Vivo
1 Prólogo
Notas iniciais
Se alguém estiver lendo isso, por favor, comente. Nem que seja um simples " . ", pelo menos eu vou saber que não estou escrevendo para o vento.
Prólogo
Não era difícil perceber que o bar que estavam não era um bar. Não antes. Talvez fosse a recepção de algum hotel... ou um cassino... Bem, Dagon raramente se lembrava de coisas da vida Pré Explosão. Não se lembrava de praticamente nada, para ser sincero, apenas uns poucos fragmentos que sua mente lhe empurrava, para fazê-lo reconhecer do que se tratavam.
Não seria justo dizer que Dagon não se esforçava, mas o fato é que tentar lembrar-se era como tentar pegar água com uma peneira. Não água potável, mas água contaminada, que derreteria a peneira.
— Eu disse a vocês, ele foi até o marco zero e retornou vivo... — Cochichavam as pessoas no bar, dando olhadelas furtivas à Dagon. Ocupado com sua bebida, ele não viu as olhadelas, mas ouviu os cochichos.
Uma pessoa observadora que olhasse para Dagon, talvez notasse que os boatos a seu respeito não eram completamente verdadeiros. Seu braço direito não possuía pelos ou marca nenhuma, era estranhamente liso. Os olhos também eram de um tom completamente escuro, e as botas não pareciam encaixar-se às pernas de uma maneira correta. Por fim, uma cicatriz no topo da cabeça, meio encoberta pelo denso cabelo castanho, terminava o quebra-cabeça.
Ele havia, de fato, ido ao Marco Zero, estivera no ponto em que a bomba explodiu e contaminou o continente com sua radiação. Mas não voltara inteiro.
“Vivo”, grunhiu Dagon, cuspindo a palavra.
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