Notas iniciais
Oiee...
Então eu escrevi esse capítulo quarta mesmo, e mandei para a Reet.
Bom nunca escrevam com sono ok? Estava cheio de erros, mas graças a Baiacu mais sexyseduzente do Nyah ~vulgo Reet~ ficou bom!
Palmas para ela u.u
Enjoy

Ficar algumas boas horas sentado em uma moto me fez perceber uma coisa, mesmo essa moto sendo uma Harley.

A poeira da estrada já estava embaçando meus óculos aviador. Eu não me lembrava que Hove ficava tão distante, mas afinal, o que é Hove? Não passa de um distrito urbano da Inglaterra. E agora, meu novo lar.

Lentamente a poeira abaixou, dando visão a cidade. Tudo parecia calmo, como eu me recordava, as crianças brincavam nas ruas e o píer continuava o mesmo. Até o cheiro era parcialmente o mesmo: peixe podre.

Virei algumas esquinas, sabia perfeitamente onde ficava nossa residência em Hove. Era uma casa simples; muito simples para alguém como meu pai. Estacionei minha Harley na calçada, arrumei a alça da mochila sobre meus ombros e segui para dentro.

Abri o portão, o leve ranger das dobradiças penetrou em meus ouvidos com aquela sensação de abandono, mas eu não ligava. Se meu pai, que é o dono disso aqui, não liga, por que eu deveria? A casa estava em um estado parcial, algumas rachaduras, e a pintura um pouco gasta, só isso.

Abri a porta: uma lufada de ar quente e cheiro de mofo pairou no ar, rolei os olhos. Era obvio que essa casa estava trancada há muito tempo, acho que desde que ela se foi.

Lençóis brancos cobriam todos os móveis, as cortinas negras estavam fechadas como se não fossem tocadas há um bom tempo. Encostei-me à porta, observando o meu novo lar. Primeiramente, para aquilo ser chamado de lar, precisaria de uma boa faxina.

Subi as escadas; ao contrário do que eu pensei, elas não rangeram com meu peso. Em minha mente só uma coisa se passava: como eu me meti nessa merda? Ah claro, você enfrentou seu pai, se lembra, Evan? Desrespeitou suas regras, simples assim.

Passei reto pelo corredor, a segunda porta à direita estava lá. Toquei a maçaneta de leve, lembranças vieram à tona, podia dizer que a maioria eram dela. Balancei a cabeça e entrei, as coisas estavam como sempre, a cama com a colcha cinza e o mural de fotos de quando eu deveria ter uns quatorze anos. A janela ao contrário das outras, estava aberta.

Aproximei-me e mirei a rua. Logo algo, ou melhor, alguém chamou a minha atenção. Uma garota baixinha, não devia passar de seus um metro e sessenta centímetros, branca, quase translúcida. Mas não foi só isso que chamou minha atenção.

Seu cabelo, ele era lilás. Bom, na raiz era lilás e ia descendo em camadas que terminavam num roxo muito escuro, quase violeta. Ri internamente, quem em sã consciência pintaria o cabelo daquela cor?

A campainha tocou, saí de perto da janela. Eu não tinha visto ninguém entrar pelo jardim, mas desci as escadas num pulo, literalmente. Esperava abrir a porta e me deparar com uma senhora de uns setenta anos com uma torta de maçã em mãos, sabe, a lei de ser legal com os novos vizinhos. Mas não foi isso que aconteceu.

– Quando me falaram que Evan Sattle estava em Hove, não acreditei.

– Ian? – perguntei ao moreno que estava no batente da porta – É você mesmo, cara?

Tinha o que? Alguns bons seis anos que eu não o via, mas foi inevitável, eu o reconhecia, afinal como você se me esqueceria de Ian Carter? O moreno de olhos verdes que virou meu melhor amigo.

– Depois de tanto tempo você ainda se lembra de mim – disse enquanto entrava e se jogava sobre o sofá, ainda com o lençol branco.

– Como sabia que eu viria? – sentei–me na cadeira.

– Tio Don me ligou – deu de ombros, como se fosse todos os dias que meu pai ligava para um dos meus melhores amigos – Ele estava muito bravo, Evan, você fez tudo isso mesmo?

– Fiz – não adiantaria mentir mesmo. – Larguei a faculdade e vim para esse inferno. Não é ótimo?

– Cara, Hove não está tão ruim assim – tentou argumentar.

– Foda-se, pra mim isso aqui – apontei para o chão – será sempre o inferno.

– Se você diz – levantou os braços em rendição.

Ian ficou uma boa meia hora me contando como as coisas tinham mudado aqui, bom, agora Hove possuía um shopping com cinema e tudo, fora uma boate ou casa de shows, que foi inaugurada recentemente. O The Fast Night.

A vida do meu amigo não estava tão diferente assim, Ian terminou o segundo grau e trabalhava na oficina de seu pai, acho que é por lá mesmo que vou pedir emprego. Decidimos que aquele cheiro de mofo não estava legal e saímos para dar uma volta.

Novamente, a vi, a mesma garota do cabelo roxo. Estava do outro lado da rua, andava de cabeça baixa com seus fones, os cabelos se contrastavam com suas roupas negras. Apontei discretamente para ela.

– Quem é? – perguntei ao moreno.

– Ela? – assenti – Violet Trent, mas já avisando, fique longe.

– Por quê? – perguntei meio curioso.

– Essa menina é chave de cadeia, Evan, só mantenha distância, ok?

Talvez fosse isso que eu devesse fazer, eu devia escutar os conselhos de Ian. Mas por quê? Por que imediatamente aquela garota, Violet, me pareceu tão interessante?

Notas finais
Talvez eu demore a postar ok?
Estou com notas baixas e minha mãe vai me levar para um fim de mundo!
Deixem reviews com a opinião de vocês e uma música para o próximo capítulo ok?
Até...