Vivendo

4 O inicio do milagre JULHO


“Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre”. (Albert Einstein)

Sei que muitos de vocês já devem ter desejado ter as férias mais loucas da vida de vocês né? Pois bem, foi o que aconteceu comigo. A família da minha mãe é de uma cidade do sul de minas. Fazia algum tempo que não íamos até lá. E não foi que neste ano mamy resolveu ir? Eu não estava estudando. Tava esperando a resposta do vestibular do 2º semestre, totalmente desanimada da vida. De BH até lá são 6 horas de viagem. Lá é uma cidade pequena, poucos habitantes, todo mundo conhece todo mundo.

Chegamos na sexta feira, e a família tava toda reunida. Iríamos ficar apenas 5 dias, voltaríamos na quarta. Ou pelo menos achamos que voltaríamos.

No sábado eu fui dar uma volta com meu primo, 3 anos mais novo que eu. Fomos tomar sorvete num lugar chique e mais badalado da cidade. Era legal a companhia dele, principalmente fingir ser a namoradinha dele para as amiguinhas do colégio. Sentamos na sorveteria e começaram a chegar uns rapazes.

Como eu vou lá algumas vezes eu conheço dois rapazes, o Luiz e o Flávio. Flávio eu conheci no carnaval, um amor de carnaval que dura até o dia de hoje. E o Luiz, filho de uma amiga da minha tia que é um espetáculo. Desta vez eu sabia que Flávio não estaria lá, porém não tinha a mesma certeza em relação ao Luiz. E BINGO! Quando voltamos da sorveteria Luiz estava na porta da loja da mãe dele. Quando me viu abriu um sorriso lindo, digno de ator da globo. Conversamos um pouco e ele disse que ia me ligar pra gente marcar alguma coisa. Estava sem esperanças em relação a isso. Porém ele ligou.

Marcamos de ir a uma pizzaria que fica na saída da cidade. Confesso que estava muito ansiosa. Não tinha encontro assim a bastante tempo. Fui ao salão, me produzi toda. E as 21 ele estava na porta da casa me esperando. O mais engraçado é você ver a família toda olhando pela janela você sair.

Comemos bastante, rimos, jogamos conversa fora até altas da noite. E o melhor era saber que eu não precisava ir pra casa cedo. Lá eu estava completamente livre, afinal meu pai não estava. Trocamos alguns beijos, olhares e sorrisos. Não achei que fosse dar em nada. Ele pagou a conta e fomos em direção ao carro.

– Eai gatinha, gostou da noite?

– Seria melhor se ela não tivesse que terminar.

Ele pegou a minha mão fazendo carinho nela de uma forma que despertava diferentes sensações em mim.

– Ela não precisa terminar agora.

Confesso que eu estava com medo. Acredite qualquer coisa que você faça, SEMPRE, o dia seguinte é pior.

– Eu não posso.

Abaixei a cabeça e fomos até a casa onde eu estava sem falar mais nada. Quando chegamos, ele me abraçou, agradeceu a noite e ficou me esperando entrar. Não queria falar com ninguém. Queria apenas que a noite acabasse.

Três dias depois o resultado saiu e eu havia sido aprovada. A felicidade da família toda era contagiante. Foi tudo lindo. Acabamos ficando na cidade por 10 dias. E como foram ótimos. Mas Luiz não me procurou mais.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.