Andrew

Eu estava dirigindo um Chevy Impala 67 a 100 km/h que Effy convenceu um cara a nos vender por $ 700 pratas quando passamos no Tennesse. Matt estava tirando um cochilo como se fosse normal ver alguém explodir uma árvore com um IPhone e jurar duas pessoas de morte e uma das pessoas tinha voltado dos mortos. Effy estava no banco do passageiro, ela estava cansada tinha nos levado pelas sombras até North Carolina e de lá pegamos um ônibus no Tennesse e praticamente roubamos um carro. Devia ser 2 horas da manha e ela ainda estava acordada batendo como os dedos na porta como se planejasse as próximas mortes.

– Nico vai ficar bem. Ele sabe se virar. – Eu tento tranqüilizar ela.

– Você não entende é o Mikael. – Algo me diz que ela tem pavor desse cara. – Ele é o vampiro que caça vampiros. Caçou os próprios filhos por anos, quando nós pensamos que nos livramos dele. – Ela suspira nervosa. – Ele volta pra acabar com tudo.

– Foi ele, não foi? – Eu olho pra ela. – Foi ele que ferrou com New Orleans. – Ela balança a cabeça depois de um tempo. – Não se preocupe, vamos chutar a bunda desse velho e pegar o Nico de volta.

– Onde estamos. – Ela pergunta meio sonolenta.

– Nashville.

– Argh, odeio essa cidade. – Ela faz uma cara de nojo.

– Durma, quando chegarmos em Bilox eu acordo você. – Eu digo rindo. Ela se vira pra janela e pelo menos eu acho que dormiu.

(Nashville é uma cidade do Tennesse, Bilox é uma cidade do Mississipe que tem uma via que dá em New Orleans que é uma cidade de Louisiana.)

Eu passei a noite dirigindo e pensando em como ia ser quando chegássemos ao French Quarter. A família dela de acordo com o Matt era tão instável e maluca quanto aos olimpianos. Eu não tinha certeza se queria entrar em um bairro onde aparentemente todos são vampiros, bruxas, lobos e os humanos comida. Ok eu sou meio humano, mas uma coisa eu tinha certeza, não importa o lugar se ela vai pra lá eu sou maluco o suficiente pra ir junto.

O sol parecia que tinha descido pra terra só pra socar a minha cara.

– Vai dormir cara eu dirijo agora antes que a gente bata o carro. – Disse Matt me fazendo encostar o carro.

– Claro você vai me deixar cego com essa claridade toda. — Eu pulo pro banco de trás e uso a jaqueta como travesseiro.

– AHH Matt desliga a luz, ela queima. – Pelo visto os filhos de Hades queimam no sol igual aos vampiros.

– Andy acorda. — Eu abro os olhos e vejo Elizabeth me balançando pelos ombros.

– Onde estamos? – Eu olho pra janela e já estava escuro.

– Estamos no Treme, cidade vizinha ao French Quarter. Paramos em um motel para tomar banho só falta você. Vamos estar no bar ao lado. – Ela estava com outras roupas usava calça jeans preta que ficava ótima nas suas pernas, um blusão azul meio transparente que dava pra ver o sutiã de renda preta, pulseiras, o anel de Hades, salto alto e brincos azuis. Era a primeira vez que eu a via de maquiagem e ela estava linda com os cabelos soltos.

– Vamos comer e.... – Ela sai do carro e entra num bar.

– O que deu nela? – Eu pergunto pro Donovan antes dele sair do carro.

– O que deu em você? O Andrew Sullivan devorando uma garota com os olhos. – Ele zombava da minha cara, Matt usava uma roupa mais nova, não os trapos que usamos no acampamento. – Você vai ter sérios problemas se continuar a deixar assim tão na cara. – Ele bate a porta e me joga uma chave. – É o 412 vai logo.

Eu entro no quarto, que era o que chamamos de espelunca e tomo um banho rápido rezando pra que eles não tivessem usado toda a água quente. Botei roupas novas, uma calça preta, jaqueta de couro preta por cima da blusa branca, all star cinza, toca da mesma cor e o cordão que se transforma em uma gládio. Eu tranco o quarto e desço pro bar que tem do outro lado da rua.

Quando eu entro no bar eu dou de cara com Elizabeth falando com um cara qualquer, eu ia até ela, mas o Matt me fez sentar ao seu lado e me deu um copo de Whisky e depois colocou um liquido amarelo dentro dele.

– Matt, se você queria me drogar. – Eu olho pra ele. – Não deveria me deixar ver.

– Não é droga, pelo menos não pra gente. – Eles tinham um estranho senso de humor. – É verbena, tomando isso os vampiros não vão poder te hipnotizar e quando beberem o seu sangue vai arder que nem brasa.

Eu o olhei desconfiado, mas mesmo assim tomei, Lyzie confiava nele e eu confiava nela, então. Aquilo tinha gosto normal de Whisky.

– EU NÃO VOU PERGUNTAR DE NOVO. – Elizabeth bateu a cara do sujeito na mesa. – Cadê o Klaus?!

