Vitaliis - Introdução
21 Capítulo XXI
Capítulo XXI O tiro foi certeiro, espalhando os miolos do Major por toda a parede que estava atrás dele e alguns de sues restos nos papeis que ele mexia. Fiquei aliviado por ter eliminado uma das “cabeças principais do dragão”, mas mesmo assim odiava o fato de matar pessoas, mas que senti um alívio por ele ter deixado essa vida, eu tinha. Segui para fora da sala como se nada ocorrido, mas me certificando sempre de que não tinha ninguém por perto para se esbarrar comigo, não queria encontros para evitar dúvidas. Neste momento eu procurava Karmedis e os “serviçais”. Tinha definido as missões que teria que realizar: a primeira era resgatar os civis, a segunda encontrar Karmedis e a terceira era eliminar o máximo possível de soldados, mas que não afetasse qualquer uma das missões anteriores. Olhava cuidadosamente pelo lado de fora as portas e janelas da nave, para ver se encontrava Karmedis ou os civis. Mas nada de nenhuma pessoal a não ser GT. Eu não lembrava o caminho de volta para o salão em qual estavam todos do navio, pelo fato de todo corredor naquela nave ser igual, além de eu ainda estar meio grogue e tonto, mal lembrava qual era a sala do Major que acabara de morrer com um tiro meu. Andei muito até encontrar uma sala no final de um corredor e que deduzi que era o salão onde ficara todo mundo preso. Fui de encontro a porta e a abri, mas não tinha nada e no momento em que minha consciência me detonava por esquecer um simples caminho que tocou o rádio dos soldados falando que o turno tinha acabado e que teríamos que ir bater o sinal de saída, após isso todos para suas horas de lazer. Achei ótimo, pois não tinha ponto de saída, não tinha como me esconder entre os civis (pois não sabia onde estavam) e nem mesmo ir para minhas atividades de lazer. Virei-me para continuar minha busca quando dei de cara com um guarda apontando uma arma pra mim, pensei uma única coisa “era só o que faltava”. E o ouvi dizer uma frase bem ralé: “O que você falará por último GT?”. Claud- Que sou o Clauder. Karm- Brincadeira. Claud- E eu sou homem de brincadeira? Karm- Tem hora que não para. Claud- Vamos depressa, temos que achar o pessoal do navio. Karm- Já achei todo mundo, só estava procurado você. Claud- Cadê o pessoal? Karm- Convenci o meu “chefe” a colocá-los em outra sala, já que aquela foi invadida e tinha soldados mortos. E a sala em que estão fica do lado de uma nave de fuga. Que engraçado, não? Claud- Cara de pau. Eu matei o Major. Karm- Mentira. Você o matou? Claud- Um tiro certeiro na testa. A sala está toda suja de sangue. Karm- Momento certo para fujir. Vão aguardar as ordens dele. Fomos até a sala em que todos os reféns estavam mantidos presos. Chegamos perto dos soldados com o “chefe” de Karmedis. Abrimos a porta e só vi o chefe do Karmedis começar a dizer uma palavra com “A”, mas antes que continuasse Karmedis disparou um tiro no peito dele e eu matei os dois que estavam a esquerda do “chefe”. Karmedis ligou o auto-falante e começou a falar que nós éramos militares e que estávamos tentando fazer todos saírem e que ao lado tinha uma nave, mas todos deveriam cooperar para a saída e que seriam chamados de pequenos grupos, para não ter muito tumulto e para os guardas não desconfiarem. E assim foi, de grupos de dez em dez, foram passados da sala para a nave que mesmo sendo de fuga, cabia todo mundo. No final de nossas contas tinham trezentos e vinte e sete pessoas. Karmedis ligou os comandos enquanto eu posicionava bombas dentro da nave e assumia a área do armamento. Assim que a nave deu partida sem autorização começaram a vir guardas em direção a cabine onde suportava a nave, mas que estavam guardadas com metralhadoras controladas por Lun e Nah, quando Karmedis deu o sinal para elas fecharem às portas a nave saiu e voou alguns metros até aparecer a primeira nave que ameaçaria nossa fuga. Sem dó atirei no propulsor da nave, que a fez cair de imediato contra o chão, além dessa nave que acabei explodindo (que deveria ser a “nave-guarda” do local) não venho nave alguma atrás de nós. Muito provávelmente foi por causa da morte do Major. Quando tomamos uma distância boa do local de aprtida, percebemos que