Vizinhos
3 Capítulo 3 - The Surprise
Notas iniciais
Depois daquela noite cheia de reviravoltas, a mãe de Frost não demorou a encomendar o vidro novo para ser entregue e colocado na janela do vizinho que agradeceu a boa vontade da mulher. Dela não tinha do que reclamar, só se perguntava como conseguiu ter um filho tão encrenqueiro... Talvez fosse a falta do pai? Não que conhecesse profundamente a vida dos vizinhos, mas pelo que tinha ouvido o pai do garoto havia ido embora quando ele ainda era pequeno e nunca mais havia dado noticias. Talvez Jack tivesse algum complexo com isso e por esse motivo causasse tantos problemas, para tentar chamar a atenção de alguma forma. Bom, nem assim conseguiria se apiedar do garoto, afinal o mesmo já havia aprontado tanto consigo que ficava difícil sentir compaixão.
Bunnymund acreditava que o adolescente estava preparando algo bem grande contra si, afinal já fazia três dias que não dava sinal. Nenhuma gozação, nenhum desenho idiota no seu portão, nenhuma destruição no seu jardim... Nada! E isso lhe cheirava mal... Só conseguia imaginar que Frost estava preparando a pior das brincadeiras para si, um plano nefasto bem a sua moda então teria que ficar muito atento para não ser pego de surpresa. Quando chegava a ver o garoto de relance no jardim ou voltando da escola, Jack acabava virando o rosto rapidamente e não demorava a entrar em casa. Essa reação estranha só deixava Aster ainda mais encucado sobre o que o mais novo poderia estar tramando.
O que o maior não sabia era que Jack não estava aprontando coisa alguma. Na verdade já era difícil para o rapaz se quer olhar para o vizinho agora, quanto mais fazer alguma travessura com ele. Se olhava para Bunnymund aquela noite vinha a sua mente, como estava só de toalha e o quão sedutor ele estava. O adolescente estava muito confuso e nesses dias tentou entender porque isso o afetava tanto, mas as respostas lhe deixaram ainda mais preocupado. Ao que tudo indicava, estava se sentindo atraído pelo mais velho... Um homem! Isso simplesmente não se encaixava em sua cabeça ainda mais que sempre se sentiu bem com as garotas, então porque repentinamente se sentiria atraído por um cara? Ainda mais sendo seu vizinho, o homem a quem jurou enlouquecer com suas brincadeiras.
Por mais que Frost quisesse negar isso e fazer passar de alguma forma, era impossível toda vez que via Aster. Agora andava observando-o às escondidas, principalmente de seu quarto enquanto o mais velho cuidava do jardim ou estava em algum ponto da casa que conseguia ver dali. Descobriu coisas novas sobre o vizinho, como fica com o rosto sereno quando está cuidando de suas queridas plantas, por exemplo, ou a mania que ele tem de curvar a sobrancelha sempre que se depara com algum problema no trabalho, como ele parece se dar bem com qualquer tarefa domestica e principalmente como gosta de ser organizado. Jack se sentia um stalker, mas simplesmente não conseguia evitar e foi num desses momentos de observação que ele notou uma oportunidade.
Durante a tarde Bunnymund decidiu recolher a roupa que ainda estava no varal que provavelmente já estava seca e assim poderia continuar concentrado apenas em seu trabalho. Ao sair para o quintal dos fundos, o maior pegou uma cesta e foi até o varal, tirando as roupas e colocando ali dentro. Não demorou muito a recolher todas, mas pode notar que estava faltando uma peça já que os pregadores continuavam no fio, mas não estavam segurando nada. O que tinha sumido afinal? Ao olhar melhor as roupas e pensar um pouco notou que foi uma de suas cuecas que desapareceu, mas como? No instante seguinte Aster só conseguia pensar em uma única pessoa: seu vizinho!
De fato, fora Jack que aproveitou o momento em que ele estava dentro de casa concentrado no trabalho, pulou a cerca que separava as duas casas e pegou a peça intima, voltando correndo para sua casa. Mas ao contrário do que Bunnymund poderia pensar, o garoto não pretendia fazer nenhuma travessura com isso. Bom, não do jeito que costumava fazer. Na verdade o garoto se sentia nervoso por ter roubado aquela peça, afinal Aster certamente desconfiaria que fosse sua culpa e não queria de forma alguma que sua mãe descobrisse o que fez. Mas não conseguiu resistir, seus desejos falaram mais alto e agora ele estava ali, sentado em sua cama fitando a cueca em mãos.
