Vizinhos

22 Família Puckett Caipira


Notas iniciais
Hey, amores!!! Estou postando aqui rapidinho. Boa leitura!!!

P.O.V Do Beck

Depois de longas horas de viagem, chegamos ao nosso destino. Na fazenda dos avós da loirinha, já se passava das 21:00h, tínhamos percorrido uma longa estradinha de terra pouco iluminada. Assim que passamos pelas portelas, vimos uma área enorme coberta de campim, era tão vasta.

Estacionei o trailer próximo à cerca, debaixo de uma árvore. Recolhemos nossa bagagem e descemos, Tori desceu do trailer com a ajuda do André.

Os rapazes que abriram as portelas vieram nos cumprimentar. Um era loiro, o outro era quase ruivo, eles carregavam lamparinas. Logo me dei conta que viemos parar no fim do mundo...

— E aí prima, ocê tá boa? — O mais alto puxou a Sam para um abraço, dando tapinhas com a mão livre nas costas dela.

Freddie cruzou os braços, observando calado.

— Jeremy! Roy! — Ela se soltou do loiro e abraçou o mais baixo, o loiro-morango, ele riu e disse alguma coisa, falava tão rápido que não consegui entender nada.

— Primos, esse é meu namorado, Freddie Benson, e esses são nossos amigos. — Nos apresentou empolgada.

Cat que estava com galinha no colo, ergueu uma mão acenando e abriu um sorrisão, toda simpática.

— Você é o tal cabra que tá namorando a nossa priminha? — Jeremy, o mais velho foi apertar a mão do Benson. Freddie o cumprimentou e assentiu. — Fica esperto, rapaz. Se ocê magoá-la ou fazer qualquer coisa ruim com a nossa pequena Sam, pode ficar sabendo que nós aqui não perdoamos! Não vai custar nada a gente te capar, macho da cidade grande! — Ameaçou, sério, e meu amigo enguliu em seco.

Coloquei a mão na boca, abafando o riso.

— Olha Roy, quantas moças bonitas. Uma flor mais bela que a outra. — Tirou o chapéu de palha e fez uma reverência, todo galante.

Tori, Trina e Cat deram risadinhas, contentes com os elogios do caipira.

Ele se aproximou das meninas e beijou a mão de cada uma. Sam riu do gesto. Fui para perto da minha morena, a Jade estava de braços cruzados e parecia chateada.

Quando tentei passar o braço em volta dela, ela me empurrou e saiu de perto de mim.

— Olá, senhorita, todas são bonitas, mas seus olhos possuem o brilho das estrelas. — O caipira se engraçou pra cima da minha namorada.

Ele queria apanhar? Se fosse eu fazendo aquilo com a namorada dele, ele com certeza não ia gostar.

Jade abriu um sorriso.

— Obrigada. — Impressão minha ou ela corou pra valer?

Jeremy pegou a mão dela para beijar.

— Ela é minha namorada, ôh, meu irmão. Por quê não beija a minha mão também? — Puxei Jade e o encarei com firmeza.

O primo da Sam riu e colocou o chapéu.

— Me respeita, cabra, eu não gosto de frutinha. — O quê? Ele estava zoando com a minha cara?

Freddie riu junto com a Sam. Jade mordeu o lábio inferior.

— Escuta aqui, eu não...

— Vamos entrar, pessoal! Estou morta de fome. Quêm mais tá com fome aí? — Sam foi esperta, ela sabia que ia rolar briga. Conseguiu evitar.

— Estamos famintos. — Sinjin e Robbie responderam juntos.

[...]

P.O.V Do Freddie

A casa de fazenda era bem grande e aconchegante, era o tipo de casa de pessoas do campo simples e acolhedoras. Tinha uma daquelas varandas bonitinhas, e quando adentramos a casa, nos deparamos com uma lareira enorme na sala.

Pensei que não tinha energia, mas me enganei. Os primos da Sam apagaram as lamparinas e deixaram em cima de uma mesinha.

A família estava reunida na sala, nos aguardando. Seus avós, tios e primos. Duas crianças correram e se esconderam atrás de uma mulher alta que estava usando uma camisola florida.

— Sam, minha garotinha. Vem aqui dá um abraço na sua avó, querida! — Um senhora usando vestido longo e chale rendado, abriu os braços emocionada.

Sam me entregou a mochila e saiu correndo para os braços da avó. A senhora era miudinha, gorducha e tinha grandes olhos azuis.

Um senhor tirou o chapeu e pegou um lenço no bolso frontal da camisa quadriculada. Enxugou os olhos rapidamente. Ele tinha estatura mediada, era magro, cabelos escuros e olhos verdes.

— Vovô! — Minha loira correu para os braços dele. — Oh, não chore. — Ela abraçou.

Tinha duas mulheres adultas. Três homens. Um velhinho numa cadeira de rodas. Cinco crianças. Dois rapazes. E três moças.

