Você é a Minha Família
23 Capítulo 23
Andrew
Acho que tirando essa coisa de lua cheia ser um lobo não era muito diferente de ser filho de Ares. Ambos são agressivos, queremos matar todos a troco de nada, sempre alertas e sempre com calor. Claro ser um lobo tem diferenças, a raiva é maior, o calor é pior, o olfato e a audição são muito, muito mais aguçados, acho que sou mais rápido e to sempre exitado e me sinto um cachorro às vezes. Fora isso ta tranqüilo.
A única coisa que me preocupava era Effy. Ela não aceitava que não era culpa dela. Uma hora ela vai aceitar, mas garanto que talvez demore. Não era ruim ser lobo, só o calor que estava me matando e eu venho do Texas.
– Cara o terno chegou é melhor ir se trocar. – Disse Matt da porta me atirando uma sacola.
– Valeu cara.
– Como se sente? – Disse ele meio acanhado.
– Normal. – Dou os ombros.
– Sabe é estranho. Agora tenho dois amigos lobos. – Ele ri. –Ambos em algum momento tentam arrancar a minha cabeça.
– Donovan eu tentava te matar antes. – Eu entro na dele. – Quase nada mudou. Ainda quero a sua cabeça no meu chalé.
– Nossa cara que reconfortante. – Ele gargalha na porta. – Mas você tem razão. Lobos e filhos de Ares não têm muita diferença. Agora tome um banho você fede a cachorro.
– Vaza daqui! – Jogo um travesseiro em sua cara. – Já estava calor antes e você só piora.
Eu tomo banho e tento tirar aquele cheiro que cachorro do meu corpo, que era realmente irritante. Visto o terno que mandaram fazer pra mim, ele era simples, porém era quase o preço do meu carro. Ele era todo preto e a gola do blazer era em um tom mais destacado, colete preto e blusa social branca. Amarrei a gravata borboleta preta e botei os sapatos sociais, e o relógio da mesma cor. O colar de Ares apareceu em meu pescoço então o escondo sobre a camisa.
A casa dos Mikaelson estava lotada. Era gente pra tudo quanto é lado. Eu conseguia farejar vampiros, lobos, algumas bruxas e humanos, menos a minha acompanhante. Eu vou para a sacada da escada quando a vejo descer.
Ela era perfeita. Assustadoramente linda. Sua pele branca esta linda sobe o vestido vermelho sangue. O vestido a deixava ainda mais sexy, se é que é possível, afinava ainda mais a sua cintura, deixava os peitos pra cima, o corpete era vermelho com detalhes pratas e a saia era estilo princesa com detalhes de prata também. Seu cabelo negro estava preso em um coque com um trança do lado, suas orelhas levemente pontudas tinham presas grandes brincos de ouro com diamantes e rubis, suas mãos tinha luvas de renda preta que iam até os cotovelos, ela se equilibrava com perfeição em saltos vermelhos enormes e seus lindos olhos azuis estavam em uma leve maquiagem preta e dourada destacando os seus lindos olhos que estavam um pouco vermelhos. Todos a olhavam, todos a queriam, mas ela era minha.
Eu sorrio pra ela admirando a bela visão. Ela sorri para mim e pega a minha mão estendida.
– Senhorita Mikaelson. – Eu me curvo. – Devo dizer que a senhorita esta graciosa esta noite.
– O senhor também, senhor Sullivan. – Eu beijo a sua mão e entrelaço o seu braço no meu.
– Gostou do terno? – Pergunto baixo pra ela enquanto a exibia pelo salão cumprimentando alguns convidados.
– Nunca pensei que fosse te ver em um. – Ela ri. – Mas devo dizer que eu adorei.
– Me lembre de tirar uma foto para enviar a minha avó. — Era meio cansativo ficar andando por ai, mas com ela era muito melhor. – Ela disse que eu nunca seria capaz de acompanhar uma dama, então eu quero uma foto pra esfregar na cara dela.
– Posso ir com você levar a foto? – Ela acenava para uma senhora que passava.
– Provas reais. – Eu tinha um sorri idiota na cara. – Melhor ainda. Aquela é a Drew?!
– A me desculpe eu me esqueci de avisar que a Drew Panaka é filha do prefeito. – Nos caminhamos até ela.
– Oi Andy. – Ela sorri de modo seboso pra mim e pra piorar ela estava acompanhada de um cara meio gay.
– Oi Drew. – Não da pra ser simpático com ela.
