SVU SQUAD

- O que aconteceu pra vocês ligarem? — Kathy interrompendo na sala.

Ela chegara com as criança, sem nenhuma idéia do perigo que Dick está e ninguém sabe o que está se passando no Brooklyn...

- Cap., conseguimos uma combinação com o US Marshal Andrew Eckerson. — Munch entregando resultados dos exames feitos pela Dra. Melinda Warner.

- Sem muitas surpresas — falou Cap. Cragen.

- O que aconteceu? — Kathy

- Kathy senta-se, por favor. — Munch empurrando-a pelo ombro delicadamente, forçando-a a se sentar.

- Kathy estamos trabalhando em um caso de assassinato em série de meninos na faixa de 12 à 15 anos, todos brancos, olhos azuis e cabelos escuros. — afirmou Fin.

Nessa hora Kathy apertou seu filho junto ao seu peito em sinal de proteção, querendo que por si só não deixasse nada de mal acontecer com ele.

- O assassino mandou fotos de suas vítima antes de matar seu motivo pra tudo isso. — Donald Cragen completara entregando-lhe a foto de mais cedo.

- Mas é o...Elliot e o Richard! Não são só crianças? — ela olha confusa e triste.

- Essa pessoa quer acabar com a vida de alguém antes de matá-la! — Fin.

- Quem é a causa disso tudo? — questionou Kathy.

*Ponte do Brooklyn*

Um gemido de dor, fraco ecoa em seus ouvidos:

- Olívia!

Liv olhou aquele querido ser, que está num estado entre o morto e o vivo, seu sangue se destaca em suas mãos e se misturam às suas lágrimas que não paravam de rolar, lágrimas de remorso, lágrimas de profunda tristeza, lágrimas por ver o amor da sua vida, o forte e, aparentemente, invencível Elliot Stabler reduzido àquele pobre mortal em que a vida é mantida por apenas um fôlego.

- Que foi meu lindo? — disse deixando uma lágrima rolar.

- M-me p-per-perdoa! — Elliot.

- Pelo quê?

- Por não demonstrar o quanto eu te amo. — falou já com a voz fraca, com o pouco de força que lhe restara.

- Shhhhhhhhhhhhh...Você mostra sim e não diga mais nada, guarde suas forças — Liv pega o celular e disca para a emergência — Por favor eu sou policial, não transfira para a polícia, eu preciso de uma ambulância na ponte do Brooklyn, um policial foi abatido, por favor o quanto antes. — desliga.- Ell, nós estamos perto de um hospital, está sem trânsito e a ambulância já está a caminho, por favor, agüenta só mais um pouco.

SVU SQUAD

- Capitan — Huang entregou-lhe um papel azul — o mandato.

- Gente — todos o olham — teve uma chamada de um policial abatido na ponte do Brooklyn, eles... Esse policial e sua parceira estão a caminho do Mercy Hospital.

- Elliot...- Kathy sussurrou.

- MERCY HOSPITAL-

Eles iam retirando a maca da ambulância.

- a Senhora está bem, detetive? — sujeito #1.

- É...É...Só...U-um-uma falt-ta de ar! — Liv respirava ofegante.

- Isso é normal? — sujeito #1.

- Eu...Tenho...As-asma des-desde pequena... — confirmando com a cabeça. — E...E quando acon-te-tece algo muito...Forte...Emo-emoções fortes eu pass-passo mal!

- Você usa bombinha? — Liv confirma com a cabeça a pergunta.

- Mas...Mas esqueci-i em caa-sa!

O hospital estava na correria cotidiana, um só mais caso não fazia muita diferença, mas era um policial abatido.

Donald Cragen adentra o hospital e vê Liv tomando inalação, chorava muito.

- Liv o que aconteceu? — perguntou paternalmente. Ela chora, não consegue dizer nada.

- Srta. Benson você está melhor? — pergunta uma enfermeira.

- Sim, obrigada. Consigo respirar. — comentou amargamente.

- Olívia benson o que aconteceu? — Cap.

- Crise de asma?

- Pelo o que eu sei agora somos eu, você e a Alex!