– Eu devo estar maluco... – Frost comentou consigo mesmo, mas tocava a peça com cuidado, medindo com as mãos – É grande... – imediatamente acabou com o rosto todo vermelho com o próprio comentário e com as imagens formadas em sua mente – Droga, porque eu tenho que me sentir assim por causa daquele ranzinza... – continuava debatendo consigo mesmo, apertando a peça em mãos – Seria tudo mais fácil se fosse como antes.
... X ...
Mais alguns dias se passaram Bunnymund ainda estava esperando a grande artimanha preparada pelo mais novo, mas não havia sinal dele e isso só lhe deixava ainda mais encucado. O que diabos Jack estava esperando para atacar? Queria o melhor momento para pegá-lo desprevenido? Isso é que não... O mais velho estava preparado para qualquer coisa, não queria de modo algum permitir que o rapaz saísse vitorioso nessa. Mas além desse estranhamento poderia se dizer que Aster estava sentindo falta de Jack, embora jamais fosse admitir algo assim. O fato de o garoto estar sempre por perto e pronto para lhe tirar do sério se tornou um costume, algo que fazia parte da sua rotina e agora que não estava mais acontecendo, acabava sentindo que faltava algo nos dias que se passaram sem isso.
Além da aparente indiferença de Frost e a falta de suas costumeiras brincadeiras, ainda tinha o caso de sua peça intima roubada. Claro que o mais novo era o primeiro em sua lista de suspeitos, mas porque ele pegaria algo assim? Talvez só para irritá-lo? Mas não chegou a se quer tentar importuná-lo com isso, só continuava evitando-o. Além dele, quem mais pegaria e pra que? Talvez aquela noite em sua casa tivesse sido muito duro com ele? Não, Jack era uma peste e chegou a quebrar o vidro de sua janela de propósito só para enfurecê-lo, o que mais aquele garoto era capaz de fazer? Ainda achava mais lógico que o menos estava preparando algo contra si, afinal ele não poderia ter se cansado de tudo não é? Se cansado dele e de irritá-lo? Por algum motivo Aster engoliu em seco ao pensar isso.
– Sra. Frost! – a chamou assim que a viu sair de casa.
– Ah, boa tarde Sr. Bunnymund. – a mulher lhe sorriu gentilmente.
– Boa tarde... Como está?
– Eu vou bem, e o senhor?
– Igualmente... E seu filho, como está? – era essa a verdadeira intenção do mais velho: saber sobre Jack.
– Ele está bem. Aconteceu alguma coisa? Ele lhe fez mais alguma coisa? – ela já fechou a expressão, afinal tinha ideia que seu filho era impossível quando cismava com alguém.
– Não, nada demais... É justamente pelo fato dele não fazer mais nada que pensei que ele pudesse estar doente ou algo assim.
– Não, Jack está perfeitamente bem de saúde. Pelo menos continua indo ao colégio e não reclamou de nada comigo.
– Entendo...
– Está preocupado? – ela abriu um ligeiro sorriso e quando Aster ia correr a dizer que não, simplesmente o cortou – Se quiser pode entrar lá em casa para vê-lo, Jack está no quarto.
– Não, não... Acho melhor eu continuar aqui e ele lá, assim não terei dor de cabeça.
– O senhor é que sabe... De qualquer forma a porta está aberta.
Bunnymund apenas assentiu com essas ultimas palavras e se despediu da mulher, suspirando em seguida. Parecia mesmo preocupado por causa daquele pirralho? Não, só queria saber onde o “inimigo” estava para poder garantir que não seria atingido por ele. Não tinha como estar preocupado com Frost... Estava decidido a voltar para dentro de casa quando se lembrou de sua cueca roubada. Teria perguntado a mulher se não fosse muito estranho e ela poderia se ofender se acabasse chamando o filho dela de ladrão. Mas tinha certeza de que isso foi obra de Jack e estava curioso demais – sim, curioso! – para saber o que é que o adolescente pretendia fazer com aquilo. Por isso acabou mudando seu curso para a cerca e com um pouco de jeito conseguiu pula-la, indo até a porta da casa dos Frost.
