei parecer calmo e fingir que tudo estava normal e peguei Effy no colo e andei com ela em direção ao banheiro. Vimos um grande rastro de sangue por cima da mesa e franzo a testa ao ver a garçonete sorrir pra nós estando do lado de uma porta suja de sangue. Empurro a porta com o pé e fico um pouco chocado ao ver dezenas de corpos na cozinha espalhados e alguns desnecessariamente foram brutalmente torturados. Effy parece procurar por ar e se encolhe em meus braços afundando sua cabeça em meu ombro.

Eu entro no banheiro em que não tem corpos jogados no chão e sento Elizabeth, que chorava baixinho, em um banco. Agora realmente tudo estava estranho, eu dou uma mini surtada, mas eu tinha que me manter calmo por ela. Eu respiro fundo e molho uma toalha pra passar em seu rosto.

– Vai ficar tudo bem. – Eu me agacho em sua frente.

– O que ela fez com Elijah? – Ela fala baixo com as lagrimas voltando a escorres por sua face.

– Eu não sei. – Digo as enxugando. – E não quero descobrir. Temos que sair daqui antes que ela nos ache.

– O que vamos fazer Kol? – Algo estava errado com Effy, mas resolvo descobrir depois.

– Vou dar um jeito em Elijah. – Eu disse a ela. – Você vai precisar ser forte. – Ela balança a cabeça. – Vamos cair fora dessa espelunca.

Eu termino de enfaixar a sua perna e a carrego de volta. Eu a ponho sentada na cadeira e fico um pouco atrás de Elijah que a olhava, estava tão distraído que nem percebeu que eu quebrei o seu pescoço com as mãos.

– Por que você fez isso?! – O pulguento exclamou.

– Assunto de família. – Eu rolei os olhos. – Darling, você ainda tem a minha adaga?

– Ta na mochila. – Ela respondeu engolindo seco. – Achei que se eu não a levasse comigo, quando eu voltasse ela estaria no seu peito.

– Provavelmente. – Eu digo pegando a adaga. – Mas eles não se deram o trabalho de me forçar a voltar pro meu corpo.

Eu enfio a adaga no peito de Elijah e pego o seu celular que deveria ter no mínimo 300 chamadas perdida.

– Nik. Sou eu. – Eu disse apressado no celular. – Tem alguma coisa errada. Elijah abateu uma dúzia de pessoas cujo único pecado era seu terrível gosto pra comida. – Eu estava um pouco nervoso. — Eu quero dizer, porque iria matá-los se podia hipnotizar? – Espero que Klaus não seja idiota e consiga me entender. – Esse é o tipo de ação que chamará atenção de nossa mãe.

– A tortura dela o afetou mais profundamente do que eu percebi. – Ele disse finalmente entendendo. – Onde ele está agora?

– Bom, como ele é a nova vadia maluca eu quebrei o pescoço dele, pra nos manter seguros na medida do possível. – Eu digo omitindo a parte da adaga.

– Mas não temos idéia do que fazer agora já que nosso outro problema é um cara de um olho só. – Eu acho que estava alucinado já que vi um cara enorme com um único olho correndo pra lanchonte.

– Pergunte a Effy se ele lembra onde jantamos no natal que fugimos de Mikael. – Klaus parecia que estava prestes a matar alguém.

– Eu lembro e manda ele parar de ligar. – Elizabeth girou o seu anel e apareceu uma besta em suas mãos.

– Ela disse que sim. – Eu vi o poodle pegar a besta de suas mãos e correr pra fora. – E disse pra parar de ligar ou isso irá nos matar. – Ele da um tiro certeiro no olho fazendo aquele troço virar pó.

– Vão pra lá AGORA! – Ele disse e desligou o telefone.

Eu joguei o celular no chão com força e depois pisei em cima.

– É melhor você me explicar no caminho. – Eu digo a Elizabeth.