Visita noturna
1 Capítulo único
Notas iniciais
O quarto se encontrava silencioso, e em contra partida, do lado de fora parecia que o mundo ia desabar de tanto que chovia. Sentado a mesa, Sam tentava encontrar algum dado sobre a mulher assassinada, mas estava quase que impossível. A mulher parecia um fantasma, só havia no sistema relatado até o seus quinze anos de idade, depois disso, nada. O moreno respirou fundo e se pôs a pensar se o seu irmão estava certo, se ele realmente precisava relaxar um pouco. A um dia que estava na mesma, sem chegar a um veredito.
Não convencido, tentou novamente, afinal, tinha de conseguir, sabia o que a matara, agora só faltava descobrir a relação. Resignado com os seus pensamentos, pegou uma lata de refrigerante e sentou novamente a mesa, pondo a mente para trabalhar. Quando...
–SAMMY! Tenho uma pergunta para lhe fazer!
O mais alto olhou assustado para a figura que aparecera ao seu lado -Gabriel?!
–Eu mesmo querido!
–O que você está fazendo aqui? — olhou apreensivo para o outro -Vai me mandar de novo para aquele lugar?¹
O outro de uma sonora gargalhada -Não, não dessa vez! Hoje vim lhe fazer uma pergunta.
Uma expressão confusa tomou conta do rosto de Sam -Faça-a — "ótimo momento para o Dean sair...", pensou.
O arcanjo fez a cara mais inocente do mundo -Você tem herpes genital?
–O QUE?! — quase que se engasgou com a saliva.
–Eu perguntei se você tem herpes genital — repetiu lentamente como se estivesse falando com uma criança.
–Não! De onde você tirou isso?
–Mas você falou que tinha!² — fez biquinho.
–EU FUI OBRIGADO!
–Sei...
–FOI VOCÊ QUE ME OBRIGOU!
–Você seguiu o jogo porque quis.
–Se eu não tivesse seguido o jogo, você não teria nos deixado sair de lá!
–Eu não teria deixado o Dean sair de lá — frisou o nome do mais velho dos irmãos Winchester.
–E eu? — ergueu uma das sobrancelhas.
Gabriel ignorou a pergunta -Você devia me agradecer!
–Por que?
–Por não ter lhe botado no meio de um pornô gay³. Apesar de não ser má ideia... — seus olhos brilharam de uma forma diferente, com malícia.
–Por favor, não inventa ideia — abaixou o rosto de modo envergonhado.
–Está com medo Sammy?! De participar de um pornô? — o arcanjo sorriu sacana.
–Afinal de contas, o que você veio fazer aqui? Não foi só fazer uma pergunta idiota.
Novamente, ignorando a pergunta, continuou -Sabe o que é interessante? Que você só deixa o seu irmão te chamar de 'Sammy', e quando eu falo desse modo você não me repreende.
Sam definitivamente não tinha resposta para isso. Seu rosto corou levemente, o que não passou despercebido pelo olhos atentos do mais velho.
Gabriel se aproximou perigosamente, e como reflexo, Sam se afastou.
Arqueou as sobrancelhas, zombeteiro -Está com medo? — se aproximou mais e o outro se afastou ainda mais, batendo com as costas na parede.
–Não...
–Estão por que está se afastando de mim? Eu não mordo!
O arcanjo colou seu corpo ao do outro, o sentindo tenso ao seu toque. A respiração de Sam se acelerou e seu coração falhou uma batida, mesmo não querendo admitir, ele sabia o que estava acontecendo consigo. Gabriel agarrou a cintura alheia, a abraçando carinhosamente.
–M-me solta Gabriel!
–Me dê um bom motivo bombonzinho.
–Eu tenho que terminar a pesquisa.
–Você já está a três dia tentando e não conseguiu nada, umas horas sem fazer nada não vai lhe atrapalhar.
–O Dean...
Riu sarcástico -Você acha mesmo que ele ainda vai voltar hoje?
"Não", Sam respondeu em pensamento. Estava começando a ficar desesperado, as desculpas que havia dado tinham sido rebatidas com lógica, tinha de concordar.
–Eu... Eu não posso...
–Por que Sam? — o outro notou que o arcanjo o chamara pelo nome ao invés de apelidos, que o mesmo inventava ou de 'Sammy'. -Você não gosta de mim? — não soube o que responder, ele anormalmente não usou seu costumeiro tom irônico ou sarcástico. Assim pode concluir que o outro falava sério.
–Eu gosto — sussurrou.
Gabriel sorriu verdadeiramente -Finalmente conseguiu me responder... Também gosto de você — rapidamente o sorriso voltou ao normal, ou seja, sarcástico -Bombonzinho de cereja!
Sam passou os braços pelo pescoço do outro, o trazendo para mais perto ainda. Gabriel aproximou seus rostos, até que os lábios se juntassem, com carinho. Lentamente pediu passagem com a língua, que logo foi concedida. Quando as línguas se tocaram e enroscaram, um arrepio correu pela coluna de ambos. Como se fosse possível, o arcanjo juntou seus corpos ainda mais, sentindo a pré-ereção de Sam roçar na sua. O mais alto gemeu manhoso com o contato, o que deixou o outro ainda mais duro.
Tudo estava ótimo para o casal, quando...
–SAM! QUE PORRA É ESSA?
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