Vingança
4 Capítulo 3
Notas iniciais
À noite, Jason foi até a casa dos Jackson. Ele e Annabeth estavam comemorando num banho de banheira regada a vinho e beijos. Chovia muito lá fora, a cadela não parava de latir irritando Annabeth.
— Já chega! – ela diz se levantando da banheira.
— Aonde você vai? – pergunta Jason também saindo da banheira.
— Vou dá um jeito naquela cadela – ela diz indo para o topo da escada do porão onde Percy guardava um rifle e munição.
— O que vai fazer?
— Dá um fim naquele animal insuportável – ela diz colocando as balas no tambor e se dirigindo para fora da casa.
Senhora O´Leary estava inquieta e latia constantemente andando de um lado para o outro. Annabeth aponta a arma e atira, mas atinge a tranca do canil fazendo a porta se abrir. A cadela aproveita para fugir e Annabeth ri satisfeita.
— AHAHAHA!!
— Você é doida! – disse Jason.
Os dois entram na casa para continuar com a farra.
Enquanto isso, a cadela corre para o cemitério e se deita ao lado do túmulo de Percy, nem se importando com a chuva.
—--------------------------------------
No fundo da terra, Percy acorda do sono da morte. Ele abre os olhos e se vê trancado numa caixa apertada e entra em desespero. Ele grita, mas logicamente, ninguém iria ouvi-lo. Então, ele bate na tampa do caixão com bastante força, uma, duas três vezes até que consegue quebrá-lo.
Ele consegue se esgueirar pelo buraco da tampa e subir até a superfície. A cadela vendo a terra se mover se levanta e fica atenta. Então, uma mão surge de dentro da terra e depois uma cabeça e por fim o corpo inteiro. Ofegante, ele se arrasta para fora do buraco e se levanta, anda para longe do túmulo e se encosta numa árvore coberto de lama da cabeça aos pés.
— Senhora O´Leary – disse Percy com a voz rouca. – Olá garota.
A cadela choraminga, vendo o estado lastimável do dono, Percy olha para suas mãos que além de sujas estavam muito feridas.
— Vamos voltar pra casa e fazer uma visita a certa esposa assassina – disse ele se levantando com esforço.
Percy acompanhado da Senhora O´Leary chega à casa, ele reconhece o carro do médico e se dirige até a janela da cozinha. Ele vê a mulher que um dia amou beijar outro homem. Ele fecha a cara e então começa a entender algumas coisas.
Annabeth se desvencilha de Jason e olha para a janela e se assusta.
— O que foi?
— Tem alguém na janela.
Jason olha para fora, mas não vê ninguém e então a cadela começa a latir.
— Era a cadela – disse ele tranquilizando-a.
— A cadela? – disse ela aliviada.
— Preciso ir, nos vemos amanhã – disse Jason dando um beijo em Annabeth e se dirigindo para o carro.
Percy estava escondido atrás de sua caminhonete, quando Jason sai ele tenta entrar pela garagem, mas não consegue. Então, ele entra pelo porão e se joga sobre algumas sacas e dorme exausto.
Na manhã seguinte, Annabeth foi ter com o advogado que lhe entrega todos os documentos e ações de Percy.
— Percy me disse que recebeu uma oferta pela Firma – disse ela -, a oferta era de um milhão e meio. Estou disposta a aceitar, desde que o pagamento seja feito em 48 horas, em dinheiro.
— Claro, se quiser posso falar com os compradores – disse o advogado.
— Sim, por favor.
—-----------------------------------
No porão, Percy acordava num sobressalto, ele olha de um lado para outro achando que tudo não passava de um pesadelo, mas a realidade é dura. Ele sobe as escadas do porão e vai para a cozinha, bebe água e come algo da geladeira. Da janela da cozinha, ele vê quando Annabeth chega, ele volta para o porão e carrega o rifle.
— Querida, cheguei – disse irônico.
Ele a procura pela casa, Annabeth estava no quarto trocando de roupa. A capainha toca e ela desce para atender, Percy aponta a arma para as costas dela, mas o visitante o fez recuar.
— Quiron!
— Olá Annabeth, vim saber como você está.
— Eu estou bem, você quer entrar?
— Sim, mas não posso ficar muito tempo.
— Aceita uma bebida?
— Algo gelado seria bom.
— Uma cerveja?
— Não, estou trabalhando, mas eu agradeço mesmo assim.
— Uma soda diet?
— Aceito.
Quando ela abre a geladeira nota que uma coxa de frango estava mordida. Ela fica assustada, mas não deixa transparecer.
— Sabe – continua o Xerife –, eu lembro quando o Percy construiu essa casa, ele a fez com as próprias mãos. Eu vi a placa de venda lá fora.
— Essa casa ficou grande demais sem ele.
— Soube também que vai vender a Firma.
— Eu não entendo nada de administração, então...
— Você está fazendo a coisa certa. Bem, preciso voltar ao trabalho. Até mais.
— Obrigada por vir.
Nisso Jason aparece.
— Olá Xerife. Está passando mais tempo com a minha paciente do que eu.
— Acho que não, tenha um bom dia.
Quando o Xerife vai embora, Jason pergunta o que ele queria.
— Me fez todo tipo de pergunta – disse ela nervosa – quando vou embora, se vou vender essa casa até já soube que vou vender a Firma assim que saí do advogado.
— Entendo.
Percy escutava toda a conversa dos dois.
— Vamos embora esta noite, por favor – disse ela com medo. – Ele está desconfiado de alguma coisa.
— Calma Annabeth.
— Como quer que eu fique calma? – ela grita. – Quiron não é bobo.
— Não podemos ir agora, temos que esperar o dinheiro da venda da Firma, precisamos dele.
— Fizemos a coisa certa?
— É claro que sim – disse ele acariciando o rosto dela. – Ele só conhecia duas coisas: madeira e bebês, ele ter te engravidado foi a melhor coisa que ele fez. Se não fosse por isso, você nunca teria entrado na minha vida. E eu cuidei desse seu problema, não cuidei?
— Sim, cuidou – disse ela sorrindo.
Percy que ouvia tudo chorou ao saber que eles mataram seu bebê. Agora, ele queria vingança. Ele guardou a arma e se preparou para o que tinha em mente.
Aqueles dois iam pagar caro por isso.
Ao anoitecer, Percy sob as escadas para o andar superior e entra em seu quarto onde Annabeth dormia profundamente sob efeito de remédios. Ele entra no banheiro toma banho, troca de roupa e faz curativo em suas mãos. Ele desce as escadas e começa a preparar uma armadilha.
Fale com o autor