- Desculpa! — solta uma gargalhada e depois começa a chorar copiosamente. Donald abraça-a como uma filha e beija sua testa.

- SUA VAGABUNDA! A CULPA DE O MEU MARIDO ESTAR A BEIRA DA MORTE É SUA! — gritou Kathy entrando tempestuosamente no local.

Um médico se aproxima, o jaleco cirúrgico tinha algumas manchas do que parecia ser sangue.

- Vocês são algo do Det. Stabler?

- Liv, por favor, senta. — pede o Capitão.

- Eu sou a esposa dele! Você deveria estar tentando ME acalmar! — Kathy estava possessa.

- Kathy eu sempre te respeitei muito afinal de não gostar de você, como você consegue não respeitar o que está acontecendo com o SEU marido? — disse Liv em meio às lágrimas.

- Como respeitar alguém que não me é fiel?

- Então o que você está fazendo aqui afinal? — terminou Olivia.

- Afinal o que tem a dizer? — perguntou Cragen ao médico.

- Por favor, senhora, eu gostaria de pedir pra se retirar do hospital. Você está causando transtornos à família do paciente e dos demais. Hospital é um local em que silêncio é necessário. — pediu um enfermeiro que se aproximou da cena.

- Eu sou família do paciente! Essa aí — apontou para Olivia — é quem deveria se retirar.

- Então peço para que a senhora pare de importunar a todos, ou se retire. — falou o enfermeiro. Kathy pega sua bolsa e saí.

- O que vocês queriam dizer? — perguntou Liv já desesperada.

- Eu sinto muito, ele não agüentou a cirurgia...- o médico começou a falar.

Liv deixou de escutar, a voz do médico parecia distante, estado de choque. Não podia acreditar que horas antes estavam se divertindo, rindo, VIVENDO.

Lágrimas não eram suficientes, nem ao menos ousavam rolar e em Olívia crescia uma angústia que a consumia por dentro.

- Olivia, você quer que eu te leve até sua casa? — O Capitão Donald Cragen tinha os olhos marejados, mas não ousou chorar.

Liv faz apenas um sinal com a cabeça significando q sim.

/Dia do enterro/

Olívia estava sentada em um dos bancos, todos choravam exceto ela.

Até que são dados os tiros de honra em homenagem a oficiais mortos em serviço e ela vê que não é um sonho é real ela o perdeu, a primeira lágrima rola seguida por incontáveis.

\"Até mesmo heróis tem o direito de sangrar\"

Kathy que já não era boa gente, amargurou de vez.

Liv sentiu então um vazio, a falta de um grande pedaço de si própria.

- Now days -

Como isso aconteceu?

Era a pergunta que pairava na cabeça de todos. Em um dia só havia aquele belo sorriso, no dia seguinte a dor que ele deixou.

Ela está grávida, um filho dele, uma parte dele que ainda viviadeixada dentro de seu ventre..

Mas nada mais nunca será o mesmo, aquele sorriso, seu humor, seu toque.

Ela naquele dia recebeu promoção, seria a mais nova chefe da SVU.

3 anos depois...

Ela é uma das maiores capitãs da Polícia de NY. Sua carreira deu uma guinada, naquele dia completariam 3 anos...

Ela andava por entre as lápides até que parou enfrente à uma já sua antiga companheira.

- Ell, como eu consegui chegar aqui sem você? — passava os dedos longos pela pedra. — Obrigada por tudo. Nossa filha se parece tanto com você... Eu sou chefe agora! O Don se aposentou. Temos novos detetives... Catherine Carmona e Kathleen Stabler, você iria se orgulhar dela, lembra tanto você no trabalho, toda estouradinha! Você faz muita falta sabia? Eu sei que eu estou aparentemente por cima, que aparentemente te esqueci, mas é impossível, eu te amo, e sempre amarei. Eu na verdade, estou vivendo na sombra de você.

Naqueles anos ela chorou poucas vezes, criar sua filha lhe dera força descomunal para superar tudo aquilo.

No entanto todo ano, naquele mesmo dia, ia até o cemitério deixava um buquê de flores e saía, só naquele ano ela teve coragem de assumir que vivia uma meia-vida.

Sempre iria faltar ele.

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