Virtua
2 Capítulo 2 - Imersão
Um clarão. A cabeça girando em meio a cores, luzes, formas, imagens. O corpo dormente, rodopiando, girando, parecendo estar flutuando no universo. E então, o baque. Dionísio abriu mas não quis se levantar, estava com o corpo todo dolorido, a cabeça zonza. Olhou para o céu, azul neon, que parecia oscilar de azul claro para azul escuro em questão de segundos, sem nuvem alguma. O rapaz pensou que aquilo era culpa do tontura, do flash de luzes do computador, e por isso não deu muita bola. Levantou-se, com dificuldades, enfiou a mão no bolso e pegou o celular, que devia ter quebrado com o tombo, pois o mesmo não tinha sinal algum, e o horário estava maluco, os números mudando de uns para outro em questão de segundos, numa confusão de horários. Dionísio olhou para frente, para o horizonte, para os lados, fitou seu irmão e seu primo caídos ali, com Dognix rolando no chão perto de uma moita colorida. Talvez realmente tivesse algo errado. Dionísio deu alguns passos a frente, e quando sua mente então voltou ao normal, ele percebeu que deveria parar de usar drogas. O problema era que ele não usava drogas.
O grupo estava numa espécie de clareira, numa espécie de floresta estranha, com árvores de tronco oco translúcido, como se fossem feitas de vidro, as folhas pareciam pedaços de metais, algumas com folhas brancas, outras com folhas cinzas. Dentro do tronco das árvores emitia-se uma luz fraca, de cor azul neon. O chão era revestido por uma grama verde neon, tão brilhante que parecia surreal. Mas aquilo era real. Bom, Dionísio não tinha certeza de mais nada. Dognix era o único que estava acordado depois de Dionísio, e rolava na grama brilhante perto de uma moita que tinha folhas metálicas, mas coloridas.
- Caraca, isso é demais! Sente essa grama, meu, é demais! — dizia Dognix, feliz, brincando sem se importar e nem mesmo dar a mínima para o lugar desconhecido que haviam parado.
- Ai… Caralho… Que dor de cabeça… — era Pedro quem levantava agora, zonzo e desorientado. Por alguns instante ele esfregou os olhos, depois deu uma olhada envolta e então voltou a esfregar os olhos.
- Velho, aquele PC tinha alguma espécie de droga? Parece que eu to chapadão, vi um monte de luz e flashes e agora to nesse lugar estranho. — falou Pedro, rindo, talvez ainda sem a ficha ter caído sobre o que aconteceu. Alberto logo em seguida acordou, procurou seu óculos e então se levantou. Deu uma boa olhada no lugar, deu algumas voltas, mas nada disse. Apenas observava.
- Cara, tu botou a gente nisso, tu é que vai tirar a gente disso — falou Dionísio, com milhares de motivos para ter raiva do irmão. Não era a primeira vez que se metia em confusão por causa dos inventos dele.
Eu coloquei vocês nisso.
Disse a mesma voz de antes, que havia conversado com eles. Os três olharam para todos os lados possíveis a procura de quem havia falado com eles, mas nada, a voz parecia vir, literalmente, do além.
Vocês estão no Cyberspaçum. A partir daqui, poderão acessar qualquer parte do Xenosputer. Também poderão adentrar os territórios do Internetarium. Se precisarem, bastam chamar por meu nome. Como eu disse antes, eu sou o guia de vocês. Tomando a trilha da direita, vocês chegarão ao povoado Smiley. Eles são bastante amigáveis.
Cyberspaçum, Internetarium, Smiley… De onde surgira tudo aquilo? Como eles vieram parar no tal Cyberspaçum? Dionísio estava cada vez mais confuso. Pedro também. Mas Alberto estava pensativo.
