Capítulo III


Cap- Missão nova.

Karm- Objetivos.

Cap- Proteção de um pacote até Paris.

Karm- Status.

Cap- Não autorizado. Peguem suas armas e seus equipamentos, saíram daqui em vinte minutos.

Nah- O senhor não vai conosco?

Cap- Não, afazeres mais importantes.

Lun- Mais importante do que nos proteger?

Cap- Muito mais. Em vintém minutos um caminhão estará pronto para sair. Estará no térreo, vaga 201. Cuidado – saiu após essa frase.

Pegamos nossos equipamentos (armas, roupa, mochila, munição, proteção e alguns equipamentos para defesa) então descemos até o térreo e avistamos o caminhão que estava aberto. Adentramos no caminhão e em sua tela estava escrito “01 mensagem recebida”. Atravaski apertou o botão e ouvimos a seguinte mensagem.


“A missão de vocês será transportar este veículo até a cede de Paris. O caminho está marcado no GPS do veículo. Não terão muitas dificuldades em realizar este objetivo, mas prestem atenção e tomem cuidado. Avisamos desde já que vocês não terão contato algum, pois o equipamento que aí reside corta as freqüências eletromagnéticas, radiofreqüências, infravermelhos, e qualquer outro tipo de comunicação que nós temos. Boa sorte.”


Claud- Nah minha opinião, essa missão vai ser difícil.

Lun- Como você é pessimista.

Atrav- Vai ser difícil só porque estamos sem o Capitão.

Karm- Dintero você dirige e Atravaski você é o co-piloto. Lun e Nah vocês ficam responsáveis pelas armas dianteiras e traseiras. Loundi e Clauder vocês protegeram o pacote até a morte. Eu ficarei supervisionando tudo.

Claud- Sim, senhor.

Atrav- Tudo bem Capitão.

Lound- Ele está certo, vamos logo.

Estava parecendo até um passeio de fim de semana, mas alegria de pobre dura pouco (já ouviu essa?) então quando já tínhamos percorrido, aproximadamente, uns 30% do caminho veio a primeira pedra em nosso caminho, o pneu dianteiro esquerdo furou em algo. Karmedis resolveu averiguar a situação, quando ele desceu e avisou que era um prego cravado no pneu, nós relaxamos. Ele resolveu tirar o prego no mesmo instante e conseguiu. Ouvimos ele gritando “pronto”, com a mesma voz, mas ele não retornou para o automóvel.

Lound- Cadê ele?

Atrav- O que faremos agora?

Claud- Carreguem as armas. Dintero fique alerta, qualquer coisa que acontecer você sai daqui voando, entendeu? – Ele respondeu balançando a cabeça positivamente. Lun e Nah vocês fiquem espertas pra atirar no que aparecer. Loundi você desce comigo, você na minha retaguarda.

Eu e Loundi descemos, eu primeiro e ela me cobrindo. Dei dois passos e vi que estávamos numa espécie de floresta (não dava pra ver através do automóvel, só o motorista enxergava algo). Logo andei em volta do automóvel com Loundi me seguindo. Nah segunda volta em que estava dando entorno no automóvel vi uma bota debaixo de uma moita, acenei para Loundi ver aquilo. Cheguei perto, mas sem fazer barulho, puxei a bota e não veio nada além da bota. Automaticamente pulei mata adentro e vi que Karmedis estava caído mais a frente com a cabeça sangrando na parte de trás. Corri até ele e o peguei no colo, levei para o caminhão, mas quando o colocava dentro do veículo olho para o lado e vejo Loundi cair com uma pancada na cabeça. Soltei Karmedis a hora e peguei minha arma e dei um tiro na direção do atacante, mas ele se escondeu atrás do veículo.

Claud- Da ré! Rápido!

Quando gritei isso foi com extinto. Demorou tempo o bastante de o atacante pular para o lado. Foi ré demais, o veículo passou de mim e levantei a arma e apontei para o inimigo e atirei em seu ombro que fez derrubar-lo no chão instantaneamente, mas eu vi que ele ainda estava com muita força, desconfiei que ele ainda poderia brigar, e o vi pegando algo na cintura então disparei mais um tiro, pegando no outro ombro, fazendo o desmaiar.

