Viveme Sin Miedo

4 Capítulo 04- Maldito Loreto


Notas iniciais
Olá, amores! Queria deixar o meu muito obrigada a todas as meninas que estão lendo e comentando a fic. Isso me deixa muito feliz! Em especial à Queen Liazzz, Ane Rodrigues, Luciana Alves, Fran, Mayah Laurent e Rhita Ruffo. Obrigada ♥

Inês se vira e vê Loreto completamente tomado pelo ódio.
Loreto: Acho que precisamos ter uma conversinha...
...
Loreto: Inês, Inês... acho que esses anos todos juntos não foram o bastante para você aprender, não é mesmo?
Inês estava com muito medo pois Loreto estava se aproximando devagar.
Inês: Aprender o quê? Loreto eu não fui me encontrar com Victoriano! Nos encontramos por acaso.
Loreto: Por acaso? E você acha mesmo que eu acredito que vocês se encontraram a essa hora por acaso?
Inês: Rubens disse que havia recebido ordens para não me deixar sair da fazenda e eu não aguentava mais ser
tratada como prisioneira. Esperei todos irem dormir e saí pelos fundos com um dos cavalos. Fui para Praça das Tulipas, adoro
aquele lugar e quando estava lá Victoriano simplesmente apareceu por lá. Eu juro para você, nós não marcamos nada...
Loreto a puxa brutalmente, e aperta seus braços de forma que fiquem com ematomas.
Loreto: E você acha que eu acredito nessa sua história? Pensa que sou idiota?
Inês: Você está me machucando! Me solta!
A essa altura as lágrimas de Inês já rolavam, com medo do que poderia acontecer naquele momento.
Loreto: Acho que nós precisamos dar uma voltinha para conversar melhor!
Inês: O quê? Eu não vou a lugar nenhum com você! Me solta agora, me solta!
Loreto começa a puxar Inês pela casa e se dirigia à camionete! Inês gritava com medo.
Inês: Me solta! Socorro!!!
Loreto: Cala a boca! Quer acordar Emiliano? Ele não precisa saber que seus pais vão sair para relembrar dos velhos tempos!
Loreto abre a porta da camionete e joga Inês dentro dela com força. Ele entra, e sai dirigindo em alta velocidade!
Inês: Por Deus! O que está fazendo? Quer nos matar?
Loreto: Está com medo de morrer, Inês? Pensasse nisso antes de ir se encontrar com aquele infeliz!
Loreto estava em alta velocidade percorrendo estradas que Inês não estava reconhecendo, até que viu uma casinha ao longe e
se deu conta de onde estavam indo.
Inês: Você não pode estar fazendo isso...
"Fazenda Plantanal"
Victoriano acabara de chegar em casa e vai direto para seu escritório. Chegando lá, se dirige ao cofre que ficava atrás de
um quadro na parede e retira um pequeno baú de dentro dele. Ao abrir o baú, retira de dentro várias fotografias e algumas
cartas. Eram cartas que Inês destinava à ele e fotografias dos dois juntos. Se lembrou das palavras que Inês havia dito
"Me ama? Se você me ama mesmo, me faça um grande favor, me esqueça. Esqueça essa noite, esqueça tudo o que te disse hoje,
esqueça que um dia eu já existi!"
Victoriano olhava aquelas fotos e conversava com elas, como se estivesse falando com Inês.
Victoriano: Nós éramos tão felizes! Eu te amava tanto, Inês. Você dizia que me amava... Onde foi que eu errei? Onde nós erramos?
Apesar de te amar, vou fazer o que me pede... Vou te esquecer, Inês... minha morenita...
Victoriano guarda as fotos no baú e as tranca novamente no cofre.
Victoriano: Fingir que te esqueci.
...
Inês: Você não pode estar fazendo isso...
Loreto: Chegamos, desce logo que daqui a pouco vai amanhecer e quero ser breve!
Loreto desce da camionete, da a volta e sai arrastando Inês com violência rumo à uma pequena casa isolada... Ao entrar na
pequena casa, podia-se observar no primeiro cômodo apenas uma mesa com 4 cadeiras e uma cama.
