Notas iniciais
Então, minha primeira fic. Como vão pessoas? Espero que gostem, boa leitura, a gente se vê lá embaixo :3
Enjoy *u*

Luciano estava pilhado. Faltavam três meses pra copa e ele já estava desse jeito. Imagina em Junho. Já não tinha mais aquele humor de antes, que o caracterizava. Agora só puxava os cabelos e suspirava. Vez ou outra uma gracinha, mas muito raramente. E o sorriso logo era substituído pela cara de preocupação constante. Também já não tinha mais o rosto saudável. Estava com bolsas enormes embaixo dos olhos, resultado das noites maldormidas em função de reuniões. Estes, também, estavam opacos. Haviam perdido o brilho natural que cativava os outros.

Claro que tudo isso mudava quando Martín Hernandez dava o ar de sua graça. Aí o antigo Luciano resolvia dar um oi. A presença do rival parecia dar um pequeno rumo para a bagunça que estava a vida do brasileiro. Pelo menos era o que Afonso, que havia criado o pequeno menino Luci, sempre dizia. Esse era um dia desses.

Luciano estava sentado na mesa do escritório, o notebook aberto em algumas planilhas, o celular em cima de uma pilha enorme de documentos que deviam ser analisados minunciosamente mais tarde. Mensagens chegavam a cada cinco minutos e meio. E sim, Luciano havia contado o tempo de cada uma. Na realidade daqui a alguns segundos outra chegaria. Logo depois dese pensamento o celular vibrou, fazendo Luciano suspirar.

A cabeça repousava (ou era sustentada) pela mão esquerda, enquanto a direita segurava uma caneta que passava raivosamente pelo texto que o moreno lia, acompanhando o movimento dos olhos.

Enquanto isso, Martín estava procurando lugar na rua para estacionar seu carro. Iria fazer uma visita surpresa ao brasileiro para ver como andavam as coisas que ele teimava em atrasar. Ou pelo menos essa era a desculpa que dava ao ego orgulhoso. Mas detalhes.

Quando chegou no portão, Seu Mário, o porteiro, tirou o chapéu para ele e destravou o portão de metal do prédio sem nem interfonar para Luciano. Afinal, o Senhor Hernandez ia lá sempre e Luciano sempre o deixava entrar. Seu Mário levantou o chapéu em saudação.

– Dia, Seu Hernandez!

– Buenos días, Mario. ¿Como estas?

– Vou indo bem, vou indo bem. O Seu Luciano tá em casa, se é o que o senhor quer saber.

– Gracias, Mario. Até.– E acenou para o porteiro indo em direção ao elevador do hall de entrada.

– Até, Seu Hernandez.

Martín entrou no elevador e apertou o 12. Quando chegou lá, saiu do elevador e se dirigiu ao apartamento 124, apertando a campainha.

Do lado de dentro da casa, Luciano olhou o relógio e franziu as sobrancelhas. "Quem diabos viria aqui às 14:00 de uma terça feira? Eu to ocupado, caralho." Marchou até a sala, e abriu a porta, dando de cara com os olhos verdes do argentino.

– Hola, brasileño. — Disse entrando — Posso entrar?

– Já entrou, né. Você tem a chave, por que não entrou simplesmente?

– Porque diferentemente de você, eu tenho educação. — Martín respondeu, olhando para ele do sofá. Luciano revirou os olhos.

– O que você quer, eu to ocupado. — Luciano disse, apesar da frase ser hostil, ele estava sorrindo levemente.

Martín deu um sorrisinho de lado, balançando a cabeça levemente.

– Mentira. Tenho certeza que você estava morrendo de tédio quando eu apareci na sua porta e alegrei seu dia.

– Que calúnia. Vou ignorar você a partir de agora, mas se sinta à vontade. Vou fazer café. — Falou enquanto ia para a cozinha do apartamento.

– Aceito. — Martín disse, relaxando a cabeça no encosto do sofá. Ouviu Luciano murmurar algo como "folgado cretino, é realmente impressionante" e sorriu um pouco mais. Sentia falta do moreno, agora que ele já quase não saía mais. Levantou — se e seguiu Luciano. Quando chegou na cozinha, o maior já havia colocado a água no fogo, e agora procurava o coador no armário.

Martín o abraçou por trás a afundou o rosto no cabelo do moreno.

– Você não tinha uma cafeteira?

– Prefiro fazer café do modo antigo. O cheiro é mais gostoso.

– Que romântico. Mas a cafeteira é mais prática. — Murmurou esfregando o nariz na bochecha de Luciano, sentindo este se arrepiar.

– Mas eu gosto assim. Agora para de me amolar e vai arrumar a mesa, ser útil.

