Vizinhos
5 Capítulo 5 - Talk About
Notas iniciais
Os dias que se passaram foram os mais estranhos na vida de Aster desde que viera morar naquela casa. Depois de ter desmascarado seu jovem vizinho e mostrado que sabia de toda a verdade, parecia que ele tinha simplesmente sumido do mapa. Quando acordava, Jack já havia ido para o colégio e em seu retorno podia ver muito rapidamente os cabelos brancos atravessando o quintal e entrando em casa sem nem ao menos olhar para os lados, sendo que de lá não costumava sair. Até mesmo a janela do quarto do garoto continuava fechada desde aquele dia, impedindo-o de ver qualquer coisa ou ao menos saber o que é que se passava com ele. Preocupado? Sim, estava. Até demais achava, mas o que poderia fazer? Essa mudança brusca foi por sua culpa afinal.
Sabia que adotar o método “quem com ferro fere, com ferro será ferido” não era muito nobre de sua parte, mas ainda assim não resistiu em ter uma oportunidade de se vingar de todos os momentos em que Jack lhe fez perder a cabeça com suas brincadeiras infantis. Além disso, seu ego também foi inflado por saber que podia deixar aquele adolescente tão louco de desejo com tão pouco, sendo que nem ao menos o tivesse tocado alguma vez. Usou e abusou daquela chance única, tanto que agora estava começando a se arrepender do que fez. Se lembrava dos olhos azuis arregalados e enchendo d’água, do rosto alvo se contorcendo em uma expressão de desespero e das mãos tremulas que fecharam a janela com força para se proteger de alguma maneira. Essa imagem cravada em sua memória, juntamente com outras lembranças que giravam sem ordem estavam para deixá-lo maluco!
A todo o momento seus olhos iam na direção da casa dos Frost, procurando algum sinal do albino sem ter muito sucesso. Mesmo quando se sentava para trabalhar e tentar focar sua mente nisso não adiantava muito, pois seu olhar logo estava voltado para aquela janela como se esperasse que fosse aberta a qualquer instante. Chegava a se irritar quando percebia o que estava fazendo, se questionando se aquele garoto tinha feito alguma bruxaria para conseguir perturbá-lo mesmo estando afastado de si, parecia que ele realmente tinha o dom para isso. Mas de alguma forma também havia conseguido desenvolver uma maneira de perturbar Jack, mesmo que fosse inconscientemente e nada convencional. As lembranças que permeavam sua mente no momento eram aquelas em que o adolescente estava na cama se estimulando e chamando por ele, em chamas de tanto tesão.
Agora que se lembrava disso ficava corado mais facilmente, além de ser difícil desviar sua atenção para qualquer outra coisa. Quantas vezes ele teria aproveitado para se tocar enquanto desfilava descaradamente com pouca roupa pela casa? Quantas vezes teria sonhado consigo e chamado seu nome, como um clamor para satisfazê-lo? Jack era jovem e bonito, certamente tinha admiradoras no colégio e ainda assim era por ele que o adolescente suspirava e tinha fantasias, sendo difícil para Bunnymund assimilar isso a principio. Mas agora a ficha havia caído juntamente com a culpa por ter usado algo assim para se vingar do outro, não era a toa que estava fugindo de si como um vampiro foge da luz. Precisava agir como adulto e arcar com as consequências dos seus atos, além de resolver a situação de uma vez por todas.
Muitas vezes ele espreitava na esperança de ver o rapaz saindo de casa e poder ir ter com ele. Uma verdadeira conversa sem brincadeiras, sem provocações e com total sinceridade. Estava mais do que na hora de colocarem as cartas na mesa e acertar as diferenças para que aquele clima estranho não pairasse mais e acabasse demonstrando que algo aconteceu para as outras pessoas. Sra. Frost já devia estar encucada pelo filho não querer sair de casa, muito menos ficar no jardim onde seria mais provável de se verem. De fato ela já começava a se preocupar e para tentar fazê-lo respirar um pouco de ar puro, ordenou que levasse Breu para passear e fazer as necessidades naquele fim de tarde. Apesar dos resmungos, Jack não conseguiu argumentar com sua mãe e apenas aceitou a ordem, mas não sem antes se “proteger”.