– Você é muito ousada pra uma simples bruxa. – Disse um cara se aproximando com os amigos. – E bruxas não podem fazer magia é contra as regras.

– Senta ai ela sabe se virar. E é melhor ela descontar a raiva neles do que em nós. – Disse Matt me forçando a sentar. – Olha e vê como se mata um vampiro.

– Eu gosto de quebrar regras. – Ela disse sorrindo. Ela se levantou e quebrou o pescoço de um deles.

Ela pegou um taco de sinuca e simplesmente quebrou em seu joelho como se fosse palito de dente e enfiou no peito do outro.

– Mas alguém? – Os três caras que restaram correram até ela e Elizabeth continuou parada, quando dois chegaram ela atravessou as suas mãos em seus tórax e arrancou os corações. Ela sorria e soltou os órgãos no chão e andou até o outro. Effy deu um puxão na outra metade do taco de sinuca que estava preso no peito de um cara e enfiou na barriga do que estava em pé, o cara cai no chão e ela põe a ponta do salto em seu pescoço.

– Quem é você?! – O cara tava chorando?!

– Quem sou eu? – Ela tinha um sorriso irônico e maléfico. – Quem é você querido?! Eu sou a bruxa original e pode dizer ao seu chefe que eu não estou nada feliz dele ter falado que é o rei da minha cidade. — Ela olha fundo nos olhos dele. – Agora me diga onde esta Klaus Mikaelson?

– Eu não sei. – O cara agora estava vidrado. – Eu só sei que ele esta no French Quarter.

– Você é um inútil. – Ela rola os olhos. – Quem é o seu chefe?

– Marcel. Marcel Gerard. – Pela cara que ela faz eu acho que é o mesmo que ela me falou no Anfiteatro.

– Marcel está morto. – Seus olhos pareciam com os olhos do meu pai de tanta fúria. — Vaza daqui e diga ao seu chefe que a irmãzinha dele está de volta. – Assim que ela o soltou o cara correu mais que o Barry.

– Esqueci de dizer que os Mikaelson não são os mocinhos? – Perguntou Matt em voz baixa.

– Depois que o cara quebrou um taco de beisebol na minha cara. – Eu ria, ela era forte e eu admirava isso. – Eu já imaginava.

– Boa noite rapazes. – Ela se aproxima limpando o sangue das mãos com um lenço. – Matt me empresta o seu telefone e sem querer deixei o meu quebrar. – Ela bebe o Whisky em um só gole. – Obrigado. – Ela saiu com o telefone assim que ele o dá pra ela.

– Ela tem um senso de humor peculiar. – Eu digo de forma pomposa.

– Você não viu nada. – Ele ria comigo. – Espere só até ver todos juntos. Sangue por todo lado e piadas que só é engraçada pra eles, isso sem contar com as brigas entre si.

– Famílias brigam. A nossa briga.

– Pode ser, mas com os Mikaelson sempre acaba com um deles em um caixão e agora tem o Mikael envolvido o que vai fazer os irmãos se unirem e eles unidos faz muito mais estragos do que separados. – Matt toma mais uma dose. – E pelo o jeito que ele agiu com esses caras o domínio da cidade esta envolvido, então a coisa é muito maior do que imaginamos.

– Quem é Mikael?

– Mikael é o pai deles. Vamos dizer que ele é como Cronos, mas sem essa de devorar os filhos, ele só quer matar eles.

– Eles estão no Casarão, não é muito longe. – Eu podia jurar que ela sorria. – Vamos? – Ela jogou umas notas no balcão.

– Claro. – Eu só podia ser louco, eu realmente estava afim dela, não eu realmente gostava dela. E ainda a achava linda mesmo com sangue do cara que ela acabou de matar na bochecha.

Elizabeth dirigia até ao tal Casarão. Seguíamos em silencio.

– Droga! Quase esqueci. – Disse Elizabeth procurando algo nos bolsos e tirou um anel do bolso esquerdo. – Eu fiz pra você Andrew. –Ela estende o anel pra mim.

– Ta me pedindo em casamento? — As bochechas delas ficaram um pouco coradas, mas voltou logo ao normal.

– Não seu idiota, é um anel da imortalidade se um ser sobrenatural te matar você revive em 1 hora. – Ela olha pro retrovisor para encara Matt. – Eu não tinha certeza se funcionava em semideuses, mas como eu já ele morrer e voltar várias vezes eu tenho certeza que vai funcionar, então nunca o tire. – Eu coloquei o tal anel já que parecia que ela mesma ia me matar se eu não o coloca-se.

– O que quiser princesa. – Ela ri e estaciona em frente a uma mansão.

– Chegamos. – Ela sai do carro e vai andando em direção a mansão.

– Eles também têm muita grana pra torrar. – Disse Matt saindo do carro depois de mim, pelo visto ele conhecia bem a família da Effy.

– PAII, ELIJAH, REBEKAHH!!! CHEGUEI. – Ela grita andando a até uma sala, onde estava a loira e o maníaco.

– Bem Vinda de volta sweetheart. – Diz o pai dela abrindo os braços com um copo de Whisky nas mãos. – Parece que você trouxe a comida.