Você é a Minha Família
26 Capítulo 26
Andrew
Já fazia horas e nenhum sinal dela! Já tínhamos ajudado Klaus com o pequeno problema chamado estaca de carvalho branco no peito, então agora tínhamos Nico fraco, uma loirinha inútil, Klaus em possível estresse pós-traumático, Elijah sumido, o babaca que me mordeu também, Kol com um galo na cabeça e Elizabeth desaparecida. De mal a pior.
– Como assim ela sumiu?! – Klaus berrou.
– É ela sumiu e não deu sinal de vida. – Disse Hayley.
– Já tentei fazer um feitiço de localização, mas ela esta encoberta. – Disse Kol limpando a testa.
– Eu já sei onde ela pode estar. – Disse Nico chamando a atenção de todos. – Aquelas bruxas são boas, mas são meio obvias.
– Quem é ele? – Kol perguntou.
– Nico Di Angelo. Irmão da Effy. – Eu o apresento, Nico ao contrario da irmã realmente conseguia passar despercebido. – Nico como você foi pego?
– É que depois da festa eu estava voltando pro chalé. – Ele parecia envergonhado. – E me acertaram bem forte na cabeça. Quando eu acordei estava em algum lugar daqui preso ao monte de ervas e tendo a energia sugada. – Todos prestavam atenção nele. – Elas diziam que eu servia só para atrair Elizabeth, mas que poderiam usar a minha energia também.
– Como conseguiu sair? – Perguntou Marcel.
– Simples. – Ele tinha uma cara de quem tinha aprontado e tinha gostado. – Aquelas idiotas me levaram pra um cemitério. Eu disse que queria ir ao banheiro e o resto vocês sabem. Corri uns 20 km e Mikael me pegou.
– Como assim? – Perguntou Klaus. – O que o cemitério tem de bom e você só disse que queria ir ao banheiro.
– Ah sempre caem na desculpa do banheiro. – Eu ria me lembrando de algumas aventuras.
– Eu ainda não entendi. – Disse Hayley com uma cara de wtf.
– Todos os semideuses usam a desculpa do banheiro com os monstros mais burros. – Nico deu os ombros. – Se der certo nós fugimos ou matamos tudo. Ou os dois.
– Mas porque fazem isso?
– Simples. – Eu digo. – Não gostamos de ser o jantar. Monstros adoram carne de semideus.
– E o lance do cemitério. – A loira perguntou.
– Filhos de Hades dominam e tiram a energia dos mortos. – Nico falou. – É como um grande self-servise. Se dermos sorte levaram ela pra lá.
– Isso é bizarro. – Disse Marcel.
– Falou o cara que morreu em 24 de abril de 1887 ás 17 da tarde. – Os poderes de Nico eram realmente estranhos. – Também podemos saber quando alguém morreu mesmo se estiver “vivo”.
– Chega dessa baboseira! – Klaus disse furioso. – Precisamos achar a minha filha.
– Acho que levaram ela para o cemitério. – Disse Nico. – Elas disseram algo que iriam sacrificá-la.
– Vamos logo! – Klaus corria com super velocidade pra fora.
– Quem foi o terceiro? – Ele se referia à missão.
– Matt Donovan. – Ele apenas assentiu.
– Andrew leva isso. – Hayley me jogou um anel. – É um anel da pedra da lua, vai precisar, mas você ainda vai ter que passar pela primeira transformação.
– Nico pode nos levar até lá? – Eu disse pondo o anel no dedo.
– Acho que sim. Pelo menos uma parte. – Ele desaparece nas sombras e re aparece do meu lado e me leva junto até o cemitério.
Elizabeth
Na merda era pouco para descrever como eu estava. Eu sangrava sem parar, tive uns 5 aneurismas, estou tendo a magia sugada e ainda vou servir de sacrifício. Eu estava delirando de dor e já tinha alucinações, era lucro eu ainda estar viva.
– Ótimo. – Eu dou um sorriso escárnio. – Estou presa com lésbicas masoquistas.
Elas tinham tirado as minhas roupas e colocado uma túnica branca de sacrifício, em meus cabelos haviam botado uma coroa de louro e um cordão com símbolos celtas em meu pescoço. Não ia demorar muito para os meus ferimentos se abrirem de novo e eu morrer por hemorragia.
Elas vendaram os meus olhos e me forçaram a andar descalça por ai. Eu não tentei fugir, mal me agüentava em pé. Elas prenderam os meus braços por uma corrente em cima de minha cabeça. Eu sentia vontade de chorar, mas eu não vou dar esse gostinho a elas. O pior era saber que nunca mais iria ver a minha família de novo, talvez eu visse minha mãe novamente.