Colocou sua blusa em tom azul favorita e subiu o capuz para a cabeça, evitando assim que seu rosto ficasse visível e prendeu a guia na coleira do pequeno cão, finalmente colocando o pé para fora de casa. Observou pelo canto dos olhos a casa vizinha que parecia vazia no momento e isso era ótimo, afinal se Aster não estava em casa não seria capaz de vê-lo saindo e assim evitaria um encontro. Frost sabia que podia estar exagerando em sua atitude, mas não conseguia lidar com a ideia de encarar o outro depois do que aconteceu e morria de medo das atitudes que seu vizinho poderia vir ter se colocados frente a frente. Obviamente não queria ficar trancado em casa para sempre, mas por enquanto essa era a única coisa que capaz de fazer: fugir da realidade.
Quando já estava na terceira quadra da rua, acabou parando e encarou aquele que vinha subindo em sua direção. Bunnymund tinha saído para comprar algumas coisas no mercado mais próximo, então tinha algumas sacolas em mãos e estava voltando sem esperar encontrar o adolescente no meio do caminho. Seus olhos verdes se chocaram com os azuis do outro e Jack acabou mordendo o lábio inferior, praguejando contra o universo por tê-lo colocado diante daquele que menos queria ver no momento. Levou a mão livre até o capuz para esconder ainda mais seu rosto e sua expressão envergonhada, voltando a andar na esperança de passar reto pelo outro e evitar uma conversa, mas obviamente ele não teria tanta “sorte” assim.
– Já faz dias que quero falar com você, garoto. Não pense que o deixarei ir tão facilmente...
– Eu já esperava por isso. – adolescente bufou, mas ainda assim não abaixou o capuz e apertou a guia na outra mão – Mas ainda tenho que passear com o Breu e você já está voltando pra casa, então...
– Eu vou te acompanhar.
Aster não queria perder aquela oportunidade de maneira alguma, então deu meia volta e passou a seguir logo atrás do albino, vendo que este encolheu os ombros já que não tinha outra escolha. Breu seguia a frente dos dois, inquieto e apressado, às vezes latindo para seu dono como se pedisse para que fosse mais rápido. Jack adoraria fazer isso, na verdade queria sair correndo naquele instante, mas não queria parecer mais patético do que já deveria ser diante do vizinho e sentia-se um pouco intimidado agora que o tinha a suas costas. Bunnymund não desgrudava os olhos o rapaz, pensando na melhor maneira de começar uma conversa e abordar o assunto que os colocara naquela situação. Era engraçado como antes os dois se enfrentavam e falavam coisas sem medir as consequências, sendo que agora pareciam extremamente cuidadosos no que diziam ou falavam.
– Você está bem? Passou todos esses dias escondido em casa... – não viu outra forma de iniciar a conversa.
– Porque será? – Frost devolveu com ironia, mas mantinha a cabeça abaixada – Pode me chamar de pirralho como sempre, mas não me sinto nem um pouco a vontade de te encarar depois que descobriu tudo.
– Eu sei e entendo isso... Você está na fase onde os hormônios falam primeiro, depois a razão. – tentou ser compreensivo, embora ainda estivesse procurando as palavras certas – Isso não me surpreende. O que realmente me deixou surpreso foi ser o alvo das suas fantasias... Eu achava que você me odiava.
– Eu também pensava assim. – concordou, parando por um momento já que o cãozinho cheirava um poste – Você não faz ideia de como eu fiquei confuso quando as coisas começaram a mudar... Quando te vi só de toalha em casa parecia que alguém tinha tirado uma venda dos meus olhos e eu estivesse te vendo direito pela primeira vez.
– Bem, eu não acho que sou um poço de beleza, mas... Fico lisonjeado. – Bunnymund abriu um pequeno sorriso – Foi desse dia em diante que passou a sentir desejo por mim?
– Exato. – continuando a caminhada, Jack podia sentir suas bochechas esquentando rapidamente – Foi um caos, eu me sentia mal e mesmo assim eu não conseguia pensar em outra coisa. Quando eu notei, já tinha roubado sua cueca e tinha fantasias loucas...
