Klaus

– Hoje, um novo futuro nos aguarda. – Eu disse aos meus irmãos que se sentavam à mesa de jantar. – Esqueça sua animosidade contra nós, Finn. E em vez disso se juntar a nós contra ela que verdadeiramente merece sua ira... – Kol comia um doce entediado e Finn me olhava rabugento. – Nossa mãe. – Elijah andava em volta da mesa. – Faça isso, e vamos recebê-lo de braços abertos. – Finn ia pegar um doce e Elijah puxa a bandeja. — Mas se você continuar a se opor a nós, uma negação da pastelaria será a menor de suas preocupações.

– Mas se tudo o que nós queríamos eram a sua lealdade acho que poderíamos ter te poupado de uma noite dormindo acorrentado. – Kol olha pra mim e depois para Finn que permanecia calado.

– Isso foi Niklaus. – Elijah se pronuncia. – Minha recomendação era para remover os membros um por um até você concordar.

– Heh. Nós não temos... – Era impossível não rir diante disso. – Não temos nenhum desejo de torturá-lo. – Eu me levanto e caminho até Finn. – Desde que você se comprometa a estar do nosso lado como irmãos.

– Irmãos. – Finn diz. – Será que essa palavra se aplica mesmo à nós, depois de todos os séculos de traição e é lealdade para você realmente é recompensado? – Ele olha pra mim e eu volto ao meu lugar. – Se assim for, diga-me Niklaus, onde esta nossa irmã Rebekah e sua “filha” Elizabeth? – Eu paro onde estou. – Ambas estiveram cegamente leais a você por anos e agora longe de serem encontradas. Onde elas possam ir, que possam fugir das suas maquinações perversas?

– Ah. Você me acha perverso? – Eu me viro pra ele e volto a me sentar. – Bem, o que, em seguida, você faz daquele que nos amaldiçoou?

– Ela estava tentando fazer você mortal, de novo e ambos recusaram-na. – Ele olhava pra mim e Elijah que começava a brincar com uma faca. – Só prova o quão longe você tenha caído, mas espero que Rebekah e Elizabeth tenham uma resposta diferente a sua proposta. – Eu me controlava e ouvia o idiota. – Veja-se, vocês 3, Rebekah sempre se pegou a sua humanidade.

– Rebekah e Elizabeth estão fora dos limites. – Elijah sem a sua habitual paciência. – Se persegui-las você sofrerá.

(Kol Pov: Que porra ta acontecendo com ele?! ¬¬’)

– Não deixe ele incitar você, Elijah. – Eu tento chamar a atenção de meu irmão. – Nem ele nem Esther vão encontrar elas a menos que elas queiram ser encontradas e eles não querem.

– Esther é completamente determinada. – Finn falava. – E ela esta procurando pelas duas. Desde o dia em que ambas “sumiram”. – Ele nos olhava. – Eu imagino que seja apenas uma questão de tempo.

Elijah nos surpreendeu se levantando e arrastando Finn pelo pescoço sobre a mesa e atacando o seu pescoço. Precisei da ajuda de Kol pra tirar Elijah do pescoço do mais velho e o encurralar do lado de fora. Desde que ele tinha voltado do coma ela estava anormalmente estranho.

(Kol Pov: Serio alguém me diz que porra aconteceu com ele! 0.0)

– Gosto de um bom derramamento de sangue tanto quanto qualquer um. – Eu solto o seu pescoço e o entrego um lenço. – Mas o nosso irmão tem o poder bem como o conhecido plano da Esther. – Eu digo baixo. – Precisamos dele vivo.

– Você pode imaginar o que eles fariam a Rebekah, a Elizabeth?

– Camuflamos Rebekah por uma magia poderosa. – Eu disse a ele. – E Effy esta segura em Mystic Falls. Concentre-se na tarefa em suas mãos. – Eu olho pra trás pra saber se eles me ouviam. – Precisamos convencer Finn.

– Eu cheio com persuasão. – Elijah começa a andar e eu o paro.

– Parece que a terra mudou de eixo, você precisar que eu te contenha? – Era algo realmente irônico.

O telefone de Elijah toca e ele o tira do bolso e se afasta pra atender.

– Sou eu. – Consigo escutar a voz de Andrew ofegante. – Estou com a Effy e temos um pequeno problema aqui. – Ele parou de falar como se estivesse ocupado com algo. – Agora são só dois lestrigões, um ciclope...

– Aquilo é um gigante?! – Consigo ouvir Elizabeth do fundo como se estivesse assustada.