– Drew?! – Matt e Rebekah se aproximavam.
– Olá Matt. – Ela sempre flertava conosco. – Quem é a sua acompanhante?
– Querida acho que a pergunta certa aqui é que é você? – Diz Rebekah com um sorriso assassino. Ah as mulheres Mikaelson todas eram como filhas de Afrodite. Sexy, porém extremamente perigosas.
– Ah é claro. – Drew estava mais vermelha que o seu batom, mas ainda tentava se sair por cima. – Sou Drew Tanaka, filha do prefeito.
– Sou Rebekah Mikaelson, fundadora e uma das donas da cidade. – E acaba de levar uma rasteira.
– Você deve ser Aiden. – Effy tinha um sorriso quase psicopata. – Como os seus lobos estão?
– Bem, por enquanto mantemos a falsa aliança com as bruxas, mas maior parte da matilha deve um favor a sua família. – O cara responde.
– Espero que as crianças estejam bem. – Ela apertava um pouco o meu braço. – Eu não vejo Joshua. – Ela tinha um sorriso vitorioso sobre Drew e basicamente me exibia feito um troféu e eu nem ligo.
– Ele foi ao bar, já deve estar de volta. Acho melhor procurar por ele. – Ele sorriu como se agradecesse a ela. Obviamente tentava se livrar de Drew.
– Onde esta o senhor Tanaka? – Perguntou Elizabeth.
– Ele disse que foi fazer negócios com seu “pai” ou com seu tio. – Drew sorria.
– Ah é claro. – Qualquer um que tenha amor a vida teme Elizabeth. – Deve ter sido Elijah vendo que você ainda esta viva. – Ela segura levemente o pulso de Drew. – Não tente fugir ou vai se arrepender. – Ao longe pareciam ser só amigas conversando. – Com sorte você sai viva.
Drew ficou muda e Elizabeth tomou meu braço de volta. Continuamos a cumprimentar os convidados e paramos no bar.
– Não vai mesmo matá-la?
– Não somos os mocinhos dessa vez. – Ela da os ombros pegando uma taça de champanhe. – Nem os vilões. Só queremos a cidade e o prefeito achou que podia nos passar a perna. Então sua filha é a garantia. – Ela da um gole. – E eu também não gosto da Drew. Mas é Elijah que esta no comando dessa vez, então acho que ela vai sair viva. – Ela rola os olhos.
– Mulheres. – Eu ri.
– Ela só deveria ter noção do que não é dela. – Ela estava com ciúmes.
Klaus
– Senhor Sullivan. – Eu me aproximo dos dois no bar. – Preciso de minha filha.
– Claro senhor Mikaelson. – Admito que qualquer um que consiga dar uma surra em Kol e sair vivo merecia uma pequena admiração.
Effy segura em meu braço estendido e me acompanha. Ela é minha filha, eu a conhecia melhor que ninguém eu conseguia ver de longe o quanto ela estava angustiada e exausta nesses dias. Tudo isso porque queria tirar o irmão das garras de Mikael. Ela era uma criança, mas a sua força é absolutamente admirável.
– Quais bruxas vieram? – Ela me pergunta.
– Algumas. – Eu respondo. – Davina, Genevieve e Esther.
– No corpo da garota da colheita. – Era impressionante como ela sabia de tudo sem sair de casa. – Cassie, eu acho.
– Exato.
– Vivas mortas — Ela diz.
– Velhas ou novas. – Eu completo.
– Bruxas são um pé no saco. – Dizemos juntos a frase que compartilhamos há quase dois séculos.
– E o cara alto com cara de idiota só pode ser o Finn. – Ela acena para um cara negro e alto que nos encarava.
– Ele tem a mesma expressão patética que ele e também é um capacho.
– Mil anos e varias mortes. E ele nunca vai deixar de ser idiota. – Ela ri.
– Enfim alguém que concorda comigo. – Ela continua a sorrir.
– Vamos acho que Elijah quer mostrar que somos uma família grande e feliz. – Ela diz. – Apesar de nem todos admitirem que são eles, um esta sei lá aonde e três vamos matar.
– A pergunta é. Quem matamos primeiro? – A regra era sempre manter o humor ou o mau humor, não me lembro direito.
– Me pergunto se algum dia iremos para de fazer essa pergunta. – Subimos as escadas quando Elijah falava algo falso e idiota sobre família.
– Por favor, juntem-se a nós na dança tradicional de troca de pares. – Ouvi a nossa deixa.
