Notas iniciais
Gente essa é a minha primeira fic com a autora cellinha2014 ( de muitas eu espero) espero que gostem e não deixe de comentar para ver o próximo capítulo [Capítulo editado]

(POV. May/Kirlia)

Estava chovendo. Eu estava correndo pela floresta adentro, tentando fugir mas ele não deixava, até que tropecei e vi o rosto dele, escuro e cheio de sangue. Então ele se aproximou e ai...
–Aaaahhhhh!!!- gritei desesperada no meio da noite, acordando de meu pesadelo e olhando para o vazio da floresta. Quando me dei conta de que não era real, uma lágrima já avia rolado pelo meu rosto e havia caído na grama — Outra vez não... -disse em um tom tão baixo que ninguém que estivesse próximo poderia ter escutado. E continuei naquele estado até pegar no sono novamente, e apesar de estar assustada, não demorou muito.

...

(Visão geral)

Na manhã seguinte a jovem kirlia deparou-se com o Sol em seu rosto e acabou lembrando do sonho da noite passada. Já não era a primeira vez que havia tido aquele sonho e sentia como se fosse um sinal de que algo ruim iria acontecer. Algo como esse sonho já aconteceu enquanto ela era apenas uma pequena Ralts. Mas fazia tanto tempo que ela tentava apenas esquecer as más lembranças e continuar com a de seus pais na cabeça, já que via seu pai como um forte Gallade, que cuidava do bem estar dos outros pokemon da floresta, e de sua mãe, aquela doce, meiga e gentil Gardevoir que cuidava dos suprimentos da floresta para que não faltasse nada para os outros pokemon, assim cuidando de cada árvore frutífera.Uma Gardevoir que jura que tentaria um dia ser exatamente igual.

Mas ela sabia que isso nunca poderia ocorrer, já que sabia que sua personalidade era muito diferente da de sua mãe. Ela era temperamental, e adorava se meter em confusão, mesmo sabendo que era por algo inútil. Talvez herdou isso de seu pai, que acabou morrendo para proteger ela e sua mãe, quase em vão, já que sua mãe avia sido encurralada, deixando apenas a pequena Ralts para trás, escondida num canto qualquer.
Então seus olhos se encheram de lágrimas, que rapidamente foram enxugadas, pois ela sabia que era inútil continuar pensando nisso, já que sabia que isso não traria seus pais de volta.

A pequena se levantou e caminhou em direção ao lago próximo ao local em que se encontrava, se ajoelhou e logo se inclinou para lavar seu rosto e beber um pouco d'água.
Era, definitivamente, um belo lugar, com várias espécies originárias de Hoenn. Várias delas em grupos conversando, outras só cochilando ou olhando a paisagem.

Ela terminou de se lavar e deu ima olhada ao seu redor. Tantos pokemon brincando, cantando, dançando e até discutindo. Deu um leve sorriso por estar ali, no meio de tido aquilo. Até que aparece um Swampert do meio da água, a assustando e a fazendo recuar para trás, mas logo fica indiferente com a presença do mesmo, que quebra o silêncio:

–Então princesa, já considerou minha proposta? — diz o Swampert com um tom de arrogância- Você sabe que eu posso te dar qualquer coisa se aceitar.

–Se enxerga Gunter. — fala a Kirlia com m olhar de desprezo- Me faz um favor e vai ver se eu tô no fundo desse lago me oferecendo pra algum pokemon aquático e me deixa em paz, será que não é pedir demais? -indaga ela, com um olhar de desprezo.

–Qual é princesa, qualquer garota aqui gostaria de estar no seu lugar, e só você tem que recusar? – ele a encara — Vamos, não me faça ficar zangado com você- diz ele com um olhar penetrante.

–Pois então vá lá dar atenção para aquelas pobres coitadas que não conseguem ver que você é um babaca! — grita ela dando meia volta e indo em direção a floresta- E antes que eu me esqueça – ela vira novamente em direção ao ser aquático- Eu quero meu lenço de volta!

–Que lenço...? Ah, esse lenço. — diz ele balançando um lenço vermelho com uma expressão de deboche.

–Sim! — ela rapidamente pega de sua pata- Esse lenço! — e volta a caminhar em direção a floresta.

–Não adianta fugir princesa! Sedo ou tarde você vai estar se atirando nos meus braços!- grita Gunter.
O dia que isso acontecer, Arceus vai fazer o sol nascer quadrado!-ria ela continuando seu caminho.

....

Ela agora continuava seu caminho em direção a floresta adentro, observando seu lenço que lhe foi dado pelo seu pai onde o mesmo ganhou de seu antigo treinador. Seu pai não era um pokemon selvagem, ele sempre acompanhava seu treinador nas batalhas de ginásio fielmente, até conhecer uma certa Gardevoir. E desde então ele não foi mais o mesmo nas batalhas, ficava desatento, apreensivo e precipitado. Seu treinador desconfiou que algo estava errado, e tentou entende-lo, então notou que o que ele sentia não era nada simples e nem nada complicado, porém ele também não era nenhum perito no assunto, mas desconfiou que seu fiel parceiro estava apaixonado.

