Vingativo
4 May Bacelar
Chegamos de viagem e o carro de Jake estava novo. Fomos dormir.
Acordei mais cedo e vasculhei o carro em busca do que Jake escondia. Olhei para a janela do carro e vi Jake apontando uma arma para mim.
- Me dê dois motivos para não atirar.
- Você precisa de mim.
- Segundo?
- O hotel é rodeado por câmeras. – Ele abaixou a arma e colocou no seu bolso.
- O que estava procurando?
- Já que você não me diz por que deixou a igreja, eu decidi procurar.
Jake suspirou. – Eu deixei a igreja por que eu quis. Já estava chato ser um padre falso.
Ainda não acreditei, mas resolvi não perguntar mais. Poderia me causar problemas.
- E o nosso próximo trabalho?
- May Bacelar. Taxista.
- Por que meu pai mataria uma taxista?
- Ela é a irmã de Sarah West. – Todos da família de Sarah eram assassinos.
- Onde ela mora?
- 100 Quilômetros. Bem perto.
- Eu dirijo. – Jake ficou irritado quando ouviu aquilo.
- Ninguém toca no meu amor. – Ele era obcecado por aquele carro.
Acabamos de chegar à casa de May. Mais uma vez Jake mostrou péssimas identidades falsas. Nós somos os mecânicos Ronald e Turner. Por sorte mais precisava de mecânicos, mas mesmo assim sinto que vou me ferrar. Depois de algum tempo nós concertamos seu carro.
- Senhorita May. Poderia me dar um pouco de agua? – Disse Jake.
- Claro que sim! Vocês – Falou com os guardas. – Traga agua.
- Não se incomode. Eu também vou.
Depois de algum tempo Jake voltou e agradeceu pela agua. Já íamos entrar no carro quando uma garota nos chamou.
- Vocês poderiam me ajudar? – Me virei e vi uma garota linda. Ela era ruiva, seus olhos eram verdes.
- Claro que...
- Infelizmente não. – Interrompeu Jake. – Nosso horário acabou.
A garota apontou para a arma na sua cintura e voltou a perguntar. – Vocês poderiam me ajudar.
Nós seguimos a garota até seu carro. Ela parou e perguntou.
- O que vocês estão fazendo aqui?
- Quem é você? – Perguntou Jake.
- Não se preocupe. Eu estou do lado de vocês. – Ela pegou um papel e mostrou a lista. – Meu primeiro caso foi ontem. Eu matei Ray Gomez.
- Então não foi o policial?
- Na noite que eu o matei fiquei observando a casa e vi dois médicos chegando, os médicos que eu segui e que hoje são mecânicos.
- Matt? – Disse Jake
- O que?
- Case-se com ela.
Ela sorriu e me mostrou a sua lista. A próxima era May. Parece que estávamos no mesmo caso.
- Sei que você conseguiu a copia da chave. Poderemos atacar essa noite.
- Não sei se é o certo. – Jake Discordou.
Depois Jake concordou em invadirmos a casa da May. Na noite nós nos escondemos aos arredores da casa. A garota tinha todo equipamento necessário. Jake abriu a porta e entrou. Logo depois abriu a porta dos fundos e nós entramos.
A casa estava vazia e nós fomos embora. Entramos no carro e ficamos observando à casa a noite inteira.
- A proposito. Como você se chama?
- Anna! Anna Lahm.
- Por que entrou nessa vida? Fizeram algo com sua família?
- Você pergunta demais.
- Vocês dois. Calem a boca. Tem alguém chegando.
Dois carros grandes acompanhavam um terceiro carro de onde saiu May.
- Como uma taxista tem todo esse dinheiro?
- Culpe a Wikipédia.
Jake ligou o carro e acelerou em direção a May, quando encostou deu um tiro na cabeça de May. Um segurança tomou a frente e levou o tiro e os outros foram atrás do carro. Jake pulou e apontou a arma para os seguranças.
- JAKE! – Gritei. – Seu idiota.
Os seguranças foram atrás de nós e Anna pegou o volante e saiu dirigindo.
- Anna! Volte.
- Está louco. Nós morreremos se continuarmos la.
- Mas o Jake.
- O Jake vai ficar bem. Nós voltaremos.
Ela fez a volta com o carro e me deu o volante. Sentou-se na janela do carro e começou a atirar. Um dos tiros acertou a perna de May que caiu. Quando ela caiu Jake atirou na sua cabeça.
Eu suspirei aliviado e falei. – Garota! Você é boa.
- Tive os melhores mestres.
Jake correu até o carro e nós despistamos os seguranças. Nós paramos numa floresta onde estava o carro de Anna.
- Então Anna! Quer vir conosco?
- Não! Eu sou do estilo lobo solitário.
- Você é quem sabe. – Exclamou Jake.
- Nós ainda vamos nos ver. – Anna riscou o nome de May Bacelar da sua lista.
- Quando? – Perguntei.
- Logo. – Ela se despediu sorrindo e entrou no carro.
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