Você é a Minha Família
38 Capítulo 38
Andrew
Eu estava dirigindo de volta pra New Orleans já fazia horas que estávamos na estrada sem parar. Vejo Effy encolhida no banco do passageiro, eu juro que quando encontrar o imbecil que fez isso com ela o tártaro vai parecer o paraíso. Viajávamos em silencio até que no segundo seguinte o carro capota depois de algo acertar o pára-brisas. Minha cabeça doía eu olhei pro lado e Effy abri os olhos. Eu soltei o meu cinto e olhei procurei uma saída.
– Effy?! – Eu tocava em seu rosto. – Você esta bem? – Ela chacoalhou a cabeça fazendo que sim. – Ótimo. Vou soltar o seu cinto e vamos sair pela minha janela. Ok?
– Ok. – Ela respondeu com a voz fraca.
Eu soltei o seu cinto e ela pegou nossas mochilas no banco de trás enquanto eu chutava a janela. Eu a ajudei a sair do carro e ela se joga em cima de mim antes que uma bola dourada de fogo nos acertasse. Até onde eu sei só um tipo de criatura faz isso.
– Merda! – Eu disse. – Temos que sair daqui agora!
– Eu não consigo. – Eu olhei pras suas pernas que estavam cortadas pelo vidro do carro.
– Vamos antes que eles cheguem mais perto. – Eu pego ela no colo e corro pra dentro da mata ao lado da estrada.
Não conseguimos ir muito longe já que três lestrigões apareceram jogando mais bolas de bronze. Eu fui pra outra direção e vi um ciclope. Aquilo só pode ser sacanagem. Repentinamente sinto o meu corpo ser puxado e tudo fica escuro, quando a luz toma os meus olhos novamente Elizabeth estava agarrada ao meu pescoço suando frio. Estávamos atrás de um posto de gasolina na estrada a mais ou menos 1 km de distancia. Eu tinha que pensar em uma saída rápido. Eu tapiei os meus bolsos e achei o Iphone que vivia desligado no cós da calça. Esperei o telefone ligar e disquei urgente o único pensei.
– Sou eu. – Eu falei assim que Elijah atendeu. – Estou com a Effy e temos um pequeno problema aqui. – O primeiro lestrigão apareceu correndo com os seus dentes afiados atrás de nós, eu segurei a mão de Effy e comecei a corre pro lado oposto e quando vi a hora esfaqueei o monstro o cortando no meio. – Agora são só dois lestrigões, um ciclope...
– Aquilo é um gigante?! – Effy estava mais assustada que antes e tinhas os olhos arregalados apontando pro sul.
– Correção dois lestrigões, um ciclope e falta dois metros pra quilo ser um gigante e... – Eu olhei envolta e a visão não me agradou. – E um monte de corvos que tenho certeza que pertencem a Esther. – Elizabeth tinha transformado o seu anel em uma besta e mirou no posto de gasolina onde os letrigões passavam. – Todos foram atraídos pelo GPS do carro que agora esta destruído. Posso segurar as pontas por mais algum tempo.
– Diga a ele pra ir ao oeste. – Escuto a voz de Klaus no fundo. – Vou ligar pra Hayley.
– NÃO LIGA PRA HAYLEY. – Eu grito ao ver as mãos de Effy tremerem após ter explodido os lestrigões. – Mira no olho.
– Esther é esperta demais pra isso. – Escondi Effy atrás de um carro e dei o celular a ela e fui atrás dos monstros. – Ela ira atrás de Hayley e isso não nos ajudaria em nada. – Eu consegui matar o semi gigante. – ANDREW VAMOS! – Ela estava desesperada e eu sem paciência pra acertar o olho do ciclope. – Não nos ligue ou mande nada eletrônico.
Eu pego o telefone em sua mão e o joguei acertando o olho do ciclope. Não o matou mais foi o suficiente para apagá-lo. Elizabeth chorava e tremia.
– Sabe o que ele quer dizer com oeste? – Eu seguro os seus ombros e olho em seus olhos.
– Sim. – Ela me responde.
– Eu tive uma idéia. – Eu falava tentando ser delicado. – Vou me transformar em lobo e você vai montar em mim. – Ela parecia me acompanhar. – Quando estiver pronta você vai nos transportar pelas sombras, ok?