onde estávamos era uma imensa nave que seria a base dos GTs, mas que não tínhamos chance alguma sozinhos. Então explodi as bombas, que fizeram um estrago tão pequeno naquela nave imensa que nem deu para localizar onde foi. Fiquei impressionado pelo tamanho e comecei a pensar se o governo não ajudava aquela organização. O caminho para chegar a casa foi longo, estávamos em algum lugar perto da costa do Canada. Voamos até a Alemanha onde desembarcamos na base militar e entregamos todos os civis a salvo. Nosso caso não fez repercurção na mídia, pois não queríamos nenhuma homenagem Enem ficar famososo, mas mesmo assim ganhamos medalhas, que os militares chamavam carinhosamente de “serviço-extra”. Quando fiquei sabendo que só tínha dois dias de folga fui dormir, estava exausto e muito tenso, aproveitei meus dois dias com Nah e visitei Terbatus para ver como ele tinha passado. Depois me despedi da minha amada e fui para meu bom e velho emprego, que já estava com saudades, mas até ir onde ele estava mais algumas horas de sono, pois demorava cerca de duas horas (não estávamos indo com a VAPE, agora era uma nave militar mesmo). A chegada foi boa, encontrei velhos amigos e companheiros de trabalho. Comprimentei o meu querido Comandante e fui arrumar meu quarto, já que agora estávamos em umka nave semelhante a dos GTs, comecei a achar estranho, maspercebi que era pura paranóia, já que não tinha como ser diferente, estávamos explorando um planeta maior que a Terra (muito maior) e como viriam poucos para isso? E sem falar que tínhamos em nossa frente um novo sistema ecológico. Me alojei com Karmedis, como era de costume e fomos receber nossos novos objetos de trabalho e relatórios das atualizações sobre os procedimentos. Li o relatório com uma ânsia semi-igual, estava completamente ansioso para saber como os “nativos” se desenvolviam. No relatório já constava que eles começavam uma civilização e que já tinham armas muito semelhantes as lanças primordiais e que já estavam fazendo cercos para ataques, porém mesmo com essa habilidade incrível ainda não tinham uma forma única de se comunicar, mas em uma coisa todos os “humanoides” concordavam, ao menor sinal de ser humao eles atacavam. No relatório tinha imagens de como estavam ficando a primeira aldeia deles, era incrível o cerco de defesa para uma civilização que não tinha nem dois anos. Karmedis entrou no meu quarto e começou um dialogo, mas qe seu tom de voz e jeito de falar estavam diferentes, como se ouvesse um receio no seu pronunciamento. Karm- Lugar grande, né? Claud- Sim. Karm- Já arrumou suas coisas? Claud- Nem tudo. Karm- Acho que aqui será mais férias do que nossas férias, né? Claud- O que você quer? O que está acontecendo com você? Karm- Nada, por que? Claud- Nada o cacete! Fica de frescura, é por isso que nós vivemos em pé de guerra aqui na base. Você fica cheio de segredinho e pipipi. Vai se ferrar! Se é para encher meu saco vai embora, se você quer falar então fale. Karm- Clama! Está nervoso por que? Falta da... Claud- Não! Falta de vergonha na sua cara. Vai falar ou não? Karm- Ok. Você não acha estranho? Claud- Achar o que estranho? Karm- Para de ser sínico, reparei na sua cara na hora de entrar na estação. Você estava pensando e não estava adimirando a estação como Terbatus. Eu também estava pensando. Sobre o que ficamos sabendo nas férias, que esses humanóides podem ser criações falhas de uma raça mais evoluída, ou uma criação que fugiu do laboratório. Não é normal, não é comum, nada faz sentido, não pode ser fenômeno da natureza. Claud- E por que não pode ser? Karm- Está se fazendo de idiota? Agora eu que estou com vontade de bater em você. Claud- Não estou me fazendo de idiota. Só estou “olhando por todos os olhos”. Karm- Ah! Simples, porque a natureza faz tudo em um tempo muito devagar, para nada dar certo. Claud- Porque se não ocorre... Karm- Uma espécie que luta com as outras por não entender ou tempo de adaptação. Pode ver pelos animais, eles não matam outros a não ser por caça ou por sobrevivência. Claud- Caça incluí direta e inderetamente em sobrevivência. Karm- Não interrompe meu raciocínio. Se todas as criaturas não matam por sobrevivência, por que esses matariam? Claud- Nem