As apresentações foram feitas. Sam estava bem animada. Seus avós estavam muito emocionados.

— Estão com fome? — Tia Cassie perguntou, eu já era da família e podia chamar a tia da minha namorada de tia, certo?

— Você nem imagina, tia. — Sam massageou a barriga.

Uma das primas da Sam não tirava os olhos de mim. Era uma loira-morango, tinha grandes olhos verdes e sorriu mostrando os dentes grandes. Ela era mais ou menos da altura da Sam, magrinha e com o rosto possuindo marquinhas de espinhas. Devia ter entre 14 à 16 anos, sei lá...

Desviei o olhar me sentindo desconfortável com aquilo. Acho que a Sam nem percebeu.

— Freddie? — Ela me cutucou.

— Hãn... Oi? — Olhei pra ela.

— Vamos subir, o Jer vai nos mostrar os quartos. — Me puxou pela camisa.

Jeremy, o loiro galanteador nos levou até os quartos, no andar de cima. Havia apenas dois disponíveis.

— As meninas ficam com o primeiro. — Apontou para o da direita. — E os meninos com esse. — Indicou o da esquerda.

— Ah, não... — Jade soltou um resmungo baixinho.

Sam me olhou e deu de ombros, me pedindo desculpas silenciosamente com apenas um sorrisinho desanimado. Fiz bico triste, mostrando desânimo também.

Eu e os rapazes entramos no quarto. Só tinha duas camas de solteiro. Uma mesinha. Uma cômoda e nada de ventiladores e TV. Tinha um simples guarda-roupa.

— O que é isso? — André apontou para a rede armada.

— É uma rede de dormir. — Respondi e revirei os olhos.

— Ah... Que coisa estranha. — Analisou a rede como se fosse algo de outro mundo.

— Eu fico com a cama. — Beck e eu corremos e nos jogamos na mesma cama, a que ficava do lado da parede.

Sinjin e Robbie se jogaram na outra cama. A rede sobrou para o Harris.

— Isso é seguro? E se eu cair? — Nossa! Como era medroso.

André tocou na rede com receio.

— O problema é seu, do chão você não passa. — Falei.

[...]

P.O.V Da Jade

Sam e eu ficamos com uma cama, as Vega ficaram com outra e a Cat se acomodou no chão mesmo, ela colocou uma coberta sobre o tapete e ajeitou a galinha em cima do travesseiro.

— Por quê não dorme na rede, ruiva? — Minha amiga indagou.

— Não, obrigada. Eu não gosto de altura. Não quero cair e bater a cabeça, se eu bater a cabeça posso ficar confusa das ideias. — Respondeu.

— Ah, é mesmo? — Sorri sarcástica.

— Quando eu era bebê, minha mãe disse que eu caí da cama 3 vezes. E caí do berço quando tinha dois aninhos. — Disse enrolando uma mecha do cabelo vermelho.

— Hum... Agora tá explicado. — Assenti.

— O que quer dizer? — Arregalou os olhos, perguntando apressada.

— Nada não... — Me segurei para não dizer o que eu achava dela.

— Como está o tornozelo, Vega? — Sam perguntou a Tori.

— Inchado e dolorido. — Respondeu fazendo uma careta.

— Relaxa, a minha avó vai dar um jeito nisso rapidinho. Vou lá chamar ela! — Levantou com um pulo e saiu correndo do quarto.

Minutos depois...

Acho que os gritos da Tori acordaram até os animais da fazenda. Coitados. Me afastei indo para perto da janela.

Sam e seu primo Jeremy seguravam a escandalosa. Dona Martha estava distorcendo o tornozelo da Vega. Os rapazes entraram no quarto afobados. Trina fechava os olhos.

Cat começou a chorar em completa agonia.

Vovó Puckett segurou o tornozelo machucado com as duas mãos fazendo um rápido movimento e a Tori soltou um berro de arrepiar.

Silêncio.

A Vega desmaiu. Sam e Jeremy a soltaram.

Cat começou a gritar apavorada. Sinjin estava chorando abraçado ao Robbie que também chorava.

— Ela morreu? — Beck perguntou receoso.

— Não, meu jovem, não, não... Ela está apenas desmaiada. Ela vai ficar perfeitamente bem. Com o tornozelo novinho em folha. — Passou um remédio oleoso amarelo no inchaço e o enfaixou com a ajuda do neto.

Ele respirou aliviado. Se aproximou da Tori que tinha a testa brilhando de suor.

— Vovó, a senhora é a melhor. — Sam abraçou a dona Martha.

— Obrigada, querida. Alguém aí tem dores? Problemas de coluna? Prisão de ventre? Tosse? Unha encravada? — Vovó Puckett perguntou levantando e limpando as mãos num pano amarelo.

Todos balançaram a cabeça negando rapidamente. Bando de frouxos.

— O meu amigo André tem gases. — Apontei para o Harris que soltou um sorrisinho amarelo.

