Violin
19 Dia 19 — Bem que se quis
Notas iniciais
Felicidade era mais ou menos aquilo: Sherlock não se sentia como se o peito fosse explodir e também não se sentia com vontade de rir sem parar, mas estava leve. Seu coração batia um tanto mais rápido em seu peito, havia uma sombra de um sorriso em seus lábios e o homem que ele amava estava deitado — nu — ao seu lado.
John dormia. Sherlock recostou-se no peito dele, num breve momento de carência, e passou um longo minuto ouvindo seu coração bater.
Ele passou a mão de leve pelo peitoral de John e só percebeu que ele estava acordado quando estremeceu. John passou a mão por suas costas, num abraço mais sensual que carinhoso, e alcançou seus lábios.
Foi um beijo quente, mas os beijos entre eles quase sempre o eram.
Sherlock sentiu uma mão percorrer suas costas, acariciar suas nádegas e, depois, alcançar o seu membro. Todos os seus pelos se arrepiaram, e John sorriu. Não era um sorriso feliz, ou mesmo benevolente. Era quase um aviso. Prepare-se, dizia, e Sherlock tentou.
Não havia como se preparar, porém.
Não havia o que fazer para impedir que o desejo o atingisse em cheio, como sempre fazia. Ele gemeu quando a mão experiente de John o acariciou, apertou e excitou. Então, quando foi a boca — quando sentiu a língua de John correr a pele sensível de seu membro rijo —, quase enlouqueceu.
Murmurou o nome dele — ou gritou, tanto faz. John sussurrou alguma coisa de volta, mas sua mente estava longe demais para registrar o que era. Estava em cada espaço de seu corpo que tremia, febril, a cada toque.
Mais tarde, quando ambos já estivessem cansados — os corpos suados e os cabelos desalinhados, enroscados um no outro como se fossem uma coisa só —, Sherlock se surpreenderia com a capacidade que John tinha de fazê-lo parar de pensar.
E se assustaria.
Fale com o autor