– Correção dois lestrigões, um ciclope e ainda falta 2 metros pra quilo de um gigante e um monte de corvos que tenho certeza que pertencem a Esther. – Escuto o barulho de algo explodindo. – Todos atraídos pelo GPS do carro que agora esta destruído. Posso segurar as pontas por mais um tempo.

– Diga a ele pra ir ao oeste. Vou ligar pra Hayley.

– NÃO DIGA PRA HAYLEY! – Andrew grita. – Mira no olho!

– Esther é esperta demais pra isso. – Effy falava no telefone com a voz diferente e respirava ofegante parecendo estar chorando. – Ela iria vir atrás da Hayley e isso não ajudaria em nada. ANDREW VAMOS! – Ela grita ao garoto. – Não nos ligue nem mande nada eletrônico.

– Vá. Eu vou cuidar de Finn. — Elijah desligou o telefone e me olhou.

– Esplendido, em nossas mãos, eu presumo que ele vai estar morto ao cair da noite. – Disse Kol se aproximando.

– Vou mostrar moderação. – Elijah disse com a respiração pesada. – Elizabeth precisa de seu pai.

– O que ele precisa, o que... – Kol respira fundo como se não tivesse tido uma conversa agradável com Finn. – O que precisamos são aliados para ajudar a derrotar a nossa mãe. – Ele ainda estava no corpo do bruxo. – Finn deve vir pro nosso lado. – Era algo novo ver o casula ser racional. – Sem a ajuda dele, não restará nada pra Elizabeth vir.

– Klaus a sua filha...

– Eu esperei meses para ver a minha filha. Posso esperar mais um dia. – Na verdade eu não podia, mas eu tinha. – Elijah, faça o que for preciso para mante-la a salvo.

– Eu dou a minha palavra. – Meu irmão sai e Kol vai em sua direção.

– Onde vai? – Eu pergunto a ele.

– Vou com ele. – Kol responde. – Se eu ficar aqui nesse corpo ou não eu vou destroçar o Finn.

Meus irmãos saíram e me deixaram com o mais velho e por incrível que pareça eu era o menos sanguinário e vingativo dessa casa hoje. Caminho até a sala onde tinha deixado Finn e escancaro a porta.

– Senhor, eu peço desculpa por mantê-lo em espera. – Digo fingindo estar animado. – A boa noticia é que eu voltei com um velho amigo! – Finn tenta ver quem chega à porta. – Alguém que quer dizer olá.

– Olá. – Marcel entra sorridente e meu irmão abaixa a cabeça. – Como vai, companheiro?

– Você nunca se cansa de ser intimidado pelo meu irmão?

– Ah. Não eu me voluntariei pra isso. – Marcel sorria. – Primeiro você arma aquele circo e agora quer arrastar Rebekah e Effy pro meio disso. – Ambos se encaravam com ódio. – UH-UH. Não vai acontecer.

– Bem, eu prefiro que você se junte a nós contra a nossa mãe. – Eu os observava com a mão nas costas. – Mas vou me contentar com um ou outro. – Finn me encarava com ódio de seu coração. – De qualquer maneira, se você continuar a me desafiar, sua vida vai ser reduzida a uma seqüência interminável de uma tortura agonizante. – Eu o olhava esperando resposta. – Então... O que vai ser?

Eu prendo meu irmão na escada e vou à busca das facas de tortura que foram especialmente feitas para ele.

– Você acha que nossa mãe está, mesmo que só um pouco, preocupada com o seu bem estar? – Eu pergunto pondo as facas na mesa.

– Ela sabe que eu não preciso de resgate.

– Serio? Discordo. – Digo escolhendo uma.

– Você pode brincar comigo o quanto quiser, Niklaus, mas você teve inúmeras oportunidades de me matar. – Ele diz do corrimão onde estava preso.

– Mas eu não matei, certo? – Eu aponto a faca pra ele. – Finn, eu entendo a sua devoção a ela. – Eu largo a faca e me aproximo dele. – Ela deve ter te agarrado com uma necessidade desesperada depois que a nossa irmã Freya morreu, fazendo você acreditar que era a sua responsabilidade de cuidar dela para sempre, humm, uma carga que você aceitou sem fazer questão porque você era um bom filho. – Ele me encarava. – Crianças pequenas não possuem a capacidade de questionar seus pais, mas você é um homem agora, Finn.

– É essa a extensão de seus argumentos? – Ele ergue uma sobrancelha. – Sou um homem agora, então deveria me juntar a sua causa miserável?

– Não é melhor se juntar a mim do que passar o resto de sua vida mortal – Eu me afastei dele. – Aliado a mulher que sempre te manipulou? – Eu me virei pra ele. – Irmão, eu ofereço a oportunidade de se libertar. Fique do meu lado, e eu lhe darei uma vida que ela nunca te ofereceu, uma chance de escolher o próprio caminho. A escolha é sua, irmão!