todas. O ser humano mata até mesmo por prazer, por que eles nãopodem ser similares a nós? Karm- Simpes, porque nós temos o encéfalo altamente desenvolvido o que pode nós conceber a burrice que é diferente do extinto e eles só vivem por extinto. Claud- Mas se no começo da vida eles já começam sendo caçados por nós, o que você acha que eles farão? Extinto vai mandar eles sobreviverem, então qualquer um que seja similar a nós eles matam para viver. Se mandar um macaco pelado eles vão matar o bixo. Karm- Eu sei o que está feito. Mas a questão que me preocupa é: Como esse gás surgiu? Claud- Você não lembra da explicação da Linter? Karm- Essa parte não foi ela quem descobriu, isso foi desenvolvido por algum cientista militar que ninguém sabe o nome. Qual é? Um meteoro que carregava um gás e misturou com outro meteoro que se chocou. Isso é balela. O que você acha o que aconteceu de verdade? Claud- “Não se pode teorizar antes de ter todosos fatos”, Sherlock Holmes. Karm- Qual é? Serlock falava que as pessoas só teriam que saber sobre os assuntos sobre seu emprego. Concorda com isso? Claud- É eficaz, mas não concordo. Karm- Então, o que você acha que ocorreu? Claud- Acho que os GTs, como disseram, eram uma parte do governo, como eles mesmo disseram. Eles fizeram o vírus do “humanóide”, que fez um resultado que eles achavam que queriam, mas que o governo não acreditou que foi tão longe. Porém isso era na teoria e em todos os animais testado não tinha resultado, até que tiveram que testar em humanos, o resultado foi um sucesso. E tiveram que inventar uma história para isso tudo, e soltaram essa do meteoro, as vezes pode ter acontecido uma infiltração no meteoro, mas quejá foi tudo planejado. E você o que pensa sobre isso? Karm- Eu penso a mesma coisa que você. Claud- Ninguém tem especulações exatamente iguais. O que você acha? Karm- Que o gás vazou e não foi plantado. Lint- Oi, rapazes. Claud- Linter? Quanto tempo. Karm- Nossa! Que saudade. Como vão as coisas? Começamos a falar do dia-a-dia das coisas que tinham acontecido dos dois lados e elas nos revelou que tinha mudado só aparentemente, mas que as missões eram realizadas pela equipe. Tinham encontrado mais de trezentas espécies de seres vivos no CAC (Campo Altamente Contaminado) e que tinha alguns materiais inorgânicos na região. Tinha uma equipe de cientistas testando e aprendendo com o Vitaliis a todo o momento, tinha a equipe de exploração (que era alguns militares, com a equipe original) e uma equipe de desenvolvimento de tecnologia para as “surpresas” que poderaim aparecer no CAC (Thor liderava a equipe). Quando ela falou do Thor, Karmedis em um ato de reflexo, lembrando da paixão que ele sentia por ela, perguntou se eles estavam juntos. Ela arregalou os olhos e levou um susto, perguntando se era sério, eu fingi e falei que era brincadeira do Karmedis. Karmedis e eu fomos salvos por um toque eu deu no Oculivro de Linter, o Comandante a chamava para alguns relatórios. Quando ela saiu dei um tapa na cabeça de Karmedis e perguntei se ele teria feito de propósito, mas meu Oculivro tocou e viThor nos convocando para conversar um pouco na sala de equipamentos, para nós nos atualizarmos. Falei que já estávamos a caminho e Karmedis foi se desculpando até o local, mas quando chegamos na porta, que foi aberta por Thor desesperado, já colocando armas estranhas em nossas mãos e nos arrastando para outra porta (blindada e com pelo menos oito centímetros de expessura), colocou mascaras em nós e só disse o seguinte: Thor- Fui pegar as armas e vi uma criatura que não deveria estar aqui, ela fica no compartimento de testes em animais. Essas armas são tranqüilizadoras, cuidem dessa ciosa enquanto chamo reforço, vou ter que trancar a porta para ela não fugir. Não a deixo trancada, porque ela derruba a porta. Agora vão. Entramos no local que tinha a nossa frente uma criatura do tamanho de um rinoceronte, mas que não tinha chifres e sim uma bocarra cheia de dentes que pareciam ter cinco centímetros cada. Olhei para aquilo e falei para Karmedis: Claud- Sabe que é um teste para ver se estamos em forma, não sabe? Karm- Rezo para que seja isso.
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