Elijah

– Você a ama? – O garoto consegue acertar uma estaca no ombro de meu irmão. – É claro que sim ou já teria me matado. – Ele consegue chutar Kol no estomago o fazendo bater na parede. – Não me interessa o quanto você a ama ou é poderoso, mas se a fizer chorar de novo. – Eles se encararam com ódio. – Eu mato você. – Niklaus os olhava ao meu lado e depois subiu as escadas sem que Kol ou Andrew os visse.

Eu observava Andrew Sullivan. Eu fazia isso desde que eu tinha o conhecido em Long Island. Ele aparentava ser só um atleta normal, meio estúpido e com força bruta, o que me levou a crer que era descendente de lobos. Mas depois de sua estadia em nossa casa eu pude perceber que ele era muito mais que isso. Era mais observador, inteligente e muito mais forte do que aparentava. Não era qualquer um que consegue surrar e ameaçar Kol de morte e ainda sair vivo e sem hematomas. Minha sobrinha parecia gostar dele também era obvio que Elizabeth nunca admitiria, mas eu a conhecia e sabia que era verdade ou ele já estaria morto. Ela também tinha razão, ele como filho do deus da guerra não seria inútil, visto que ele venceu a luta com um original, um vampiro normal não faria muita diferença.

Eu sempre suspeite do apresso de Kol por Elizabeth. Os dois sempre foram muito ligados e todas as vezes que colocávamos Kol em um caixão Elizabeth fica sem falar por semanas. Kol era uma fera insaciável todas as vezes que o colocávamos no caixão era pelo mesmo motivo. Sua fome. Todas as vezes que ele acordava por aonde ele ia uma trilha de corpos se estende, mas ele nunca a machucava. Eu não gostava de sua aproximação, mas ambos faziam bem um ao outro, ele parecia controlar a sua fome e o extinto homicida, e ela parecia uma menina normal. Brigavam constantemente entre si de bobas discussões a serias lutas. Eu por varias vezes nesses 160 anos eu testemunhava Kol a ver estudar os grimórios e depois a ensinar a se defender e no final de cada encontro ela era obrigada a colocar uma adaga em seu peito para guardarem o segredo.

Kol atira a garrafa contra a parede depois que Andrew vai embora. Ele parecia frustrado e furioso. Provavelmente em conflito interno com si mesmo. Eu nunca consegui o entender, nem quando éramos humanos. Ele sempre demonstrava os mesmos sentimentos raiva e sede por sangue. Mas agora mostrava muito mais do que isso, demonstrava ciúmes, proteção e paixão por Elizabeth.

– Espero que isso tenha o feito mudar de idéia. – Eu digo entrando no hall destruído.

– É feio espiar Elijah. – Ele disse irônico.

– Espero que isso seja um sim. – Eu digo serio. – A vida de um menino depende de sua ajuda.

– Eu vou ajudar, mas não pelo garoto. – Ele me encarava. – Vai ser por Elizabeth. Quando ela estiver pronta é só avisar.

Ele sai de minhas vistas.

Elizabeth

Eu não sabia onde eu estava. Mas não queria sair dali. Eu estava em um campo estava coberto de neve que ainda caia e flores negras. Eu andava descalça sobre a neve observando a beleza das flores. Eu amava andar descalça pela neve. Eu ando mais um pouco e vejo um rio negro na beira dele tinha um homem em pé.

– Não tenha medo criança. – Não pode ser.

– Você é um espectro. – Eu começo a olhar em volta e o lugar me parecia familiar.

– Você esta na beira do Rio Estige, na parte mais agradável dele eu presumo. – Era Hades.

Ele não parecia macabro e assustador como diziam. Era um cara que aparentava ter uns 30 anos, alto, porém forte, com cabelos negros que iam até os ombros, pele pálida e olhos negros profundos com um brilho que não dava pra saber se ele era um louco ou um gênio, mas ambos tinham um toque de maldade. Odiava admitir, mas eu era parecida com ele os cabelos, a pele, a estatura e até o maldito brilho nos olhos eram iguais, mas os meu eram azuis.

– Porque me trouxe aqui? – Dane-se a cortesia.