- Eu acho que a presença do neotrom juntamente com o processamento de dados em alta velocidade criou uma espécie de portal para outra realidade… Eu tratei de criar uma inteligencia artificial perfeita para o computador, e pelo o que eu entendi… Essa inteligencia é o nosso guia… Mas não era pra ser assim… Mas… Isso aqui é perfeito! — Alberto falava com um verdadeiro maluco. — Vocês compreender a gravidade da situação? Eu criei, não sei como, mas criei um portal para outra dimensão! A gente tá dentro do Xenosputer! — completou ele, com um entusiasmo de uma criança que acaba de descobrir o parque de diversões. Dionísio balançou a cabela negativamente.
- Tá, massa, legal, daora, muito foda. Curti, sério, eu curti. Mas como a gente sai disso? — Dionísio fez a pergunta que Alberto não sabia responder. Mas ele não iria deixar barato. Haveria de encontrar um jeito.
- Bom, acho que para sairmos daqui temos que criar o efeito revers… — e antes de terminar de falar, os três escutaram um barulho vindo perto da moita colorida. Ficaram atentos, olhando, observando. Não faziam ideia do que poderia ser, em vista que não estavam mais no mundo “normal”. Dionísio estava pronto para correr se fosse preciso. Mas não foi preciso.
De trás da moita pulou um pequeno ser, redondo como uma bola, bem pequeno, amarelo, com bracinhos e perninhas, olhos grandes, redondos e pretos, exibindo um belo sorriso branco. Ele não deveria ter mais do que meio metro, e não tinha pelo algum, era perfeitamente liso e redondo.
- Olá amigos! Desculpe se os assustei :D — falou ele, se aproximando dos três. Pedro pulou para trás, com medo, mas Dionísio permaneceu no lugar, curioso. Alberto não esperou nem um segundo e se aproximou do ser, estendendo a mão para um cumprimento.
- Olá, amiguinho, sou Alberto Carvalho, mas pode me chamar de Xenos. Você é muito curioso. — o serzinho o cumprimentou, os dois sorrindo, como se fossem velhos amigos, um curioso acerca do outro.
- Vocês se vestem muito mal. Mas eu gostei de vocês :D — disse o ser, e os três não souberam se gostavam ou não do que ele havia dito. Alberto vestia uma camiseta preta, por cima um jaleco branco, uma calça jeans e all stars. Pedro vestia uma camiseta preta do Seu Madruga, bermuda bege e havaianas. E Dionísio vestia a roupa que usava para dormir, uma velha camiseta azul desbotada, uma calça de tecido fino preto e chinelo de dedo, pois não havia tido tempo de se trocar. O que eles estranharam era o fato dele, uma criatura diferente, ter reparado justamente no vestuário dos três.
- M-mas… O que tem a gente se vestir desse jeito? — perguntou Pedro.
- Todos os avatares possuem estilo e boa aparência :D. — respondeu o ser, prontamente, o que deixou os três mais confusos ainda. Dognix parou de rolar na grama e correu na direção do ser, o farejando de cima a baixo, fazendo o ser rir, até que parou, curioso, com as orelhas levantadas.
- Que tipo de animal você é? Você não é humano, cara. — perguntou Dognix, uma pergunta que os três queriam ter feito antes. O ser ergueu os ombros e sorriu.
- Eu sou um smiley e me chamo Smarley :D. — respondeu prontamente o smiley.
- Você se chama Smiley e é um smarley? O que é isso? — perguntou Dognix, confuso, rolando na grama.
O serzinho riu.
- Não, não! Eu me chamo Smarley, Happy Smarley, e sou um smiley. Eu vim do povoado Smiley, aqui pertinho, porque XOS nos avisou que teriam visitantes por aqui :D. — falou ele, revelando muita coisa importante. Alberto olhou para os lados, e então localizou duas trilhas nas extremidades da clareria, a da direita que iria para o povoado Smiley, e outra trilha a esquerda, que ele não fazia ideia aonde iria parar. Alberto por acaso gostou da trilha da esquerda.
- Ei cara, para onde vai essa trilha da esquerda? — perguntou Alberto, curioso, sem tirar os olhos de lá.
- Vai para o Internetarium. Mas não adianta nada tentarem, é muito longe para ir a pé, vocês precisam de um navegador. No povoado, posso conseguir alguns para vocês :D. — falou Smarley.
