Notas iniciais
Olá! Venho por meio deste pedir que comentem minha história gostando ou não. Críticas construtivas serão sempre aceitas! Obrigado por acompanhar!

– Quer o dinheiro de volta?

Não hesitei e falei que queria sim. O garoto me irritou, pois afirmou que eu estaria rompendo nossa "amizade" sendo que ele não tinha feito nada. Isso só na mente dele. Ele tinha me roubado! A Lola estava de prova! Ele me devolveu o que roubou e ainda ficou ao meu lado e ao de Lola, querendo falar conosco. Ignorávamos. Não queríamos mais saber dele. Percebi que ele só queria atenção. Eu e Lola conversávamos entre si e ele se fazia de vitima, de coitadinho. Falou:

– Ninguém gosta de mim.

Nós ignoramos. Não queríamos mais falar com está víbora-corcunda venenosa. Ele insistia. Falei baixinho para Lola: "a presença deste garoto está me irritando, faz alguma coisa". Lola sempre me defendia, sempre na brincadeira, mas seus recados eram sérios. Como ela também estava brava com ele, não fez nada. Ele não saia de nosso lado, acompanhava tudo que falávamos. As vezes falávamos coisas que ele nem estava relacionado e o mesmo pedia explicações, pois achava que estávamos falando dele. Finalmente, ele saiu e nos deixou em paz. Fiquei muito feliz por isto, finalmente ele tinha parado de encher... Isso foi o que pensei.

Falei para o Vinicius sobre o ato e ele ficou em choque. Não sabia que Oração fazia estas coisas. Passou a ter menos afinidade com ele, mas ainda eram amigos — e isto me irritava. Conversavam. Eu percebia que não era como antes, Vinicius não queria. Pelo menos, na minha cabeça, foi um passo à frente! O mal estava longe de Vinicius e não iria atacar-lo como havia me atacado.

Outro dia estava eu e Vinicius sentados e conversando. Somente nós dois. Oração foi até Vinicius e começou a falar com ele. Fiquei apenas observando e prestando atenção em qualquer coisinha. Qualquer coisinha que ele falava era um motivo de ódio mortal brotar em minha alma. Oração vivia mandando indiretas para mim enquanto eu estava presente. Quando eu não estava, ele falava mal mesmo! Comecei a prestar atenção e vi que iria rolar uma briga entre os dois. Me animei! Oração iria largar do pé do Vinicius. Para mim, meus problemas então teriam acabado. Sem Oração para nos atormentar.

– Não existe amor à distancia. — falou Oração.

– Claro que existe, Oração. Eu não posso fazer nada se você nunca amou ou nunca foi amado. Estou amando e sei o que estou sentindo. Pare de ser idiota e pare de falar coisa que não sabe. Você só quer atenção. — retrucou Vinicius. Nunca tinha visto ele falar desta maneira, ele estava bravo mesmo.

– Bom, não posso fazer nada. O Guilherme quer você só para ele. Não percebe? Ele está te afastando de mim. — Oração falou. Neste momento, me mordi de raiva, mas não me intrometi.

– Eu não sou idiota como você. Ele sempre falou que não gostava de você. Eu mesmo assim continuei a ser seu amigo! Não percebeu? Ele sempre falava mal de você e eu não parei de falar contigo. Agora, percebo que você é um cretino, que só quer atenção. Cresce! Nem vinte e um anos deve ter. Ridículo! Babaca! — Vi Vinicius dizendo isso e quase que aplaudi!

Oração sem reação, sendo ignorante, saiu do quarto falando "Adeus, panacas!". Ficou sem argumentos. Ele nem tinha argumentos, inventava grande parte das coisas. Falava muita besteira. O próprio falava que tinha os 21 anos, mas não tinha a mentalidade de um adulto. Ele me irritava estando perto ou longe. Se o assunto era ele, ficava bravo e queria detonar o nome dele.

Passei a confiar mais no Vinicius. Finalmente, parei de frescura e passei meu WhatsApp para ele. Ele também passou. Passamos à trocar mensagens de voz e texto com mais frequência. A voz dele era adorável! Passamos também a nos soltar ainda mais. Foto um para o outro era enviada. Adicionei ele também no Snapchat. Eu acordava, tirava uma foto. Lanchava, tirava uma foto. Tudo que eu fazia, tirava uma foto. Ele fazia com menos frequência.

Com toda essa confiança, combinamos de fazer uma chamada por áudio no Skype. Eu estava com muita vergonha. Ele também! Minutos antes, estávamos combinando:

– Você que vai me ligar. — ele impôs.

– Tudo bem. Mas quem vai me saudar será você! — retruquei.

– Certo. E o "Tudo bem? Novidades?" ficará com quem? — perguntou.

– Não sei, mas quem vai puxar assunto será você! — afirmei.

Ambos com muita vergonha. Eu sabia que eu queria isso. Estava mais que confiante. Queria falar com ele nesta noite, na próxima, a semana toda, o ano todo. Eu estava muito feliz. Achei que tudo ia dar certo. Liguei à Vinicius. Fiquei tremendo. Ele atendeu. Ele não tinha me saudado. Fiquei constrangido, com receio. Saudei ele. Silêncio profundo.