– Sei... Foi nesse tempo que eu descobri tudo. – confidenciou, acabando por contar sobre o dia em que esteve na casa e assistiu o garoto se masturbando – Eu fiquei chocado demais para esboçar qualquer reação no momento.
– Você estava lá!! – finalmente o rosto do adolescente voltou-se em sua direção e nunca o tinha visto tão corado quanto agora – Eu não acredito... Mas agora faz sentido. Depois disso você ficou andando com pouca roupa pela casa... Estava me provocando, não é?
– Sim... Eu sei que não foi algo decente de se fazer, mas eu quis aproveitar a oportunidade e devolver toda a irritação que você me fez passar de alguma maneira. Quando vi, já estava usando seus desejos como uma vingança.
– Tsc... Realmente não foi certo, mas quem sou eu para te acusar de alguma coisa? Como você mesmo disse, eu o fiz passar por muitas irritações e talvez eu tenha merecido isso afinal.
Frost já se sentia mais tranquilo pelo fato de não estarem brigando ou gritando pelo que aconteceu, mas ainda se sentia mal em encarar o outro e envergonhado por ele tê-lo visto se tocando. Cavou sua própria cova e uma pontada de tristeza lhe invadiu pelo que sentia ter se voltado a ele como uma vingança, mas havia sido uma peste e talvez aquela fosse uma punição adequada. Bunnymund poderia fazer chacota e importuná-lo, como poderia revidar afinal? Um gosto amargo lhe invadiu a boca e voltava a ter vontade de sair correndo, se trancar no quarto e chorar por sua estupidez. Ficaram em silencio por mais um tempo até que no retorno para casa, Aster decidiu se pronunciar mais uma vez.
– Jack, está tudo bem. – afirmou e pousou uma das mãos sobre a cabeça alheia, ainda coberta pelo capuz – Você é jovem e o que sente é perfeitamente normal, mesmo que seja por mim. Acha que não passei pela mesma coisa quando tinha sua idade?
– Eu imagino que sim... Mas ainda é constrangedor que você saiba, até mesmo tenha visto e não tenho como agir como antes. Te deixar irritado era minha maior diversão, mas acho que no fundo eu só queria colocar outras expressões no seu rosto além da mascara de seriedade que você sempre usou.
– Os adultos às vezes perdem a noção de como se divertir e se fecham em uma carranca... Era o meu caso. – concordou, continuando com o leve toque sobre a cabeça alheia – Mas você mudou as coisas para mim, Jack. Mesmo que tenha me irritado muito, claro... Era você que dava o diferencial na minha rotina e deixava tudo mais agitado. Eu não podia mais ter uma vida cômoda porque tinha um moleque cheio de traquinagens perto de mim. – concluiu, deixando um riso baixo escapar.
– É... Um moleque que só sabe fazer bobagens.
Um suspiro escapou dos lábios de Frost depois de falar e acabou erguendo um pouco a cabeça para fitar o rosto alheio, podendo notar um olhar terno em sua direção. Ele estaria com pena de si? Provavelmente... Afinal era um garoto estúpido que só sabia se divertir e fazer confusão, porque o outro tinha que descobrir seus desejos impuros? Devia parecer deplorável e tão infantil... A vontade de chorar voltou a abatê-lo, mas apenas em casa o faria e por isso tentou controlar as emoções. Não teve muito sucesso nisso, pois Bunnymund podia notar seus olhos azuis enchendo d’agua novamente e uma sensação estranha apoderou-se de seu corpo ao ver isso, agindo por impulso em seguida. Sua mão puxou o capuz para baixo e em seguida segurou a nuca do adolescente, se inclinando e repousando seus lábios sobre os do outro. Jack arregalou os olhos com aquele selinho inesperado, mas se sentiu melhor principalmente com o afago que ganhava na nuca.
– Você ainda tem muito que aprender... – Aster sussurrou, ainda com o rosto muito próximo – Não seja tão duro consigo mesmo ou vai se tornar um ranzinza como eu. Eu peço desculpas por ter usado minha descoberta como vingança, eu deveria ter agido mais como um adulto.
