PDV HUDSON

A aula ia começar daqui a meia hora e pela primeira vez na vida eu estava chegando adiantado na aula. Eu sempre adorei o campus. Ele é grande, temos laboratórios de informática completos e toda a estrutura que precisamos . Não é que nem aqueles campos horrorosos , que mais falta água e luz do que tem aula . A melhor parte de todas é que as obras ficaram prontas dentro do prazo estipulado, ou seja, é uma obra de governo de dar orgulho, sabe?

Além de tudo isso tem MUITA, mas muita menina gata aqui. Eu já estava quase chegando ao bloco 3 . O bloco onde meu curso fica. Quando avisto um gol vermelho vindo descontrolado, tentei me afastar, mas logo senti o impacto no meu corpo. Rolei no chão.

Ouvi uma voz conhecida gritar meu nome. Eu me senti zonzo, tentei levantar, mas não conseguia.

–HUDSON! – olhei pra cima e vi uma garota da minha sala – fala comigo pelo amor de Deus! – observei ela se agachar – Ai meu padrinho São Francisco do céu – observei a garota tremendo

–Eu to bem – tentei me levantar mais ela me impediu –

–Fica quietinho ai pelo amor de Deus , se você se mexer pode ser pior .. – Ela passou a mão na minha testa tirando o cabelo da frente dela – ainda mais que você bateu a cabeça , sua testa está inchada – passei a mão pela testa e a senti normal , pronto minhas suspeitas estavam confirmadas eu era mesmo um testudo .

–É está meio inchada – concordei enquanto pude observar o burburinho ao redor do carro

Depois de um tempo comecei a ouvir a infernal sirene. A ambulância se aproximou e os para médicos me imobilizaram.

–Eu estou bem – disse nervoso, afinal eu odeio hospitais.

–Nós só vamos verificar isso menino, não fique nervoso – disse uma mulher de uns 30 anos – só então observei Alana sentada na ambulância

– Ele tá bem ?

– Parece que quebrou a perna. Você é parente dele ou algo do tipo? – disse a médica aplicando soro em minha veia

–Não eu não sou parente – Alana disse olhando pra mim.

–Se você não é parente não pode acompanhar.

–Sou a namorada dele –ela disse gaguejando – namorada pode ir né? – A porta da ambulância se fechou e a mesma seguiu

–Pode sim – a médica começou a checar meus pulsos – Mas não foi você que atropelou ele?

–Sim – Alana confirmou e suspirou – infelizmente fui eu..

–Ele deve ser um namorado muito ruim então.. – senti meus olhos pesarem

–Ele é ótimo , a anta sou eu – depois dessas palavras adormeci