– Cer...certo. – Ela gaguejou.
Eu me afastei um pouco e me transformei a vejo pegar as nossas coisas e subir em cima de mim. Quando tive certeza que ela não cairia eu arranquei a toda velocidade em direção ao oeste.
Kol
Meu dia tava um saco! Primeiro vejo Elijah dando pichi, depois aturo Finn falando absurdos sobre mim e Effy e eu não podia lhe dar um surra já que eu tinha que parecer estar mais controlado que o Elijah e agora eu tinha que sentar e esperar por algum sinal de Elizabeth em uma lanchonete no meio do nada com Elijah encarando um velho.
– Aonde você vai? – Ele me pergunta.
– Vou esperar ela mais perto da estrada. – Eu respondo saindo da lanchonete horrível.
Eu andei na beira da estrada por uns vinte minutos e resolvi esperar perto de um ponto ônibus. Eu estava entediado e super preocupado, quando eu pensei em deixar o local começava a anoitecer até que vi Elizabeth aparecer do nada em cima de um lobo. Quando ela me vê ela pula de cima do animal e eu corro em sua direção eu a abraço forte. Já fazia meses que eu não a via e tive que me contentar com noticias trazidas pelo idiota. Eu beijo os seus longos cabelos negros e olho pro seu rosto que tanto me fazia falta. Ela tremia e suava, seu rosto estava cheio de lagrimas Elizabeth ia cai se eu não a sustentasse pelos braços.
– Suas pernas. – Eu olho pras suas coxas que escorriam por suas pernas.
– Eu... – Ela tentava dizer que estava bem.
– O que aconteceu? – Eu olho pro imbecil que já tinha voltado ao normal e vestia uma calça.
– Eu avisei. – Ele se largou no chão ofegando. – Pra não me dar um carro com GPS.
– Vamos. – Eu o ignorei e peguei Elizabeth no colo que ainda tremia.
Eu andei com eles, ou melhor eu carregava Effy e o babaca se arrastava só de calças, até o moquifo onde meu irmão estava. Quando chegamos lá Elijah vem em nossa direção e abraça Elizabeth que ainda estava em meus braços. Eu a ponho sentada em cima da mesa do mesmo jeito que fazia há um século.
– Elijah. – Ela o abraça, pude ver que tinha pardo de tremer e suar, mas não de chorar.
– Elizabeth. – Meu irmão diz.
Eu pego a mochila de Effy das costas do cachorro e começo a mexer em sua mochila. Dou um sorriso ao descobrir que velhos hábitos nunca mudam e pego esparadrapo, um rolo de gaze e um pote com paste de bruxa. Eu olho em volta e vejo que a lanchonete estava estranhamente vazia Effy também parece notar, mas eu ignoro já que Elijah deve ter compelido todos a saírem pra ter o “momento em família”. Empurro Elijah pro lado e limpo o sangue em suas pernas e depois começo a aplicar a pasta com cuidado usando os dedos os passando sobre suas pernas.
– Elijah. – Ela diz com uma voz fina. – O que fizeram com você?
– Minha mãe me torturou por dias com lembranças... – Ele suspira. – Que pensei ter enterrado por muito tempo. – Elijah estava estranho e não era só eu que notava isso. – Então ela me fez uma oferta. Para nos tornar mortais novamente. – Eu olho pra Elijah, mas continuava o meu trabalho. – Veja sobrinha, minha mãe acredita que nos colocando em corpos mortais poderíamos... Recuperar algum tipo de pureza. – Os outros dois começavam a notar que Elijah estava pancada das idéias. – Até começar famílias próprias. – Elizabeth estava muda. – E tenho que confessar. Em proposta, mesmo cruel, tem um tipo de... Atração. – Ela parecia entender ele, apesar de no fundo eu saber que ela hesitava. Ele acariciava os cabelos de Effy enquanto eu enfaixava a sua perna direita e pude ver sangue na manga de seu terno, coisa que nunca acontecia. – Não precisa se preocupar. – Ele diz seguindo o meu olhar. – Estamos seguros.