Amarramos ele em uma das vigas que se encontrava no veículo. Dintero continuou no caminho e Karmedis desmaiado. Após amarrarmos o inimigo peguei um copo de água gelada e resolvi descobrir o que nosso “convidado” queria conosco.


Claud- Acorda princesa- joguei a água na cara dele, com copo e tudo- O que você queria conosco? – Esperei alguns segundos sem resposta entã resolvi apelar- Não vai falar? Ok, mas você não tem muitas chances, se não vai falar receba isso – peguei minha arma e enfiei um dos buracos de balas, o cano da arma arrombou, rasgando a pele com muita aspereza, fazendo o gritar.

Lound- O que você está fazendo?

Claud- Queria ver se ele tem língua. E ele tem, então pode falar. Se não quiser falar...

Lound- Isso é desumano.

Claud- Desumano? Você recebeu uma baita duma pancada na cabeça. E Karmedis nem acordou com a pancada que ele levou. Você acha que esses atos foram humanos?

Lun- Não faça isso.

Nah- Loundi está certa. Ele não merece tanto.

Karm- Merece sim. Garotas voltem a seus postos. E Loundi volte a cuidar do pacote, Lun armas dianteiras e Nah armas dianteiras. Eu e o Clauder cuidamos dele.

Loundi- Isso não esta certo.

Karm- Dispensada. Volte a seus a fazeres. – Após essa frase todas voltaram a seus postos, então ambos continuaram com o interrogatório. Vai falar ou não?

Claud- Nem abrir a boca? Que falta de respeito.

Depois de tentarmos falar com ele numa boa passamos a ser violentos. A primeira atitude foi minha, peguei minha arma e enfiei de novo em um de seus ferimentos, o que ainda não tinha sido arrombado, então disparou outra bala. Ele deu um grito horroroso. Depois dessa Karmedis pegou seu canivete e abaixou as calças do indivíduo, ele fez uma cara de espanto quando viu a determinação nos olhos de Karmdis. Quando Karmedis escolheu uma faca afiada e a colocou em cima do órgão do indivíduo, o cara ficou desesperado e resolveu falar.

Will- Espera! Eu falo tudo. O que vocês querem saber?

Claud- Primeiramente, seu nome.

Will- Meu nome é... Willian. Willian Turner.

Claud- Posso te chamar de Will?

Will- Pode. Desde que você me deixe com meu amiguinho aqui.

Claud- Will o que você queria com o Karmedis?

Will- Nahda.

Karm- Então por quê me bateu?

Will- Porque eu tinha que roubar o pacote do caminhão.

Claud- Quem quer o pacote?

Will- Muitas pessoas. E por muito dinheiro.

Claud- Fale o nome delas.

Will- Isso não posso fazer.

Claud- Ah não? Ok- Depois de terminar, enfiei a arma no braço direito dele e disparei, mas a posição da arma estava pra dentro do corpo– Pode falar agora?

Will-Ahhhhhh! Você é louco?

Claud- Sou. Vai falar ou não? Eu já estou sem paciência.

Will- Eu não vou falar porra nenhuma!

Claud- Então você não ser vivo. Tem coragem de arrancar?

Karm- Agora mesmo.

Karmedis num ato imperdoável e rápido a arrancou o órgão de Will, que o fez chorar e começou a berrar depois de ver aquela incrível cena eu peguei minha arma e engatilhei. Disparei na região da cabeça.

A cena estava espantosa, não deixamos as garotas entrarem e nem podíamos deixar o corpo ali dentro. Então guardamos o órgão numa sacola e colocamos os dois num saco, paramos o veículo e ateamos fogo ao saco. Retornamos ao veículo e seguimos viagem, até parecia que os problemas teriam chegado ao fim, quando uma VAP começa a atirar em nosso caminhão, mas Nah nem teve piedade e acertou no motor da VAP, fazendo a explodir instantaneamente. Ela avisou o que era dando um grito “VAP atacando” e nós nos equipamos para mais inimigos. Lun gritou em seguida “VAPs a frente” e matou uma delas com um disparo na cabeça do piloto e a outra Dintero atropelou. Eu, Lun e Karmedis estávamos carregando as arma quando uma VAP bateu de frente com a porta do veículo. Então Karmedis abriu a porta e atirou no piloto,, tudo isso aconteceu em segundos, nem deu tempo de pensar direito. O pior é que quando Karmedis abriu a porta três soldados pularam para dentro do veículo. Um deles foi morto com um disparo da Loundi, certeiro no coração. O segundo pulou em cima de Karmedis. Eu consegui atirar em suas costas, mas o terceiro pulou em cima de mim, minha arma voou para longe com a queda. O cara me deu um belo de um soco na cara e teria me machucado muito mais se Loundi não tivesse disparado um tiro na sua nuca. Eu o empurrei para fora do veículo com meus pés. Karmedis já tinha jogado o soldado que o tinha atacado, só conseguiu se livrar dele porque estava ferido.