– ELIZABETH! – Ou eu o veria antes.
– PAI! – Eu gritei de volta. – Argh! – Elas haviam começado o ritual me causando uma dor horrenda.
Eu me debato nas correntes tentando me soltar, algo nesse lugar me dava forças e eu queria sair daqui de qualquer jeito. Eu continuo a tentar me soltar quando ouço o barulho de algo se estourando e as vadias gritarem assustadas. Aos poucos eu conseguia me sentir mais forte porque algo estava matando as bruxas, eu continuo a me debater até que mãos frigidas seguram meu rosto.
– Nico. – Eu reconheceria o cheiro de morte e castanha em qualquer lugar.
– Vou tentar te soltar. – Ele diz tirando a venda de meus olhos.
É claro eu estava em um cemitério, agora fazia sentido. Tinham mortos se levantando e atacando as bruxas junto com Klaus e Andrew. Nico corta as correntes com a espada de aço estigio. Eu o abraço forte, era bom vê-lo depois de tudo isso.
– Você esta bem? – Eu pergunto segurando o seu rosto.
– Melhor que você pelo visto. – Ele me segura antes que eu caia de joelhos. – Vamos sair daqui.
– Temos que ajudá-los. – Eu inutilmente tentava me levantar.
– Elizabeth, vamos. – Ele começou a falar em italiano.
– Nico não podemos deixar eles aqui. – Andrew e Klaus sangravam e caiam segurando as cabeças. – Elas são muitas. – Eu falava em italiano também.
Nico matou uma bruxa que tentava nos matar. Eu era muito mais alta que ele, mas ainda sim ele consegue me levantar no colo sem problemas e me carrega em direção aos túmulos.
– Esta bem. – Ele diz. – Lembra do que eu te ensinei no acampamento?
– Claro. – Eu respondo segurando suas mãos.
Fechamos os olhos e utilizamos a energia um do outro para convocar as criaturas do submundo.
Klaus
Aquelas vadias vão me pagar. Tentando usar a minha filha como sacrifício, elas iriam arder e eu que ira atacar fogo nelas. Elas tinham transformado o cemitério em um labirinto e eu ficava dando voltas e voltas à procura de Elizabeth.
– ELIZABETH! – Eu grito o seu nome.
– PAI! – Eu a ouço responder.
Eu sigo o som da sua voz e depois de um tempo consigo farejar o seu sangue. Eu vou matar todas essas bruxas pelo que fizeram a ela. Aquelas vadias iram me pagar. Quando finalmente consigo chegar vejo Elizabeth amarra por uma corrente e com os olhos vendados. Ela se debatia em agonia e a cada grito que ela dava saia um morto de dentro do tumulo. Os mortos atacavam as bruxas, mas elas atavam de voltar. Matei pelo menos umas 5 antes de Andrew e o garoto chegarem, as bruxas já estavam alertas e tinha o meu sangue fervendo, literalmente.
Effy e o garoto eram parecidos. Ambos tinham a pele pálida e tinham os rostos ligeiramente encovados. Eles pareciam bem íntimos e falavam em italiano. Eu fiquei muito ocupado matando as bruxas para prestar atenção. Eu arranquei o coração de uma e pude ver que elas começavam a recuar, mas não era por minha causa. Provavelmente era por causa das dúzias de espíritos e zumbis armados se erguendo do solo. Eu vasculho o lugar com os olhos e vejo Effy e o menino de mãos dadas falando algum tipo de feitiço, eles estavam envoltos de uma aura negra, mas não parecia incomodá-los. Algumas bruxas tentavam se aproximar deles, mas simplesmente voavam para longe.
Eu corro até Elizabeth, mas antes que eu chegue perto dela Andrew se joga em cima de mim.
– O que deu em você? – Eu tiro ele de cima de mim.
– Não pode interrompê-los. – Ele diz ofegante. – E de nada. – Ele tinha a adaga da dor nas mãos.
– Do que esta falando. – Digo arrancando a cabeça de outra bruxa.
– Eles estão com a bênção de Hades. Eu nunca vi antes, mas se você interromper eles vão morrer. – Ele olhava para todos os lados. – Eles estão fracos de mais e Mikael esta por ai.
Antes que eu pudesse responder eu o vi tirar uma espada de bronze do pescoço e começar a matar as bruxas.
– NIKLAUS! NÃO SEJA COVARDE! – Mikael gritava.
Eu vou a sua direção e enfio a adaga nas suas costas o fazendo se curvar de dor.
– Eu estou aqui.
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