— Oh, querido, é mesmo? Vou te preparar um chá de alho bem forte. Você vai ficar melhor, eu te prometo. — Dona Martha disse sorrindo.

André me fuzilou e eu sorri, maldosa. Ele odiava alho.

[...]

P.O.V Da Sam

Tia Cassie e tia Marlene, serviram o jantar. Ataquei a torta de carne, eu estava com uma fome voraz. Enchi meu prato, colocando um pouquinho de cada.

Torta. Bolinho de batata. Arroz com ervilha. Macarrão com atum. E calabresa frita. Eram caseiras e deliciosas. Tinha arroz doce, bolo de fubá e creme de milho para sobremesa.

Cat e Robbie eram vetegarianos, colocaram só bolinhos de batata e arroz com ervilha no prato. Jade pegou apenas um pedaço de torta. Beck colocou três calabresas no prato e atacou faminto. Freddie se serviu com torta e bolinhos. E o Harris encheu o prato de macarrão com atum.

Tinha suco de laranja e suco de melancia.

Terminei de comer e cortei um pedaço de bolo.

— Você quer, bebê? — Perguntei para o Benson que me observava sorrindo.

— Não, obrigado. Estou satisfeito. — Recusou com educação. — A comida estava deliciosa. — Sorriu para as minhas tias.

Elas agradeceram e ficaram encantadas com ele.

Jade encheu uma tigelinha com arroz doce e salpicou de canela em pó. Percebi que ela estava afastada do Beck. Nem olhava para ele. Ele tentava se aproximar, mas ela o ignorava.

Minha prima, Josie, chegou na cozinha e ficou ali nos observando. Ela tinha 15 anos.

Freddie olhou para ela e rapidamente abaixou a cabeça, fingindo olhar para toalha de mesa com bordado.

Josie se aproximou com um sorrisinho de menina-moça, ela estava usando uma camisola com estampa de girassol. Seus cabelos eram longos, loiros-avermelhados, batiam na cintura. Ela tinha olhos verdes.

Coloquei um pedaço de bolo na boca e fiquei de olho nela. A pirralha, apoiou os braços no espaldar de uma cadeira vazia. Ela estava olhando para o Freddie. Sequer piscava.

Mastiguei o bolo e enguli. Ela sorriu abobalhada, de olho no MEU namorado. Estava quase babando.

— O que tanto olha para o meu namorado, pequena dentuça? — Perguntei já perdendo a paciência.

Ela tinha dentes bem grandes. A risada dela era parecida com um relinchar de cavalos. Não era feia, mas também não era tão bonita...

Rosie arregalou os olhos. Minhas tias não estavam mais na cozinha. A loira-morango saiu correndo e sumiu de vista.

Jade começou a rir.

— Que é isso, Sam? Precisava ter falado assim? — Freddie me olhou indignado.

— Ela estava babando em você. Queria o quê? Você é meu namorado e não quero prima nenhuma gamada em você! — Falei.

— Coitada da menina. Você envergonhou ela. — Disse, sério.

— Coitada? Tá defendendo ela? — Foi minha vez de ficar indignada.

Ninguém ousou se intrometer. Se levantaram e foram se retirando, levando a sobresa em pratinhos e tigelinhas.

— Você ficou a fim dela? — Perguntei não controlando o meu tom.

— Você tá louca? Acabei de conhecer a menina. Ela é sua prima. Eu não seria capaz...

— Você é homem. É da sua natureza. Não podem ver um rabo de saia. São todos iguais! — Empurrei meu prato, afastando a fatia de bolo pela metade e levantei de pressa, indo embora da cozinha.

— Sam! — Me chamou.

Minutos depois...

— Oh, Sam, ei... — Sentou ao meu lado. — Olha para mim, princesa. — Tocou no meu ombro.

Eu estava sentada no banco de balanço, na varanda.

Funguei, tremendo de frio.

— Se eu soubesse que isso ia acontecer, eu nem teria vindo... — Lamentou.

— Me descupa. — Me virei para ele. — Foi mais forte que eu, assim como a Jade, eu também não sei lidar com ciúmes. — Confessei.

— Oh, meu anjo, você só precisa confiar em mim, ok? — Passou os braços ao meu redor.

— Tá. — Assentiu. — Vou tentar me controlar. — Prometi.

— Está bem. Mas você precisa se desculpar com a sua prima. Não foi bonito o que você fez lá na cozinha. — Afagou minhas costas.

— Ela quem deve me pedir desculpas. A Josie sabe como eu sou. — Cruzei os braços.

Ele suspirou, não insistiu no assunto.

— Você está com sono? — Perguntei.

— Não. — Negou.

— Vem comigo, eu tenho um lugar para te mostrar. Você vai gostar. — Afirmei levantando.

Notas finais
E aí??? O que acharam do capítulo??? Gostaram dos Puckett caipiras??? Kkkkkkkkkkkkk Ciúmes para todos os lados hehe O que será que a Sam vai mostrar para o Freddie??? Comentem, hein??? Bjs