Fechamos as portas logo em seguida. Após alguns segundos começamos a ouvir vários disparos, tanto em direção ao veículo quanto o veículo disparando. Karmedis saiu para procurar respostas, Loundi e eu não podíamos sair de perto do pacote, já que era nossa obrigação. Depois de alguns minutos Karmedis volta falando que tinha acabado. Ficamos tranqüilos, até esse ponto já tinha se passado uns 80% do caminho. Agora estava perto e o perigo mais perto ainda.

Quando avistamos a cidade de Paris foi uma alegria. Mas alegria de pobre dura pouco então o que aconteceu? Eles atiraram com um míssil no eixo traseiro do veículo. O automóvel deu meia volta e caiu com o teto no chão. Eu não desmaiei, mas vi minha sobrancelha e lábio sangrarem. Olhei rápido para o lado para ver se Loundi estava bem e não estava. Ela estava desmaiada e com o nariz sangrando, parecia deslocado. Eu cheguei perto e o coloquei no lugar ela acordou gritando de dor.


Claud- Relaxa. Seu nariz estava deslocado, o coloquei no lugar. Fica cuidando do pacote. Vou ver os outros.

Deixei Loundi quase inconsciente tomando conta do pacote. Cheguei na cabine Dintero e Atravaski estavam bem, mas socorrendo Karmedis que tinha batido o rosto no vidro. Lun e Nah chegaram quase que no mesmo momento que eu na cabine.

Claud- Prestem atenção. Dintero, Atravaski e Lun, vocês iram buscar ajuda. Eu, Nah e Loundi ficaremos guardando o pacote. Karmedis fica comigo até que ele acorde. Rápido.

Quando os três foram sair para buscar ajuda, nós três demos cobertura. Havia soldados chegando de vários lugares. Matamos vários, estávamos em um ponto estratégico, mal dava para eles nos verem. Dentro do veículo tinha alguns buracos onde colocavam as armas. Depois de cinco minutos pararam de vir inimigos, então carregamos nossas armas e esperamos. Depois de mais cinco minutos Karmedis acordou e pediu um relatório do ocorrido eu expliquei e ele aprovou minhas decisões. Aguardamos vinte minutos e vimos um sinal no céu, aquele sinal significava “reforços”. Preparamos as armas porque os inimigos também sabiam então tentaram pegar o pacote antes de chegarem os reforços. Começou o tiroteio tudo de novo. Quase não atirávamos mais, pois tinha muitos inimigos.

Estávamos dispostos a esperar até os reforços chegarem. Mas outro veículo nos atingiu em cheio. Nós quatro voamos, eu fui até a cabine. Arrebentei-me na queda, mas não desmaiei. Levantei de pressa e ouvi a porta se abrindo, me agachei e esperei. Quando vi que sete soldados inimigos estavam do lado de fora me desesperei, porque minha arma era um revólver e eu não tinha a menor chance. Mas para a minha sorte Karmedis carregava uma metralhadora e foi isso o que ele usou nos sete oponentes. Eu disparei para ajudá-lo e ajudei a se levantar. Loundi se reuniu a nós na porta e nos ajudo a atirar contra os inimigos.

Já estávamos quase sem munição quando percebemos que eles estavam recuando. Olhamos para a cidade e vinha um batalhão que vinha com uns 200 soldados e um tanque.

Colocamos o pacote no tanque e outro veículo nos levou até a CMN, onde recebemos gratificações e folga de missões.