A cada frase nova do smiley, coisas eram reveladas, e cada coisa revelada, deixava Dionísio e Pedro mais confusos e Alberto mais pensativo.
- Ok, vamos ao seu povoado buscar um… Navegador — falou Alberto e então caminhou até perto do começo da trilha da direita. Dionísio e Pedro não tinham opição, não tinham outro lugar para ir, então foram atrás do cientista. Por último, o smiley.
- Se me permitem ir na frente, irei mostrar o caminho a vocês :D. — falou ele enquanto se diria para a frente do grupo, adentrando a trilha com certa rapidez. O grupo o seguiu.
A trilha era uma faixa de uma terra amarela, também brilhante como a grama, que seguia por um longo caminho entre as árvores de neon. O grupo seguiu calado, com Alberto ao lado de Smarley, seguido por Pedro, Dionísio e Dognix. Não viram nada de diferente, apenas mais grana brilhante, terra brilhante e árvores de neon. Depois do que pareceu ser horas, cansados, eles chegaram ao fim da floresta, aonde as árvores acabam e iniciava um grande campo de grama brilhante. Smarley correu a frente, sorrindo, e fez uma reverência em direção ao fim da trilha.
- Amigos, sejam bem vindos ao povoado Smiley! — e logo em seguida os três saíram da floresta. Um gigantesco campo de grama brilhante, que se seguia até onde se perdia a vista. A terra amarela e brilhante continuava até um amontando de várias casinhas pequenas e coloridas, com vários outros smileys passeando de um lado para o outro. Havia várias árvores de neon pelo povoado, assim como flores coloridas e um lago de água vermelha e brilhante. O grupo andou até em direção ao povoado, seguindo a trilha, atravessando o campo de grama brilhante, guiados por Smarley, até se aproximarem da vila. Assim que chegaram, vários smileys pararam o que estavam fazendo para observar, mas por incrível, nenhum deles se escondeu, correu ou sentiu medo… Era como se eles já conhecessem os humanos. A casinhas dos Smiley tinham no máximo dois metros de altura, e cada uma era de uma cor diferente, que lembravam muito as casas tradicionais, com portas de madeira e janelinhas de vidro. Um smiley que antes aguava as plantas andou até eles.
- E ai, Smarley, vejo que fez novos amigos :P. — falou o smiley, que era igualzinho a Smarley, mas com a diferença que tinha a lingua de fora, com uma expressão divertida no rosto.
- Sim, Smosh, encontrei eles lá na floresta. Eles precisavam de navegadores para ir até o Internetarium :D. — disse Smarley, embora essa não fosse a única necessidade deles. Eles também precisavam de respostas. Alberto caminhou apressado, os braços cruzados, até ficar de frente para Smarley.
- O que são avatares? — o que o smiley havia dito antes ainda não havia saído da sua ente e ele queria uma explicação.
- Um avatar é a representação virtual do usuário que acessa o Cyberspaçum :D. — respondeu o smiley prontamente.
- Representação virtual…? — Alberto perguntou mais para si mesmo do que para o smiley. Ele tinha a impressão de já conhecer esse termo, embora não lembrasse de onde. Ele também tinha a impressão de conhecer tudo aquilo ali, até mesmo XOS, o que deixou mais confuso. Não tinha com ele conhecer algo que nunca tinha visto antes. Mesmo a pergunta não sendo para Smarley, ele a respondeu.
- Sim. Quando um usuário se conecta ao Cyberspaçum, o sistema gera seu avatar. Esse avatar é gerado através dos dados que o sistema tem do usuário, criando um avatar idêntico a ele em sua aparência física, contendo o mesmo nível de inteligencia e possuindo o estilo que o usuário mais gosta. O avatar geralmente não faz muita coisa, apenas faz o que o usuário pede e se relaciona quando o usuário quer :D. — smiley afirmou, se mostrando ciente do funcionamento das coisas dentro do Cyberspaçum.
- Então o avatar seria… O ponteiro do mouse? É isso mesmo que eu entendi? — perguntou Alberto, insatisfeito com a informação. Ele queria ter certeza.