Entrou na casa e olhou ao redor, garantindo que o menor não estava ali para lhe pegar de surpresa, afinal todo o cuidado era pouco no “território do inimigo”! De qualquer forma a casa era bem bonita por dentro, havia estado ali umas duas vezes quando se mudou para a rua já que a sra. Frost gostava de socializar com os novos moradores e um pouco depois disso seu filho começou a perturbá-lo, então evitava ir até ali. Seguiu na direção da escada e foi subindo os degraus lentamente, tentando não fazer barulho já que poderia aproveitar a oportunidade para dar um susto no mais novo, muito bem merecido por sinal. Só que à medida que ia subindo, algo lhe chamava a atenção... O estranho silêncio que parecia tomar a casa. Se Jack estava ali, deveria estar tão silenciosa assim?
Quando chegou ao segundo andar, pode ver o que seria a porta do quarto do adolescente e uma fresta que poderia exibir seu interior. Continuava andando com cuidado e finalmente conseguiu ouvir algum som, mas estava tão abafado que ainda não conseguia distinguir realmente o que era e só quando chegou mais perto da porta do quarto alheio é que se assustou ao ouvir um gemido. Frost estava com dor? Talvez estivesse mesmo doente e por isso não vinha fazendo nada contra si ultimamente e por teimosia não disse nada a mãe. Embora se negasse a admitir que sentia preocupação pelo garoto, foi o que lhe tomou naquele instante e o levou a encurtar ainda mais a distancia entre ele e o quarto do mais novo, mas não entrou no local. Pela fresta da porta, podia ver perfeitamente o que estava acontecendo ali dentro.
Jack estava deitado em sua cama, encostado no travesseiro e uma de suas mãos estava por dentro da calça de moletom que usava, estimulando seu próprio membro. Em sua outra mão se encontrava a peça intima que pertencia a Bunnymund apoiada em seu peito e os olhos azuis do garoto estavam nublados como se estivesse perdido em alguma fantasia. Seus lábios entreabertos deixavam escapar gemidos que variavam de tom e seu corpo por vezes estremecia como próprio toque. Não era preciso dizer que o vizinho carrancudo era quem dominava seus pensamentos e que lhe tocava em sua imaginação.
Não era a primeira vez que o menor fazia isso, andava se tornando uma situação frequente e por mais que se envergonhasse depois, acabava voltando a fazer por não conseguir se controlar. Estava na idade em que seu corpo explodia de excitação e se antes ele só tinha cabeça para estripulias agora a única coisa que tinha em mente era Aster, de muitas formas diferentes. Só o fato de imaginar os olhos dele cravados em si já fazia com que Jack aumentasse o ritmo da masturbação e até mesmo trouxesse seu membro para fora da calça para ter mais liberdade. Pulsava e gotejava de tal maneira que o mais novo estava perdendo o fôlego facilmente, com o rosto tomado com um rubor nítido.
– Ahn... Droga... – deixou escapar entre um gemido e outro, trazendo a cueca do maior até seu rosto e aspirou com força – Aster... Uhnn...
Sua excitação crescia assim como seu corpo respondia cada vez mais ao estimulo e a imaginação empregada por Frost, tanto que as pernas do garoto acabaram se afastando mais um pouco e chegou a arquear as costas com a velocidade que estava impondo agora. Se fosse o verdadeiro Bunnymund ali, ah se fosse... O quão prazeroso isso poderia ser? Era algo que passava pela cabeça do adolescente às vezes, mas por enquanto estava focado em sua fantasia estimulada pelo cheiro que a peça intima continha e sabia muito bem que seu corpo não iria aguentar por muito mais tempo, ainda mais que já sentia sua mão melada com seu próprio gozo e pelo menos assim poderia fazer com que fosse ainda mais rápido.
Jack não tinha pudor afinal ele estava sozinho em casa e poderia desfrutar daquele momento como bem lhe conviesse. Deixou a cueca do maior sobre seu rosto e com a mão livre adentrou por sua própria camiseta, alcançando um de seus mamilos e beliscando-o. Enquanto isso sua outra mão continuava com o estimulo, brincando com a glande e até mesmo tocando os testículos, mas sempre voltava à extensão. Seu peito subia e descia rapidamente em uma respiração desregular e seus gemidos preenchiam o quarto por completo. Quando ele finalmente atingiu o ápice do prazer, acabou sujando um pouco de seu abdômen e parte da calça, finalmente conseguindo relaxar sobre a cama. O que ele não imaginava era que Aster tinha estado ali o tempo todo, assistindo-o pela porta.
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