Sai da sala deixando meu irmão com a própria consciência.

– Então irmão. — Deixo Finn pelo menos 2 horas sozinho quando invado a sala novamente. – Pronto para abraçar a sua nova vida de liberdade?

– Já estou livre, irmão. – Eu fecho as chaves das algemas em minha mão.

– Esta ciente que nossa irmã não se importa com você? – As guardo no bolso da calça.

– Niklaus, eu te garanto, minha mãe me ama. – Continua a mesma criança carente, — Ela ama a todos os seus filhos. Nós não existiríamos sem o sacrifício dela. – Eu me afasto dele. – VOCÊ NEM SABE A VERDADE! – Eu paro. – Ela era estério, e tão desesperada por uma família, que ela implorou por ajuda pela mais bruxa da historia. – Eu não me dava ao trabalho de olhá-lo. – Sua irmã Dahlia. Claro que o preço de Dahlia era alto. Ela aceitou fazer nossa mãe fértil, mas em troca, ela solicitou o primogênito como sacrifício. – Eu me verei. – Não tendo outra escolha... Nossa mãe deu a nossa amada Freya.

– Nossa irmã morreu de praga.

– Esther a deu. – Não podia acreditar no que aquele lunático falava. – Pense sobre isso, a dor, a tristeza.

– Se o que você diz for verdade. – Eu parei em seu lado. – Essa morte esta longe de ser um fato delicado para ela.

– Ela nos ama mais do que você percebe.

– E é o amor a razão pela qual ela quer a minha filha morta? – Minha paciência se esgotava.

– Ela estava tentando te proteger da maldição de Dahlia.

– QUE MALDIÇÃO? – Eu grito a ele.

– Dahlia exigiu o primogênito de cada geração. – Ele responde com a cabeça abaixa e depois volta a me olhar. – Sua criança vai pagar o preço, e se qualquer um tentar protegê-la, Dahlia virá e destruirá todo nós.

– Que ela tente. – Eu olho nos olhos de Finn.

Sai da sala e liguei novamente para Elijah.

– Estou cansado de deixar recados, Elijah. – Eu digo no telefone. – Dizer que isso é urgente seria um grande eufemismo. Precisamos nos falar imediatamente.

Depois de meia hora finalmente o telefone toca.

– Onde você estava? – Eu pergunto.

– Nik. Sou eu. – Kol disse apressado no celular. – Tem alguma coisa errada. Elijah abateu uma dúzia de pessoas cujo único pecado era seu terrível gosto pra comida. – Kol disse. – Eu quero dizer, pra que matar eles se podia hipnotiza-los ? — Eu entender o que ele queria dizer. – Esse é o tipo de ação que chamará atenção de nossa mãe.

– A tortura dela o afetou mais profundamente do que eu percebi. – Eu disse finalmente entendendo. – Onde ele está agora?

– Bom, como ele é a nova vadia maluca eu quebrei o pescoço dele, pra nos manter seguros na medida do possível. – Ele suspira. – Mas não temos idéia do que fazer agora já que nosso outro problema é um cara de um olho só.

– Pergunte a Effy se ele lembra onde jantamos no natal que fugimos de Mikael. – Eu disse andando ao encontro de Finn.

– Ela disse que sim. E pediu pra parar de ligar ou isso iria nos matar.

– Vão pra lá agora. – Eu desliguei o telefone. – SE GOSTOU DAS ATIVIDADES DE ONTEM À NOITE ENTÃO VOCÊ VAI TER UMA SURPRESA! – Eu digo com raiva de Finn exalando.

– Klaus me escute. – Ele ainda tentava. – Nossa mãe...

– Nem mais uma palavra. – Eu aponto o dedo pra ele. – Nem mais um conto de fadas sobre bruxas e maldições.

– Se são contos de fadas, porque vejo medo em seus olhos? – Ele estava desesperado.

– MARCEL! – Eu grito. – Traga-os.

– Não! – Finn se desespera enquanto eu o tiro da escada. – Não, Niklaus!

– Oh, não se preocupe, irmão. – Marcel abre a tampa do caixão e eu o jogo lá dentro. – Eu fiz alguns buracos, bem pequenos pro ar.

Eu saio enquanto Marcel trancava o caixão com cadeados.

– Klaus viu o Elijah? – Hayley pergunta. – Há algo que eu preciso contar a vocês dois.

– Você pode me contar no caminho. – Eu não parei de andar.

– O que? Onde você esta indo?

– Ver minha filha. – Ela fica em silencio, mas me segue.