Claro que ele não acreditou de princípio, mas quando eles voltaram para a mesma floresta, seu pai pode vela novamente. Então o treinador deixou ele lá, vivendo com os outros pokemon para ficar com sua amada, até o dia em que a pequena Ralts saiu de seu pequeno ovo, então lhe deu aquele charmoso lenço vermelho, cujo enfeitava sempre seu pescoço... Ao menos foi assim que seu pai disse sobre como ele conheceu sua mãe.

Ao acordar de seu devaneio, sentiu um aperto no estomago.

–Sossegue amiguinha, já estamos chegando a nossa macieira preferida — disse com um sorriso no rosto, dando alguns tapinha em sua barriga.

Não demorou muito e logo avistou a macieira, repleta de maçãs, tão vermelhas e formosas quanto o lenço que enfeitava seu pescoço. Ela não pensou duas vezes e logo subiu na árvore, mas claro que escalar não é seu forte porém estava com tanta fome que subiria o mais alto pico de montanha somente para conseguir alimento.

...

Se passaram alguns minutos até ela resolver descer da árvore, pois continuava relutante, afirmando que iria cair a qualquer momento. Até que escorregou e caiu encima de uma Roselia que estava descansando na sombra da grande árvore.

–Aaih!

–Desculpe Lia, é que eu estava rentando descer e não te vi ai embaixo.

–Tudo bem- diz Lia, esfregando seu pequeno e florido botão sobre sua testa- só tente não fazer de novo sua desastrada — brinca ela, entre risos de ambas.

–Pode deixar. — disse rindo e conversando- Talvez seja melhor colocar um alvo em sua cabeça, então talvez eu erre. — brincou May, com a verdade, pois ela sabe que é péssima em pontaria. — E ai? O que tem feito nesses últimos dias?

–Ah, só o de sempre ... — é interrompida por May.

–Ou seja, nada! — ria ela descontroladamente.

–Não! Até porque eu não sou você, que fica o dia inteiro só andando por ai a fora, com a cabeça nas nuvens- fala Lia batendo com sua rosa na cabeça da Kirlia, que estava distraída.

–Oh! Me desculpe, eu estava pensando...

–Bem que eu senti um cheiro ruim no ar. — zomba ela, da amiga.

–Rá, rá! Muito engraçado, Lia. — diz ela com uma expressão vazia no rosto.

–Tudo bem, já parei. — disse ainda entre risos- E ai... Já está de olho em alguém? — dizia Lia, com um olhar insinuante.

–Não! — diz em um tom alto e cruzando os braços — E nem quero!

–Qual é, May? É primavera, e tem vários pokemon machos dando em cima de você que eu sei. — diz Lia para a amiga, indignada.

Primavera... A estação do ano a que May mais odiava. Ela não gostava da ideia de viver com alguém no seu pé, como um grude eterno. Mas nem sempre foi assim ...

Quando May era uma Kirlia, havia se apaixonado por Max, um Plusle brincalhão. Mas quando sua mãe a incentivou a ir falar com ele, viu que ele estava muito próximo de uma Minun, tão brincalhona quanto ele, e May jurou para si mesma nunca mais se apaixonar.

–Pode até ser, mas não quer dizer que eu tenha que querer eles em cima de mim — vira o rosto, ainda de braços cruzados.

–Mas May, você não vai nem dar uma chance pra eles? O amor da sua vida não vai cair do céu, ou estar te esperando para sempre na curva do seu coração ... — ela pensa um pouco e conclui- ... Se você tiver um... — o que deixa May impaciente.

–Olha... Por que você não para de cuidar do MEU coração e vai cuidar do seu, procurando alguém pra você?

Lia acena para um Treeko e anda em direção a ele- Porque eu já tenho o meu, e não troco ele por nada. — ela dá um sorrisinho para a amiga e vai ao encontro de seu amado.

May fica chocada e pensa — "essa doida sempre me surpreende" — então caminha em direção a uma clareira próxima para aproveitar a luz do Sol pelo resto do dia, ou até ficar com fome novamente.

E assim foi até o final do dia de May, até o entardecer, quando algumas nuvens começaram a se formar no céu — "Droga, vai chover." -pensou ela ao olhar para o céu. E imediatamente ela correu em direção a uma árvore perto, se deparou com uma coisa que não se vê todo dia...

Notas finais
Misteeeeerio,E ai? O que vocês acharam? Por favor Mandem reviews para gente. Um review de vocês faz nosso mundo virar outro completamente novo e cheio de luz