Assim que eles entram, Loreto tranca a porta e acende o lampiao que estava sobre a mesa. Inês estava em um canto mais isolado
do cômodo, chorando. Loreto se aproxima dela com um sorriso e limpa as lágrimas de seu rosto com o dedo.
Loreto: O que houve meu amor? Ah, deve ser o lugar. Sei que este lugar é muito importante para você.
Inês: Cala a boca infeliz! Não sei o que pretende me trazendo a este lugar mas saiba que...
Loreto: Cale-se sua estúpida!
Loreto estava com uma expressão de indiferença e ódio que, apesar de não demonstrar muito, estava apavorando Inês.
Loreto: Quis te fazer uma surpresa! Não está feliz? Foi nessa linda casinha que fizemos amor pela primeira vez, meu amor.
Inês: Nunca! Eu nunca fiz amor com você! Como tem coragem de dizer isso sabendo que foi você que me violou?
Loreto: Esqueça isso! Hoje será um dia inesquecível para nós dois! Vamos nos esquecer de tudo que aconteceu até hoje e começaremos
do zero.
Loreto empurra Inês na cama e sobe por cima dela, de forma que ela fique com espaço para poucos movimentos.
Inês: Saia daqui! Me solta, desgraçado!
Loreto começa a beijar Inês a força.
Loreto: Hoje você será minha! Hoje você irá se entregar para mim!
Inês: Jamais irei me entregar para você! Só me entreguei a um homem na minha vida e foi por amor! Foi porque eu o amava mais
tudo. Só me entreguei ao homem que eu amei e ainda amo com toda a minha alma. Victoriano Santos! Amei e amo um homem de verdade
que sabe como conquistar, tratar, amar e dar prazer à uma mulher. Não é como você, Loreto! Você não passa de um covarde
e frustrado, que só consegue ter uma mulher na cama com você de duas maneiras, ou a violentando ou pagando para que fiquem
com você. Também, ninguém iria querer nada com um ser tão desprezível como você.
Loreto tinha ódio nos olhos de uma forma nunca vista! Ele levanta Inês à puxando pelos braços violentamente e joga-a contra as
cadeiras que estavam no cômodo, fazendo-a cair de joelhos! Loreto estava tomado pelo ódio e grita e puxa Inês sem nenhuma
piedade.
Loreto: Você vai se arrepender de tudo o que disse, Inês Huerta. Vai ter que engolir cada palavra dita. Você e aquele estúpido
de Victoriano Santos vão me pagar por tudo!
Inês cospe na cara de Loreto.
Inês: Não insulte Victoriano! Você não passa de um invejoso que sempre quis tudo o que ele tinha. Coisas materiais você
pode até comprar, mas sentimento não, Loreto. Você nunca terá amor... Eu tenho pena de você!
Loreto ficou completamente cego de ódio depois de ouvir as palavras de Inês. Não pensou duas vezes e deu um tapa no rosto
de Inês, que caiu novamente.
Loreto: Levanta, desgraçada!
Loreto a levanta e bate nela novamente, dessa vez com o dobro de força. Ele a segura e bate incontáveis vezes em seu rosto
que a essa altura já havia começado a sangrar. Em meio aos gritos e pedidos de socorro de Inês, Loreto liberava todo seu ódio
em In~es! Já não pensava em mais nada, a não ser em castigar a mulher que tanto o humilhou... Depois de alguns longos minutos,
quando pensou que não teria mais forças, Inês alcança um vaso que estava sobre a mesa e não pensa duas vezes, joga-o contra Loreto,
que acaba desmaiando pelo golpe recebido na cabeça. Inês estava desesperada e sem saber o que fazer. Ela sabia que para
seu próprio bem, teria que sair dali o mais rápido possivel, antes que Loreto despertasse. Foi quando ela escuta um barulho de
carro se aproximando ao longe. Apesar de não estar um pouco tonta e muito debilitada, Inês sai em disparada para a beira da estrada
gritando para que o carro volte. O motorista escuta os gritos de Inês, que estava desesperada com o fato de Loreto acordar,
e volta para ver o que estava acontecendo.