– Tudo bem... – ainda estava um pouco atordoado por aquele contato, mas abriu um sorriso – Eu também tenho que pedir desculpas por ter sido um verdadeiro incomodo todo esse tempo. Quando eu menos esperava você já tinha se tornado a minha... Obsessão. – concluiu, notando só naquele momento que provavelmente já sentia algo muito forte pelo vizinho antes mesmo do desejo.
– Ok... Pelo menos resolvemos todas as diferenças, finalmente. – Bunnymund se sentia mais aliviado e colocou as mãos no bolso da calça enquanto voltava andar.
– Nem tudo... O que foi esse selinho? – não podia deixar de questioná-lo, sendo tomado por uma euforia misturada com curiosidade enquanto o seguia.
– O que você acha que foi?
– Não sei... Um sinal de que também sente algo por mim? – o sorriso largo e brilhante de Frost apareceu finalmente, depois de tanto tempo e isso fez com que o outro sorrisse também.
– Convencido.
O garoto ganhou um peteleco na testa em seguida, resmungando enquanto o outro começava a rir de sua expressão. Ver Aster sorrindo e rindo daquela forma foi interessante e chegou fazer seu coração vacilar, mas o mais importante era a sensação de alivio que se apossava de seu interior. Era como se tirassem um peso enorme de seus ombros e poderia encarar o mais velho sem problemas agora, ainda mais que aquele selinho ficaria dando voltas em sua cabeça até descobrir exatamente o motivo. Quando chegaram, cada um entrou em sua respectiva casa e se despediram apenas um aceno, mas com a cabeça cheia e o peito mais leve depois daquela conversa. Até mesmo a Sra. Frost notou que o filho parecia mais tranquilo agora e isso a deixou feliz, mesmo que não soubesse realmente o motivo.
... X ...
– Você está fazendo de propósito de novo, não é possível!
Frost resmungou enquanto se apoiava no batente da janela de seu quarto, olhando diretamente para seu vizinho que tinha acabado de aparecer só de toalha. Bunnymund apenas riu, negando com a cabeça enquanto se concentrava em secar os cabelos com uma segunda toalha e realmente não tinha intenção nenhuma de provocar o outro, embora agora ter o olhar dele em sua direção fosse algo muito agradável para o seu ego esses dias. Os olhos azuis o seguiram atentamente, dessa vez podendo secá-lo sem nenhuma restrição ou receio e mesmo depois de toda a confusão provocada, ainda sentia um calor espalhar-se pelo corpo sempre que via o vizinho com tão pouca roupa. Aster sabia muito bem das reações que provocava no rapaz e no fundo gostava disso.
– Jack, já está duro ai?
– Acha que sobe assim tão rápido só por te ver quase nu? Tá se achando muito, coelhão! – a volta das provocações e brincadeiras mostrava como estavam bem um com o outro novamente depois do dia que conversaram, além de estarem perdendo o pudor de insinuar esse tipo de coisa.
– Não estou me achando, é que já aconteceu antes... Então se estiver erguido ai, não fique com vergonha de esconder.
– Idiota...
Aster voltou a rir, apenas virando de costas e seguindo para o armário pegar o que iria vestir, concentrado nisso por enquanto. O adolescente se manteve ali na janela, apreciando a vista e acompanhando uma gota de água que escorreu por toda a extensão das costas alheias, perdendo-se na toalha. Sentiu os lábios secos no mesmo instante, passando a língua lentamente enquanto se imaginava arranhando aquelas costas largas e os braços fortes enquanto suas pernas estivessem envoltas naquela cintura... Novamente sua mente se perdia em fantasias que se tornavam mais descaradas agora que tinha a liberdade de observar o outro sem receios e como era esperado, seu membro deu sinal de vida e o incomodava dentro do short. Quando se levantou para fechar a janela, Bunnymund se virou e pode notar o volume entre as pernas do outro.
– Eu sabia, você está duro ai. – anunciou, deixando o albino imediatamente corado – Imagino que pensou em algo bem pervertido e reagiu quase de imediato... É bem comum nessa idade.