Effy parecia estar voltando a ficar assustada, mas se continha e engoliu seco, seus olhos pareciam pedir por ajuda e ela não era a única a estranhar o jeito de Elijah.
– Nossa! Parece que eu vou ter que lavar isso. – Eu disse. – Vou limpar o resto no banheiro.
Sem esperar por resposta eu tentei parecer calmo e fingir que tudo estava normal e peguei Effy no colo e andei com ela em direção ao banheiro. Vimos um grande rastro de sangue por cima da mesa e franzo a testa ao ver a garçonete sorrir pra nós estando do lado de uma porta suja de sangue. Empurro a porta com o pé e fico um pouco chocado ao ver dezenas de corpos na cozinha espalhados e alguns desnecessariamente foram brutalmente torturados. Effy parece procurar por ar e se encolhe em meus braços afundando sua cabeça em meu ombro.
Eu entro no banheiro em que não tem corpos jogados no chão e sento Elizabeth, que chorava baixinho, em um banco. Agora realmente tudo estava estranho, eu dou uma mini surtada, mas eu tinha que me manter calmo por ela. Eu respiro fundo e molho uma toalha pra passar em seu rosto.
– Vai ficar tudo bem. – Eu me agacho em sua frente.
– O que ela fez com Elijah? – Ela fala baixo com as lagrimas voltando a escorres por sua face.
– Eu não sei. – Digo as enxugando. – E não quero descobrir. Temos que sair daqui antes que ela nos ache.
– O que vamos fazer Kol? – Algo estava errado com Effy, mas resolvo descobrir depois.
– Vou dar um jeito em Elijah. – Eu disse a ela. – Você vai precisar ser forte. – Ela balança a cabeça. – Vamos cair fora dessa espelunca.
Eu termino de enfaixar a sua perna e a carrego de volta. Eu a ponho sentada na cadeira e fico um pouco atrás de Elijah que a olhava, estava tão distraído que nem percebeu que eu quebrei o seu pescoço com as mãos.
– Por que você fez isso?! – O pulguento exclamou.
– Assunto de família. – Eu rolei os olhos. – Darling, você ainda tem a minha adaga?
– Ta na mochila. – Ela respondeu engolindo seco. – Achei que se eu não a levasse comigo, quando eu voltasse ela estaria no seu peito.
– Provavelmente. – Eu digo pegando a adaga. – Mas eles não se deram o trabalho de me forçar a voltar pro meu corpo.
Eu enfio a adaga no peito de Elijah e pego o seu celular que deveria ter no mínimo 300 chamadas perdida.
– Nik. Sou eu. – Eu disse apressado no celular. – Tem alguma coisa errada. Elijah abateu uma dúzia de pessoas cujo único pecado era seu terrível gosto pra comida. – Eu estava um pouco nervoso. — Eu quero dizer, porque iria matá-los se podia hipnotizar? – Espero que Klaus não seja idiota e consiga me entender. – Esse é o tipo de ação que chamará atenção de nossa mãe.
– A tortura dela o afetou mais profundamente do que eu percebi. – Ele disse finalmente entendendo. – Onde ele está agora?
– Bom, como ele é a nova vadia maluca eu quebrei o pescoço dele, pra nos manter seguros na medida do possível. – Eu digo omitindo a parte da adaga.
– Mas não temos idéia do que fazer agora já que nosso outro problema é um cara de um olho só. – Eu acho que estava alucinado já que vi um cara enorme com um único olho correndo pra lanchonte.
– Pergunte a Effy se ele lembra onde jantamos no natal que fugimos de Mikael. – Klaus parecia que estava prestes a matar alguém.
– Eu lembro e manda ele parar de ligar. – Elizabeth girou o seu anel e apareceu uma besta em suas mãos.
– Ela disse que sim. – Eu vi o poodle pegar a besta de suas mãos e correr pra fora. – E disse pra parar de ligar ou isso irá nos matar. – Ele da um tiro certeiro no olho fazendo aquele troço virar pó.
– Vão pra lá AGORA! – Ele disse e desligou o telefone.
Eu joguei o celular no chão com força e depois pisei em cima.
– É melhor você me explicar no caminho. – Eu digo a Elizabeth.
Fale com o autor