Inês: Por favor, me ajuda! Por favor...

Inês mal conseguia falar. O homem ao ver o estado de Inês, desce do carro para a amparar.

Senhor: O que aconte... Meu Deus!

O senhor se assusta ao ver o estado que Inês se encontrava, com medo e muito machucada, mas antes dele poder pedir explicações,
ouve-se gritos de Loreto dentro da casa!

Loreto: Desgraçada! Não ouse em ir embora ou será uma mulher morta. Você é seu querido Vi...

Inês: Cale-se infeliz. Você nunca mais colocará a mão em mim, Loreto. Nunca mais.

Senhor: Vamos, senhora! Entre no carro e te tirarei desse lugar.

Inês entra e os dois seguem pela estrada em silêncio pois Inês seguia o caminho todo chorando.

Senhor: Desculpe, senhora, mas qual seu nome?

Inês: Ah, me desculpa, e sem essa história de senhora. Me chame de Inês.

Senhor: Tudo bem então, Inês! Me chamo Vicente. Desculpe se parecer indelicado, mas até agora você não me disse pra onde vai.

Inês já estava com lágrimas nos olhos e não consegue as segurar mais. Vicente se preocupa por ver o estado que Inês estava e ver
seus hematomas.

Vicente: Foi aquele Loreto que fez isso com você não foi.
Inês: Foi! Mas eu nunca mais deixarei que aquele monstro encoste as mãos em mim. O problema é que... Vicente, não sei pra onde
ir. Estava com Loreto e meu filho morando na fazenda Olhos D'água mas não posso mais voltar para lá. Estou sem lugar para ficar,
mas não se preocupe, irei dar um jeito.
Vicente: Irá dar um jeito nesse estado? Desculpe, Inês, mas na situação que você se encontra não acho que seja uma boa ideia
ficar sozinha... Olha, sei que não nos conhecemos direito mas você pode confiar em mim e contar comigo.
Inês: Obrigada, Vicente. Mas o senhor não tem obrigação nenhuma. Não quero incomodar.
Vicento: Não ajudo por obrigação, mas não irei te deixar sozinha, machucada e com um homem te querendo fazer mal. Pelas suas roupas
posso ver que não passa tanta necessidade, confesso que eu sou só um peão, mas se a senhora quiser posso te levar para minha
casa, só vivem eu e minha esposa e sei que ela cuidaria de você muito bem e do jeito que você precisa. Só preciso te avisar
que minha casa é humilde e faz parte !
Inês: Obrigada por me ajudar e estar ajudando, Vicente. Te agradeço de coração mesmo. Não queria te dar mais problemas mas eu
realmente não me sinto muito bem e confesso que preciso descançar. Eu aceito ir pra sua casa.
Vicente:: Que bom! Será muito bem vinda. Minha casa é dentro da propriedade de meu patrão, mas ele não se importará.
Inês: Tem certeza? Não quero te dar problemas com ele.
Vicente: Tenho, sim! Meu patrão tem um grande coração.
Inês: Pois muito bem... Onde e para quem você trabalha?
Vicente: Na fazenda Plantanal! Trabalho para Victoriano Santos! Já ouviu falar?
Inês se sente ainda mais mal do que estava e Vicente percebe.
Vicente: Aconteceu alguma coisa? Você está pálida!
Inês: Não é nada. É só que me lembrei de algumas coisas...
Inês pensa em suas possibilidades mas viu que não tinha onde se esconder e aceita ir para a casa de Vicente mesmo assim.
Inês: Pois bem, como já disse antes, eu aceito ir para sua casa.
Vicente: Ótimo! Tenha certeza que minha esposa cuidará muito bem de você. Aguarde só mais um pouco, já estamos chegando... Já
ouviu falar nele?
Inês: Desculpe, o que disse?
Vicente: Já ouviu falar em Victoriano Santos?
Inês: Sim, já ouvi... Sei bem quem é Victoriano Santos.
Os dois percorrem todo o caminho e finalmente chegam.
"Fazenda Plantanal"
Vicente ampara Inês, que anda com dificuldade, para entrar em casa.
Vicente: Minha mulher está na casa de meu patrão uma hora dessas preparando o café da manhã, e eu tenho que ir ajudar os outros
peões a cuidar dos animais. Pode ficar deitada nessa cama, creio que daqui a pouco minha esposa chega. Bom, já vou indo. Espero
que você entenda.
Inês: É claro! Não precisa mudar sua rotina por minha causa. Ah, por favor, Vicente... Se não for pedir muito, não comente com
ninguém que eu estou aqui. Nem mesmo com seu patrão;
Vicente: Mas Inês, talvez ele até possa te ajudar e...
Inês: Não precisa! Por favor, me prometa.
Vicente: Já que insiste, eu prometo não se preocupe. Agora descanse um pouco e minha esposa logo chegará para dar um jeito
nesses machucados.
Inês: Obrigada, de coração.
A parte da manhã passou normalmente, e Inês estava dormindo quando a esposa de Vicente chegou.
Esposa: Vicente? Vicente? Ah, deve estar cuidando dos animais...
A mulher se dirige ao quarto e leva um susto no que vê, ou melhor, em quem vê.
Esposa: Meu Deus! O que acontec... Não! Você?
Inês despertou assustada e quando acorda não acredita em quem vê.
Inês: Não acredito... Depois de tanto tempo!
Esposa: Quanta saudade! Mas o que aconteceu com você? Como veio parar aqui?
Inês: Irei te explicar tudo. Não acredito que você permanece aqui. Estou tão feliz em te ver!
Esposa: Eu também, Inês, minha pequena!
Inês: Ai Rosa, que saudade.
Nesse momento ouve-se a porta abrindo.
Rosa: Olha! Meu marido está chegando. Vocês se já conhecem?
Inês: Sim, nos conhecemos hoje na verdade. Acontece que...
Ouve-se
"Com licença, Rosa, mas estou precisando que você me ajude com... O que essa mulher faz aqui?"
Rosa fica afita.
Rosa: Eu não sei, eu... Eu cheguei e ela estava aqui, mas... ela simplesmente já estava aqui e...
Inês: Rosa também não está sabendo de nada, eu vim com Vicente. E essa mulher tem nome. Não me trate como alguem insignificante
pois não sou. Ou eu não significo mais nada para você?
Inês se levanta da cama com dificuldade e deixa a todos espantados com os hematomas em seu corpo.
Inês: Responda!!! Não significo mais nada para você, Victoriano Santos?

Notas finais
Espero que tenham gostado! Deixe nos comentários o que acharam e se tem alguma sugestão! ♥