Martín bufou e soltou o outro, contrariado. Foi até o armário e pegou uma toalha, a estendendo na parte da mesa da sala que não era ocupada pela bagunça de Luciano. Depois se dirigiu à cozinha para pegar o resto das coisas.

– Já acabou? Tá demorando demais, eu disse que a cafeteira era mais... Luci? — Quando olhou para o namorado, este tinha o rosto afundado nas mãos e soluçava baixinho.

Martín foi até ele e o segurou pelos ombros, virando — o para si. Retirou as mãos do moreno de seu rosto e limpou suas lágrimas suavemente.

– Que foi que aconteceu,hermoso? Me diga.

Luciano fungou e agarrou Martín, que colocou as mãos na cabeça do outro, tentando acalmá — lo.

– E-eu, cansei. — Luciano soltou — Não aguento mais. E se eles estiverem certos, Tincho? E se eu ainda não estiver preparado pra isso tudo? — Afundou o rosto na camisa branca do loiro e soluçou novamente, dessa vez mais alto.

Martín se desesperou um pouco, só havia visto o menor assim, descontrolado, quando recebeu a notícia da separação com Portugal. Fora isso, Luciano nunca havia deixado transparecer fraqueza.

– Luci. Luci, se acalma. Você... só ta um pouco cansado, nada demais. — Sentiu a voz falhar, e se forçou a continuar falando. — Toma o café, que acho que já faz bastante tempo que você já se alimenta, e vai descansar. Amanhã você continua o resto das coisas. — Luciano balançou a cabeça negativamente.

– Não, não posso. Eu... vou terminar as tabelas. Depois arrumo as coisas, vou pra reunião de noite e quando eu voltar eu durmo um pouco.

– Vai comer, Luciano. Agora. — Martín o afastou e olhou em seus olhos severamente.

Luciano bufou e se arrastou até a mesa. Esperou Martín levar o resto das coisas até lá, e engoliu qualquer coisa, voltando para o lado do móvel onde estavam seus pertences e documentos.

– Teimoso — Martín resmungou — Luciano, fecha esse negócio e vai pelo menos cochilar.

– Ahã, já vou.

Balançando a cabeça, o loiro marchou até onde Luciano estava e fechou a tampa do computador com delicadeza. Luciano passou a mão esquerda pelo rosto e olhou para Martín com a cara amarrada, que devolveu o olhar com um sorriso inocente.

– Quer parar de atrasar meu trabalho, por favor?

– Eu estou tentando salvar a sua saúde mental, seu ingrato. Agora levanta e vai pra cama.Sem o celular. — Luciano, que estava levando o aparelho junto, coloca — o em cima da mesa, e bufou.

– Para de bufar, você tá parecendo um cavalo. — Martín comentou enquanto o empurrava gentilmente até o comodo.

– Impressionante como você consegue mudar de humor de "totalmente fofo", para "total cretino" tão rápido.

– Obrigada, é um dom.

Martín empurrou gentilmente Luciano na cama e retirou seus sapatos, fazendo o mesmo com os próprios logo depois. Foi até o pequeno closet e pegou um lençol fino. Luciano cruzou os braços na cama, como uma criança fazendo birra.

– Eu não quero dormir.

– Mas vai. E não minta dizendo que não quer que eu durma com você. — Luciano bufou mais uma vez e Martín sorriu.

– Deita, Luci. Amanhã você continua as coisas. Umas hora a mais ou a menos não fazem tanta diferença. — O loiro disse gentilmente, e Luciano se deitou de lado, num convite mudo para Martín, que se deitou de conchinha nele. O moreno entrelaçou os dedos na mão do maior e acariciou — a com o polegar.

– Você é um maldito cretino sabia?

– A culpa não é minha se você é influenciável.

– Eu realmente não ligo muito de ser influenciado por você, Tincho. — Martín sorriu e esfregou o nariz na bochecha do menor.

– Você deveria ser fofo mais vezes sabia? Torna a convivência muito mais fácil. — Luciano revirou os olhos.

– Cara, não estraga o momento. — Falou, fazendo Martín soltar uma risada fraca.

– Boa noite, Lu. — Martín sussurrou, ignorando o fato de serem 14:30 da tarde.

– Boa noite, Tincho.

E dizendo isso Luciano refletiu que até que visitas inesperadas de rivais insuportáveis não eram assim tão ruins.

Notas finais
E aí, gente, o que acharam pra uma estréia? Tá razoável né?
De qualquer modo, obrigada pra você que chegou até aqui, e se não for pedir demais, deixa um reviewzinho (?) lá pra mim, nem que seja pra xingar a fic >.
Kissus, até qualquer outro dia.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!