– Para avisá-la. – Ele vestia um manto negro tão denso quanto à escuridão absoluta. – Que seus poderes têm limite.

– Eu já sei disso. – Ele não me parecia ameaçador.

– Só os use quando necessário e guarde as suas energias. – Ele era tão frio quanto à neve que caia.

– Porque esta dizendo isso?

– Para evitar a sua morte. – Em seus olhos eu podia ver dezenas de almas sendo torturadas. – Aconselho que faça somente mais dois feitiços de grande escala antes de salvar o seu irmão. – Então ele se importava. – Seu palpite sobre a jovem da colheita esta certo, não falta muito para você resgatar o seu irmão.

– Por quê? – Eu simplesmente disse. – Porque me abandonou?

– Nunca abandono os meus filhos, criança. – Ele diz me olhando. – Eu apenas me asseguro de que continuaram vivos antes de seguirem seu próprio caminho.

– Você atraiu Niklaus até a mim. – Eu digo meio pasma.

– É claro. Quem melhor que o hibrido original para lhe dar o treinamento adequado. – Ele me olhava com um ar meio melancólico. – Ele a ensinou a como sobreviver e ser poderosa em um mundo cruel e sanguinário, que faz a vida de semideus parecer um paraíso.

Ele tinha razão meu pai me ensinou passo a passo como sobreviver. Desde cedo ensinam as crianças da minha época que ou você é a caça ou é o caçador, eu escolhi ser o lobo mal. Aquela que vai sobreviver custe o que custar, que vai sempre conseguir o que quer não importa os meios e que acima de tudo protege a matilha.

– Você é tão bela quanto sua mãe. – Eu não conseguia ler a sua expressão.

– Eu... – Lembrar da minha mãe era sempre doloroso. – Não me lembro dela.

– Morgana... – Eu reconhecia o nome dos grimórios. – Quase 200 anos e ainda não consigo esquecê-la. – Ele começa a andar pela neve e reparo que ele também estava descalço.

– Como ela era... – Eu o sigo. – Minha mãe?

– Era brilhante. Uma das bruxas mais poderosas de seu Clã desde Silas.

– Silas?! – Ele era meu parente?

– Sim ele era. – Ele obviamente leu a minha mente. – Você vem de uma longa linhagem de bruxos e semideuses. – Eu o deixo falar. – Silas era filho de Hécate. – Tinha que admitir que fazia sentido já que ele era realmente grego. – E sua mãe era filha de Thanatos.

– Meu aniversário é...

– 21 de agosto. – Ele responde. – O mesmo dia que o de Thanatos e seu dia favorito de arrebatar almas.

Era difícil saber como reagir.

– Sabe... A vida toda eu pensei que quando eu te visse eu te daria um soco. – Eu caminhava atrás dele. – Mas como você está em forma espectral eu não iria conseguir.

– Esperta. – Ele diz a minha frente. – Eu quero lhe mostrar algo antes que vá.

Ele sai da minha frente e eu olho para uma mulher que vestia um manto verde esmeralda e era exatamente igual a mim com alguns anos a mais, fora isso era como olhar no espelho. Os mesmos olhos, cabelos, pele, lábios, tudo. Eu era parecida com Hades, mas a minha semelhança com ela assustava.

– Mamma? – Eu digo perplexa.

– Effy. – Ela diz me abraçando.

Eu me lembrava de sua voz e do calor de seus braços. Eu a abracei forte. Era ela. Era a minha mãe. Nunca nesses longos anos eu pensei que pudesse revela muito menos abraçá-la.

– Ti ho sentito così tanto la mamma! ( Senti tanto a sua falta mamãe.) – Eu chorava em seu ombro.

– Esta tudo bem meu amor. – Ela afagava meus cabelos. – Me parte o coração la mia bambina (minha filhinha) mas você precisa partir.

– Eu te amo. – Eu digo a ela.

– Eu também te amo Effy.

– Obrigado. – Digo a Hades e ele apenas assente.

– ELIZABETH ACORDA! – Sinto Klaus chacoalhar os meus ombros me olhando preocupado.

– Eu vi a minha mãe. – Digo feito uma louca com lágimas nos olhos e ele abraça.