- É, pode pode chamar eles assim, embora aqui todo mundo conheça eles como avatares :D. Mas o estranho é que geralmente o computador gera um avatar por vez. E vocês estão em… — iria dizer três, até que fitou Dognix. — Quatro.
As coisas agora começavam a fluir na mente de Alberto, e com apenas essa uma ultima informação que o smiley deu, ele já tinha uma teoria em mente. Virou-se para Pedro e Dionísio, que observavam, quietos, com Dognix sentado ao lado, sem reação.
- Nós estamos dentro do meu computador! — falou ele, exaltando as duas últimas palavras. Virou-se para o smiley, fitando os outros serzinhos que observam a situação com curiosidade. — Esse povoado Smiley nada mais é que a pasta que eu criei no meu HD, onde eu salvei vários emoticons! Olhe aquele ali! — apontou para um smiley que estava do lado de uma das casinhas, que segurava um troféu dourado e dava gargalhadas. — Aquele é o meu emoticom preferido! — aquilo soava extremamente maluco, mas para Dionísio, até que fazia sentido.
- Mas cara… Porque você tem uma pasta com emoticons no seu computador? — perguntou Pedro, rindo, coçando a cabeça. Naquela época, ninguém mais usava emoticom pra nada. Alberto ignorou.
- Quer dizer que tudo o que eu tenho no meu computador, aqui no Cyberspaçum… Ganha vida? — Alberto olhou para smiley, a luz fazendo o vidro do seu óculos brilhar.
- Sim :D. — respondeu o smiley, e era só isso mesmo que Alberto precisava saber.
Ele deu alguns passos para trás, cruzou os braços, ficou alguns momentos em silêncio e deu outro grito, o que assustou alguns smileys. Virou-se rapidamente, os punhos cerrados, o sorriso no rosto. Dionísio sabia que daquilo ali não viria coisa boa.
- Caras, a gente tá dentro do meu computador! Vocês não sabem o que grande é isso aqui! Ninguém jamais havia conseguido façanha tão grande! Eu sou um gênio! Um gênio! — dizia ele, o que fazia parecer louco, maluco e pirado ao mesmo tempo.
- Eu quero é ir embora, mano, tenho mais o que fazer. — falou Pedro, que não gostava de nada daquilo que estava acontecendo. Ele estava impaciente, e achava que tudo ainda era uma brincadeira de Alberto.
- Não, a gente não vai embora daqui. Ainda. — disse Alberto. — Smarley, você disse sobre navegadores… Para que eles servem?
- Eles são quem conduzem os avatares ao Internetarium. Sem eles, é praticamente impossível atravessar chegar lá :D.
- Aonde consigo um desses? — perguntou o cientista enquanto observava os lados, a procura de algo diferente que pudesse ser os tais navegadores.
- Aqui mesmo, tem vários tipos de navegadores, é só você escolher :D. — e logo em seguida o smiley deu um assovio, assovio esse que lembrou muito o som que os computadores faziam ao se conectar a internet antigamente. De início não aconteceu nada, mas logo em seguida, um flash ocorreu, vários flashs ocorreram, e então o grupo se viu rodeado por outros seres curiosos: uma raposa de fogo, um globo grande e cromado, um unicórnio azul, um homem de terno e peruca branca e um rapaz com roupas de exploração e um rifle na mão.
A princípio, ninguém entendeu nada, mas smiley tratou de explicar.
- Todos esses aqui são navegadores. — Smarley apontou para a raposa de fogo, uma bonita raposa de pelo alaranjado que tinha labaredas de fogo crepitando por seu corpo. — Essa é a Firefox :D. — apontou para o globo grande e cromado, que era pintado de verde, amarelo e vermelho, e no centro exibia um circulo de vidro. — Esse é o Chrome :D. — apontou para o unicórnio azul, um possante “alazão” de pelagem azul e chifre amarelo brilhante. — Esse é o Explorador da Internet :D. — apontou para o homem que vestia terno e usava uma peruca branca, de aparência idosa, mas que mostrava muito vigor. — Esse é o Cantor de Ópera. — e por fim, para o estranho cara que lembrava o Indiana Jones, um rapaz de feições fortes e firmes. — Esse é o Caçador. — olhou para Alberto para concluir o que tinha a dizer. — Todos eles são navegadores e podem te transportar para o Internetarium :D.