– Cala a boca! Deve estar rindo da minha cara por conta disso... Mas a culpa é sua!
– Minha? Só porque estou de toalha no meu quarto?
– Você podia ter fechado a janela quando notou que eu estava aqui, mas não o fez... Deixou que eu espiasse então a culpa é sua. – cruzou os braços frente ao corpo, semicerrando os olhos azuis – Não deveria se sentir incomodado com isso?
– Acho que sim... Mas você não me incomoda. De alguma maneira... Eu gosto do seu olhar.
Aquela resposta era totalmente inesperada, tanto que Jack perdeu a fala por um minuto enquanto via o outro colocar as peças de roupa na cama e se ocupava em terminar de secar os cabelos. Gostava de seu olhar? Isso significava que gostava de ser praticamente secado por ele? Não se sentia incomodado nem enojado que um garoto como ele tivesse tantos pensamentos pervertidos com sua pessoa? Quanto mais pensava, mais achava que Bunnymund poderia estar sentindo alguma coisa por si... Ou quem sabe se vingando dele outra vez, rindo pelas suas costas. Se fosse isso, realmente ia se sentir muito mal... Mas havia uma forma de tirar isso a limpo e naquele momento se sentia cara de pau o suficiente para tentar.
– Ei, Aster!
Assim que teve a atenção do outro para si, abriu um sorriso malicioso e uma de suas mãos vagueou pelo short até alcançar o elástico, entrando por dentro da peça e chegando ao pênis desperto. Bunnymund arregalou os olhos ao ver aquela ação, engolindo em seco e sentindo seu rosto esquentar, se perguntando o que é que se passava na mente do garoto para fazer algo assim. Mas Jack não parou por ali... Começou a se tocar com os olhos cravados em seu vizinho, sentindo sua respiração ficar descompassada e o membro reagir rapidamente, crescendo em sua mão. Nunca teria coragem para ser tão descarado, mas naquele momento precisava ser e queria ver qual seria a reação do outro diante disso, deixá-lo ainda mais consciente de seus desejos.
Aster desviava o olhar vez ou outra, mas no fim sempre acabava voltando a encarar o adolescente na casa ao lado, sentindo um calor que há muito tempo não sentia subir por seu corpo. Jack era mesmo lindo e muito tentador, principalmente com aqueles olhos azuis nublados de tesão e lhe encarando como se esperasse alguma coisa dele. Teve ímpetos de fechar a janela, mas se não tinha feito isso antes porque fazer isso agora? Logo podia ver Frost descer o short e exibir a ereção que tinha em mãos, ainda manejando com cuidado. Vê-lo se masturbar descaradamente a sua frente era algo que não esperava muito menos que aquilo lhe trouxesse alguma consequência, mas sabia reconhecer todas as sensações que começavam a se apossar de seu corpo.
– Quem é o pervertido agora? – o adolescente indagou ao notar certo volume escondido pela toalha que o outro usava e seu interior vibrava ao saber que poderia lhe provocar uma reação dessa.
– Você continua sendo o mais pervertido dos dois, moleque. – Bunnymund respondeu com um pouco de irritação, mas por estar envergonhado do que bravo realmente.
– Você não disse que estou na fase onde os homônimos falam mais que a razão? Então... Isso é culpa sua, por não ter fechado a janela.
Jack sorriu triunfante e parou de se tocar, mas por pouco tempo já que se dirigiu para a cama e sentou nela, ainda de frente para a janela. Voltou a agarrar seu pênis e apoiou a mão livre atrás para sustentar o corpo enquanto apoiava os pés sobre o colchão e se deixava em uma posição bem sugestiva, com as pernas abertas enquanto o membro pulsava com vigor. Devia ter perdido completamente o juízo e o pudor, mas sentia-se ainda mais excitado por estar sendo observado pelo vizinho que a essa altura já estava de boca aberta e sentia pontadas preocupantes em seu baixo ventre. Aquele homem conseguia deixá-lo daquela forma com tão pouco, gostaria de vê-lo na mesma situação e só o fato notar sua ereção já o deixava satisfeito, mas queria mais do que isso se possível. E para sua alegria, receberia.