– Tantas danças diferentes. – Ela sussurra. – Porque insistir nessa?
– Sei lá coisa do seu tio. – Eu olho bem pro garoto que a esperava na sacada da escada. – Tá de brincadeira ne?
– Seja legal. – Ela me olhava com os olhos pidões. – Ou tente pelo menos.
– Senhor Mikaelson, poderia me dar à honra? – Eu rolo os olhos.
– Guarde essa baboseira pra Elijah. – Eu até que gostava do garoto. – Se tentar qualquer gracinha eu mato você. – Mas ela é minha filha.
– Comportem-se. – Effy diz. – Eu adoraria dançar com você.
Ela segura a mão dele e ele a guia até o centro do salão, onde quase todos já estvam.
– Genevieve. – Chamo a atenção da ruiva. – Me Daria o prazer?
Elizabeth
Andrew era um ótimo dançarino, nunca poderia negar. Ele me segurava com firmeza e delicadeza, segurava as suas grandes mãos contra as minhas, o que me fazia sentir mais calma e segura. Ele me gira antes de trocarmos de par. Kol me segura pelos braços e continua a dançar comigo.
– Kaleb. Estou certa? – Tínhamos que manter a aparência.
– Sim e você deve ser a famosa Elizabeth.
– Presumo que seja eu mesmo.
Era engraçado fingir que eu não o conhecia. Éramos melhores amigos a mais de um século com apenas a companhia um do outro.
– A senhorita teve um ótimo professor. – Ele diz apenas para que eu escutasse.
– Convencido. – Eu rolo os olhos.
Foi ele que me ensinou a dançar, então toda vez que consegue ele joga isso na minha cara. Apesar de Kol estar em outro corpo nós ainda tínhamos uma perfeita sincronia, graças a todos esse anos de prática. Ele segurava firme a minha mão e me conduzia pelo salão de forma leve e delicada, mas ao mesmo tempo era firme e sempre controlando os passos, como se eu fosse uma criança que ainda aprendia a dançar.
A noite foi se arrastando por ai. Tive que sorrir aqui, ameaçar ali, o de sempre. Teve algumas mortes, mas nenhuma relevante o suficiente para chamar a minha atenção. Elijah tinha ido até o Bayou para acertar umas contas com os lobos, provavelmente foi pra ver Hayley, a guria alfa. Klaus deveria estar transando e impondo o seu poder a Genevieve, Kol e Davina sumiram, assim como Rebekah e Matt.
– Cadê eles? – Andrew perguntou se sentando ao meu lado no bar.
– Por ai aproveitando o resto da noite. – Eu bebia um copo de Whisky.
– Podemos aproveitar também. – Ele se levanta num salto. – Senhorita Elizabeth Keller Mikaelson, me daria à honra. – Ele estendia a sua mão para mim enquanto falava de jeito esquisito.
– Claro que sim senhor Andrew Patrick Sullivan. – Eu seguro a sua mão e ele beija o dorso dela.
A casa estava vazia, só havia eu e ele. Ele me puxa mais pra perto e deixa os nossos corpos bem perto um do outro, eu apoio o meu rosto em seu ombro e sinto o seu cheiro de menta. Nós dançávamos em um ritmo lento e gostoso. Andy podia ser valentão, grosso, turrão e esquentado, mas na verdade não era nada disso. Ele era doce, protetor, gentil, carinho e todas essas palhaçadas, em resumo o bad boy que todas querem.
Eu levanto o meu rosto e ele olha em meus olhos, dou um beijo calmo nele. Andrew me encara por alguns segundos como se fosse me afastar, mas o meu pensamento muda quando ele me agarra e me beija com voracidade. Eu olho meio chocada pra ele, mas que se dane. Eu pulo em seus braços e o beijo mais. Suas mãos descem em minha cintura e as minhas agarram a sua nuca. Já sabíamos onde isso ia dar então ele me segura no colo e corre com a velocidade de um lobo pro seu quarto. Ele me encosta na parede e me olha como se pedisse permissão. Eu respondo o beijando mais então ele arranca o meu vestido fora me deixando com as roupas intimas e me levantado me fazendo por as pernas em volta deu sua cintura. Ele mordia o meu pescoço e eu o ajudava se livrar do terno. Joguei Andrew na cama e me sentei em seu colo.
– Eu te amo. – Ele diz meio ofegante.
– Eu... – É claro que eu estava surpresa. – Eu também te amo.
Só posso declarar que essa faz parte do top 5 das melhores noites da minha vida.

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