Alberto fitou cada navegador analisando-os, atento a cada detalhe. Coçou o queixo, ajeitou os óculos, pigarreou.
- O que caralhos é o Internetarium? — perguntou. Smarley riu.
- É o lugar que vocês usuários costumam chamar de internet.
- Ok, vamos para lá. Gostei da raposa, vou montar nela. — Alberto saiu andando na direção da raposa quando foi interceptado por Dionísio, que segurou seu braço com força. Ele estava visivelmente irritado.
- Cara, se tá maluco? Olha aonde a gente veio parar! Não fazemos ideia de como vamos sair desse mundo maluco e você ai preocupado em como chegar no… Internate… Internetario… Na internet? Porra mano, se liga! Pare e pense! Deixe pelo menos uma vez sua loucura de lado! — nervoso, Dionísio desferiu um tapa na cara de Alberto, jogando seu óculos na grama. Alberto a princípio permaneceu calado e Dionísio o soltou, nervoso, com as mãos no rosto. Sentou no chão, desalado. Alberto esfregou a parte do rosto que havia levado o tapa, lentamente, a expressão séria. Foi até onde seu óculos estava e o pegou, colocando novamente no rosto. Pedro apenas observava, com as mãos no bolso, e Dognix rosnava brabo para Dionísio, defendendo seu dono.
O cientista caminhou até a raposa, não uma raposa comum, mas uma raposa de pelagem alaranjada brilhante do tamanho de um cavalo pequeno, com labaredas de fogo pelo corpo, emanando uma sensação gostosa de calor. Alberto passou a mão no focinho da raposa, que pareceu gostar. O fogo parecia não afetar Alberto.
- Ai chefe, se montar em mim, eu te pelo para qualquer lugar do Internetarium. — falou a raposa, com uma voz fina e levemente cômica, parecida com a de Dognix. Alberto não pensou duas vezes e com habilidade montou na raposa, o fogo o aquecendo mas não o queimando, deixando os outros navegadores chateados por não terem sido escolhidos.
- Dio — falou Alberto. Dionísio levantou a cabeça e fitou o irmão, que estava montado na raposa, uma cena muito incomum.
- Lembra quando você me disse que gostava de aventuras? — perguntou o irmão mais velho, mas não esperou a resposta do irmão para continuar. — Olhe para os lados. Isso aqui não é um sonho. É uma realidade alternativa. Um mundo novo. E sabe o que tem em um mundo novo? Uma experiência nova a ser vivida. Se quer ir embora, eu não vou te segurar. Mas vai ter que fazer isso sem mim, e sem minha ajuda. — Alberto acariciou a cabeça da raposa. — Então, raposinha, me leve para o Internetarium.
- É pra já, chefia. — a raposa tomou impulso e então, antes que Dionísio e Pedro pudessem dizer alguma coisa, começou a correr numa velocidade incrível, adentrando na floresta em questão de segundos, deixando para trás apenas um rastro de fogo.
- Cara, ele me deixou para trás, que vacilo! — reclamou Dognix, choramingando.
Dionísio suspirou, observou os navegadores restantes, olhou para Pedro, para Smarley, para o povoado Smiley, com os smileys curiosos assistindo a situação e alguns voltando lentamente ao seus afazeres, Suspirou e balançou a cabeça, em tom de desaprovação. Não era o que ele queria.
- Pedro, a gente vai para o Internetarium. Smarley, eu peço que me acompanhe. A gente vai precisar de um guia que não seja uma voz robótica.
Smarley fez sinal de positivo com o polegar. Pedro xingou e chutou a grama. Dognix começou a cantar Michel Teló. Os navegadores esperavam ansiosos. A aventura iria começar.
Fale com o autor