Se aquele garoto queria brincar, Bunnymund não iria dar para trás e lhe dar o gostinho de dizer que fugiu no meio daquela situação. Um segundo banho seria uma boa opção para se acalmar, mas não tinha vontade de sair dali e perder aquele show... Sempre que Frost o provocava, acabava rebatendo a altura e era isso que faria, mesmo naquelas circunstâncias. Levou as mãos até a toalha presa na cintura e pela primeira vez ficou completamente nu diante do olhar lascivo do adolescente, fazendo-o perder o fôlego quando encarou seu pênis túrgido. Era bem grande como havia suposto e novamente teve que umedecer os lábios com a língua enquanto Aster agarrava o próprio falo com uma das mãos e iniciava um estimulo hábil e continuo.
Nenhum dos dois estava pensando com clareza no momento, muito menos questionando o que viria depois de tal situação comprometedora. Tudo o que queriam era apagar o fogo que os consumia e apreciar as sensações que dominavam no momento. Jack deixava gemidos arrastados escaparem de seus lábios e isso provocava ainda mais o outro, felizmente sendo mais contido. O pré gozo escapava e fazia com que o adolescente deslizasse a mão mais facilmente sobre o próprio membro, levando a outra até uma das coxas e deslizando para baixo, encostando a ponta do dedo em sua fenda virgem. Nunca havia tocado ali, mas tendo Bunnymund como espectador quis ser o mais ousado possível e pressionou aquele ponto com os próprios dedos. Aster reagiu quase de imediato, mordendo os lábios com força enquanto pressionava a glande propositalmente, simulando que era essa parte a ser forçada entre as nádegas branquinhas.
Jack bem que gostaria que fosse... Daria tudo para trocar seus dedos pela grande ereção do outro, mas no momento só podia contar consigo mesmo e com seus olhos que acompanhavam cada movimento de Bunnymund, não podendo deixar de sorrir ao ver o rosto alheio tão cheio de tesão quanto ele mesmo. O pré gozo de Aster respingava no chão do quarto enquanto via o adolescente mover a cintura enquanto seus dedos eram forçados para dentro e se moviam, fazendo-o aumentar ainda mais os gemidos. Era loucura, simplesmente uma loucura... Deliciosa, viciante e tentadora, mas ainda assim uma loucura. Frost ainda tinha a capacidade de dizer seu nome vez ou outra, querendo fazê-lo perder completamente o juízo. Tinha fechado as duas mãos em torno de seu pênis e também acabava por se mover, mais uma vez tendo que imaginar que estava estocando-o com vontade.
Aquela situação não poderia ser sustentada por muito mais tempo, tanto por um quanto pelo outro, então nos últimos instantes pareciam dispostos a sentir ainda mais o delicioso delírio do momento. Jack ainda era um pouco desajeitado com seus toques, principalmente os dedos dentro de si e procurava se sentir completo, já Bunnymund tinha a experiência a seu favor e não foi difícil se sentir em êxtase até o momento em que chegou ao limite, deixando o nome do garoto escapar como um sussurro. Frost gozou quase ao mesmo tempo, jogando a cabeça pra trás e seu corpo tombou sobre o colchão, sentindo o corpo todo tremer. Mal podia acreditar que tinha ido tão longe e que o outro tenha embarcado naquela loucura consigo. Se ajeitou na cama de forma que pudesse observá-lo mais uma vez e o viu sentado em sua própria cama, tentando recuperar o fôlego.
– Coelhão! – o chamou daquele jeito para importuná-lo mesmo, recebendo um olhar atravessado em seguida – Isso foi ótimo, mas da próxima vez... Será que poderia não ter essa distancia? – sugeriu com um sorriso malicioso, sem receio de propor isso a ele agora.
– Quem sabe, Jack... Quem sabe. – Aster deixou a resposta no ar com o mesmo sorriso nos lábios, pegando a toalha novamente para se limpar antes de vestir o pijama. Depois do que houve poderia pensar seriamente nisso... Assim como nos seus próprios sentimentos pelo albino.
Fale com o autor